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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TRADUÇÕES DA BÍBLIA, AJUDAM OU PIORAM O CONHECIMENTO DE DEUS?

O ano termina, não bastando questões pertinentes e repisadas, acerca da relação mito de Papai Noel e Natal, árvore de Natal e outros símbolos natalinos. O nascimento de Cristo ( como data não real mas como fato histórico documentado ), a crítica à reafirmação da errônea e recorrente data de comemoração da encarnação do Nosso Senhor, que claro não foi nem em dezembro e muito menos no dia 25, e até o ano o deságio de pelo menos quatro anos, há outras bem mais importantes.

Há ainda outros problemas que também surgem ou persistem, ora ou outra, de cunho mais imediato e direto, como a dificuldade de escolher e permanecer numa igreja evangélica,sair definitivamente ou procurar outra. Uma que as vezes que já foi benção mas que hoje se complica com desvios, estranhezas, bizarrices, modismos e soberba de lideranças, que já foram abençoadas e bençãos às pessoas com suas desculpas, explicações nem tão convincentes e muito menos bíblicas, ou a falta dessas mesmas explicações,  pioram mais as coisas.

Mas não param por aí: traduções da Bíblia são apontadas como melhores por umas em detrimento e anátema de outras. Na prática, em reuniões são negadas a leitura por parte de irmãos de posse de uma ou outra tradução, causando embaraço e por que não, uma certa humilhação. E como todos bebem pelas mãos dos outros isso é decidido ali na hora por quem tem mais poder... eu disse "poder"? Nem sempre quem decide a melhor está de posse da melhor traudução a ser usada no momento, de um estudo bíblico, de um sermão temático, de uma demosntração apologética, etc. Ou seja a decisão é no grito mesmo.

Senão vejamos ( em uma igreja que adote o sistema de células ): um líder de célula que reza na bula de outros líderes de células, ou de pastores ou pastoras cujos grupos estão sobre a sua supervisão, reuniões que se tornam muito, muito estranhas, pois nas recomendações, essas reuniões não podem ser "estudos bíblicos", "debates", "reuniões de oração", "reuniões de louvor", "confraternizações", "ajuda humanitária" e nem "igreja" (!!!!) São o quê então?


Mas esse problema, esse dilema, ocorre entre reformados, pentecostais tradicionais, etc. Todos os grupos estão sujeitos a terem, a partir de agora, na prática, esse tipo de problema. E não estamos falando da diferença entre grupo e e grupos, entre teologias e teologias, essa coisa está afetando a todos. É peculiar, curioso, imperceptível mas não exatamente útil a obra de Deus. Se pode chegar a um ponto que todos terão dúvidas acerca da Bílbia que lêem e não apenas do que compreendem ou não.

Mas voltemos à Bíblia... tem "bíblia", que mereceria um "b" minúsculo ( caberia bem ) com capa rosa, branca, preta, dourada, com pêlos, penujem, rajada, padrão de infantaria, kids, da mulher, do homem, do pregador ( diferente do que ouve a pregação???), pentecostal ( tradicional também têm? seria diferente? ) estou brincando eu sei como ela é com adendos, chave bíblica, hinário, etc, etc. Mas toda tendência sem autocritica pode tornar-se uma coisa patética. E o pior pode vir ainda  ( e não duvido que com a implantação de igrejas do terceiro gênero, pelo volume de vendas e pedidos contratuais... e é assim que as coisas funcionam no mundo corporativo ( e a igreja hoje não prescinde dessas aberrações necessárias ) como as demais edições, surja de repente a "bíblia gay", ou seja uma Bíblia "nova" com adaptações para todos os gostos.

A Bíblia se adapta ao pecador e não o pecador à Bíblia! Dessa forma fica cada vez mais distante a transformação radical do ser humano em um novo homem, curiosamente  nova criatura, no que a Bíblia, a velha e boa Bíblia revela que ele, esse ser humano tenha, deva se transformar! Já adianto que a minha é e será a velha e única Bíblia Sagrada, que repleta das revelações do próprio Deus, desagradam a mim como desagradam a todo e qualquer pecador, mas são, de fato, a nossa única segurança, para a vida e para a morte, para o agora e para a eternidade, com a mais firme certeza.

Já repararam que Deus na sua plena sabedoria nos antecede sempre? Ela ( a Bíblia  ) não nos agrada e não se adapta nem mesmo á teologia mais correta, à teologia "evangélica", "protestante", etc.


