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sábado, 27 de novembro de 2010

NUMÉRICAMENTE CRISTÃOS SÃO OS MAIS PERSEGUIDOS NO MUNDO HOJE

Estranhamente, um irmão evangélico, emitiu tempos atrás, em um blog cristão, uma opinião no mínimo tão estranha quanto a negação do holocausto, feito por um certo governante não cristão, e por um certo bispo católico. Veja a notícia abaixo:


Cristãos são o povo mais perseguido 

do mundo, aponta relatório

Fonte: Gospel+, sábado, 27 novembro 2010
Um relatório da Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) revela que o número de violações à liberdade religiosa tende a aumentar, e que a intolerância em relação aos cristãos está crescendo, até mesmo nos países ocidentais.
No relatório de 2010 sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, que analisa a situação em 194 países, a AIS considera particularmente preocupantes “as discriminações com base na religião, em especial na área de predomínio islâmico, e a hostilidade face à religião com motivações políticas”.
O documento elenca cerca de 20 países onde ocorrem “graves restrições ou muitos episódios de intolerância social ou legal ligados à religião”: Arábia Saudita, China, Coreia do Norte, Cuba, Egito, Índia, Irã, Iraque, Maldivas, Mianmar, Paquistão, Somália e Sudão, entre outros.
O relatório indica que Igreja foi praticamente extinta na Coreia do Norte, enquanto nas ilhas Maldivas, a prática do Cristianismo é proibida. A intolerância religiosa continua a aumentar e os cristãos têm sido as principais vítimas, segundo dados oficiais.
Dados da agência missionária de notícias FIDES, da Congregação para a Evangelização dos Povos, revelam que 75% das perseguições registradas têm como alvo os cristãos.
As perseguições acontecem por várias razões: ódio religioso, como no Iraque ou no Paquistão; ou motivos políticos, como na China e na Coreia do Norte, por exemplo, onde a comunidade cristã já foi praticamente extinta.
“Na Coreia do Norte, podemos falar de um dos casos mais extremos de extermínio da comunidade cristã, segundo a agência AsiaNews, especializada nessa área do mundo.”
Mais surpreendente é o caso das Maldivas: essa meta turística, muito procurada em virtude de suas praias paradisíacas, proíbe os cristãos de expressarem sua fé.
Fonte: Ecumene e Renascença/ Gospel+

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A LEI E A GRAÇA



Tenho tido o hábito salutar de a qualquer momento de ócio, meditar em algo das Escrituras. Nesse ato surgem perguntas, questões e respostas. É evidente que essas respostas podem não ser a resposta definitiva, mas apenas etapas de uma compreensão de algo já revelado nas Escrituras. Logo por todos os motivos lógicos, devem ser avaliados e ser apenas um ponto de partida e até de volta ao estado anterior a questão, esquecendo, se assim for o conveniente, a uma aquietação, acomodação, tornando a pergunta e a questão absolutamente irrelevantes. 

Portanto, blog não é púlpito e nem igreja, e eu não sou o pastor, e desse modo responsável por sua alma e conduta, embora o seja se o conduzir ao erro, querendo ou não, e isso definitivamente não quero. A redondeza da terra não pode ser redescoberta e se alguém perceber uma bobagem escrita aqui do ponto de vista estritamente bíblico, por favor, esteja livre para alertar os meus leitores ocasionais ou não, ou ainda mais curiosos.

Bem numa dessas manhãs, enquanto o motorista do meu ônibus o conduz por um trânsito previsível por mais de meia hora, isso foi exatamente hoje, talvez a partir de algo que li nos últimos dias sobre a Graça de Deus, um texto muito bom e bem escrito, citado na minha postagem anterior ( leia portanto os dois, a minha postagem anterior a essa e o texto a que me referi- só irá ganhar...) sobre a lei, mais exatamente a lei bíblica registrada no Antigo Testamento, ou Antiga ou Velha Aliança.

O homem religioso e até o não  religioso, o filosófico, o cientista, o ateu, o agnóstico, vivência o que é lei em sua própria experiência. Lei, independentemente da definição mais dicionária, é algo previsível e sobre a qual quase sempre não de pode ir contra, por impossibilidade última, ou por ineficiência em efetuar outra ação. Vamos a alguns exemplos corriqueiros e divertidos, embora aleatórios, e talvez não os mais inescusáveis.

A lei brasileira e da maioria dos países do mundo assegura o casamento com um só cônjuge, portanto clara e definidamente monogâmico, não adiantando as mais visionárias justificativas antropológicas, biológicas, evolucionistas ou descaradamente safadas. Essa pratica é a única  legal, para tristeza de alguns. Alguém pode tentar, e há os que tentam viver com duas esposas sobre o mesmo teto estranhamente consentidamente, pelas duas mulheres ( no nordeste há um septagenário que conseguiu essa proeza, tudo documentado pela imprensa, as mulheres, os filhos, etc. ). Porém não há a menor garantia de dar certo, muito antes pelo contrário, garantias de problemas a vista. Outro mais afoito homem, hoje mais velhinho, namorou uma das moças de uma família de pai froxo, depois a irmã dela, sem terminar o namoro com a primeira, a terceira e a quarta, e vive com mais de vinte filhos e as quatro mulheres em uma mesma casa, um patriarca as antigas, e aparentemente entre filhos e netos não há nem um ladrão ou assassino, e nem mais um decendente polígamo. 

Calma, não se trata de uma postagem em defesa da prática dos Mórmons, muito pelo contrário, mas apenas para mostrar que certas  regras podem ser quebradas, sem garantia nenhuma de sucesso. Outras como a Lei da Gravidade, embora possa ser "enganada" com aeroplanos, para-quedas, balões, ultraleves,  ou simples pulos e saltos, sempre prevalecerá: ou seja aviões, para-quedas, balões, ultraleves, etc e gente, sempre cairão e se chocarão com o solo, é só questão de tempo. Há ainda uma terceira  e quarta categorias. Cumprir regras por cumprí-las e cumprí-las por dedicação e amor a uma autoridade sobre si, um rei, um deus, tomando emprestadas da antiguidade a relação entre soberanos e servos, ou a familiar ou sanguínea, entre pais e filhos.

Essa diferença sutil fica evidenciada no relato que registra o encontro do Jovem Rico com o Senhor Jesus. O Jovem Rico dissera de si mesmo que já cumpria os conhecidos mandamentos bíblicos desde a sua infância. O Senhor Jesus na Sua resposta, confrontando-o, provou duas coisas: primeiro não cumpria realmente como achava os mandamentos e que não amava nem aos pobres e nem a Deus para segui-Lo ( Jesus era o próprio Deus ). Erroneamente ao longo dos séculos a lição tirada do episódio tem sido só o não amor às riquezas ( lei negativa ) mas Jesus ditou duas  leis positivas: amar aos pobres ( ao próximo ) e a Deus ( Ele mesmo ), obviamente não entendidas pelo triste Jovem Rico.

Voltando ao exemplo do casamento: casar com um só cônjuge não garante o sucesso e a benção  do casamento. Alguns tentam várias vezes, com uma companheira ( o ) de cada vez e nada acontece e culpam a regra, a lei. Obedecer a regra, a lei, pois a um Ser pessoal, que a instituiu e a comunicou é que faz a diferença. Fato é que nós seres humanos gostamos de fazer regras para os outros, de obedecer as vezes a que fazemos para nós mesmos e menos as que os outros fazem para nós. Há regras nos esportes, nos jogos, nos clubes, nos espaços de convivências, nos contatos sociais, e nos costumes do dia a dia, sacralizados pelas culturas, e também, claro nas diversas e tão heterodoxas entre si, as religiões.

Deus criou regras. Regras e leis para a natureza, errôneamente a chamamos assim para destituí-lo da autoria da Sua  criação, e leis para a conduta humana. Há leis positivas e negativas, tipo "farás" e "não farás" . A pergunta  ( ou perguntas equivalentes ) que se fazem são  as seguintes, já que mesmo como cristãos tendemos ora para legalismo extremo, ora para o ôba-ôba:  A graça aboliu a lei? A lei deve ser ainda observada? Se a lei não salva qual a sua serventia?

A lei no Antigo Testamento encontra-se registrada no livro de Levítico² e claramente ordenada a Israel como nação e a seu povo, os israelitas e portanto judeus como nação  religiosa e teocrática. Já os Dez Mandamentos como princípios são permanentes fato observável na prática em todo o mundo incluindo um sétimo dia de descanso e valores e práticas salutares às relações humanas que embora complexas possuem uma raiz simples e irretocável no que lá está registrado como, repetindo, princípio.  

