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sábado, 30 de outubro de 2010

POSSIBILIDADE REAL

Lemos em João 5:14



Depois Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: 


Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.

Há recorrentemente uma abordagem que fatalmente termina em discussão e ruptura de idéias no que concerne a alguma eventual possibilidade do ser humano ter alguma participação na concretização de seu futuro. Quase sempre recorre-se a um volume imenso de citações, idéias, teses, leituras, compreensões e uma palavra de uso novo "entendimento". Cada pessoa entende o que acha que deva ser entendido. O dar nomes aos animais do campo ( ordem de Deus a Adão ) é entendido como dar vida aos animais do campo. Toda idéia, compreensão, ponto e vista, se materializa e se torna real ao ponto de poder matar-se ou morrer por ela. Me aborrece o fato de em não sendo calvinista ser automaticamente arminiano. Sei o que a maioria das pessoas sabem sobre Calvino e sobre Armenius, com algumas variantes menores, mas se não soubesse nada sobre esses dois homens especiais que expressaram uma fé especial nas Escrituras e no Deus das Escrituras, a Bíblia, a única e genuína Palavra de Deus, que tiveram papéis fundamentais em suas respectivas épocas e lugares de forma benéfica para a igreja hoje, conhecê-los e partilhar suas idéias ( cá entre nós ) não faria falta alguma. 

As mesmas Escrituras estão aí diante de nós e mais disponíveis do que jamais tiveram, de fato guardadas as proporções até atrapalha. O grande número de calvinistas e arminianos ( não todos e nem a maioria )
incoversos e religiosos profissionais, cegos guias de cegos, que se sustentam ( vivem as custas das instituições vinculadas a um ou outro pensamento é imensamente grande. Pessoas que nem entram e nem deixam outros entrarem no reino ( me perdoem os sinceros, os regenerados, aos autruistas e aos que amam ao Senhor Jesus de todo o coração ).

A Bíblia está diante de nós, escancarada, pronta a revelar-nos o que precisamos ouvir, gostemos ou não, seja adequado ou conveniente aos nossos arcabouços doutrinários complexos e empedernidos, que não descrevem a Deus fielmente, nem a sua igreja fielmente, nem a seu Reino fielmente, mas os faz a imagem e semelhança de nossa particular e arbitrária compreensão para que nos sintamos bem com isso.

Não gosto muitas vezes do que a Bíblia diz sobre mim, sobre o homem, sobre a eternidade e sobre muitas coisas, já disse isso uma vez. Mas Deus não me deve satisfações e nem a nenhum homem ou outra criatura Sua. As vezes Ele no revela certas coisas por amor e pra nosso benefício como é o caso do texto e passagem registrada no início da postagem.

Não conheço quem tenha prazer em assistir "Paixão de Cristo" duas, três, quatro, cinco, vezes. É o melhor filme sobre Cristo, nosso Senhor e seu martírio por nós. Técnicamente bem feito, fiel aos fatos, terrível a mente. Basta assistí-lo uma única vez e nem o ateu mais empedernido conseguirá apagar as cenas de sua mente. essas o acompanharão até o dia do juízo como prova inconteste que de que alguém lhe falou sobre um tal Jesus Cristo.

Não há de fato como "gostar" do plano de Deus em matar-se a Si mesmo, matar o seu Filho unigênito em nosso lugar. Além de não entendermos totalmente mesmo como socorro da soteriologia não há como dizer a Deus: " é um belo plano...gostei mais da parte da cruz, etc, etc..."

Certamente Deus fez o melhor , da melhor maneira, da maneira mais eficaz, e nem Ele teve prazer em todos os episódios que envolveram a nossa redenção. Mas teologicamente tudo é prazeiroso, tudo é belo e os elementos mais terríveis parecem destaques e elementos de adorno num cenário terrível como foi o que evolveu a nossa desobediência, rebeldia, traição, negação mentirosa e ódio confessado a Aquele que nos criou a a todas as coisas. Isso não é belo, de modo algum, ainda que troquemos e adequemos melhor as cores desse cenário cósmico.

Pois bem, no texto em questão, após a cura de um certo homem ( leia a passagem na íntegra na sua Bíblia - João 5: 1 - 15 ) o Senhor Jesus adverte ao homem para que não incorra em novos pecados, que a primeira vista parecem ser os que possibilitaram o seu estado de doença, mas pode ser , de fato "novos e outros pecados" porém ligados ao mesmo estilo de vida.


