COME TO ME

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ELEITOS



Há termos ou palavras e até mesmo expressões que não aparecem em nenhum lugar da Bíblia mas são repetidas pelos cristãos ( e muitas vezes não há errado nisso ). O problema é que se tornam bandeiras ardorosamente defendidas por alguns e combatidas com igual devoção e força por outros. Daí surge a idéia que algumas, ou muitas delas, sejam novidades e que foram finalmente "descobertas" por alguém. Talvez eu não consiga fazer uma melhor exposição sobre o assunto, mesmo porque não é o propósito do espaço desse blog, o de  ser um roteiro de estudo teológico, ou até mesmo uma pregação sobre algum assunto. São apenas reflexões que compartilho com o leitor e que cada um deve, se assim agradar, desenvolver a sua própria reflexão. Justifica-se também a minha posição de fugir de grandes polêmicas, ainda que aparentemente necessárias, que possam se prolongar indefinidamente, e pior não contribuir para o fortalecimento da fé de alguém. Nas minhas naturais visitas a sites e blogs de toda espécie, religiosos ou não, cristãos ou não, e também cristãos evangélicos, noto que muita gente gasta tempo e recursos, para produzir e manter espaços, que embora abordem a Bíblia e seus temas prioritariamente não edificam. Qualquer um que visite certos sites pode, após a visita e leitura das postagens, sair com sua fé mais ou menos abalada, com dúvidas terríveis semeadas em seu mente. Palavras proferidas são como flechas lançadas, não tornam jamais, e você não pode mudar o seu curso, o seu destino. A responsabilidade e uma avaliação dos resultados causados a alguém, devem vir antes do desejo natural de simplesmente expressar uma opinião. É nesse princípio que  pauto a escolha e avaliação de cada postagem feita nesse blog.

Como já citado em outra postagem, palavras como "trindade", expressões como "teologia da prosperidade",  ou ainda "cura divina", "avivamento pentecostal", "renovação carismática", "teologia da libertação" ( de que e para quê? ), cunhagens de grupos ou situações como "pentecostais", "renovados", "avivados", "tradicionais",  "históricos", "reformados", "neopentecostais", "neocalviniastas", "evangélicos", etc, e outras até  também  curiosas como "desviados", por exemplo. Não que eu desdenhe completamente essas cunhagens todas. Acho até convenientes para sabermos que idéia expressam cada uma delas.

Fato curioso é que na teoria da comunciação e na linguística, se não me falha a memória dos estudos que tive a muitos anos,  uma idéia só passa a existir quando há uma palavra para definí-la. Daí a razão das línguas serem altamente dinâmicas, com palavras caindo em desuso, novas palavras e expressões surgindo de tempos em tempos. Trata-se de uma fato plenamente natural em qualquer língua ou cultura humanas. O problema, no caso, dos cristãos, é a divisão e a luta por idéias que não são novas na revelação Bíblica e agora aparecem com um certo "status". As pessoas, mesmos cristãs e crentes, não recorrem mais tanto  as suas  Bíblias, como deveriam. Antes  aos "papas" de cada idéia, propaladores e defensores de cada posição. Aos novos "doutores da lei", em divindade, ecleseologia, etc, etc.

Já faz algum tempo, um querido irmão em Cristo, me arguiu se Deus amaria mais uns do que a outros. Se não me falha a memória novamente, foi por telefone e eu lhe disse que sim. Na minha opinião Deus amaria mais a uns do que a outros, lembrando que temos em português duas palavras que definem melhor essa situação e que, na maioria das vezes são usadas indistintamente: amar e gostar. Pais amam, na maioria das vezes, todos os seus filhos, mas é inegável que gostem mais de uns que de outros, principalmente como nas famílias  brasileiras mais antigas, onde facilmente havia mais de uma dezena de filhos. O amar tem a ver com o fato de serem todos seus filhos. Gostar tem a ver com a afinidade, com o interrelacionamento com que se tem com cada um, baseado em gênero ( homem ou mulher ) , temperamento, carinho, idéias, etc.