Se não vejamos:

A velha Bíblia incomoda os reformados, incomoda os protestantes, incomoda os batistas ( beseio-me na divisão mais técnica defendida por esses mesmos grupos, representados por seus membros mais radicais ); incomoda do mesmo modo carismáticos, pentecostais e neopentecostais. Embora todos esses irmãos estejam certos em boa dose de sua crenças claramente bíblicas, fazem contorções teológicas para explicarem o que não crêem ou no que se excedem.  E olhem que dizendo-se a verdade, nenhum cristão possui uma teologia mais bíblica que os evangélicos. Nós evagélicos em geral prezamos por isso, nos esforçamos para tal, essa é a grande verdade. Buscamos a compreensão perfeita e a sujeição total a verdade revelada, as vezes nem sempre a consigamos.

Igualmente os paraprotestantes ( Adventistas, Mórmons, Testemunhas de Jeová, etc ) passam aperto em explicar o que excedem em suas crenças particulares as declarações escriturísticamente bíblicas. O mesmo vale para católicos romanos praticantes. Se Deus na Sua eterna Palavra não facilita as coisas  para nenhum cristão dos mais de dois bilhões no mundo, facilitará para alguém em particular? É decididamente uma alteração de foco importante, ou perca do mesmo. A Bíblia como Palavra de Deus, "A" Palavra de Deus, não se adapta a nós em nenhum de seus textos. Nem mesmo as suas revelações são basedas nas nossas expectativas, mas nas prioridades reveladoras de Deus somente. Esses editores ficaram loucos, irresponsáveis? Ou no mínimo infantilmente temerários?


Já disse aqui algumas vezes: eu não gosto de muita coisa na Bíblia, não gosto da cruz, foi um desfecho horrível sob todos os aspectos, mas foi o desfecho de Deus, e embora não esteja regristrada na Bíblia exatamente essa fala, poderíamos supor que Deus viu e disse que "foi bom". Foi o desfecho de Deus, portanto o melhor, o mais justo e o mais perfeito desfecho na odisséia da redenção. Assim é a Bíblia, são as Escrituras, e a perspectiva correta de a vermos sempre. Não adaptada a nós ou ao mundo, mas do que jeito que ela revela o ponto de vista de Deus somente!


Mas vamos ao ponto dessa postagem:

A tradução mais usada por brasileiros em língua portuguesa é decididamente a de João Ferreira de Almeida, calvinista com bela e abençoada bibliografia. Em língua espanhola é a de Reina-Valera, resultado de dois tradutores que a exemplo de João Ferreira, dois autores completam o trabalho do outro após o seu falecimento.

O problema agora é que relações de poder, decisões tomadas por pessoas com base em certas preferências e visão particular de mundo, bem ou mal intencionadas, que por circunstâncias, propiciam que as milhões de Bíblias sejam portanto impressas e cheguem às pessoas que se convertem nas muitas e diferentes igrejas, cujas lideranças passam a optar por uma ou por outra tradução, levantando dúvidas e estabelecendo relações teológicas estranhas, ou ainda no atrito natural depõem contra a própria Palavra de Deus como um todo, levando a dúvida e um posicionamento interpretativo, fortuito e cada vez menos consensual biblicamente.

Vale lembrar que, curiosamente, quando temos a maior possibilidade de acesso e de exercício não só da livre leitura da Palavra de Deus e portanto do seu livre exame, não somos nós que consistimos no foco real de qualquer dúvida passível do simples exercício interpretativo, mas a própria tradução e a provável "incompetência divina" aventada indiretamete por alguns, em garantir que o erro dos tradutores não permanecesse na  Sua Palavra que chega aos pregadores e deles ao povo. O problema não está em quem lê a Bíblia, mas em quem a traduz, quem a imprime e a vende, no que é decidido com bases difusas, no que estará finalmente lá nas páginas impressas e pode permitir pecados que a Escritura condena e omitir advertências que essas mesmas Escrituras enfatizam.

Já afirmei que, em um debate no blog do querido irmão Jorge Fernandes Isah, o Kálamos, relacionado à questões de tradução mais própria ou mais imprópria para uso do crente, os fatos e acontecimentos contados nas Escrituras, ao meu ver, são o elemento principal da revelação divina, de modo que a meu ver também, dificilmente a pior tradução conseguiria de fato invalidar por completo,  o que Deus decididamente quer que saibamos para a nossa salvação, através da sua única e eterna revelação.  Porém no dia a dia, um detalhe ou outro, e quanto mais legalista, versiculista, forem os debatedores, mais a dúvida sobre uma tradução se tornará na prática, mais catastrófica ao longo do tempo.