1
DEPOIS disto havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
2
Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.
3
Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados, esperando o movimento da água.
4
Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.
5
E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo.
6
E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?
7
O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.
8
Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda.
9
Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado.
10
Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar o leito.
11
Ele respondeu-lhes: Aquele que me curou, ele próprio disse: Toma o teu leito, e anda.
12
Perguntaram-lhe, pois: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito, e anda?
13
E o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, em razão de naquele lugar haver grande multidão.
14
Depois Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.
15
E aquele homem foi, e anunciou aos judeus que Jesus era o que o curara.

Bem, não importa, o que importa para nós de todos os tempos e épocas,é a lição da possibilidade de haver para aquele homem dois amanhãs, dois futuros: permanecer curado e a parir daí experimentar um avida de bênçãos futuras a partir do momento de sua cura ou mesmo a despeito da cura milagrosa, do encontro com o Senhor ( haveria privilégio maior ? ) experimentar uma situação pior, eu disse pior ( foi o Senhor mesmo que disse isso ao homem ) do que o estado de doença a limitação vivida antes da intervenção e socorro por parte do Senhor Jesus.

Essas duas situações não dependiam de Deus, mas da atitude dele, do homem. Se incorresse nos mesmos pecados, ou em outros talvez assemelhados e aos primeiros relacionados, algo pior lhe sucederia. As palavras do Senhor Jesus eram um aviso solene e pŕeciso. Não sabemos qual foi o futuro e o final da vida daquele homem, se esse obedeceu e deu ouvidos as palavras e aviso do Senhor. Mas uma delas certamente se cumpriu literalmente na sua vida, na vida daquele homem, como resultado da obediência ou da não obediência. Só dependeu dele certamente.

Chame a isso o que quiser teologicamente. Não é problema meu, de fato é seu, inteiramente seu. A sua teologia ( figurativamente ) pode degradar uma cura no dia de sábado, que pena, racha toda a sua arquitetura e ela parece ser tão importante. Lixe-se Calvino e Armenius, nobres defuntos. Acima deles as Escrituras, fato que eles mesmos concordariam hoje, viveram , lutaram, sofreram e morreram, por isso.

Eu e você temos a possibilidade de escolhas, limitadas é verdade, mas há claramente um escopo de escolhas que podemos e devemos fazê-las e ai de nós se errarmos nessas escolhas.||O perdido pode ir a Deus e não ser á rejeitado se decidir fazê-lo. Essa é a única e verdadeira mensagem do evangelho. Seja o Zaqueu que agora mesmo ache uma árvore que compense as sua deficiência por estatura, esquecendo o seu orgulho; o  ladrão da cruz que enquanto as horas e os minutos se  escoam inexoravelmente num leito de hospital só pode tomar uma entre muitas decisões: pedir ao Senhor que se lembre graciosamente de si mesmo; ou Madalena, liberta de não poucos  demônios e da prostituição, derrama em adoração o bem mais precioso que possuía, ganho até mesmo a custa do pecado, santificando o que não era santo e tinha uso para luxúria, um caro perfume nos pés empoeirados de Jesus contra todas as objeções lógicas de todos, do dono da casa, do ambicioso e racional Judas, dos religiosos e falsamente zelosos da época.

Deus não faz acepção de pessoas. A sua atitude determinará a sua aceitação ou não, a sua escolha ou não. Mas você está sendo chamado enquanto lê essas linhas,meras repetições e reflexões do que está lá a quase vinte séculos, na Bíblia, nas Escrituras. Se não é crente seja não como Tomé,incrédulos a princípio, mas crente. Se se considera calvinista ou arminiano, cá entre nós , não seja nenhum dos dois. Isso mancha a sua experiência e fé cristã genuína. Olhe o mundo e veja quantos que se dizem e confessam ser um e outro envolvidos em tanta coisa anti-cristã. A lista é extensa e não há como dizer, esse sim, esse não. Seja de Cristo acima e antes de tudo.Se mantenha puro, fiel, como os joelhos que são dobraram a nenhum Baal. O que não entender, não compreender algo não julgue, mas também não se comprometa. 

Não se assente na roda dos novos escarnecedores, os escarnecedores cristãos ( bem piores que os incrédulos ). Tenha a atitude do sábio Gamaliel, a verdadeira obra de Deus sobreviverá ao tempo ( e o tempo é de Deus com todas as implicações ). Tenha experiências com Deus. A religião tem experiências comunitárias, o filho de Deus tem experiências particulares embora inteiramente consoantes com as experiências verdadeiramente Bíblicas. 