A impossibilidade da lei como elemento de reconciliação e salvação se dá não só pelo fato de sermos incapazes de cumprí-la segundo os altos padrões divinos, mas pelo fato de sermos seres nascidos separados de Deus por herança da queda de nossos primeiros pais, Adão e Eva no Édem. Obedecendo a lei viveríamos no Édem, ou enchendo a terra , sem a queda, mas não com ela. Os nossos pais deixaram de obedecer a Deus na sua ordem positiva, comer de toda a erva como mantimento e do fruto da árvore da Vida e deixaram-se levar pela desconfiança de Deus, experimentando o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, por sugestão satânica. 

O pecado como tendência a rebeldia nos deixou vulneráveis e não confiáveis aos planos  e vontade de Deus. Como prova desse fato, a não ser Jesus homem, Filho do homem, nenhum outro homem cumpriu na íntegra a perfeita vontade de Deus ( leia toda a sua Bíblia e procure na vida de cada um se isso de fato aconteceu ). Sobre Enoque, lemos que "Enoque andou com Deus e Deus para si o tomou" mas com certeza Enoque não foi perfeito em toda a sua vida, embora indubitavelmente mais bem sucedido que qualquer um de nós. Outros "não mortos", excessões em toda a espécie humana, segundo as Escrituras, foram Elias e Moisés e deles sabemos de algumas de suas falhas. Que dizer do grande e inigualável Davi e de seu também inigualável filho Salomão?

A lei é boa, como princípio, como parâmetro, como indicativo e o Senhor Jesus a resumiu  para não haver margem a alguma dúvida: "Amar a Deus sobre todas as coisas e a seu próximo com os si mesmo". Portanto em qualquer dilema da vida cristã, ou ainda no que se referem às  "coisas de César", a boa lei de Deus explicitada pelo Senhor Jesus, nos habilitam a melhor decisão. Não para sermos salvos, pois pela perseguição em cumprí-la integralmente cada um de nós apenas comprovaria a nossa ineficácia em sermos perfeitos não só na sua pretensa obediência como na sua concretização, mas livres e restituídos ao franco recebimento por parte do Pai, podemos sim vê-la cumprida no dia a dia, através dos nossos atos, se não formos relápsos e néscios. 

Vale a pena as relermos, cada uma delas, e verificando se o nosso padrão de conduta como  cristãos, não está abaixo do que lá foi proposto a Israel como princípio inicialmente, e por extensão a todos os povos da terra. Portanto toda novidade assemelhada aos judaizantes ¹ do tempo de Paulo devem ser refutados e enfatizada os aspecto da Graça de Deus tão claramente exposta através dos Evangelhos pela própria pregação e ensino do Senhor Jesus.

Por Helvécio S. Pereira
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1 Judaizantes são pessoas que, não sendo geneticamente israelitas, nem tendo passado por uma conversão formal ao judaísmo, seguem partes da religião e tradição judaicas.

O termo foi usado no Novo Testamento para referir aos cristãos hebreus que requiram que os cristãos gentios seguisse leis mosaicas.

A antiguidade e a mística do judaísmo atrai muita gente. São vários grupos em todos os continentes que observam práticas judaizantes. Normalmente clamam uma descendência judaica obscura e impossível de confirmar. Como é o caso do Israelismo Britânico no Reino Unido, que dizem ser descendentes das tribos perdidas de Israel e que a família real britânica é descendente de David. Ou dos Judíos Índios do México, que clamam serem descendentes de Luis de Carvajal.

No Brasil existem grupos protestantes, na maior parte Pentecostais e Adventistas, que clamam descendência marrana e tentam provar por genealogias e clamando ter costumes judaicos (na maior parte dos casos os costumes são de judeus askenazitas, da Europa oriental e não dos judeus sefarditas da Ibéria).

O Cristianismo desde de Paulo e o Concílio de Jerusalém condena que imposições judaizantes sejam praticadas por gentios. Ainda no século IV em oitohomílias Adversus Judaeos (Contra os Judaizantes), João Crisóstomo (347 - 407) prega contra essa doutrina.

O Judaísmo também vê essa prática como um sacrilégio ao suas tradições sacras.
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2 Levítico é o terceiro livro da Bíblia. Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés. Recebe essa denominação porque contém a Lei dos sacerdotes da Tribo de Levi, a tribo de Israel que foi escolhida para exercer a função sacerdotal no meio do seu povo.

É um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia e possui 27 capítulos. Os judeus chamam-no Vayikrá ou Vaicrá. Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possuí, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião.

A INSPIRAÇÃO A PARTIR DA PALAVRA DE DEUS

Um rápida visita a sites e blogs cristãos e particularmente evangélicos, e a constatação de uma profusão de informações, notícias, mensagens, exortações, novidades, estudos, debates, enfim um leque tão heterogêneo, quanto contraditório e descompromissado com os efeitos causados ao visitante, quem quer que seja. Confesso que a despeito da benção da web e da internet como ferramenta e e meio de comunicação e de contato entre pessoas, que de outro modo estariam tão separadas e impedidas de se comunicarem, se eu tivesse conhecido a Jesus nos dias de hoje, não tenho certeza que todo esse volume de elementos agregados a religião cristã, fariam bem à minha fé.

Criei um blog a alguns anos, pois trabalhando como professor em novas tecnologias para educação, ensinava as pessoas a fazerem seus próprios blogs, no caso professores e agentes de informática que trabalhariam junto a crianças nas escolas, e aí testando ferramentas e criando um blog próprio criei um blog, reativado recentemente, o Contando os Nossos Dias ( clique aqui e acesse-o, mas leia esse texto até o fim primeiro ) , depois dois blogs , um sobre Artes e outro sobre televisão, os quais juntos em menos de três anos tiveram mais de 180.000 visitas. Só me animei a postar falando das coisas de Deus, primeiro como registro de minhas reflexões para mim mesmo, ( parece pleonasmo mas não o é, de fato, blogs são um registro, um diário de tudo o que fazemos ou dizemos sobre nós mesmos ) e depois para os outros, tornando público algo privado, com o cuidado de não ser tropeço, mas bênção para os meus leitores. Isso só se deu, pelo simples fato, de  receber quase que diariamente algum e-mail, com as últimas postagens do meu irmão em Cristo e amigo de muitos e muitos anos, o Jorge Fernandes Isah, no seu blog Kálamos ( Clique aqui e leia um excelente texto sobre a graça de Deus )

Embora ele, o Jorge, calvinista, determinista bíblico e batista, e eu segundo ele e seus amigos, arminiano, batista ( e quem não o é hoje? ), e  pragmáticamente neopentecostal (na verdade estão pesquisando para ver em que classe de cristão eu me enquadro ), tendo nós dois alguma ou outra posição divergente, o seu blog, que faço questão de acompanhar sempre, e que segundo ele, ele o Jorge, dá uma espiada na minhas postagens, mesmo sabendo a minha posição, o blog dele ( o Kálamos ) é uma excessão, um oásis no desastroso, para não usar uma palavra que escape ao vocabulário esperado de um crente, mar de coisas desastrosamente irresponsáveis assinadas e tutoriadas por crentes que querem, aparentemente, trazer alguém para a luz da salvação em Cristo.

Não falo de esconder o sol com  a peneira ou varrer a sujeira para debaixo do tapete. Falo de bom senso, de educação, de responsabilidade com o que se diz, de amor para quem vai ler ou ouvir. Coisas óbvias que um adulto deveria perceber e aprender sem que alguém lhe ensine. Guardadas as relações e proporções, é a mesma  atitude irrecomendável e injustificada, de um homem perguntar  a uma jovem se ela é virgem. Não que a pergunta não possa ser feita, mas a razão de ser feita é inteiramente inapropriada.  Não ajuda nada no que se queira construir de bom, seja numa sadia amizade ou compromisso futuro. Fere, ofende, gera mal estar, cria uma barreira. Da mesma forma o que lemos e vemos em muitos sites e blogs, coisas ditas e repercutidas até por ministros, pastores, é algo de uma  tremenda falta de bom senso e sobretudo falta  absoluta de amor ao próximo, amor a  quem  vai ler e saber do que está sendo dito, na maioria das vezes longe, bem longe de ser  edificante, em nome de quê? Do bél prazer de dizer apenas.

A Bíblia é a Palavra de Deus, e se alguém não a reconhece como tal, perde sem dúvida, o modelo, a forma como Deus pensa, ficando somente com o modelo, a forma humana de pensar, o que na minha opinião, trata-se de uma perda irreparável. Um ateu pode ser culto, ter tido a melhor educação, e sobre a sua erudição conseguida afortunadamente, só consegue,  no máximo, desenvolver uma lógica humana de comparação, de análise, de discurso, de cosmovisão, portanto limitada e contraditória. Nunca irá além do seu próprio modelo mental. Nunca saberá o que de fato tem perdido no seu isolamento e na sua autosuficiência.