As duas traduções oriundas dos tradutores para a língua portuguesa e para a língua espanhola, são boas, destacando porém um dado importante: os editores ( aqueles que patrocinam cada edição ) tomaram certas decisões nas edições que visam modernizar cada tradução ( seja na consagrada tradução para a língua portuguesa ou para a língua espanhola ) de modo que, não é Bíblia de Almeida ou a de Reina-valera, que devem ser uma preferida em detrimento da outra simplesmente pelo crédito de seus tradutores, seja de uma ou outra edição, mas dependendo delas, uma e outra, devem ser igualmente evitadas. Ou seja todas as edições de Almeida e particularmente a de Reina-Valera de 1960 que sejam baseadas no TC ( Texto Crítico ).


Os anúncios, patrocinados e portanto pagos, em jornais denominacionais ( de todas as igrejas praticamente ) em livrarias evangélicas, em sites e blogs não fornecem nenhum subsídio para que o crente decida qual a melhor, e no dia a dia a preferência de pregadores e de maior número de irmãos e de leitores nas igrejas pode recair sobre a pior de todas elas. Claro que essa tendência envolve muitos interesses, inclinações inconscientes e ignorância mesmo, afinal todos comemos pelas mãos de outro sim. Quantos conhecem as línguas originais e profundamente linguística e teologia, juntas, para revisar essas questões?

Quantos, repito, dominam as interrelações entre fatos e histórias bíblicas ( para mim a melhor maneira de compreender a Bíblia e sua, digamos teologia revelada ) afim de expor coerentemente a Teologia Bíblia com "T" maiúsculo, aprendendo corretamente para si e para ensino dos demais? Aparentemente é decididamente mais fácil pegar carona no arcabouço teológico acabado, ou ainda ( não sei qual é pior ) aquele fluido de acordo como os acontecimentos e tendências da hora. O primeiro escraviza e cega, já o segundo desencaminha e conduz ao nada.

Numa próxima postagem compararei dando exemplos de umas e de outras traduções com suas vantagens e desvantagens, com exemplos de textos traduzidos paralelamente. Até lá então.

Por Helvécio S. Pereira


ATENÇÃO! 

Por ora, recomendo a visita a esse site bastante conhecido e de excelentes contribuições em prol do conhecimento e reflexão escriturística. Siga todas as instruções obedecendo cada passo a seguir. Você terá em seu computador uma variedade de traduções ( algumas boas e outras nem tanto, mas ambas como material de estudo ), comentários bíblicos, para comparação, estudo, crítica, em vários idiomas diferentes, etc. É para aqueles que já gostam de ler a Bíblia com uma persistente e objetiva atitude de estudante e disposto a aprender mais dela. Recomendo.







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NOTAS:



Christopher Hitchens, ateu recentemente falecido, já defendera e enaltecera a tradução clássica da Bíblia, particularemente a King James, contra toda tentativa moderna de teístas cristãos de modernizarem a tradução das Escrituras. Essa postagem foi publicada aqui no "O PREGADOR" ano passado (2011 ). Vale a pena revisitá-la dada a importância do testemunho, e incrivelmente da clareza, de um ateu  sobre o assunto. Como podem crentes terem menor cuidado e respeito pelo que confessam ser a inerrante Palavra de Deus? Uma lembrança para editores e revendedores das "Bíblias modernas" e corruptamente adaptadas aos diversos gostos.


 PARA LER ESSA POSTAGEM ANTERIOR  




No link acima você conhecerá a página de "O PREGADOR" otimizada para celulares ou para uma navegação mais leva para PC.



domingo, 13 de novembro de 2011

JESUS CRISTO: ENCONTRÁ-LO, CRER NELE E SEGUI-LO...JAMAIS PERDER ESSE FOCO

Há um sentimento que pode não corresponder a realidade mas que de vez em quando constato na minha pessoal experiência ( o que não é exatamente um problema, não é uma imposição da minha percepção pessoal sobre a dos outros ) : que já foi mais fácil ser um simples e singelo crente evangélico a alguns anos atrás, ou décadas atrás.

Não que não houvesse escândalos, heresias, desvios, falta de autocrítica por parte de irmãos e lideranças em tantas situações, algo inevitável, como o próprio Senhor Jesus afirmara: é inevitável que escândalos venham...", mas como é difícil convidar alguém a crer no evangelho, via uma igreja, uma denominação, um pregador, um tipo de reunião e para piorar, até que tipo de Bíblia ler ou citar no momento de explicitar a fé no Evangelho. 