Nas páginas da  Bíblia são encontradas salvação, libertação, prosperidade, socorro, sabedoria, profecia, línguas estranhas e, direção, promessas, cumprimento de promessas particulares, visões, revelações, etc Se o estrupício do seu pastor endurece com relação a alguma dessas coisas ao se bel prazer ou fidelidade denominacional, mande o as favas com seus interesses particulares, pois importa mais "obedecer a Deus que aos homens" e o Senhor será contigo. Pode-se dizer com bastante propriedade: "quem tem ouvidos para ouvir que ouça" em alto e bom som.

Por Helvécio S. Pereira

segunda-feira, 31 de maio de 2010

ÊRRO É ÊRRO E NÃO ESTAMOS IMUNES A ELES, MAS NÃO RECONHECÊ-LOS JÁ É OUTRA HISTÓRIA

PROMETI NÃO VOLTAR A DEBATE SEMELHANTE E NÃO O FAÇO AGORA NOS TERMOS EM QUE A DISCUSSÃO ACONTECIA, MAS COMO DEVER DE PROMOVER O DEVIDO ESCLARECIMENTO A QUEM INTERESSAR. É SIMPLESMENTE O OUTRO LADO DAS COISAS.

Imagine que alguém tenha amado sinceramente ao Senhor Jesus, crido nEle como o unigênito Filho de Deus e aquele quem comprou a nossa salvação, pagando o resgate pelos nossos pecados  e concedendo Ele mesmo a vida eterna a todo o que nEle creia.

Essa pessoa viveu a mais ou menos cinco séculos. Não teve um a vida tão longeva, mas gastou todos os seus últimos anos em uma unica ocupação que um tripé: pregação, ensino e defesa da Palavra de Deus. Uma coisa contudo o inquietava: sendo o evangelho algo tão maravilhoso, e de mensagem tão clara, porque os homens de sua época preferiam dar crédito a um  cristianismo distorcido, quando não o negavam totalmente?

Não conseguiam entender, crer e serem salvos porque por si mesmo isso seria impossível. A resposta simples foi de que não eram  eleitos, escolhidos, predestinados para a salvação e não sendo, Deus que dava o entendimento e levava o salvo a salvação, não fazia nada por eles. Essa arquitetura doutrinária parecia e parece a muitos hoje, quinhentos anos depois algo bastante lógica. Não crêem porque não podem fazê-lo por si mesmos. Só Deus pode fazê-lo e se Ele , Deus não faz é porque  a estes Deus não quer ver salvos. Daí uma outra idéia resultante aparentemente inocente e com sentido é que Jesus não morreu por todos, só pelos predestinados, aqueles escolhidos, lá atrás, antes da fundação do mundo. Jesus já veio a este mundo com todas as figurinhas carimbadas. A despeito de tudo isso, esses irmãos ainda pregam, para que os escolhidos que serão salvos de qualquer jeito, ouçamo evangelho, creiam e aí sejam salvos ( mas não seriam salvos de qualquer jeito? ). Mas não acabou, para que os não salvos não se metam a engraçadinhos e desmantele essa curruptela teológica tira-se lhes toda a escolha, senão alguém pode escolher aceitar o evangelho e para onde vai a nossa teologia forçadora de barras?

A Bíblia não fala de nenhum livre-arbítreo mas esse é eleito como inimigo número um dessa teologia, mesmo sendo uma idéia da filosofia pagã e por conseguinte e construída alheiamente à revelação das Escrituras. Afinal é preciso que um ser humano sem escolhas e sem liberdade, não possa apenas não crer, mas também não rejeitar tamanha graça ( que é realmente tamanha escriturística e bíblicamente ). Mas é preciso garantir que não haja nenhum erro e nenhuma saída, nenhuma dúvida de que haja eleitos e que concidentemente nós os que cremos somos esses eleitos ( Graças a Deus!). Cria-se então um Deus solitário rodeado de seres que são apenas marionetes ao seu redor. 

Que Deus é absoluto, maior do que toda a Sua criação, qualquer que ela seja, sem rivais, sem iguais, não há nenhuma dúvida. Mas daí a ser Deus alguém que fala consigo mesmo por toda a eternidade, dá bofetões em sua própria face e que grita com seus bonecos enquanto os manipula por cordas como marionetes, fazendo-os se movimentarem de determinado modo e a fazerem uma série de coisas, depois grita com eles dizendo: " Eu o quemarei no inferno seus desobedientes!" a despeito de todo debate teológico com maquiagem de profundidade, é discurso de um néscio completo.