Os textos bíblicos, entretanto, podem cair numa inutilidade desastrosa, não por culpa de Deus ou da impotência de Sua Palavra eterna, mas pelo uso errôneo. A grande utilidade da Palavra de Deus na vida do homem não é  a informação enciclopédica, de estar lá todas as respostas e indagações ( muitas estão e outras decididamente foram omitidas pelo próprio Deus ) mas pela sua propriedade de nos mover, nos inspirar, de nos iluminar, de fazer nascer em nós, novas disposições e possibilidades.


Essa experiência é impagável, inigualável, e quem já a experimentou ou vivenciou de fato, sabe o que estou dizendo. O uso e leitura da própria Escritura destituído dessa intencionalidade, é constatado diariamente: eruditos, religiosos profissionais, a cujas pessoas, muitas vezes, não faltam as melhores formações e treinamentos, seja no que se refere a história bíblica e geral, o conhecimento das línguas originais ( fluência em grego, hebraico, latim, etc.), as doutrinas cristãs organizadas durante toda a história do cristianismo, a pratica e os serviço religioso denominacional e ministerial, mas a cujos corações Deus não lhes fala mais, se lçhes falou algum dia de fato, e cuja leitura dos textos conhecidos e gastos, após décadas de dedicação e estudo, a eles parecem não ter o menor sentido frente ao mundo, a vida, e às angústias e dilemas pessoais. Que terrível!

Pregadores eruditos e preparados, cujos sermões se assemelham mais a defesa de teses doutrinárias ou aulas acadêmicas sobre a Bíblia e suas histórias. Que terrível, que desastre! O conhecimento é desejável e deve ser buscado por todo aquele que pode e tem oportunidade, de dele tirar o melhor proveito, isso é algo pleno e inquestionávelmente legítimo. Porém  sozinho é nada, constitui-se apenas num discurso vazio e retórico, uma metáfora sem poder, sem prova  de que seja a verdade, se igualando e sendo plenamente rivalizado, por qualquer discurso religioso-filosófico, a ele se mesclando e sendo por ele trocado e ultrapassado.

Mas como a Palavra de Deus pode operar em nós? Qual a sua real e verdadeira serventia?

Bem se você ler toda a Bíblia atentamente, se debruçar em estudar lições bíblicas em revistas e livros para  Escolas Dominicais, fazer uma série de Estudos Bíblicos frequentando reuniões específicas para tal em alguma igreja, fazer algum curso bíblico por correspondência, devorar livros e mais livros em livrarias evangélicas, ler postagens em um número enorme de blogs, fazer um curso que o gradue em algum seminário, concluir alguma especialização em Cartas Paulinas, Teologia do Antigo Testamento, Línguas Bíblicas, etc, por exemplo . Ou seja, dedicar os próximos anos de sua vida em aprender o máximo relacionado à religiosidade evangélica e às Escrituras judaico-cristãs, mesmo assim não significará garantia alguma do conhecimento da vontade de Deus e a aplicação da mesma em sua vida.  E isso não é um discurso, uma posição e uma opinião apenas. Pode até ir-se mais a frente e se tornar um ministro em tempo integral, um religioso profissional, que case as pessoas, as batize e vá o enterro das mesmas e de seus parentes, ano após ano. Que dê entrevistas, escreva artigos, expresse a sua opinião quando for requisitada, tenha o reconhecimento social de sua sapiência e importância acadêmica e religiosa, e até ensine sobre a Bíblia, a igreja e a fé cristã pregando em algum púlpito em dias designados, a grandes e pequenas pratéias, recomendado e finaciado pelos seus patrões religiosos. Se jamais fora tocado por Deus de modo inescusável, se nunca houve um antes e um depois miraculoso, se nunca sentiu uma intimidade graciosa com Deus e nunca compartilhou os Seus pensamentos, ( quem experimenta isso, seja de qual igreja for  sabe que eu estou falando ), você precisa ter esse marco zero na sua vida hoje mesmo.

A Palavra de Deus, a Bíblia nos inspira, somente quando um texto seu é gravado em nosso coração sem passar pelo nosso julgamento presunçoso. Não estou afirmando que a Bíblia deva ser lida e rezada,  repetida sem que a entendamos, como o Alcorão  é recitado no Islã, sem a obrigatoriedade e a possibilidade  que o fiel o compreenda. Não. Significa apenas que mesmo aplicando a compreensão quando se lê parte da Sagrada Escritura, há humildade diante dela, e o reconhecimento que a visão e opinião de Deus é superior a minha. Dizem as Escrituras: " No princípio criou Deus os céus e a terra" ( Gênesis 1:1) É evidente que não sei como Ele o fez exatamente, mas aceito que Ele o fez. Assim com as demais declarações bíblicas, creio nelas e as aceito como voz de Deus ao meu coração. 


Além disso, cada passagem, cada história, cada fato, cada dilema humano registrado na Bíblia, a cada dia fala a mim, e lança luz as trevas dos meus desafios contidianos. Por isso as Escrituras não são, na prática, um livro que uma vez conhecido, esgota-se a sua mensagem e a sua plena potência de causar, de efetivar, de realizar algo no mundo real, particularmente na vida de que a lê. Pela iluminação divina, se compreende e torna-se capaz de por em prática a sua mensagem. Dessa forma um texto conhecido e gasto pelo hábito de ser tão recorrente, sempre terá a capacidade e o poder de lançar novas luzes as minhas, as nossas  trevas diárias.

Muitos supõem por extensão que a sorte esteja totalmente lançada, que tudo já esteja determinado, mas o fato é que  a realidade se divide por inumeráveis categorias, muitas vezes escapando a nossa capacidade de reconhecê-las estanquemente. Nascemos homens ou mulheres e como tal, um dia nos damos conta que irresistivelmente devemos encontrar um parceiro do sexo oposto, que inevitavelmente pessoas sadias farão sexo, legitima ou ilegitimamente. Ir contra isso transforma em um desastre gerando toda fonte de pecados sexuais ou a solução desse problema das formas mais desastrosas possíveis. Entretanto escolher a parceira ou parceiro dentro de condições culturais, físicas, e de afinidade pertence a outra categoria, a individual. Esse é apenas um dos muitos exemplos possíveis, que por economia de tempo e de espaço  não os listaremos. Por que disse eu isso? Exatamente por que aí opera o poder da Palavra de Deus para os que ouvem. Ela produzirá algo previsível para Deus, conhecido para Deus, mas algo a partir únicamente do homem como resposta a inspiração causada por Sua Palavra. A Bíblia como Palavra de Deus cria algo em nós a cada vez que a ouvimos e isso não é retórica religiosa, eu afirmo novamente e faço questão de destacar essa particulariedade da Plavra de Deus, da Bíblia, das Sagradas Escrituras.

A Bíblia diz que "Deus é Espírito e que os verdadeiros adoradores o adorarão em espírito e em verdade."
e que "Deus procura esses adoradores". Ora se tudo estivesse determinado bastaria fazer os adoradores que Ele deseja, ou melhor já estariam prontos, não seria necessário procurá-los. Não, de outro modo, a Palavra de Deus é proclamada e espalhada no mundo, e a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus. E muitos respondem produzindo a verdadeira adoração. Então Deus os procura e acha e tem prazer neles. Teólogos que investigam a Bíblia fazendo um trabalho legítimo e útil a obra de Deus, se virem a Bíblia apenas como objeto literário e produto cultural histórico, jamais experimentarão tal coisa. Santo Agostinho talvez seja o melhor exemplo, além de teólogo, estudioso, tradutor das Escrituras se debruçou sobre a Sua mensagem, dedicou-lhe a vida, usando toda a condição que a riqueza herdada no mundo legitimamente lhe possibilitasse perscrutar as grandes verdades de Deus, não em tempos de reforma protestante ou pós mesma reforma. Não em tempo de renovação carismática ou pós ela, não em tempos de neopentecostalismo ou pos neopentecostalismo.

De forma que a única possibilidade da Bíblia nos falar e a Sua verdade se tornar a realidade efetiva em nossas vidas individuais, é ouvindo-a como a Voz de Deus, quando a lemos. E não menos que isso, onde estivermos, ligados ou comungando com que grupo de religiosos cristãos estivermos. A única legitimidade da vida cristã é a comunhão com Deus em Jesus, nada mais e nada menos. Se não ouve Deus falando ao seu coração, algo estádefinitivamente errado, muito errado. Se ouve apenas a sua própria voz, a voz do conhecimento de homens, ainda que legítimo e útil, você precisa urgentemente que o véu do templo de rasgue, e você tenha acesso ao Santo dos Santos. Você deve entrar pela porta que é Jesus, sair por ela ( Ele ) e encontrar pastagens verdejantes.