Como parece fácil, em um país que se tem, se não total ( de fato a restrições não legais mas circunstanciais  e essas talvez sejam as piores por serem mais sutis ) ao Evangelho e a Palavra de Deus novos e terríveis obstáculos e desvios, proporcionarem sempre a perda do foco no encontro com a verdade da Palavra de Deus e a possibilidade real e venturosa de prosseguir seguindo ao Senhor.

Meus irmãos Calvinistas ficam naturalmente bravos comigo, mas segundo o que leio na Bíblia, nenhum ser humano está, ou foi,  predestinado a ser salvo, mesmo porque em linhas bem simples haveria um motivo para ser "escolhido" para ser salvo, e a própria palavra relacionada e traduzida por "escolher", "escolhido", etc, nas Escrituras, em uma de suas diferentes ocorrências na língua original denota "escolha cuidadosa", a mesma escolha feita ao determinar quem iria ou não a uma guerra. Uma escolha portanto meritória e não graciosa. Logo a predestinação descrita e mencionada na Bíblia, é sempre ministerial, para uma obra ou serviço e nunca para salvação. A predestinação em questão se refere primeiro a Israel como o Povo de Deus e em segundo lugar à Igreja como propriedade de Jesus Cristo. Nesse caso a Igreja foi predestinada, a uma obra, a um serviço, a um testemunho, a uma pregação. a igreja portanto não é um acidente, algo que surgira como consequência da morte de Jesus, mas algo previamente estabelecida na mente de Deus.

Como indivíduo não somos predestinados e nem eleitos, mas como igreja, unidos a ela sim. a igreja portanto é predestinada, assim como Israel como nação o foi e ainda ocupa um lugar nos propósitos de Deus. A salvação portanto é encontrada individualmente por quem tem ouvidos para ouvir, por quem embora nunca tenha visto os milagres feitos pelo Senhor, por ocasião de sua primeira vinda, creram e esses são realmente bem-aventurados. Os salvos, cada um deles, é como o homem que achando um grande tesouro perdido em um campo, em segredo e sabiamente, vendeu tido o que tinha e comprando o terreno se tornou dono do tesouro. A salvação portanto depende de algo pessoal, individual e único que é inclinar-se para as coisas de Deus, amar a luz ao vislumbrá-la pela primeira vez, e perseverar em segui-la até o último dia de sua vida. 

É isso exatamente que a Bíblia diz e não há motivo para, em nome de agradar uma determinada teologia ou tendência teológica "facilitar" as coisas. Seria ótimo ser predestinado e nunca mais ter que se preocupar em ser fiel ou não. Mas não é isso que a Bíblia diz! Igrejas batistas reformadas são calvinistas e crêem na predestinação. Igrejas batistas não calvinistas, negam a predestinação mas rezam na sua confissão de fé que uma vez salvo salvo para sempre. Também estão erradas, não é isso que a Bíblia diz, desconfortadamente. 

Mas e quanto a segurança da salvação? Então não estamos seguros sendo tão fracos diante das tentações e da natural tendência ao erro todos os dias...  Deus da sua parte garante a nossa situação de salvos diante de Si mesmo. Temos a sua proteção, socorro, orientação, guarda absoluta, desde que o nosso coração não se distancie dEle. É essa a diferença.

Um calvinista e um arminiano embora expliquem a salvação por posições diferentes, são ambos salvos pela sua experiência de encontro reais e amor ao Senhor, e ponto final. Na eternidade nada perguntaremos como afirmára o próprio Senhor Jesus. Mas dar uma falsa segurança a quem ouve o Evangelho não é honesto e coloca não poucas pessoas em perigo. Se temos percepção da verdade devemos dizer a elas a verdade das Escrituras. Importa agradar mais a Deus que aos homens.

Igrejas diferentes, lideranças diferentes estão certas e erradas sobre várias coisas, algo absolutamente normal, algo resolvido se seguirmos a Jesus Cristo antes de seguirmos aos homens nossos iguais e irmãos no lugar do Senhorio de Deus e da revelação da Sua Palavra. Poderia dar inúmeros exemplos de contradições e acertos. Tentarei aleatoriamente dar alguns: irmãos reformados defendem objetivamente a inerrância das Escrituras contra toda relatividade atribuída a seus registros, esses irmãos estão inteiramente corretos! Os pentecostais defendem que Deus opera ( deseja e está ativo ) a partir da fe dos que crêem em Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, como nos tempos apostólicos ( livro de Atos e NT ), e esses irmãos também estão certos, corretos! Torçam os narizes que quiser e não concordar com essa declaração de fé. A despeito de muito ruído em torno da "teologia da prosperidade", a favor e contra, antes dessa polêmica, a Bíblia já revela que o Deus da Bíblia é quem exalta, enriquece, prospera, etc.