Quando eu era pequeno, por ser na prática filho único ( meu irmão era exatamente vinte anos mais velho que eu e não morava mais conosco ) brincava sozinho. Criava dois times com bonecos de soldados e índios ( aqueles de exército americano e índios, também americanos ). Era Cruzeiro e Atlético, dois maiores times de Minas Gerais. Uma minúscula bola de papel, e eu movimentava os "jogadores" ( soldados e índios americanos ); Havia outros times, Santos, Palmeiras, Botafogo, etc. Eu criava campeonatos e cada partida tinha exatamente os gols que eu imaginava para dar equilíbrio ao meu campeonato imaginário. Cada bonequinho representava um jogador real. Eu narrava as partidas enquanto manipulava tudo. O campeão era sempre o meu time, o Cruzeiro Esporte Clube. O vice, o terceiro e o quarto lugar eram os times que eu determinava a partir dos vários resultados em cada partida. Havia jogos "difíceis", "fáceis", "goleadas", decisões por pênaltis, defesas e gols de faltas fantásticos, bolas na trave, tudo. tinha tanta ou mais emoção como nos jogos de futebol dos atuais e virtuais jogos de vídeogames e computador. 

Pois é exatamente assim Javé dos Calvinistas. Não é um pequeno erro. Não se trata de uma pequena resvalada  teológica a despeito de tanto falatório, livrório, seja o que for dito ou escrito. Se  a predestinação calvinista e antes luterana estiverem certas não é necessário mover um apena para pregar-se o evangelho mesmo porque  nenhum homem ou mulher, nenhum crente está de fato pregando ou testemunhando nada, pois não temos escolha, ação, não pagamos nenhum preço, não nos custa nada, somos apenas marionetes do lado certo da história.

Curiosamente somos salvos pela graça, segundo dizem! Predestinados o são, e isso é razoável, de fato bastante razoável, por alguma razão e se assim é, não é mais pela graça! Um eleito é eleito por alguma razão não pode ser pela graça, ou então é pela sorte..salvação pela sorte! imerecida, injustificável como numa loteria! Mas não pára por aí...numa mesma casa, todos pecadores ( pois todos pecaram e destituídos estão -estamos - da glória de Deus ) um, dois, são eleitos, os mais "nós cegos", e a mãe que deu a vida para deixar esses fedelhos crescidos, estudados, sadios e livres para se esbaldarem durante anos...não é eleita! Mas como? não é eleita, pronto! Ela não entendeu o evangelho, não creu...portanto, infelizmente não é eleita...azar dela, sinto muito... Mas não dá para saber quem é eleito, quem não é...mas só o eleito sabe que é eleito e que outros que "humildemente" crêem são eleitos. Ah! tem mais uma coisa: "eleitos" pensam  igualmente sobre um monte de coisas, outras não, mas sobre o fato de serem "eleitos" não abrem mão.

Se algum irmão, que não compartilha desse minha reflexão e naturalmente defende a predestinação e a eleição salvívica  leu até aqui, e pensa exatamente como calvinista, não gostou da maneira aparentemente jocosa com que construí este texto. Mas asseguro sinceramente que  o fiz para dar cores fortes ao conjunto teológico construído a quinhentos anos, e assim com cores berrantes deixar ligeiramente mais claro as implicações simples e sérias dessa forma de ver Deus, o homem, a salvação, a perdição eterna, a pregação do evangelho, etc. Não o fiz para zombar das pessoas, nem do passado, nem do presente. Me moveu o fato também de ter lido que um certo irmão como qual tive um ligeiro "bafafá teológico" em torno de algumas questões referentes a atual igreja evangélica no Brasil, entre outras coisas de sua longa história cristã, está prestes a abraçar a predestinação. Bem ele faça o que quiser mais certamente há posicionamentos mais salutares a fé cristã do que esse. É bom defender a predestinação entre tantos cristãos nominais, católicos, evangélicos, paraprotestantes, reformados, etc. Que tal ser defensor da predestinação na China, no Irã, na Palestina, no Iraque? Afinal,  para ser chato tem que ser em circustâncias bem cômodas.


De fato , nenhum crente será mais salvo ou contráriamente perdido por ser calvinista, arminiano, unicista, etc. Será salvo se crer em Jesus e perdido se negar a Jesus. Mas os outros perdidos, que ainda vagam pelo mundo dependem de uma postura mais correta  minha e sua.
Seu marido, suas esposa,seus filhos, sua mãe, seu pai, sua avó, seu tio, seu médico, sua parteira, seja quem for a pessoa a quem você deva alguma coisa ou ame muito, muito...