Nenhuma igreja garante essa experiência por si mesma, nenhuma denominação, nenhum pregador, nenhum padre ou pastor. Trata-se de fato, da experiência primeira e primordial, a única que destapa os ouvidos e fazem com que comece a ouvir a direção de Deus. Não negue o lugar da igreja local, da denominação ou ministério. Em várias igrejas  pessoas vivenciam essa maravilhosa experiência pela primeira vez em suas vidas todos os dias. Tentar ser cristão sem a tê-la é um terrível engano, um engodo, e certamente a esses podem ser  as palavras daquele dia: " Nuca vos conheci, apartai-vos de mim". O verdadeiro crente não é um homem ou mulher perfeito, em um religioso na acepção da palavra, mas alguém que pela graça tem intimidade com Deus. Ouve Deus falando consigo ( e isso não retórica ) e sente que Deus o ouve e o vê. Todas as suas coisas estão nuas diante de seu Deus e ele nada as esconde dEle. Sua dependência dEle ( de Deus ) é total, irrestrita, e em muitas vezes uma aparente loucura, vista pela perspectiva do mundo. "E outra vez vereis a diferença entre o que serve a Deus e o que não serve". Tenhamos todos essa maravilhosa experiência, quase indescritível com palavras, de sermos sensíveis à Palavra de Deus. A qual nós que a vivenciamos em algum momento da vida, somos eternamente gratos. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O LIVRO DE GÊNESIS... O PRINCÍPIO DE TUDO

Tenho algumas vezes, em minhas despretenciosas reflexões ( despretenciosas por não terem o tom acadêmico e muito menos professoral, são apenas reflexões ), dito que se não se crer no que o Livro de Gênesis declara, não é necessário crer-se em mais nada na Bíblia, e qualquer esforço e tentativa  de se construir um cristinanismo ou alguma crença a ele total ou parcialmente relacionada é absolutamente vã.
Jesus Cristo é Deus, Filho de Deus, Salvador, Redentor e Senhor ou não é absolutamente nada e se pode facilmente colocar qualquer outra personagem em seu lugar tão vã quanto Ele seria se o livro de Gênesis e todas as suas declarações fossem um embuste.

Veja um artigo sobre o livro de Gênesis da Bíblia encontrado na Wikipédia, reproduzido abaixo:

Gênesis (português brasileiro) ou Génesis (português europeu) (do grego Γένεσις, "origem", "nascimento", "criação") é o primeiro livro tanto da Bíblia Hebraica como da Bíblia cristã.[1][2] Faz parte do Pentateuco ou Torá, os cinco primeiros livros bíblicos. Gênesis (do grego Γένεσις, "nascimento", "origem") é o nome dado pela Septuaginta ao primeiro destes livros, ao passo que seu título hebraico Bereshit (בְּרֵאשִׁית, B'reishit "No princípio") é tirado da primeira palavra de sua sentença inicial. Sua autoria foi primeiramente atribuída, pela tradição religiosa judaico-cristã, a Moisés, no entanto, a crítica literária moderna descreve o Livro da Gênesis como um compilado de material escrito a diversas mãos[3], tendo assimilado mitos da Suméria, da Babilônia e de Ugarit, especialmente os poemas da Criação, Enuma Elish e Atrahasis, a influência da Epopéia de Gilgamesh está também presente no relato do Dilúvio. [3] Não há consenso sobre quando o Gênesis foi escrito, mas algum anacronismos apontam que sua redação final aconteceu no primeiro milênio.[4] As teorias mais recentes colocam a redação final do texto em torno do século 5 AEC, durante o período pós exílio quando a comunidade judia se adaptava à vida sob o império persa.[5] Narra uma visão mitológica desde a criação do mundo na perspectiva judaica, genealogias dos Patriarcas bíblicos, até à fixação deste povo no Egipto através da história de José.

Referências relacionadas:
1Echegary, J. González et ali. A Bíblia e seu contexto (em português). 2 ed. São Paulo: Edições Ave Maria, 2000. pp. 1133. 2 vol. ISBN 978-85-276-0347-8

  1. ↑ Pearlman, Myer. Através da Bíblia: Livro por Livro (em português). 23 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006. pp. 439. ISBN 978-85-7367-134-6
  2. ↑ a b c Génesis - Bíblia Sagrada
    capuchinhos.org. Página visitada em 28 de outubro, 2010.
  3. ↑ Oxford Bible Commentary (ed. John Barton, John Muddiman, Oxford University Press, 2001)
     p.39
  4. ↑ Ska, Jean-Louis, "Introduction to reading the Pentateuch" (Eisenbrauns, 2006)
     pp.217 ff.


Note-se que como colocado acima para consulta e estudo inicial a aparente neutralidade depõe contra a autenticidade integral dos registros bíblicos. Embora haja citações relevantes a serem consideradas a conclusão do autor pende claramente para um demérito do texto sagrado como tal, e como divino, inerrante.

DUAS VISÕES A SEREM CONSIDERADAS:

Visão religiosa tradicional

A visão tradicional acreditava que o livro de Gênesis tivesse sido escrito por Moisés (embora ele viesse a morrer antes do final do Pentateuco), ou por cronistas próximos a ele. Porém, as informações nele contidas podem ter sido transmitidas a Moisés pela tradição oral. A longevidade atribuída aos homens daquele período explicaria o fato de que as informações teriam sido transmitidas por Adão a Moisés através de apenas cinco elos humanos: Matusalém, Sem, Isaque, Levi e Anrão.
Outra possibilidade é de que Moisés tenha obtido grande parte das informações relativas o Gênesis através de textos ou documentos já existentes. Já no século XVIII, o erudito holandês Campegius Vitringa sustentava essa teoria baseando sua conclusão nas freqüentes ocorrências, em Gênesis (10 vezes), da expressão (em KJ; Tr) "essas são as gerações de", e uma vez "esse é o livro das gerações de". Nessa expressão, a palavra hebraica para "gerações" é toh•le•dhóhth, mais bem traduzida por "histórias" ou "origens". Por exemplo, "gerações dos céus e da terra" dificilmente se enquadraria aqui, enquanto que "histórias dos céus e da terra" faz sentido. (Gên 2:4) Em harmonia com isso, a Bíblia alemã Elberfelder, a francesa Crampon e a espanhola Bover-Cantera são versões que usam o termo "histórias", assim como faz a Tradução Novo Mundo ( das Testemunhas de Jeová / Torre de Vigia )


Visão acadêmica

Entretanto, para a crítica bíblica, há evidências no texto que demonstram que as tradições de Gênesis, especialmente entre o final da narrativa do Dilúvio e a história de José, podem ter sido compiladas durante o período de dominação babilônica: entre os séculos VII e VI a.C..
É postulado que Abraão tenha nascido na cidade de "Ur dos caldeus", termo repetido algumas vezes. No entanto, os caldeus só surgiram na região de Ur, a leste da Mesopotâmia, por volta do século IX a.C., pelo menos 1000 anos depois do tempo suposto para a história de Abraão. A própria diferença nos estilos literários e as histórias aparentemente desconexas da vida de Abraão podem ser um indicativo de que tais histórias tenham sido compiladas em diferentes momentos, ou por diferentes autores, a partir de uma tradição oral transmitida ao longo de muitas gerações.



Alguns estudiosos acreditam que as histórias de Isaque, que em vários momentos são semelhantes às de Abraão, sejam um recurso estilístico observado em outros pontos do relato bíblico (a recorrência da cidade de Belém relacionada aos nascimentos de Davi e Jesus para ressaltar o parentesco entre este e aquele, por exemplo, embora Jesus nunca fosse referido como belenense ou belemita, mas como nazareno, pois morava em Nazaré), para realçar a ligação entre os dois personagens através de seus atos, fortalecendo a ligação entre Israel, filho de Isaque, e o patriarca Abraão.
A narrativa da história de José, que visa explicar a origem das 12 Tribos de Israel, pode ter sido compilada por cronistas de Israel no período em que os reinos de Israel e Judá estiveram divididos, durante o primeiro milênio antes de Cristo, pois toda a narrativa realça a importância e a nobreza de José (pai das meias-tribos de Efraim e Manassés, as tribos dominantes do Reino do Norte), em contrapartida com a indiferença e a inveja de Judá (a tribo predominante do Reino do Sul), refletindo o rancor das tribos de José e da tribo de Judá naquele período. Ao final da narrativa, quando Jacó chega ao Egito e abençoa seus filhos, é prometido à tribo de Judá que ela reinaria sobre todas as outras, o que contradiz a finalidade do restante da narrativa.