Se algum pastor oculta essa possibilidade aos pobres de sua congregação age no mínimo de má fé ou demonstra incredulidade na Bíblia que tem nas mãos. Aliás o homem que foi durante muito tempo o mais rico do mundo, com fortuna três vezes maior que a de Bill Gates, era calvinista e se enriqueceu em apenas seis anos! Aliás antes da "teologia da prosperidade" combatida por tradicionais e calvinistas, o calvinismo representou uma fé possibilitadora de riqueza numa fomentação de uma ética protestante que sem ela não vingaria no capitalismo. Mas isso tudo é outra história.

O que importa é que se alguém é levado a parar, repensar a sua existência, dar ouvidos a Palavra de Deus, decidir a crer nela e principalmente no Deus criador de todas as coisas, arrependendo-se de seus pecados, entregando a sua vida para ser conduzida, vivendo agora não para si mesmo mas como propriedade legítima dAquele que nos fez e a todas as demais coisas, aguardando no seu coração, um encontro com o Seu Senhor e único suficiente Salvador Jesus Cristo,  ou antes dentro de sua geração, a Sua volta eminente e revolucionária na história do mundo e da humanidade.

Do outro lado estão todos que com base em motivos pessoais, isolados ou não, rejeitam peremptoriamente a Bíblia como a Palavra de Deus, a Jesus Cristo como Deus conosco, Salvador e Senhor, ou que crendo relutam em deixar os seus pecados, induzindo outros a erros maiores, e perpetuando uma religião cristã, com teologia, liturgia, comunidade, sem novo-nascimento e sem conhecer de fato ao Senhor Jesus Cristo.

A esses, e não pelo fato de ter ou não expulsado demônios e curado pessoas ( o centro da declaração não são essas ações em particular ) Jesus declara para que se apartem dEle ( Jesus ) pois jamais os conhecera, ou seja nunca se encontraram com Jesus e com Ele nunca se relacionaram. O texto usado erradamente como pretexto para não se fazer curas ou expulsar demônios serve como alerta aqueles que nunca creram que não deveriam curar alguém, expulsar demônios e assim libertar alguém, mas que igualmente aos advertidos na passagem bíblica, jamais se relacionaram pessoal e verdadeiramente com o Senhor Jesus. Seu cristianismo foi posicional, simpático como confissão e teologicamente, mas nunca pessoal, real, relacional, apenas teórico como qualquer ideologia, filosofia, posição científica, etc.

Crer sem reservas na Bíblia e no que ela diz como a Palavra de Deus leva o leitor a conhecer Aquele de quem toda ela testifica e revela: Jesus Cristo, Deus e homem, o único nome dado nos céus e dentre os homens para que sejamos salvos. Esse constatação leva inevitavelmente ao arrependimento e do arrependimento a separação ( santidade ): somos do Senhor quer vivamos ou morramos, essa é a nossa segurança, e sim  por essa perspectiva, não há perda da salvação por parte do crente.

Não por predestinação, ou por uma lógica resultante de algo fixo. Não nos perderemos porque O amamos e ele nos ama. Porque Ele é fiel, capaz, plenamente  capaz de cuidar de nós em todas as circunstâncias e contra todos os elementos dificultadores. Poderíamos nos perder pela oposição do Diabo, de Satanás, do mundo e por nossas próprias limitações pessoais. Mas se com Ele temos comunhão somos guardados a cada dia e a cada dificuldade Ele mesmo está conosco, onde estivermos, por mais diversa sejam a cultura, a época, os  desafios e as condições sociais e econômicas, na guerra ou na paz.

Querido irmão não perca  o foco. Não se deixe desviar ou passe a priorizar coisas que não são de fato prioritárias mesmo na vida cristã, na tradição evangélica como é o nosso caso. Não se escandaliza nem com grandes ou pequenas coisas. de fato nenhuma delas é de fato  uma 'novidade", não se assuste e e nem se escandalize. Não somos chamados a defender nada que não seja o Nosso Senhor, nenhuma denominação, movimento, nem mesmo grandes nomes tidos como grandes homens de Deus. Limpe o panteon de sua mente, e preserve apenas o nome do Senhor Jesus. Todas as demais coisas tem o seu lugar mas não podem rivalizar nem de longe com a autoridade única do Senhor único de todos nós.