Considere o fato do inferno existir...eleito ou não eleito, predestinado ou não predestinado...se você se sente salvo e ama de todo o coração ao Senhor Jesus, meu e seu Senhor e Salvador...considere a desgraça da perdição dessas pessoas... elas não estão perdidas por não serem eleitas...não seja louco... elas estão perdidas por que não acham que devam fazer alguma coisa, que tem de fato poder de escolha e que contra tudo, devem escolher crer, devem escolher aceitar, devem escolher se entregar, devem escolher largar o que for preciso, e devem escolher seguir a Jesus, haja o que houver...é de fato a única escolha que devem fazer antes que a vida de cada uma delas se acabe...

Não importam os debates teológicos aparentemente tão bem fundamentados...importa a verdade que "quem quiser pode beber de graça da água da vida". Alheia a concepção filosófica ou a uma  ou outra posição teológica a Bíblia descreve com todas as cores e nuances o embate entre criaturas rebeldes a soberania de Deus que, embora absoluta, nunca se impôs atropelando as suas criaturas, seja Satanás, os demônios e o homem. O universo e o que haja nele e forma dele são e serão  testemunhas que Deus sempre esteve certo e que sempre foi perfeitamente Justo  e só por esse reconhecimento que toda língua confessará a sua justiça e santidade absolutas.

Não citei um monte de versículos bíblicos como fazem os defensores dos dois lados. Citarei apenas uma passagem que mostra que Deus deu as suas criaturas incluídas aí o homem alguma liberdade verdadeira e autêntica. Após o pecado as Palavras proferidas pelo Deus criador em Gênesis 3:22 foram as seguintes, encontradas em toda e qualquer tradução da Bíblia Sagrada. 

Gênesis 3:22E o Senhor Deus disse: "Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente."


COMO NÃO TER LIBERDADE SE DEUS TEVE QUE LANÇAR FORA DO JARDIM O HOMEM E SUA MULHER? SE NÃO HOUVESSE ESSA POSSIBILIDADE DEUS NÃO PRECISARIA TOMAR NENHUM CUIDADO NÃO  É MESMO? A BÍBLIA DE FATO ESTÁ REPLETA DE EXEMPLOS: DE ADÃO E EVA, PASSANDO POR CAÍM, PASSANDO POR ABRAÃO E SARA, JACÓ E ESAÚ, RUTE, SANSÃO, DAVI E TANTOS QUE A LISTA SE TORNA ENORME. A VOCÊ SÓ BASTA RELER OS REGISTROS REFERENTES A VIDA DE CADA UM DELES, PASSAR PELOS ENCONTROS DE JESUS COM AS PESSOAS, RELER AS PARÁBOLAS CONTADAS PELO SENHOR, CHEGAR AO LIVRO DO APOCALÍPSE, E RELER AS CARTAS ESCRITAS AS SETE IGREJAS. EM TODA A BÍBLIA O HOMEM É INSTADO A TOMAR UMA POSIÇÃO DIANTE DE DEUS, A TOMAR DECISÕES, O  QUE IMPLICA EM CERTO GRAU DE LIBERDADE OBVIAMENTE. ISSO É ALGO INEGÁVEL.


Por Helvecio S. Pereira

segunda-feira, 24 de maio de 2010

UM DILEMA BÍBLICO ( PARA OS TEÓLOGOS ): O ENDURECIMENTO DO CORAÇÃO DE FARAÓ




Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. ( João 5:39 )


Não posso negar, mesmo porque é a verdade, que a razão dessa postagem é a abordagem feita, em seu blog por um querido irmão no Senhor, como muita propriedade, fato que gerou boas participações de outros irmãos sobre o assunto, e até levantamento de outras questões mais ou menos relacionadas. Não estarei inventado e nem portanto. reiventando a roda. Provavelmente seja um abordagem já feita por alguém e se não o foi nunca por ninguém, pode até haver o perigo de ser herética, tenho entretanto certeza de que não o é. Não as faço por vaidade, mas pelo exercício sadio de examinar as Escrituras, ocupar-me com seu estudo, coisa que sei que muitos outros irmãos fazem melhor do eu.