A visão do crente, a quem se destina a mensagem suprema das Escrituras

Temos conosco que independente das visões acadêmicas e religiosa tradicional, do ponto de vista de Deus, há uma mensagem e uma lição importantes, portanto supremamente relevantes, para quyem individualmente lê o Gênesis e toma conhecimento das informações nele contidas que não são casuais, achados enigmáticos e misteriosos, mas o recado de Deus e que servirá como norte a todo homem e mulher como indivíduo membro da grande espeéice de huimanos espalhados sobre a superfície da terra em todas as épocas e nas mais diferentes circunstãncias geográficas e históricas possíveis.

Por causa, exatemente do que o livro de Gêrnesis no diz, somos perdidos como raça humana e podemos ser salvos individualmente e redimidos como espécie também humana. Incrivelmente religiosos profissionais ( assim chamo os que vivem da religião e tem fomação para militarem em várias de suas esferas  e únicos a respoderem por elas ) contemporeamente em vista ao descredenciamento da fé na Bíblia orquestrado por esfera acadêmicas, tem se desculpado diante da ciência institucional, ora conciliando a Bíblai coma ciência, ora diminuindo-a com a alegação de que a Bíblia não se autoproclama como livro de ciência. SDentre tantas, separo a declaração abaixo:

O Rabino Nilton Bonder sustenta que: "a Bíblia não tem pretensões de ser um manual eterno da ciência, e sim da consciência. Sua grande revelação não é como funciona o Universo e a realidade, mas como se dá a interação entre criatura e Criador" ( Darwin e heresias ), publicado no jornal O Globo de 03 de março de 2009, acessado em 20 de julho de 2010 )

Como e quando o livro tornou-se canônico

Desde o começo, os primeiros cinco livros que compõem o Cânon como parte das Escrituras Hebraicas, foram aceitos pelos judeus como documentos autênticos. Assim, no tempo de Davi, os eventos registrados de Gênesis a I Samuel eram plenamente aceitos como a verdadeira história da nação e dos pactos entre Deus e o povo eleito.

No entanto, adversários das Escrituras Hebraicas têm atacado fortemente o Pentateuco, em particular no que tange à sua autenticidade e autoria. Por outro lado, ironicamente, devido ao reconhecimento, por parte dos judeus, de que Moisés é o autor do Pentateuco, podemos salientar o testemunho de antigos escritores, alguns dos quais eram inimigos dos judeus. Hecateu de Abdera, o historiador egípcio Mâneto, Lisímaco de Alexandria, Eupolemo, Tácito e Juvenal, todos atribuem a Moisés o estabelecimento do código de leis que distinguia os judeus das outras nações, e a maioria deles menciona em especial que ele assentou suas leis por escrito. Numênio, o filósofo pitagórico, até mesmo menciona Janes e Jambres como os sacerdotes egípcios que se opuseram a Moisés. (2 Tim. 3:8) Esses autores abrangem um período que se estende do tempo de Alexandre (século IV a.C), quando os gregos se interessaram pela história judaica pela primeira vez, até o tempo do Imperador Aureliano (século III d.C). Muitos outros escritores antigos mencionam Moisés como líder, governante e legislador.

Apesar do estrito cuidado dos copistas dos manuscritos da Bíblia, foram introduzidos no texto alguns pequenos erros e alterações de escribas. Como um todo, eles são insignificantes e não alteram a integridade geral das Escrituras; foram descobertos e corrigidos por meio de cuidadosa colação erudita e/ou comparação crítica dos muitos manuscritos e versões antigas existentes.
Quanto ao estudo crítico do texto hebraico, ele começou com os eruditos no século XVIII. Nos anos de 1776-80, em Oxford, Benjamin Kennicott publicou variantes de mais de 600 manuscritos hebraicos. Daí, em 1784-98, em Parma, o erudito italiano J. B. de Rossi publicou variantes de mais de 800 manuscritos. O hebraísta S. Baer, da Alemanha, também produziu um texto-padrão. Mais recentemente, C. D. Ginsburg dedicou muitos anos à produção de um texto-padrão crítico da Bíblia hebraica. Foi publicado pela primeira vez em 1894, passando por revisão final em 1926. Este fornece um estudo textual por meio de notas de rodapé, que comparam muitos manuscritos hebraicos do texto massorético. O texto básico usado por ele foi o texto de Ben Chayyim. Mas, quando os textos mais antigos e superiores massoréticos de Ben Asher se tornaram disponíveis, Kittel empreendeu a produção de uma terceira edição, inteiramente nova, que após a sua morte foi completada por seus colegas. Joseph Rotherham usou a edição de 1894 desse texto na produção da sua tradução inglesa, The Emphasised Bible (A Bíblia Enfatizada), em 1902, e o Professor Max L. Margolis, junto com colaboradores, usou os textos de Ginsburg e de Baer na produção da sua tradução das Escrituras Hebraicas, em 1917.

NOSSA OPINIÃO:

Sem conversão e sem genuína comunhão com Deus, o homem ainda que religioso ficará a mercê das contendas e do embate ciência versus religião, materialismo dialético e fé. Mesmo o cristão, religioso de uma igreja cristã, inconverso, e cuja visão de Deus seja teórica sempre enfrentará uma forte dificuldade em crer no livro de Gênesis. É relativamente fácil crer-se em qualquer dogma, de qualquer religião e mesmo de uma igreja autodenominada cristã. Aparentemente difícil é crer-se no Gênesis e no que é dito lá. Para muitos parece real a voz de Satanás a sugerir: "Não foi exatamente isso que Deus disse"  ou  "não é bem assim". Entretanto sem o Gênesis não há pecado, queda, depravação, abandono, insujeição, solidão, condenação , nem o próprio mal que só lá nos é revelado pela primeira vez. Quantos pastores e pregadores modernos,padres e mestres cristãos, fogem exatamente dos relatos do Gênesis ou a eles se referem com desculpas e velado desprezo?

Pergunte a seu pastor o que ele acha do livro de Gênesis. Pergunte ao padre de sua paróquia. Se a resposta for menos do que fé irrestrita ao que está lá, deixe tal comunidade e junte-se imediatamente aos que crêem na Palavra de Deus na sua totalidade.

Por Helvécio S. Pereira




quarta-feira, 24 de novembro de 2010

VER COMO DEUS VÊ

Quantos gostariam de alcançar a compreensão das coisas de Deus? Se fizéssemos essa pergunta, provavelmente]e todo ser humano normal, excetuando-se os néscios, os loucos, os tolos, responderiam que sim, gostariam de ter a compreensão das coisas de Deus, como Deus as vê. Até ateus que se esforçam em negar a existência de Deus por almejarem serem mais sábios do que Ele. Eu gostaria, embora sem a ambição e a presunção de sê-lo.Religiosos buscam em suas respectivas religiosas, a iluminação, a revelação, a sabedoria, o entendimento, o conhecimento perfeito, desejável, suficiente, pleno das coisas.

Como cristãos, como crentes, buscamos o pleno entendimento das coisas de Deus e nos perguntamos se algo é como Deus deseja ou não, perscrutamos, investigamos, supomos, comparamos e optamos por alguma posição ou outra, vendo em parte, como em um espelho conforme palavras do Apóstolo Paulo e conforme biografia e ansiedade de tantos cristãos ao longo da história da igreja cristã em todo mundo. Nessa visão parcial nos confrontamos e até muito compreensivamente nos dividimos pelas posições divergentes, ora mais próximas da verdade, ora mais distantes. 

Com relação à vida cristã, ao ministério e a prática da igreja, pregação do evangelho não é diferente. Sinceramente nos esforçamos para fazer o melhor e muitas vezes isso não parece acontecer de forma plena. Esse, entretanto, é um outro assunto, que talvez façamos uma reflexão em outro momento. Por ora fica a verdade revelada nas próprias Escrituras Sagradas, assim como os céus são mais altos que a terra
assim são os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos , diz o Senhor "  (                       ).

Só há entretanto uma maneira de crescermos nesse conhecimento e nessa compreensão de como Deus  vê todas as coisas e qual a sua melhor vontade para nossas vidas, para a humanidade, para o dia a dia, e não está longe e nem tão pouco é inacessível a qualquer um que nEle creia: Buscá-Lo, Amá-Lo,Orar a Ele e Ouví-Lo através da Sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Desligue as demais vozes e minimize e anule todos os demais ruídos. Sem presunção, sem orgulho, sem nenhuma vaidade, aproxime-se e submeta-se a vontade dEle unicamente.

