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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O PROTESTANTISMO NO BRASIL


UM RESUMO DA HISTÓRIA DO PROTESTANTISMO NO BRASIL


Compartilhar as informações necessárias a uma compreensão melhor do cristianismo evangélico no país, aí englobando reformados, tradicionais e pentecostais e outros.

Um resumo esquemático, segue-se abaixo:


1. Situação geral

1.1 A Proclamação da República

Em 1889, com a Proclamação da República, ocorreu a separação entre a Igreja e o Estado no Brasil, ou seja, a Igreja Católica deixou de ser a religião oficial do país e os protestantes brasileiros alcançaram a tão esperada liberdade de culto. Isto se deu através do Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, que declarou o seguinte:

Art. 1º – É proibido à autoridade federal, assim como à dos estados federados, expedir leis, regulamentos ou atos administrativos, estabelecendo alguma religião, ou vedando-a, e criar diferenças entre os habitantes do país, ou nos serviços sustentados à custa do orçamento, por motivo de crenças ou opiniões filosóficas ou religiosas.

Art. 2º – A todas as confissões religiosas pertence por igual a faculdade de exercerem o seu culto, regerem-se segundo a sua fé e não serem contrariadas nos atos particulares ou públicos que interessem ao exercício deste decreto.

Art. 3º – A liberdade aqui instituída abrange não só os indivíduos nos atos individuais, senão também as igrejas, associações e institutos em que se acharem agremiados, cabendo a todos o pleno direito de se constituírem e viverem coletivamente, segundo o seu credo e a sua disciplina, sem intervenção do poder público.

Art. 4º – Fica extinto o padroado com todas as suas instituições, recursos e prerrogativas. (...)

No ano seguinte, a Constituição de 1891 garantiu plenamente o livre exercício e propaganda da fé evangélica, bem como instituiu o casamento civil e a secularização dos cemitérios.

1.2 Conflitos

Os bispos católicos, através de várias cartas pastorais publicadas a partir de 1890, saudaram a Proclamação da República porque ela libertou a igreja da tutela e interferência do estado, que havia sido uma constante desde o início da colonização do Brasil. Ao mesmo tempo, os bispos deploraram a perda de status e influência da Igreja Católica, resultante da sua separação do Estado. Eles começaram a referir-se ao novo regime republicano como um governo ateu.

A Igreja Católica também empreendeu uma intensa campanha para recuperar os seus antigos privilégios e voltar a ocupar os espaços perdidos. Nesse esforço, a igreja mostrou-se muito agressiva contra os protestantes, acusando-os de serem inimigos da identidade e cultura católicas do Brasil e de estarem a serviço de interesses estrangeiros, principalmente norte-americanos. Os evangélicos se referiram a essas pressões com o termo “clericalismo”.

Ironicamente, após a instauração do regime republicano a ainda pequena comunidade protestante viu-se alvo de ataques e perseguições ainda maiores do que as ocorridas na época do Império. Foram comuns, nas primeiras décadas da República, as mais variadas manifestações de intolerância contra os evangélicos. As autoridades com freqüência protegiam-nos desses ataques, mas houve casos em que foram coniventes com os agressores.

Dois líderes destacaram-se nesse esforço de mobilização católica e antiprotestante: o sacerdote e conferencista Júlio Maria (que atuou no período 1890-1917) e especialmente D. Sebastião Leme da Silveira Cintra, que foi arcebispo de Olinda e Recife (1916-1921), bispo coadjutor do Rio de Janeiro (1921-1930) e cardeal arcebispo do Rio de Janeiro nos últimos anos da sua vida (1930-1942). Um dos principais instrumentos utilizados por D. Leme foi o movimento de intelectuais leigos denominado Centro D. Vital (1922-33), cujos primeiros líderes foram Jackson de Figueiredo e Alceu Amoroso Lima.

Em 1925, D. Leme propôs algumas emendas à Constituição visando o reconhecimento da Igreja Católica como a religião do Brasil e o ensino religioso nas escolas públicas. Essas emendas, apresentadas pelo deputado Plínio Marques, foram vigorosamente combatidas pelos protestantes e outros grupos, sendo finalmente rejeitadas. No governo de Getúlio Vargas, a Constituição de 1934 favoreceu amplamente o catolicismo, sem, contudo, oficializá-lo.

1.3 Mobilização protestante

Em 1846, havia sido criada na Inglaterra a Aliança Evangélica, uma frente unida contra o catolicismo. Esse movimento foi iniciado nos Estados Unidos em 1867. No Brasil, os problemas iniciais do período republicano levaram os protestantes a criar uma organização semelhante, cuja primeira reunião verificou-se em São Paulo em julho de 1903. Seu primeiro presidente foi o Rev. Hugh Clarence Tucker (metodista) e seu primeiro secretário, o pastor F. P. Soren (batista).

Em 1910, realizou-se em Edimburgo, na Escócia, a célebre Conferência Missionária Mundial. Essa conferência pretendia tratar dos problemas missionários relacionados com o “mundo não-cristão” e, portanto, excluiu a América Latina das suas considerações. As missões que trabalhavam na América Latina e as igrejas dessa região sentiram-se desprestigiadas com essa atitude, que parecia questionar a validade do trabalho missionário nesse continente e a legitimidade das suas igrejas evangélicas.

Um grupo de líderes missionários interessados na América Latina reuniu-se em Nova York em 1913 e criou o Comitê de Cooperação na América Latina, que patrocinou o igualmente famoso Congresso de Ação Cristã na América Latina, reunido no Panamá em 1916. O principal líder dessa iniciativa foi Robert Elliot Speer (1867-1947), secretário da Junta de Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA).