Obviamente me baseio na Bíblia, nas Escrituras, logo o risco de estar inventando moda ou dando tiros no escuro é relativamente minimizado. Mais um elemento necessário e importante é o temor e o respeito à Palavra de Deus e ao próprio Senhor antes de tudo, que se traduz na cautela com cada palavra e revisão de cada colocação a cada momento que sinta necessário e ainda for preciso a retirada do que foi dito imediatamente. Um ditado ou provérbio árabe reza que " não importa a distância e o tempo que tenha andado no caminho errado...volte imediatamente". Bíblicamente temos: "Lembra-te onde caiste e arrepende-te!", palavras do Senhor Jesus no livro do Apocalípse. Portanto constatado o engano refaça as suas formulações imediatamente.

As Escrituras sob certo aspecto, me entendam bem, não são a verdade,dizem , registram a verdade.  Pois conforme declarou o Senhor Jesus, são elas ( as Escrituras, a Bíblia ) que testificam dEle.

  O ENDURECIMENTO DE FARAÓ, UM DILEMA BÍBLICO MILENAR

O texto em questão, Êxodo7: 3-5 ( razão dessa postagem e abordado em um post no blog Kálamos ) é frequentemente usado para expressar da forma mais direta possível que Deus dirige todas as atitudes humanas, não sobrando nenhum espaço, absolutamente pra que o ser humano tome alguma atitude. Dito de forma mais simples: uma pessoa só faz o que Deus quer,para o bem e para o mal como no caso da passagem em foco. Dito ainda de outra forma: Judas traiu Jesus pois Deus o fez trair,Caim matou a Abel pois Deus o fez matar o seu irmão. Hitler exterminou seis milhões de Judeus aproximadamente, sufocando-os  e deixando-os morrer a míngua quando não imediatamente assassinados sem causa, porque Deus o fez fazer isso. Uma mulher qualquer é estuprada porque Deus fez o seu estuprador estuprá-la. Tomado ao pé da letra ( e o contrario não significa acomodá-lo ao nosso bel prazer ) é isso que significa quando usado como justificativa contra o livre-arbítreo que nem aparece como expressão em toda a Bíblia. Aliás a palavra trindade também e igualmente não aparece em toda a Bíblia e essa é de fato uma falsa justificativa para os crentes que escolhem o unicismo como opção teológica conveniente.

É de fato incrivel também como pelo comodismo e autoprazer teológico nos satisfazemos com certas arquiteturas de fé ou de crença. Disponho de várias peças teológicas e busco encaixá-las, desprezando ou buscando aquelas que montem um arcaboço mais ou menos coerente desprezando o sentido e objetivos mais amplo. Deus é soberano e eu me sinto no dever de "explicar " e justificar essa soberania, quando deveria tão somente crer nesse fato.

Qual a diferença então em aceitar que Faraó se tornou culpado de seus atos que culminaram irredutivelmente com sua morte e o apagamento total de sua memória da história universal, justamente por ter escolhido se colocar irredutivelmente contra Deus e seus propósitos ?

A passagem em questão é a seguinte:

“Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas. Faraó, pois, não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei meus exércitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com grandes juízos. Então os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles”

[Ex 7.3-5].

Quando da oportunidade da postagem do meu comentário no blog do irmão Jorge, citei o que diz a língua original do texto em questão. Antes porém uma necessária explicação: a tradução da idéia original para as várias centenas de  linguas do mundo,não é tarefa fácil e é resultado do trabalho diligente de especialistas, que fazem inúmeras e exaustivas comparações. Em certos casos a tradução para a nossa língua portuguesa fica truncada mas correspondente à original. É o caso de Gênesis 1:1 que reza:






Ge 1:1 No princípio criou Deus os céus e a terra.
A palavra original traduzida por "Deus" no singular é Elohim ( deuses). Em todas as línguas ocidentais e em todas as Bíblias ficou no singular, por duas razões: uma a possibilidade do uso linguístico no aramaico como referência respeitosa ( Deus acima dos deuses, por exemplo )

Outro exemplo é por ocasião da criação do homem ainda em Gênesis 1:26






26¶ E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.

Nessa passagem o verbo "fazer" aparece no plural, corretamente traduzido e aparentemente contradiz com a palavra "Deus" no singular. 

Nas duas passagens em questão, depreende-se a revelação da Trindade só tornada conhecida mais tarde no Novo Testamento através do próprio Senhor Jesus Cristo. Ou seja um texto tráz luz, mas sozinho, um vercículo não justifica uma doutrina.