As igrejas, as diversas denominações, podem e de fato possibilitam, oportunizam que talvez eu e você tenhamos acesso a coisas que sozinhos não teríamos, somos afinal seres sociais, em que uns ajudam aos outros construindo conhecimento e oportunidades coletivamente. O templo de Jerusalém, o templo de Herodes estava destinado a destruição, mas Jesus ia lá, pregava lá, observava as pessoas, Ele o Senhor Jesus não destruiu o templo previamente com tudo o que ele, o templo significava. Da mesma forma as diversas denominações coexistem e tocam as suas vidas, onde a Palavra de Deus está sendo pregada, lembrando as pessoas que devem lê-la, que devem buscar urgentemente ao Senhor. Há os que vem e ouvem e bebem de graça da água da vida e aos que desprezam. Essa é a linha divisória ente os que crêem e os que não crêem.

Por Helvécio S. Pereira




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domingo, 20 de março de 2011

DEUS SE ARREPENDE, ESTÁ NA BÍBLIA, ENTENDA COMO

Em conversa com o querido e amado irmão Jorge F. Isha do blog Kálamos, falamos mais de duas horas ao telefone, sobre o processo de produção de "posts" para o nossos blogs ( ele tem vários- todos muito bons e contribuitivos para o cultivo da fé bíblica - eu tenho dois com tema teológico-cristão ), falamos entre outras coisas da responsabilidade, limitação e benção de escrevermos algo que não se destina somente a nossos leitores. Outra reflexão que fizemos, foi do fato de relermos os nossos textos, revisarmos cada um deles, ouvirmos novamente a nossas vozes e descobrir em que erramos ou acertamos, e que na média essa ferramenta nos ajudou a cultivar o hábito mais que salutar de meditar nas coisas de Deus, ler e meditar na Bíblia, para nós a inerrante, a perfeita e completa vontade de Deus. Essa é uma republicação de uma das postagens mais lidas nesse blog e na semana. Fui relê-la e rever a reflexão feita a época, pensar nas mesmas coisas, passagens da Escritura e conferir se era isso mesmo. Afinal tive que meditar na Palavra de Deus, consultar dicionários bíblicos, etc. Pude ver, entre outras coisas, o significado da bondade de Deus, o que explica ou dá uma resposta, talvez mais definitiva, para um tema sempre polêmico dentro da teologia bíblica.


Eis o texto original:

Deus é uma idéia, claro, Ele existe, mas para nossa compreensão a Sua divina e verdadeira pessoa, torna-se individualmente, uma idéia, uma projeção lógica em nossa mente. O ateu confunde a idéia de Deus, que naturalmente por necessidade mental precisamos intuir, com a pessoa real de Deus independente de qualquer inferência real, mais próxima do real ou não. Deus é, Deus existe, sem que eu o imagine ainda que próximamente do que, no caso a Bíblia revela sobre Ele. Se ninguém crer nEle ou aceitar a Sua existência, ainda assim Ele existirá de fato.  Uma pulga pode desconhecer a existência do planeta Júpiter, mas o planeta Júpiter não deixará de existir de fato por sua incapacidade de intuir que ele, Júpiter exista de alguma forma.

O ateísmo embora se autodeclare mais sábio que a religião, de fato não o é. De fato tem menos a oferecer algo como prova de uma não-existência de Deus. A maior prova e a menos aventada como tal, da existência de Deus, é simplesmente o fato de que nós  existimos. Por simples lógica não poderia deixar de existir, algo ou mais exatamente alguém, superior a nós, e causa lógica de nossa existência, com inteligência superior a nossa, de uma constituição pessoal, como nós.

Por ser causa, teria que ser obrigatoriamente maior do que nós e maior do que o resultado de sua ação, portanto maior que a criação, que toda a existência. Se ateus buscam a lógica para provar a sua anti-fé, aí está a lógica que teima e não conseguem combater. Um automóvel só existe porque alguém o concebeu funcionalmente e com um objetivo, que ele se mova, e todos os seus comandos têm a ver com quem o conduzirá, um ser humano, por estradas, por ruas, de cidades habitadas por humanos. Do mesmo modo a nossa inteligência e capacidade de compreender o mundo, as coisas e a nós mesmos deve ser assim para se comunicar com alguém que também possa fazê-lo, ainda que em nível mais alto. Mesmo porque em um nível mais baixo, não há um animal e nenhum outro ser capaz de compartilhar conosco a nossa imensa e complexa capacidade de compreensão, e expressão das coisas. Os mais domésticos compartilham conosco palidamente algumas funções e emoções nada mais do que isso. O materialismo impõe ao homem um dramático e terrível estado de solidão e vazio objetivo de razão de nossa existência.

