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sábado, 9 de janeiro de 2010

LIBERDADE PARA ACEITAR OU REJEITAR

Aparentemente é apenas um detalhe, mas pensando na questão da liberdade, ou não liberdade do homem,  lembrei-me de um detalhe que agora revisto parece-me bastante relevante. Que a Bíblia é a Palavra de Deus há consenso entre os cristãos em geral, tanto Católicos quanto Protestantes. Batemos cabeça é na interpretação. Embora haja embates constantes entre a chamada ciência e a religião, no caso da Bíblia e suas declarações, no que aparece registrado nela, a existência da Bíblia se deve bastante ao trabalho de setores da ciência que graças as descobertas, preservação, tradução e pesquisa para refutar e, ou confirmar o que nela aparece dito, está em constante atividade. Outro dado é sua influência direta ou indireta em toda a sociedade humana de alguma maneira, e que é sempre benéfica, salvo interpletações mais estapafúrdias ( o que não é culpa da Bíblia mas de quem transloucadamente a interpleta de modo errôneo e contraditório ).


Primeiramente revisemos alguns dados importantes acerca do chamado Livro Sagrado:

A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo de Israel. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.
Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.
Para a maior parcela do cristianismo a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.
Não-cristãos de um modo geral vêem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que os escreveu. Em regra os não-cristãos recusam qualquer origem divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental, embora a origem da Bíblia ter sido no chamado Oriente Médio.
A comunidade científica tem defendido a Bíblia como um importante documento histórico  narrado na perspectiva de um povo e na sua fé religiosa. Muito da sua narrativa foi de máxima importância para a investigação e descobertas arqueológicas dos últimos séculos. Mas os dados existentes são permanentemente cruzados com outros documentos contemporâneos, uma vez que, a história religiosa do povo de Israel singra em função da soberania de seu povo que se diz o "escolhido" de Deus e, inclusive, manifesta essa atitude nos seus registros.


A hermenêutica, uma ciência que trata da interpretação dos textos, tem sido utilizada pelos teólogos para se conseguir entender os textos bíblicos. Entre as regras principais desta ciência encontramos:
  1. O texto deve ser interpretado no seu contexto e nunca isoladamente;
  2. Deve-se buscar a intenção do escritor, e não interpretar a intenção do autor;
  3. A análise do idioma original (hebraico, aramaico, grego comum) é importante para se captar o melhor sentido do termo ou as suas possíveis variantes;
  4. O intérprete jamais pode esquecer os fatos históricos relacionados com o texto ou contexto, bem como as contribuições dadas pela geografia, geologia,arqueologia, antropologia,arqueologia,cronologia, biologia,etc.).


A sua divisão em capítulos e versículos que conhecemos hoje surgiu em momentos diferentes da história. A primeira divisão (em capítulos) credita-se a autoria ao arcebispo Stephen Langton  da Cantuária, no século XIII, que fez as marcações dos mesmos através de uma seqüência numérica em algarismos romanos nas margens dos manuscritos.  A divisão em versículos foi realizada em 1551 numa edição em grego do Novo Testamento pelo humanista e impressor Robert Stephanus. Pequenas diferenças nas divisões e numerações de capítulos e versículos adotadas podem ser observadas quando se comparam as edições da Bíblia católica, protestante ou judaica (Tanakh).


Agora o que me referia no início desse "post".

A Bíblia tem duas divisões importantes quem são reconhecidas como Antigo e Novo Testamento. As denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros sagrados, começaram a ser usadas no final do século II, quando os evangelhos e outros escritos apostólicos foram considerados como parte do cânon sagrado.

E de onde vem essa designação? Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes.
A palavra portuguesa "testamento" corresponde à palavra hebraica berith (que significa aliança, pacto, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no  Monte Sinai,  tal como descrito no livro de Êxodo ...Êxodo 24: 1-8 e Êxodo 34: 10-28. Tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança ( Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo ( Mateus 26:28 ). Os escritores neotestamentários denominam a primeira aliança de antiga ( Hebreus 8:13)  em contraposição à nova aliança ( II Coríntios 3:6-14 ).
Os tradutores da Septuaginta  traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa "aliança" (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso unilateral).
As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança.
O termo testamento veio até nós através do latim  quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu diatheke por testamentum. São Jerônimo, revisando esta versão latina, manteve a palavra testamentum, equivalendo ao hebraico berith — aliança, concerto, quando a palavra não tinha essa significação no grego. Afirmam alguns pesquisadores que a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico berith.

Agora vamos a conclusão:
Vimos as origens dos nomes em que constituem a divisão básica da Bíblia Sagrada. Vimos que essa designação não é extra-bíblica, mas baseada nos versículos bíblicos acima citados. Para alguns o grande nó é a chamado livre-arbítrio que não aparece na Bíblia e é um conceito filosófico surgido bem mais tarde. E na Bíblia não há nenhuma inferência explícita ou implícita sobre o assunto. Temos nas duas designações das duas grandes divisões da Bíblia as palavras  "Aliança" ou " Testamento" . Só que a comumente a usada é menos exata como foi demonstrado pois do latim temos que "Testamento" é  um CONTRATO UNILATERAL enquanto " Aliança" é um CONTRATO BILATERAL - o que baseado nos versículos supra citados e a explicação do que foi feito por ocasião da tradução deveria ter sido adotado.

Um contrato Bilateral depende do assentimento de ambas as partes senão não é bilateral. As duas partes tem que obrigatóriamente ter a liberdade de decisão. Já no contrato Unilateral só depende de uma das partes para que o mesmo tenha validade e mais, a outra  das partes não pode rompê-lo. A escravatura era um contrato Unilateral. O escravo não poderia rompê-la. No contrato bilateral as duas partes são responsáveis pela manutenção do que é acertado entre elas e novamente qualquer uma das partes pode quebrá-lo tendo como resultado uma penalização.

A minha interrogação é pois a seguinte:  como existir um contrato bilateral  sem que haja liberdade de ambas as partes ou que uma não tenha vontade própria, seja uma marionete, um robô ?

O homem é responsável diante de Deus por seus pecados e pela sua condição de perdição. Ele pode se arrepender e como o Filho Pródigo voltar a casa do Pai ou não. Antes de qualquer filosofia a Bíblia já revelava a nossa verdadeira condição. Somos livres para amá-lo ou não. Seguí-lo ou deixá-lo.

Um comentário:

  1. Certíssimo...
    Parabéns pela definição...
    Participe do meu blog e deixe seus comentários conforme os temas lá propostos, peço que divulgue o máximo que puder.
    aprendendocomomestre.blog-2010.com
    Pb. Edevaldo Paiva
    Teólogo - Professor e mestrando em teologia.
    Abraços, fiquem na paz.

    ResponderExcluir

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