Essa postagem é simples, curta, e sem maiores ambições sejam literárias, teológicas, ou acadêmicas. É só uma reflexão, creio importante e primordial. Só isso. Que sejamos abençoados com a compreensão  de tudo o que o Senhor queira nos mostrar e ensinar. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

domingo, 21 de novembro de 2010

ATUALIZADO!!!! AS REVELAÇÕES RELEVANTES DO LIVRO DE GÊNESIS - GÊNESIS 1:1 ( COMO ACRÉSCIMO A LEITURA DOS PRIMEIROS VERSOS EM HEBRÁICO E EXPLICADOS! )


A religiosidade cristã moderna ou atual, de há muito tem se contentado e desprezado as narrativas de Gênesis, precioado por parte majoritária de setores quase que totais do mundo científico e da falsa sensação de que tudo pode ser respondido pela tecnologia, que podemos arrombar de alguma forma o cofre imaginário que parece a nós guardar os segredos de Deus.

A confissão das igrejas batistas em sua maioria rezam que somente o Novo Testamento seja a parte da Escritura que orienta e que  seja necessária a vida cristã e a vida da Igreja. Dessa forma sem negar a sua importância o Velho ou Antigo Testamento fica sublimado em muitas de suas revelações. De fato uma alusão  ao coisas e elementos do Antigo Testamento é vista como algo judaizante e desnecessário. Claro isso varia de cultura para cultura de país para país e de igreja local para igreja local, bem como para denominação para denominação ligada a uma ou outra convenção. Contudo não pode haver fé bíblica ou mesmo fé cristã sem a aceitação total e irrestrita do que encontramos no Antigo ou Velho Testamento.

Gênesis 1:1 e versos seguintes recebem pelo menos duas interpretações diversas, que não se opoẽm mas que se excluem em detalhe.

Lemos em Gênesis 1:1

  " No princípio criou Deus os céus e a terra."

Para duas correntes de interpretação esse versículo é a declaração sumária de que Deus é o autor de todas coisas como criador e quando alguém se diz ateu, tenta sumariamente negar exatamente essa primeira declaração inequivocadamente clara: Deus criou os céus e a terra, eels não tem nem por hipótese, uma auto-origem, portanto não se criaram a si mesmos e por consequência nada , nenhuma criatura, coisa ou objeto em um ou outro sistema. A possibilidade ao homem é reconhecer a grandeza e maravilha de como existem e funcionam, e só e somente isso.

As duas posições a que me referi anteriormente são as seguintes:

a) INTERPRETAÇÃO GEOLÓGICA 

b) INTERPRETAÇÃO CATASTRÓFICA

A primeira interpretação é mais aceita, significando que  Gen 1:1 é cabal e os restantes do versículos desse capítulo são um detalhamento do como essa criação foi feita. O verso primeiro apresenta-nos o fato e os seguintes o processo de como esse fato veio acontecer.

A segunda posição  ou compreensão reza que o primeiro versículo é como a primeira posição uma declaração da autoria divina de todas as coisas, céus e a terra, porém o verso dois em diante nos fala de uma catástrofe desconhecida e não detalhada e portanto os relatos dos versos seguintes seriam uma reconstrução da terra. Isso por que no original em hebraico cabem sem problemas as duas comprensões, então o verso  2 teria uma tradução mais correta na língua moderna como :

  " mas a terra  tornou-se sem forma em vazia " e não "a terra era sem forma e vazia" ( Gênesis 1:2a) como geralmente encontramos em nossas Bíblias.

A aceitação de uma das duas interpretações não afeta o escopo de nada além do cremos como cristãos ou judeus, contudo corrobora para  a compreensão e respostas a outras perguntas aparentemente irrelevantes, é o que veremos em uma próxima reflexão.

Por Helvécio S. Pereira 


Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer. Eclesiastes 12:1 

Atenção! 

TODAS AS NOSSAS POSTAGENS TRAZEM ABAIXO LINKS PARA COMPARTILHAMENTO E IMPRESSÃO E SALVAMENTO EM PDF. NO CASO CLIQUEM "JOLIPRINT" E UM SITE CONVERTERÁ O POST EM UM PDF AGRADÁVEL DE SER SALVO E  PORTANTO GUARDADO PARA LEITURA POSTERIOR.


BÔNUS: LEITURA DO TEXTO DE GÊNESIS, PRIMEIROS VERSÍCULOS, EM HEBRÁICO ( EM VÍDEO )

SOMOS LOUCOS...SOMOS LOUCOS...

As vezes, não poucas vezes, dependemos que comparações sejam feitas para que se perceba a realidade absoluta das coisas. Nós cristãos temos muitas diferenças, a maior parte direcionada a detalhes aparentemente mais ou menos importantes. Não que eu afirme  que devemos ignorá-los todos, apenas afirmo que devemos concentrar as nossas energias em um ponto que unânimamente cremos, se somos crentes e cristãos de fato: cremos que Jesus Cristo está vivo!

Somos loucos,pois cremos que depois de assassinado, trucidado, moído, ele está vivo e vivo não fugiu desse mundo temendo ser pego de novo, Ficou aqui por um bom tempo se mostrando as pessoas, particularmente aos seus amigos. Finalmente foi para um lugar inacessível para nós por enquanto mas afirmou que voltaria para levar-nos exatamente para o lugar em que está. Mais do que isso todas as suas declarações têm impacto não só na]comunidade religiosa que Ele fomentou, no grupo de loucos que bem-aventuradamente sem vê-Lo, apenas de ouvir falar sobre Ele também creram e todos os seus atos serão públicos, universais, mexerão como mundo real, governos serão destronados, modelos econômicos abandonados, religiões e denominações extintas e todo restício ideológico, científico, pedagógico será descartado se não for verdadeiro e positivo. Não importam quantas crenças, ideologias e bandeiras sejam defendidas na atualidade ou um pouco mais a frente. Todo modismo, toda reivindicação rebeldemente alimentada por mentes alienadas de Deus sumirão em um único dia.

Somos loucos, todos nós, pois essas promessas não encontram rivais em nenhuma religião do passado, do presente ou ainda de um futuro próximo. As vezes não percebemos o diferencial que distingue a nossa fé das demais, a tão grande salvação que nos foi dada,  a revolução e transformação que ocorrerá no mundo  por ato daquele a quem cremos, que é único, real e a única divindade existente,diante da qual todas as demais, por mais engenhosamente construídas, com o fim de substituí-Lo e de desviar a atenção do homem do único que por direito deve ser o seu Deus: Jesus Cristo, Deus e Filho de Deus.

Nós cristãos, não temos dúvidas sobre Ele, mas muitos detalhes escapam a nossa percepção mais imediata. A promessa dEle é que naquele dia "nada Lhe perguntaremos". Pois os loucos de hoje deterão de repente toda a compreensão que o homem sempre aspirou, buscou e não pode encontrar, nem mesmo os mais ilustres e sábios, os mais privilegiados. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

ELE ERA UM PIANISTA CRISTÃO QUE TOCAVA O SEU PIANO COM TANTA ENERGIA E ALEGRIA QUE MORREU TOCANDO NUMA REUNIÃO, EM UM CULTO

Evidentemente tinha algum problema de saúde não detectado, mesmo não sendo um atleta, a energia despendida ao executar peças cristãs clássicas era nítido o seu prazer e fé em tocar as melodias dos hinos e se deliciar na alma com o que a poesia de cada um dizia. Teve um enfarte fulminante morrendo quarenta e cinco minutos depois após inúmeras tentativas de reanimação por parte de médicos que lhe prestaram socorro, durante um cruzada do casal Gathier em 2006. A sua emoção era explícita,verdadeira e não fingida, como nessa execução desse hino, cuja letra diz em português: E nós o veremos face a face em toda a Sua glória... Aleluia!!!Aleluia!!! Quantos podem ser assim, podem sentir o mesmo ao ouvir ou cantar, um simples ( simples ) hino tradicional? Vale para nós o exemplo de Anthony Burger, sua fé e alegria em pertencer ao Senhor.



"We Shall Behold Him" By Anthony Burger







Acompanhe a letra original na interpretação de Sandi Patty uma das mais belas vozes sopranos do mundo e uma das cantoras evangélicas mais respeitadas em uma carreira que atravessa décadas abençoando os que ouvem a suas gravações.