Essa ídéia de Deus é por força de necessidade perfeita, pois Deus é o ideal possível, a razão, a lógica naturalmente exigida para que a existência tenha coerência, razão sem ser redudante, objetivo e fim. Daí serem atribuídos a Deus quando se concebe uma descrição de seu Ser, atributos tais como perfeita justiça, inerrância, imutabilidade, poder, plena soberania, etc.

Recorrerei a alguns exemplos práticos para descrever a reflexão sugerida no título da postagem. Antes porém muitos irmãos negam os verbos arrepender, entre outros, que aparentemente atribuem a Deus um  movimento ou ou ato contrário a Sua pretensão anterior. Simplesmente a título de um antromorfismo, ou seja o fato de descrever atitudes divinas como humanas, como uma metáfora, como se de fato, tal não tivesse acontecido.

Para nós, como cristãos em sua maioria, cremos na inerrância das Escrituras, ou seja a Bíblia não contém erros, nem nas passagens aparentemente mais obscuras e difíceis de serem explicadas sem chocar inicialmente a nossa preferencial teologia. Se não entendo, se não gosto da resposta aparentemente encontrada, não importa, a Bíblia deve ter razão e continua devidamente inerrante. Não é sábio e nem honesto culpar-se as muitas traduções, a igreja, a tradição, a cultura, a ignorância dos antigos, etc. Afinal ela só erra quando vai contra meus interesses?

Arrepender-se, não no uso Bíblico, mas no uso comum, pode ser o de ter uma grande tristeza relacionada a algum ato ou fato. "Arrependeu-se de ter comprado aquele carro". O tal comprador arrependeu-se mas nada  de fato aconteceu de concreto...ele pode estar agora de pé diante do carro, calado, desejando nunca ter entrado na concensionária  e tê-lo adquirido. Pode tê-lo vendido a próxima vítima e se livrado do aparente problema. Deus ao arrepender-se poderia, diferente do homem, ter apagado o tempo e pulverizado aquele dia da compra da existência. Deus poderia voltar o tempo e escolher outro modelo. Deus poderia simplesmente consertar o carro.

Deus como tal, como Deus que realmente é, não estaria restrito a nenhuma das possibilidades humanas ( quase nulas de fato ). Deus não precisaria aturar Satanás na sua nociva e inútil existência. Até a menção de sua existência seria apagada. Ninguém poderia saber que um dia esse ser vil existiu. No caso do homem, Adão, Eva, seus descendentes, todos e cada um de nós, idem.

O primeiro "arrependimento" de Deus  foi por ocasião do dilúvio. Incansavelmente negado pela ciência, ou setores interessados em descredenciar a Bíblia, há três ou quatro décadas, finalmente, não que as Escrituras carecessem dessa defesa por parte da ciência, na região abaixo de toda a Europa ocidental e oriental, foram comprovados um grande e único avanço das águas de impactos colossais. Onde é o Mediterrâneo, um a região por pouco transformada em deserto a época, de repente a razão de mil vezes a vazão do Rio Amazonas, toda a região foi inundada, fazendo que o nível dos oceanos em todo o mundo baixassem cerca de 9,5 metros, foi realmente e definitivamente inundada. Claro que esse não foi provavelmente o dilúvio universal mas parte dele talvez, ou uma descrição terrível da transformação real em uma geografia real, apenas uma dentre as muitas ocorridas por ação divina direta na história de nosso planeta. 

A Bíblia declara contudo que por ocasião do ordenamento do Dilúvio, "Deus se arrependeu de ter criado o homem" e a razão foi "a maldade do seu coração." Lembra-se do carro? Deus não ficou refém da situação, mesmo porque na sua onisciência e na sua pré-ciência, nada lhe foi surpresa, apenas uma possibilidade concreta e real. Creio mesmo que Deus veja ao mesmo tempo várias realidades, dentre elas, uma a humanidade servindo-O, sem a queda e outra a humanidade longe de Si, após a queda de nossos primeiros pais.