Na Bíblia encontramos facilmente fatos que nos revelam essa atitude por parte de Deus com relação aos homens e mulheres nela retratados. Lembrando que a Bíblia nos fala através de fatos principalmente, não necessitamos nem recorrer a dicionários bíblicos ou nos reportarmos às língua original em que os relatos foram escritos para entender a sua mensagem. Deus sabia que a maioria dessas ferramentas de suporte , certamente válidas, além de não serem exatamente acessíveis a maioria das pessoas, seriam inúteis para muitas delas.

Outro fato revelado nas Escrituras são os inegáveis atributos de Deus. Deus sabe todas as coisas. Tanto as coisas e fatos presentes, como as coisas e fatos futuros. Não se pode esquecer que Deus sabe o passado e portanto não se esquece do que aconteceu e na Bíblia temos essa comprovação. No seu julgamento Deus não poderia omitir por esquecimento nada, nem um mínimo detalhe, acerca de qualquer coisa. As Escrituras deixam claro a plena soberania de Deus. Nada acontece sem seu conhecimento ou permissão. Também não é possível que Deus seja confrontado, resistido e dobrado, vencida a Sua vontade. Então qual  o problema?

Algumas correntes teológicas defendem a compreensão de que a soberania de Deus equivaleria a de um jogador de xadrez que jogue contra si mesmo ( já fizeram isso? eu já fiz e me divertia muito ). O tabuleiro é dele, as peças, a mesa, a sala, a luz , a janela aberta, etc. Ele mesmo escolhe se vai jogar com as peças brancas ou pretas. O lado em que se sentará na mesa a cada partida, etc. E se for um jogador de nível extremamente alto verá todas as jogadas já prontas, vistas por ambos os lados da partida, do seu  lado como jogador e do lado do jogador inexistente, virtual. Alguns veem Deus desse modo. A mesa, a sala, a casa, o tabuleiro, o jogo de xadrez, as pedras, são todos reais, mas a partida é um reles teatro, já que há somente um jogador e não um jogo real, com todas as possibilidades do embate entre dois jogadores reais.

É o estranho tema de Matrix, o filme. Trata-se de uma possiblidade, mas terrivelmetne angustiante, um verdadeiro problema de razão. Essa é a virtude da discussão provocada por Matrix que ninguém, pelo menos a maioria das pessoas não entenderam. A possiblidade defendida pelo autor e roterista, serve como ponto de discussão, mas deveria amplamente  ser combatida pelos cristãos e ponto de partida para evangelização dos não crentes.

Deus a tudo conhece mas não é o maluco jogador de xadrez solitário do nosso exemplo. Se não vejamos: alguns asseveram que a tradução encontrada nas nossas Bíblias não seja correta toda vez que reza  "e Deus se arrependeu"  dizendo que como Deus tudo sabe e jamais erraria,  jamais portanto falha, não poderia  dessa maneira se "arrepender" de algo. Deus não seria portanto "inerrante", infalível como cremos a maioria dos cristãos. Não se trata disso. A palavra original traduzida por arrepender-se ( não vou colocá-la aqui por falta de fontes e também não leio ainda o hebraico ) tem a ver  com a palavra vontade, de desejo. Portanto demonstra que Deus preferiria que tal coisa ocorresse de tal e tal modo e tal não aconteceu. Para tentar resolver esse problema lógico, há uma corrente que afirma malucamente que "Deus não sabe tudo" e que portanto "aprende" a partir das relações que tem com as suas criaturas (!!!).