Fonte: You Tube

COMTEMPLANDO O CORDEIRO, MÚSICA CRISTÃ COM O BELEZA E INTERPRETAÇÃO ERUDITA

Que a arte varia com a cultura que a produz e faz de sua produção a leitura efetiva que deva ser feita e entendida a mensagem que carrega é algo inquestionável. Verdade também é simplificação desnecessária e a queda de qualidade patente seja na musicalidade como na poesia algo patente cada vez mais e até danosa em nossas igrejas. De fato extremos são indesejáveis, uma música que não é compreendida e inacessível a maioria das pessoas e outra rasteira que nem sugere o caráter único da pessoa de Deus, que é sem dúvida a perfeição.

Uma grade e bela exceção é sem dúvida, o vídeo abaixo que registra apenas uma das performances do grande pianista clássico cristão Dino Kartsonakis, com décadas de atuação e de apresentações em toda a América d o Norte e Europa e infelizmente pouco conhecido no Brasil, onde seus DVDs e CDs não são facilmentes encontrados em livrarias evangélicas.


Dino Kartsonakis - Behold the Lamb 

( Vendo, contemplando o Cordeiro )






Fonte: YouTube

DANIEL 10:12 ( A ORAÇÂO DE DANIEL )

"Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que vim" (Daniel 10:12 )

Muitas vezes procuramos na Bíblia, nas Sagradas Escrituras, exatamente porque gostaríamos que assim fosse, que as nossas diferenças de compreensão fossem dirrimidas por uma palavra definitiva, claro segundo as nossas expectativas. E isso não existe nas Escrituras muitas vezes, pelo menos do jeito que esperamos, como por exemplo, uma lista de pecados modernos, contemporâneos, sempre atualizada. Pode-se tomar Reed Bull, cerveja preta, usar calça jeans, tomar ou não vinho, usar decote, mini-saia, calça comprida, cortar ou deixar o cabelo crescer, dançar ou não na igreja, etc. Gostaria de lembrar portanto, que as Escrituras se prestam a um propósito muito mais elevado que isso. Quem procura as Escrituras simplesmente para isso não entendeu nada ainda. Claro que há pecados mais importantes e esses estão todos listados e também claras são as exortações para fugir-se deles. Quanto a estes é impossível alguém, sem má intenção, atribuir-lhes alguma dúvida, se de fato e o quanto, são terminantemente reprovados por Deus.

Todos os outros livros de demais religiões construídas únicamente pelo pensamento humano e é verdade sempre com uma colaboração demoníaca, tem como objetivo exatamente o contrário determinar mínimas coisas, desde liturgias a oferendas, o que beber, o que comer, quando fazê-lo, etc. Assim como os céus são mais altos que  a terra, mais altos também são os pensamentos do Senhor mais altos que os nossos pensamentos, rezam as mesmas Escrituras.

Mesmo em contendas e altercações mais profundas como calvinistas e arminianos, os dois grupos escarafuncham as Escrituras a procura de um versículo decisivo que derrote o grupo oponente e esse versículo decisivo não há, não é encontrado nas Escrituras com esse objetivo específico, por mais que teólogos construam novos discursos, recorram a análise e reanálise da língua original, a várias traduções da Bíblia, nada será finalmente decidido dessa maneira. Primeiro que o troféu de vencedor teológico a um dos grupos não interessa a Deus. O que é de fato importante é o que cada um de nós, independente da sua posição acerta ou erra em outras questões, faz ou deixa de fazer, é ou não é como crente e cristão.


Ocupados nessa pendenga o que é mais importante pode estar sendo o tempo todo preterido. O pastor Brabo ( esse é exatamente o sobrenome dele ) afirmou ser esse debate um debate inútil o que eu concordo, pois a maioria das pessoas ignoram, e não fazem mal e em ignorar, o que seja o calvinismo ou o arminianismo. O fato é que milhões de pessoas se perdem diáriamente, perdem as suas almas ( parentes amigos, inimigos, celebridades, etc. ) enquanto um grupo de salvos ( apreende-se que sejam de fato ) discutem se esses perdidos são predestinados ou não ao inferno ou não.

Bem mas o propósito dessa postagem é dizer, refletir que verificados os fatos registrados no livro de Daniel, sem nenhum pressuposto teológico, partindo-se apenas de uma premissa natural de que o que está dito está dito para dizer e expressar exatamente o que lá está de forma mais simples, temos a compreensão clara de que a atitude de Daniel é que implicou na vinda do anjo em resposta a sua oração. Deus ouviu as suas palavras, de Daniel, levando nos a clara compreensão que a participação humana, em buscar, procurar entender a vontade de Deus, se colocar na dependência de Deus, reconhecendo o Senhorio e Soberania divinas, é algo que parte do homem, como virtude, como fenômeno e que é exatamente isso que comove o coração de Deus, e que claro pode ser comovido. Se fosse o contrário se o homem fosse uma marionete, um fantoche, esse homem se moveria graças a vontade de Deus nos mínimos atos. Não Deus observa, atenta para o homem, deixa-se ser achado, e a sua busca, e o responde. 

Evidentemente não era a vida de Daniel que estava implicada em todos os fatos espirituais e políticos que se sucederiam. Os propósitos de Deus para a nação de Israel e para o mundo bem como para a humanidade eram, e ainda hoje são, maiores que a própria vida de Daniel. Deus não deixaria de fazer o que Ele faria se Daniel não tivesse orado, buscado a face do Senhor, se humilhado, etc. Certamente Deus usaria outro, mas a atitude de Daniel foi agradável a Deus.


Essa dinâmica histórica é que é fascinante, a de sermos participantes, coadjuvantes,  com Deus na realização de Seus sábios e efeitos propósitos. No Novo Testamento, entre outras afirmações, o Senhor Jesus deixou claro não poucas vezes as imensas possibilidades advindas da nossa fé e iniciativa, entre elas a que afirmou que "se tiverdes fé como um grão de mostarda,direi a esse monte lança se no mar e assim será feito." Mas tem a nossa parte. Quem se dispõe a fazê-la?

Por Helvécio S. Pereira



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sábado, 20 de novembro de 2010

EU SÓ POSSO IMAGINAR COM EDUARDO E SILVANA, VERSÃO DA CANÇÃO DA BANDA EVANGÉLICA AMERICANA MERCYME

É  a terceira versão em português da belíssima canção da banda evangélica americana MercyMe. Todas as outras duas e a versão original você pode ver e ouvir aqui no Pregador. Por ora veja e ouça a dupla especialista em boas versões de canções evangélicas americanas para lingua portuguesa, Eduardo e Silvana.


HÁ ALGO QUE DEUS NÃO SÁIBA?


Poderia Deus ser surpreendido por um pensamento, fato ou ato? Se dissermos SIM, estabelece-se uma limitação a Deus e Ele Deus, deixa de ser Todo, total em parte de Seus eternos atributos como supomos a partir do que encontramos revelados através de registros e fatos nas Escrituras Sagradas, na Bíblia, a qual consideramos a Palavra de Deus, inerrante e sobretudo o ponto de vista de Deus sobre Si mesmo e sobre toda a Sua criação.

Como entendemos unânimamente a partir desses mesmos registros que Ele, Deus não pode ser surpreendido e portanto SABE e CONHECE tudo, todas as informações, dados e possibilidades de todas as coisas a resposta única possível é NÃO. Deus não pode ser surpreendido por um pensamento, fato ou ato, seja qualquer que seja, por parte de  qualquer ser criado por Ele em qualquer lugar, portanto espaço e tempo. Qual o problema então que se coloca?

A questão é para alguns Ele não só sabe como determinou todas as coisas, entende-se aí, que nada do que criaturas suas façam, muito mais que coisas e fatos que se sucedem são obras e atos exclusivos e primariamente de Deus. Dito retóricamente parece ser algo apenas bonito mas se for verdade as implicações morais inseparáveis atribuem a Deus o que Ele não é. Quando aplicadas ao terreno nas conjecturas, digamos religiosas, parece algo sólido e até digno de ser defendido, porém levado as últimas consequências, basilado pelo bom senso não é a mesma coisa. 

Durante a breve ocupação francesa no Brasil, cinco pastores calvinistas, a pedido de nada menos do que Nicolas Durand de Villegagnon (Provins, Seine-et-Marne, França, 1510 – Beauvais-en-Gâtinais, 9 de janeiro de 1571) , foram enviados da Suíça ao Brasil pelo próprio João Calvino, estabelecendo-se a grande oportunidade de levar a mensagem reformada, quem sabe a todo o Brasil. Após um culto, diferenças sobre a realização da ceia do Senhor, terminara na execução sumária de quatro e o enforcamento após fuga e apreensão do quinto religioso. Poderia citar outro fato qualquer  tirado diretamente das manchetes dos jornais diários, seja acidente, assalto com vítimas  ou ainda um grande acontecimento internacional político ou econômico. A todos os partidários dessa compreensão diriam que foram atos de Deus, sejam estupros de mulheres inocentes, abusos de crianças, assassinatos de idosos ou o pior que puder-se imaginar. Eu diria e digo que não. Deus não fez isso. Deus permitiu isso e isso é radicalmente diferente.