Ao congresso do Panamá compareceram alguns missionários que trabalhavam no Brasil e apenas três brasileiros natos: os pastores presbiterianos Álvaro Reis, Erasmo Braga e Eduardo Carlos Pereira. Esse congresso foi seguido por vários encontros regionais, o último dos quais realizou-se no Rio de Janeiro. Pouco depois, foi criada uma sucursal do CCAL, a Comissão Brasileira de Cooperação, que teve como secretário, de 1920 a 1932, o ilustre Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932).

Sob a liderança de Erasmo Braga, a Comissão Brasileira de Cooperação tornou-se um eficiente centro de apoio e coordenação do trabalho evangélico no Brasil. A Comissão desenvolveu muitos projetos úteis nas áreas de educação religiosa, missões aos indígenas, educação teológica e produção de literatura. Apoiou a criação de empreendimentos cooperativos como a Missão Evangélica Caiuá e a Associação Evangélica Beneficente, ambos em 1928. Outra contribuição importante foi a defesa dos direitos dos protestantes junto às autoridades governamentais, diante das ameaças do “clericalismo”.

Após a morte de Erasmo Braga, a Comissão Brasileira de Cooperação uniu-se à Federação das Igrejas Evangélicas do Brasil e ao Conselho Nacional de Educação Religiosa para formar a Confederação Evangélica do Brasil (1934), que prestou relevantes serviços à comunidade evangélica brasileira por várias décadas.

1.4 Tensões internas

Em meados da década de 50, a CEB criou a Comissão de Igreja e Sociedade, depois denominada Setor de Responsabilidade Social da Igreja. Esse órgão promoveu vários encontros, um dos quais, a chamada Conferência do Nordeste, teve como tema “Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro”. Com o início do regime militar em 1964, a postura progressista da CEB gerou crescentes dificuldades no seu relacionamento com o governo e com os setores mais conservadores do protestantismo brasileiro, agora marcadamente diferente daquele das décadas de 1920 e 1930.

Outro problema dos anos 60 foi uma conseqüência do Concílio Vaticano II (1962-65). Inspirados pelas mudanças que estavam ocorrendo na Igreja Católica, muitas igrejas e pastores adotaram uma postura de aproximação e diálogo com os católicos, o assim chamado “ecumenismo”. Tornou-se comum na época a realização de cultos ecumênicos ou de cerimônias ecumênicas de casamento, que geraram inúmeras controvérsias e até mesmo processos eclesiásticos nas igrejas evangélicas.

Um importante promotor do ecumenismo foi o Conselho Mundial de Igrejas, cujo processo de organização teve início em 1938 e foi concluído em 1948, em Amsterdã. Nas suas primeiras décadas, filiaram-se ao mesmo as seguintes igrejas brasileiras: Metodista (1942), Luterana (1950), Episcopal (1965) e até mesmo uma igreja pentecostal, O Brasil Para Cristo (1968).

O ecumenismo foi interpretado por muitos como mais uma manifestação do liberalismo teológico, outro fator de tensão e divisões nas igrejas protestantes do Brasil. O liberalismo clássico havia surgido no hemisfério norte na segunda metade do século passado. Na década de 1920, houve nos Estados Unidos uma famosa e acirrada controvérsia que colocou em campos radicalmente opostos os liberais ou modernistas e os fundamentalistas.

Para complicar ainda mais um quadro já tão confuso, surgiu ainda outro movimento nos anos 60 que teve grandes repercussões nas igrejas evangélicas: o movimento carismático ou de renovação. À semelhança de outros movimentos vindos para o Brasil, esse também surgiu inicialmente nos Estados Unidos, quando tanto católicos quanto membros de igrejas protestantes tradicionais começaram a ter experiências carismáticas semelhantes às dos pentecostais do início do século 20. No Brasil, esse movimento dividiu algumas igrejas e causou o surgimento de novas denominações.

Nos anos 80 e 90, novos movimentos e ênfases teológicas continuaram a ser importados dos Estados Unidos e a causar grandes transformações na face do protestantismo brasileiro. Os exemplos mais importantes são o movimento do crescimento da igreja, a teologia da prosperidade e a batalha espiritual. Outras ênfases recentes são a confissão positiva, cura interior, maldição hereditária e o movimento G-12. Existem também modismos mais passageiros que têm tido diferentes graus de impacto no ambiente evangélico.

1.5 Situação atual

Neste início do século 21, o protestantismo brasileiro impressiona muito mais pela sua diversidade e complexidade do que por elementos comuns. De um lado, há uma imensa maioria de pentecostais clássicos e a contínua proliferação e crescimento de grupos neopentecostais. Do outro lado, temos as igrejas tradicionais ou históricas, que por sua vez se subdividem em dois grupos: progressistas e conservadores.

Embora a relação com Deus, o nosso criador , seja absolutamente individual, e a Bíblia ensina fartamente esse fato, é interessante guardadas as devidas proporções os movimentos e as transformações históricas, que como ondas favorecem ou impedem que o conhecimento da Palavra de Deus chegue mais ou menos às pessoas. Ou seja por mais que alguém cultive a piedade e experiência religiosa individual, terá que lidar e sentirá de certa forma os efeitos coletivos desse movimento no mundo, seja no plano legal, social, organizacional, material, etc. E não há como fugir ou ignorar isso completamente.

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