A Bíblia nos mostra que Deus muda de atitude e temos não poucos registros bíblicos nesse aspecto. Antes de considerarmos a grande questão dos "eleitos" consideremos mais algumas coisas não menos pertinentes nas Escrituras:

Em Gênesis 2:7 e 8

8
E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
9
E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?

Que tem a ver os vercículos citados acima e a nossa presente reflexão?Bem já falamos que Deus a tudo conhece e sabe. Deus por seus atributos não necessitava deixar os "céus dos céus", o lugar de sua habitação e se achegar ao jardim para saber o que estaria acontecendo  e muito menos perguntar onde eles , Adão e Eva estariam. Essa proximdade e esse diálogo demonstra claramente, entre outras coisas que Deus não é como o jogador de xadrez maluco  que usamos como exemplo em parágrafo anterior. De alguma maneira as suas criaturas tem todas, uma liberdade, uma autonomia, que embora Deus soberano e conhecedor de tudo, se relaciona com o homem. Deus nos conhece inteiramente, sabe dos nossos pensamentos e atitudes, sabe o que será finalmente será concretizado como fato, mas dá margem a que produçamos atos de acordo com uma liberdade otorgada, definida por ele. Se não chegarmos a esse raciocínio toda a possiblidade de eleição de alguém por parte de Deus estaria racionalmente, lógicamente contaminada e portanto impossibilitada.


Adão e Eva tiveram seus primeiros filhos. Caim foi o primogênito. Abel o segundo. Os dois aprenderam a partir de seus pais, que uma oferta deveria ser feita ao Senhor do melhor que obtivessem do seu trabalho. Cada um por sua ocupação ofereceu algo do fruto do seu trabalho a Deus. Deus se agradou da oferta de Abel e rejeitou a Caim e a sua oferta. É o primeiro caso de eleição na Bíblia. Segundo o dicionário brasileiro Aurélio eleição tem os seguintes significados:

eleição
[Do lat. electione.]
Substantivo feminino.

1.
Ato de eleger; escolha, opção.
2.
Preferência, predileção.


Deus definiu portanto a sua preferência, predileção por Abel por razões óbvias. No caso Abel puramente grato escolhendo e dando ao Senhor o melhor. E Caim dando a sua oferta mas comum coração menos grato e não priorizando a pessoa do Senhor e o prazer que Ele teria com a sua oferta. Na Bíblia aparece não poucas vezes o verbo predestinar, mas não no sentido de uma doutrina, uma esquema humano lógico fechado. Deus na sua relação com o homem e com a humanidade se serviu e se serve de pessoas, aí sim, segundo a sua soberana vontade e conhecimento. O relato neotestamentário da conversão e escolha de Saulo como substituto de Judas entre os doze apóstolos ( enviados ) é um exemplo. Quem era Judas Scartiotes? Era um homem de classe elevada, com cultura desejável para a época e de uma família de posição na sociedade. Tinha mesmo umcerto verniz cultural e poderia ser bastante útil na formatação da igreja primitiva. Um homem com ferramentas e possibilidades pessoais que seriam úteis na estruturação da igreja ao longo  dos séculos. Porém foi reprovado. Judas não se infiltrou contra a vontade do Senhor entre os discípulos. "Não fostes vós que escolheste a mim, eu vos escolhi a vós", dissera Jesus em certa ocasião. Porém Judas não passou no teste, na relação que Jesus estabelecia com ele, Judas, a cada dia.

Outro fato relevante e outro personagem no qual devemos pensar como eleito é Paulo. Jesus ( lembrando que Ele é Deus ) conhecia Saulo e o viu por ocasião da morte de Estevão, e por algum motivo, que jamais saberemos qual, Jesus se agadou de Saulo, suportou seus erros de convicção, viu no seu coração uma sinceridade em acertar na dedicação ao verdadeiro Deus, sua natural disposição, revelou-se portanto a ele, e prometeu duramente mostrá-lo, a ele Saulo, o quanto , ele agora Paulo, deveria "sofrer pelo seu nome". Paulo foi eleito e agora "predestinado"  a uma tarefa, a uma obra dentro do Plano do Senhor.

predestinado
[Part. de predestinar.]
Adjetivo.