Se aceito a Trindade como verdade revelada nas escrituras ambos os versículos de Gênesis 1:1 e 1: 26 amparam a minha forma de crer, se não somente Gênesis 1:1 em português me dão alguma base para ser Unicista.

Da mesma forma o texto de Êxodo 7: 3- 5 favorece aparentemente uma doutrina determinista e se opõe à liberdade relativa do homem quando tomada literalmente em português sem maiores considerações.

Consideremos os verbos originais usados na passagem em questão ou usados para estudo comparativo para se conseguir a melhor tradução da passagem:

O primeiro verbo cuja transliteração é hãzaq  é usado 12 vezes na narrativa  de Êxodo capítulos 4 - 14. Na maioria das vezes o Senhor Deus é o agente desse endurecimento. Quatro vezes é usado no sentido passivo ou de estado ( o mesmo verbo ), nesse caso o coração de Faraó se endureceu ( por si próprio ). Outro verbo é o verbo cuja transliteração corresponde ao seguinte: kãbēd. Esse verbo aparece cinco das doze vezes, tendo como agente tanto Deus como Faraó, aparecendo também no sentido passivo ou de estado. E por último o verbo cuja transliteração é qãshâ usado somente uma vez com Deus como único agente.

Seria necessário enumerar versículo por versículo, cada um com cada verbo e uso em seu determinado lugar para uma demonstração mais pormenorizada. Entretanto é suficiente para revelar a leitura do texto original demonstra muito mais que no português ou no inglês, enfim numa língua ocidental da evolução do que aconteceu entre Deus e Faraó por intermédio de Moisés. 

Qual a explicação mais plausível? Deus poderia ter tirado o seu povo do Egito por mil modos sem o confronto relatado no livro de Êxodo. Não é Ele absoluto como deterministas e não deterministas defendemos? Óbvio que sim, então por que não o fez?

Há de se recordar que Faraó fora criado, instruido e treinado para difundir uma idéia aceita convenientemente de que era ele, Faraó, um deus, filho do Sol, e acima dos demais deuses dos demais povos de sua época. Ter em suas terras um deus menor  não era problema para Faraó. Ter um igual já era algum problema ainda que contornável nas disputas com demosntrações de prodígios de lado a lado. Aceitar a idéia que não era nenhum deus e que o Deus dos seus escravos era mais poderoso, maior e o único Deus de toda a terra e de todos os povos era deveras inaceitável.

Daí haver dois propósitos por parte de Deus, ambos didáticos: mostrar ao Egito e ao povo Hebreu nascido sobre o patrocínio ainda que indireto do culto a personalidade "divina" do maior imperador da maior nação da terra ,dentre todos os povos à época. 

Daí no texto original haver um crescente de reações por parte do Faráo. Deus foi se revelando ao Egito e ao povo Hebreu ao mesmo tempo. A cada passo do processo, fatos públicos colocavam em cheque quem Faraó era de fato perante os homens e perante o único e Onipotente Deus. É fato conhecido que reis e governantes jamais governam sozinhos e isso é bastante claro no texto bíblico, quando os mágicos do Faraó se propõem em fazer os mesmos "truques" do ponto de vista dos ( egípcios). Faraó é fraco, não demonstra convicções pessoais como o antigo Faraó da época de José ( registra a história como o único Faraó monoteísta e que foi assassinado por um comprô palaciano. 

Portanto o registro Bíblico demonstra um plano de Deus divinamente e, execução, e que demonstra por todos os lados um Deus de misericórdia tardio em irar-se e que não teria de forma alguma em um simples homem alguém que pudesse rivalizá-lo.


Não é sábio remeter ao texto apenas para sustentar ou até combater o chamado determinismo Bíblico deixando assim de apreender o verdadeiro sentido do texto, do livro, do episódio de libertação e de exaltação do único Deus registrado nas Escrituras Sagradas.


Voltando ao versículo, razão da postagem ( Êxodo7:3-5), vemos todas essas implicações nele registradas. Obviamente, quem tem o privilégio de ter acesso a língua original e perceber nuances mais profundas e variações mais delicadas no texto poderá, certamente aproveitar melhor a real mensagem bíblica.