Todos esses fatos e muitos outros assemelhados de aspecto e consequências terríveis podem ser relacionados e o resultado será o mesmo. Ou atribui-se a Deus a culpa e os atos de cada acontecimento ou a explicação factual é outra. Deus sabe antecipadamente e totalmente do desfecho de cada acontecimento mas esses acontecimentos não são a Sua vontade e nem o Seu prazer. De outro modo um outro elemento se inclui nessa dinâmica: a vontade soberana de Suas criaturas, vontade essa determinada pelo próprio Deus. Ele mesmo determinou o limite e atuação de cada uma delas ( criaturas ). No episódio de Jó, Sobre a argumentação de Satanás de que Jó assim procedia, sendo justo, pelo simples fato de todas as circunstâncias lhe serem favoráveis, disse a ele ( Satanás ), que fizesse conforme sua argumentação ( de Satanás ) somente não tocasse em sua alma.

O que se deseja com argumentação em contrário, argumentação essa que coloca Deus como único agente de todas as coisas e as suas caricaturas inteligentes como simples marionetes cumprindo um roteiro macabro que contradiz a própria natureza de misericórdia e amor atribuídos ao próprio ser de Deus, que aceitos unânimamente não correspondem ( tal roteiro ) ao que Ele, Deus tenha prazer? As Escrituras, a Bíblia afirmam terminantemente que Deus não têm prazer no mal e que o fim último é exatamente a sua erradicação completa do cenário da existência não só humana mas celestial.

É o grande problema da teologia, ao construir-se prazeirosamente um conceito e uma compreensão, tudo o mais passa a girar em torno dela mesma. A questão central é a eleição dos salvos, justificada por sua pressuposta predestinação que por necessidade lógica, exige que seja abolida outra vontade livre, no caso a do homem. Se o homem for livre, esse pode aceitar ou rejeitar a dádiva da salvação, e os eleitos não são eleitos por serem "escolhidos" sob base nenhuma ( dirão da graça, que deixa de ser graça pois exige-se também lógicamente uma razão, um motivo lógico, que aí não há, lógicamente, não mais se sustenta ), e temos agora o outro modelo, onde há sábios e loucos, os que atendem aos apelos do amor divino e os néscios que o rejeitam, sem medir as razoáveis consequências dessa escolha. 

Para piorar temos um cenário de encenação pura, em que um pregador prega a todos  a mensagem que ele mesmo não tem coragem de assumir nas suas primeiras palavras e de modo claro e transparente: "Jesus não morreu por todos mas somente pelos eleitos, que ainda bem e modestamente sou um deles". Eu diria: "Jesus Cristo morreu por todos os homens, por todas as mulheres, por toda a humanidade, e embora nenhum de nós mereça essa salvação, ela nos oferecida graciosamente, gratuitamente, sem restrição, a qualquer um de nós que, cansado de suas dores e pecados, desejar ser livre, curado, restaurado, consolado e amado, pode vir e recebê-lo, tão imediatamente como o ladrão na cruz ao lado de Jesus, e como cada um que o encontraram e creram nEle, quando em carne nesse mundo, para ser salvo eternamente, perdoado, limpo, purificado, redimido, e que será ressucitado e viverá com Ele nos céus, e reinará com Ele por toda a eternidade. Isso Ele fez, comprando-nos com o seu sangue derramado no Calvário."

É essa a diferença!

Por Helvécio S. Pereira

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Essa pessoa sai pensando em Deus de um modo ou de outro, e em decisões que fatalmente terá de tomar frente ao divino. Nas prisões, após ouvir um pregador ou missionário de uma ou outra igreja, os criminosos mais terríveis param para ...
01 Dez 2010
A Bíblia é fonte inesgotável de ensinamentos dados do ponto de vista de Deus. As Sagradas Escrituras só não revelam o que, segundo a aprovação de Deus, Ele mesmo por Si não quer revelar-nos. Deus não revela coisas imposto pela ...
09 Dez 2010
Infelizmente ou ao contrário, como seres sociais e assim planejados por Deus, só construímos conhecimento em cima de informações e conhecimentos que nos antecedem. Por isso é natural não poucos de nós repetirmos conclusões feitas por ...

UM ABENÇOADO E VITORIOSO ANO NOVO A TODOS! OBRIGADO A TODOS OS LEITORES E VISITANTES!

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TEOLOGIA EM DESTAQUE: DIVERSAS POSTAGENS


26 Ago 2010
Nessa postagem quero deixar claro que dentre as diversas teologias usadas ( teologia popular, teologia leiga, teologia ministerial, teologia profissional e teologia acadêmica ) a que move a igreja e faz avançar o seu ...
27 Out 2011
Por experiência entenda-se todas as comprovações factuais acerca do que se crê conforme a teologia crida, seja essa oficial, oficiosa, leiga, individual, etc. Assim posto, é necessário colocar que o que me fez tocar nesse ...
25 Ago 2010
A teologia leiga é portanto um passo além da teologia popular, na verdade uma passo acima. Quando um crente dedica-se mais sistematicamente a investigação da sua fé , buscando uma melhor forma de não só expor o ...
11 Jan 2011
Conforme postagens anteriores que esclarecem a diferença entre teologia oficial e leiga, evidentemente em todas as igrejas há, por parte de seus membros uma teologia mais popular e uma teologia pessoal. Mesmos ...

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CRISE NO CATOLICISMO

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QUEM INVENTOU O APELO NOS CULTOS?

SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS, LEIA AS PRINCIPAIS POSTAGENS

25 Nov 2010
Tenho algumas vezes, em minhas despretenciosas reflexões ( despretenciosas por não terem o tom acadêmico e muito menos professoral, são apenas reflexões ), dito que se não se crer no que o Livro de Gênesis declara, não é necessário ...
31 Jan 2011
-A razão das atuais, ou pelo menos de predominância histórica, das condições existenciais e morais do homem têm no Gênesis a sua satisfatória resposta. A existência de condições nem sempre e totalmente favoráveis a nosso conforto ...
11 Jan 2011
Como parte do pentateuco, o Gênesis, depreciado modernamente graças a nossa submissão e endeusamento da ciência, que com a sua contribuição à saúde, tecnologia e construção material da sociedade, pouco ou quase nada tem a dizer sobre ...
21 Nov 2010
A religiosidade cristã moderna ou atual, de há muito tem se contentado e desprezado as narrativas de Gênesis, precioado por parte majoritária de setores quase que totais do mundo científico e da falsa sensação de que tudo pode ser ...

O GÊNESIS, COM NARRAÇÃO DE CID MOREIRA E IMAGENS

NÃO DEIXE DE LER OS SEGUINTES POSTS DENTRE OS MAIS LIDOS...

29 Mai 2010
UM LIVRO OBRIGATÓRIO PARA CATÓLICOS E EVANGÉLICOS ACERCA DA ERRÔNEA CULTURA DO CULTO A MARIA. Recebi por indicação do irmão Jorge Fernandes Isha, um e-book gratuito, de leitura obrigatória para os evangélicos e para ...
16 Fev 2010
Judas era o mais culto, de origem e status social diverso dos demais, de outra cidade, e foi substituído não pelo apóstolo dentre os discípulos eleito pelos demais, por própria escolha de Jesus, após a morte de Estevão, Saulo, discípulo de Gamaliel, provavelmente o mais preparado ...Melquesedeque, Maria , José, e tantos outros. Deus se dá a conhecer plenamente a cada um que o ama. O ue Ele fará na história as vezes não noscompete saber, as vezes sim. Essa é a diferença. ...
19 Mar 2010
Tal qual os fariseus, põem não poucos impencilhos que vão desde reparações a pregação simples e com pouca ligação com a hermeneutica e pregação convencionais, a música, letra das canções, a ordem do culto, forma dos apelos e ... Essa pessoa , esse novo crente, como filho ou filha de Deus de fato, tem agora uma nova vida, como Madalena, Zaqueu, o Gadareno, o Centurião, Nicodemos,o ladrão da cruz, Marta e Maria, Lázaro ( não necessariamente nessa ordem ), e tantos outros. ...
04 Mar 2011
Nesse aspecto seria legítimo um católico cultuar Maria como N.Senhora, um muçulmano a Maomé como seu legítimo profeta, um budista como objeto de culto, e assim por diante. Todoslçegitimamente amparados por sentimentos sinceros e ...
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