1.
Destinado de antemão; fadado.
2.
Que é eleito de Deus; que é santo.


Saulo foi destinado de antemão, segundo o dicionário Aurélio, a uma obra que seria da pregação do evangelho aos gentios, estruturação da igreja , a escrita da maior parte dos livros que findamentam a Nova Aliança de Deus conosco. Predestinado quando? Desde "a fundação do mundo". Temos aímais um problema: Deus sabe todas as coisas dese sempre. Deus não toma conhecimento das coisas cinco minutos antes delas acontecerem. O tempo é realmente um problema para entenderemos as coisas como Deus as vê.
Entretanto o fato de saber desde sempre, com antecedência temporal, não impede a Deus de criar novas relações e responder a nossas respostas aquilo que nos declara ou mostra. Deus sabe quem são os salvos. Deus sabe que m são os perdidos, mas uns e outros não foram predestinados a serem eles os salvos e os demais os perdidos. É na reação a tanto a Revelação Geral quanto a Revelação Específica, a dada através das escrituras ou da pregação  da mesma, é que irá se delineando os indivíduos salvos e os não salvos. Dessa forma a obra redentora de Jesus é para todos. Jesus não morreu para os salvos, morreu pra todos os perdidos. Os que responderem positivamente ao Evangelho serão salvos. Os que rejeitarem permanecerão perdidos.


Uma consequência natural para os já crentes é fazerem o melhor que puderem para serem agradáveis a Deus. Deus pode gostar mais de mim ou menos. Se revelar-se mais a mim, ou menos, abençoar mais ou menos. Tal constatação pode ser feita a partir da realidade na própria igreja contemporânea. Uns amam mais ao Senhor, outros menos. Uns são mais despojados e prontos outros menos. Cada um reage a cada situação mesmo dentro da vida cristã de determinada maneira. Não somo iguais uns aos outros e nem tão pouco iguais, os mesmos o tempo todo. João, o apóstolo, era o mais amado pelo Senhor entre os discípulos. Por que? Só podemos supor. Jamais saberemos pois não conhecemos a João.


A doutrina da predestinação, como esquema lógico fechado, acarreta vários problemas como por exemplo: sou eleito, sou predestinado, mas por que? o que tenho que outros não tenham? E se Deus fez todas as ecolhas por mim, incluindo a de crer nEle, por que o fez? E como pode ter me escolhido se incorro constantemente em falhas iguais e maiores que os outros seres humanos. Em que sou melhor do que eles ? E eu sei que não sou. Não mereço a salvação. Só posso ser  salvo pela graça de Deus. Algo claramente reafirmado e proclamado por todos os reformadores no século XVI.


A idéia como resposta surgiu a uma pergunta simples mas que foi mal formulada a época pelos reformadores:
"Por que algumas pessoas se convertem ao evangelho e  e outras não?" A resposta é tão simples. É o mesmo motivo pelo qual uma mosca escolhe voar para a direita ou para esquerda. Se uma mosca pode fazer isso quanto mais o ser humano pode fazer escolhas. Em cima deumapergunta que deveria ser respondida de modo simples construi-se algo grande e complexo que ocupa as discussões teológicas a séculos e sempre com alguma repercussão positiva ou negativa. Deus escolheu a sua esposa ou você a escolheu, ou vice-versa ela ou Deus escolheu você? parece fácil responder positivametne quando as coisas se saem bem. "Deus escolheu" você pode dizer. E para os casais em que tudo deu errado? Seria hionesto dizer que a culpa seria de Deus ( como fez Adão com Eva- "a mulher que Tu me destes" ). A falta de clareza na compreensão da soberania de Deus, que não fica de forma nehuma  afetada, nem diminuída nas reflexões feitas nos parágrafos anteriores foi a causa dessa deturpação teológica. Problema que não existia para o judeu e que só passa a existir com a cunhagem de uma expressão tão recente "presdestinação". 