Por Helvecio S. Pereira

sábado, 9 de janeiro de 2010

LIBERDADE PARA ACEITAR OU REJEITAR

Aparentemente é apenas um detalhe, mas pensando na questão da liberdade, ou não liberdade do homem,  lembrei-me de um detalhe que agora revisto parece-me bastante relevante. Que a Bíblia é a Palavra de Deus há consenso entre os cristãos em geral, tanto Católicos quanto Protestantes. Batemos cabeça é na interpretação. Embora haja embates constantes entre a chamada ciência e a religião, no caso da Bíblia e suas declarações, no que aparece registrado nela, a existência da Bíblia se deve bastante ao trabalho de setores da ciência que graças as descobertas, preservação, tradução e pesquisa para refutar e, ou confirmar o que nela aparece dito, está em constante atividade. Outro dado é sua influência direta ou indireta em toda a sociedade humana de alguma maneira, e que é sempre benéfica, salvo interpletações mais estapafúrdias ( o que não é culpa da Bíblia mas de quem transloucadamente a interpleta de modo errôneo e contraditório ).


Primeiramente revisemos alguns dados importantes acerca do chamado Livro Sagrado:

A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo de Israel. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.
Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.
Para a maior parcela do cristianismo a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.
Não-cristãos de um modo geral vêem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Em regra os não-cristãos recusam qualquer origem divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental, embora a origem da Bíblia ter sido no chamado Oriente Médio.
A comunidade científica tem defendido a Bíblia como um importante documento histórico  narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito da sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a história religiosa do povo de Israel singra em função da soberania de seu povo que se diz o "escolhido" de Deus e, inclusive, manifesta essa atitude nos seus registros.


A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:
  1. O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente;
  2. Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor;
  3. A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes;
  4. O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia,arqueologia, antropologia,arqueologia,cronologia, biologia,etc.).


A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton  da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma seqüência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos.  A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus. Pequenas diferenças nas divisões e numerações de capítulos e versículos adotadas podem ser observadas quando se comparam as edições da Bíblia católica, protestante ou judaica (Tanakh).


Agora o que me referia no início desse "post".

A Bíblia tem duas divisões importantes quem são reconhecidas como Antigo e Novo Testamento. As denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do século II, quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como parte do cânon sagrado.

E de onde vem essa designação? Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.
A palavra portuguesa "testamento" corresponde à palavra hebraica berith (que significa aliança, pacto, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no  Monte Sinai,  tal como descrito no livro de Êxodo ...Êxodo 24: 1-8 e Êxodo 34: 10-28. Tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança ( Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo ( Mateus 26:28 ). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga ( Hebreus 8:13)  em contraposição à nova aliança ( II Coríntios 3:6-14 ).
Os tradutores da Septuaginta  traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa "aliança" (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso unilateral).
As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança.
O termo testamento veio até nós através do latim  quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentum. São Jerônimo, revisando esta versão latina, manteve a palavra testamentum, equivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.

Agora vamos a conclusão:
Vimos as origens dos nomes em que constituem a divisão básica da Bíblia Sagrada. Vimos que essa designação não é extra-bíblica, mas baseada nos versículos bíblicos acima citados. Para alguns o grande nó é a chamado livre-arbítrio que não aparece na Bíblia e é um conceito filosófico surgido bem mais tarde. E na Bíblia não há nenhuma inferência explícita ou implícita sobre o assunto. Temos nas duas designações das duas grandes divisões da Bíblia as palavras  "Aliança" ou " Testamento" . Só que a comumente a usada é menos exata como foi demonstrado pois do latim temos que "Testamento" é  um CONTRATO UNILATERAL enquanto " Aliança" é um CONTRATO BILATERAL - o que baseado nos versículos supra citados e a explicação do que foi feito por ocasião da tradução deveria ter sido adotado.

Um contrato Bilateral depende do assentimento de ambas as partes senão não é bilateral. As duas partes tem que obrigatóriamente ter a liberdade de decisão. Já no contrato Unilateral só depende de uma das partes para que o mesmo tenha validade e mais, a outra  das partes não pode rompê-lo. A escravatura era um contrato Unilateral. O escravo não poderia rompê-la. No contrato bilateral as duas partes são responsáveis pela manutenção do que é acertado entre elas e novamente qualquer uma das partes pode quebrá-lo tendo como resultado uma penalização.

A minha interrogação é pois a seguinte:  como existir um contrato bilateral  sem que haja liberdade de ambas as partes ou que uma não tenha vontade própria, seja uma marionete, um robô ?

O homem é responsável diante de Deus por seus pecados e pela sua condição de perdição. Ele pode se arrepender e como o Filho Pródigo voltar a casa do Pai ou não. Antes de qualquer filosofia a Bíblia já revelava a nossa verdadeira condição. Somos livres para amá-lo ou não. Seguí-lo ou deixá-lo.

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