Há uma mania em dizer puramente que tudo já existia por ocasião da fundação do mundo ou antes dela.  é verdade mas a nossa compreensão ligada ao tempo nos faz esquecer que Deus faz  sempre "novas todas as coisas". É um Deus realizador. Um Deus que descansou da presente criação, como revelado no Gênesis mas que definitivamente não é um Deus ocioso. Jesus nos disse: "Eu vou preparar-vos lugar, para que onde  Eu esteja estejais vós também." Jesus terá um novo nome, está  registrado lno livro do Apocalipse. Alguns pensam que para Deus não há futuro. Deus seria portanto uma presa irremediável de si mesmo. Deus escreve o futuro embora para si nada lhe seja oculto. Embora o futuro para Ele já seja tal qual o presente. Se relaciona com as suas criaturas racionalmente. Responde a suas manifestações. Daí também o fato de nosso culto ser um culto racional, inteligente, umamanifemstação de vontade e de alma.



Li em um blog , o depoimento de um Pastor bastante preparado culturalmente para o ministério ( nada contra cultura e formação específicamente ), que durante o seu seminário se "angustiou", palavra usada por ele, ao ter que decidir entre a doutrina calvinista e armeniana. Decidiu primeiramente pelo calvinismo mas  mesmo assim, tal angústia só foi resolvida com o alinhamento com o "neocalvinismo". Amigo irmão, quando aceitamos ao Senhor Jesus e provamos de sua incomensurável graça, normalmente não sabíamos nada disso  e esperimentamos de pronto, no mesmo dia, no mesmo momento algo que excede em muito a qualquer grande experiência nesse mundo. Há uma paz inicial e uma compreensão de que somos amados e aceitos que é dificíl se não impossível de se  descrever. Os cristãos da igreja primitiva, enquanto judeus, tinham  o Velho Testamento, uma cópia por sinagoga, os gentios não tinham nada ( muita gente se esquece disso ). Tinham um pregador, uma testemunha dos últimos fatos, ou alguém que creu por intermédio de outro, relatos de maravilhas e transmissão do que haviam aprendido em outro lugar quase sempre distante e os sinais vistos pessoalmente por eles ( milagres tão obstinadamente combatidos por alguns ministros atuais ). 

Vejamos agora algujns dos esquemas teológicos que após a conversão parece sermos forçados a optar dentre algum deles. A predestinação pura e simples que prenderia Deus em seu próprio esquema tira a possibilidade de alguém deixar de andar com Deus ou de desagradá-lo. Pressupõe a plena estabilidade que faz com que o que se acredita eleito possa fazer o que quiser. Não há o risco da reprovação.  Deus o manterá nos trilhos haja o que houver, por mais que ele o crente possa espernear. E onde estiver Deus o laçará e trará de volta aos trilhos da salvação. A solução para o esquema é simples. Se alguém aceitou a mensagem é eleito, se é eleito não pode voltar atrás. Se volta não é eleito. Simples assim como reza o bordão do comercial de telefonia.  Então como pode alguém ter aceitado, entendido a mensagem, expressado a aceitação da mesma ( afirmam que os não leitos nem entendem a mensagem do evangelho ) e depois se tornado um apóstata? Respondem esses, o tal não entendeu de fato, de verdade a mensagem do evangelho. Agora virou  confusão. Só para citar um presidente das Assembléias de Deus na Paraíba, recentemente, depois de quinze anos a frente do ministério do qual já foi secretário regional ou coisa assim, se converteu ao Islamismo (!!!) . É as vezes acontece. E aí? Nunca entendeu o que a Bílbia dizia? Nunca aceitou a verdade do evangelho? Não era eleito ou na verdade escolheu deixar a verdade por ter dado lugar ao legalismo que sempre exige uma justiça e ordem inteiramente aparentes? Muitos acham que essa possibilidade não existe e vão se criando novas explicações para sustentar uma idéia preconcebida.


Básicamente, em linhas gerais é assim descrita as crenças básicas com relação à salvação: Jesus morreu por todos e todos podem ser salvos; Jesus não morreu por todos , somente pelos salvos ( eleitos); esses eleitos jamais poderão deixar de ser salvos, uma vez salvos salvos eternamente ( não poderiam mesmo que quizessem perder a salvação pois não podem mudar de idéia, de opinião de fé, etc.); Jesus morreu por todos, todos podem ser salvos e podem perder a salvação se não permanecerem na fé ( crendo no evangelho ) até o fim de suas vidas. Essa última tem forte oposição pois acham esses opositores que nenhum homem poderia guardar a fé até o fim de sua vida sem que Deus o fizesse por nós. 

A salvação seria então perdida não por falta de fé, mas por nossa fraqueza, por uma falha ocasional, um pecado qualquer e portanto impossibilidade natural de sermos fiéis até o fim. Contudo a Bíblia nos mostra que a salvação é um contrato entre duas partes com vontades e individualidades, na qual Deus entra com a sua obra salvívica e nós com a aceitação, a crença no que Ele fez a nosso favor. Nós nos esforçamos em todo o tempo, nos mostramos fiéis, sempre escolhemos estar ao seu lado e Ele nos fortalece, nos ajuda, nos guarda, nos sustenta e defende até o fim e mesmo ao final da vida guarda a nossa alma ainda que atingidos por uma doença que destrua a nossa mente e raciocínio. Muitos textos poderiam ser lembrados  relacionados a esse assunto, abaixo um deles que retratam uma situação extrema em que o crente teria que reafirmar a sua fé no Senhor:






Óbviamente esquemas racionais e teológicos parecem apaziguar certas revelações bíblicas que possivelmente nos incomodam. Pregar o evangelho a alguém e dizer-lhe que aceitando-o tem que ser fiel até o fim, não é exatamente cômodo e nem tão pouco convidativo. Dizer-lhe após o seu acentimento ao evangelho, que ele é um privilegiado, que é um  escolhido dentre bilhões de perdidos, depois de centenas de gerações de humanos ( com base em que qualidades ou  merecimentos? pois deve havê-los ) e  que não poderá perder esse privilégio é também humanamente cômodo. Sem contar a maldade por trás disso. Morrem seus pais, irmãos, parentes, o bombeiro que salvou a sua vida, o obstétra que ajudou-lhe vir ao mundo, e a seu filho, todos vão para o inferno, nenhum deles era eleito ou escolhido. A desculpa é que embora tenham vivido uma vida dígna e útil aos outros não eram, infelizmente eleitos. Já você não, você é salvo. O azar portanto é apenas deles. 

Afirmam também que o homem natural não pode entender a mensagem do evangelho. Com base em que alguém não pode entender o que lhe é dito? Aceitar é outra coisa. As pessoas não aceitam o evangelho por causa do pecado e pela proximidade com as trevas. Demônios falam e inspiram a mente de milhões de pessoas todos os dias, cegando-as com relação as verdades espirituais. Elas estuidam em escolas que as afastam de Deus, sua diversão não inclui em nenhum momento a idéia de Deus ( músicas, livros, teatro, cinema, arte em geral, esportes, etc. ) Daí uma igreja sem poder não ter como, através de sua pregação e ensino, iluminar-lhes a mente. A razão é portanto outra. Não aceitam por serem sobrenaturalmente impedidos. Satanás e seus demônios militam em suas mentes e corpos mostrando lhes coisas aparentemente mais "reais". Reafirmando a realidade da vida em oposição a uma vida espiritual.  No que se refere a outras pessoas Satanás lhes oferece opções e possibilidades "espirituais" mais reais que o que a própria igreja consegue demonstrar com o seu evangelho  ( a sua pregação particular ).

Uma igreja cristã com poder deve quebrar esse elo malígno. É como o gadareno, deve ser liberto primeiramente ( e não se trata do uso do novo jargão neopentecostal ) e foi o que o próprio Senhor Jesus fez. Um dos textos usados para afirmar a impossibilidade de alguém não entender e aceitar o evangelho é o uso das parábolas por parte de Jesus. Não vou discorrer sobre o caso no momento citando texto a texto. Direi apenas que durante o seu ministério Jesus fez três coisas: ensinou a todos; expôs o erro dos fariseus e dos que conheciam e detiam o conhecimento das escrituras e treinou os discípulos. As parábolas se destinavam ao discipulado. Jesus não queria que todas as pessoas saissem por aí ( naqueles dias ) e fundassem a sua igreja. Aos apóstolos principalmente competia essa tarefa. Eles seriam os fiéis depositários daquilo que constituiria a fé da igreja em todos os tempos chegando até nós hoje e indo além. Lemos entre outros textos o seguinte sobre o desejo, vontade, de Deus com relação à salvação de cada um de nós, particularmente  em:



Os reformadores e as igrejas evangélicas históricas, pregavam e concentravam sua mensagem na razão, mostrando os erros do catolicismo romano ( até hoje no Brasil, principalmente no interior é assim que o seu evanglismo se processa. Fizeram, os reformadores portanto, dentro do plano de Deus, um excelente e divino trabalho, em sua época. Porém quando os seus ouvintes não eram mais os antigos opositores católicos romanos, mas as novas gerações agora ávidas por novidades, com contato com novas ideologias, aparentemente libertadoras, com religiões orientais inteiramente antideístas, o campo não era mais a razão pura e simples. Essas igrejas se esvaziaram e o remanescente se tornou um tipo de cristão com um cristianismo distante da Bíblia, pois não se alimentava somente do que nela  era revelado.


Gostaria que muitos lessem isso: hoje temos a Bíblia inteira  a nossa disposição de diversas maneiras.  Não foi sempre asssim e muitos cristãos se esquecem disso. Esse privilégio é recente e ainda nem todos  o tem. Eu uso uma Bílbia on line, cujo link está no blog ( certamente gostará muito de usá-lo - SBTB, Bíblia sagrada, entre outros ),  com mais de trinta línguas e versões, incluindo o hebraico , o grego, o latim. Há uma outra em aúdio que se você souber, poderá ouvir a Bíblia inteira nas línguas originais, em Hebráico e Grego. Mas guardem isso: a Bíblia não é um livro para testarmos nas nossas habilidades de Sherlock Holmes cruzando centenas de vercículos, traduções, interpretações, e mostrarmos a nossa habilidade em vencer os irmãos de fé, etc. Guarde a fé simples do seu encontro com o Senhor e ame-o acima de todas as coisas.  Disso certamente Ele se agradará, por mais títulos acadêmicos que você possa possuir. É o que está na Alma que constitui o nosso elo  com o Senhor, não é o que fica na mente. Por isso afirmei em outro "post" que ao teólogo compete ser e permanecer como crente antes de ser teólogo. "Tomé sejas crente e não incrédulo" disse Jesus. A nossa fé não necessita de mais justificativas e explicações a não ser o amor do Senhor por nós. Esse você pode sentí-lo se você o aceitá-lo. Posições "A" ou "B" não o deixam, nem a mim,  mais próximos do Senhor. Podem certamente tirar o nosso foco do que é principal, o próprio Senhor.


Tenho constatado através do que as pessaos escrevem, dizem, comentam, em nome de um pressuposto cuidado pela obra do Senhor, um endurecimento, uma falta de amor, uma divisão  e um desprezo pelo que realmente é mais importante. Anunciemos a todos ( e não é fácil ) essa grande mensagem, a mensagem da salvação através do nome  e da pessoa de Jesus, pois haverá dia em que não haverá mais oportunidade, será absolutamente tarde demais para essa pessoa.


por Helvecio S. Pereira


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