A segunda humanidade é a que se materializou na história, segundo a Sua permissão, mas Ele a trará de volta aos trilhos originais. Destrói a parte excedente, os contemporâneos de Noé, e dá continuidade ao Seu projeto de uma raça e um povo para comunhão consigo mesmo. Para isso Ele, o Senhor, só precisa da autêntica fidelidade encontrada em um homem na sua geração, Noé. E a história começa de novo lentamente, a medida que os descendentes de Noé se multiplicam e enchem novamente a terra de novos seres humanos. 

O arrepender-se de Deus, no caso não tem nenhuma conotação de "errei na minha previsão", "tive um ato falho", " me enganei", mas não tratarei mais com esses homens e mulheres nesses termos, fica estabelecido que durante o período de construção da arca e pregação de meu servo Noé, os que crerem participarão de um novo começo, os demais perecerão.

Mas o que significa  arrepender no texto bíblico em hebraico e aramaico? 

Vejamos.

Nõham, no hebraico significa ter pena, arrepender-se, lamentar, mas pode ser também ser consolado e consolar. A raiz da palavra pode significar " respirar profundamente" e na maioria das vezes tem a ver com a compaixão de Deus e não do homem. Quando usado para o arrependimento homem tem o significado de "voltar-se" ( do pecado para Deus ). No caso o "arrepender-se" de Deus consiste sempre em uma abrandamento de Sua justiça e mudança de atitude com relação a esse homem, objeto de compaixão.

Alguém pode asseverar que três textos das mesmas Escrituras afirmam que Deus não se arrepende, que são:

1 Sm 15:29, ver verso 11; e Sl 110:4 " O SENHOR jurou e não se arrependerá". De  fato tal declaração não consiste em nenhuma contradição doutrinária das Escrituras, já que o cumprimento de coisas positivas por parte de Deus dependem de respostas positivas por parte dos homens. Os juízos de Deus são condicionais no sentido que uma benção previamente concedida no coração de Deus será finalmente recebida pelos homens, ou deixada de ser recebida. Sob essa perspectiva todas as bençãos que a geração de Noé receberiam sobre a terra, foi por eles, homens e mulheres, rejeitada e portanto perdidas. O "arrependimento" de Deus não foi uma mudança de planos originais, mas a não dispensação de bençãos já preparadas para aquele povo, que foram finalmente retidas, e após a pregação de Noé, a construção da Arca e fechamento de suas portas, foram definitivamente perdidas para aqueles homens e mulheres.

arrepender-se de Deus refere-se, portanto à possibilidade dEle soberanamente exercer misericórdia para conosco, suas criaturas. Notem que no Dilúvio, todos deveriam ser destruídos e a raça humana definitivamente extinta. No Éden, bem antes da mesma maneira. Bem mais tarde Israel, representado naquela geração que rejeitou Jesus Cristo não mereceria ser jamais o Povo de Deus e se Deus desistisse das promessas feitas a Abraão seria algo perfeitamente justo. Mas tal não aconteceu e Deus tem planos para Israel e eles todos serão cumpridos antes do fim de todas as coisas.

Adendo a postagem original:

O arrependimento de Deus é portanto a atenuação da sua ira e do exercício da Sua justiça em julgar-nos como merecemos. A Bíblia revela claramente como somos pecadores, como produzimos erros e injustiças o tempo todo, como a nossa justiça ( nossos atos de bondade ) são como farrapos, como panos velhos sujos e esburacados. Dessa forma num julgamento não seríamos de forma alguma aprovados. "Quem não tem pecado atire a primeira pedra" disse Jesus certa vez. Diz o mesmo a cada um de nós. Necessitamos da misericórdia de Deus. Volte-se hoje mesmo para Ele, decida-se hoje mesmo a conhecê-Lo e a viver uma vida nova completamente calcada em Sua soberana e perfeita vontade. Como e por onde começar? Entre em seu quarto e ORE a Ele em secreto, como ensina a Bíblia. Entregue a sua vida a Ele e decida-se a viver segundo a Sua vontade ( vontade dEle ). Peça-Lhe que o guie em todas as coisas, que o perdoe de todos os pecados anteriores, os conhecidos e os não conhecidos, que o tome em Suas mãos e o guie todos os dias de sua vida e que lhe dê a salvação e a vida eterna. Faça essa oração unicamente no nome de Jesus Cristo, Filho de Deus. Deus  o abençoe e que esse seja o primeiro grande dia de sua nova vida com Deus. Amém.


Por Helvécio S. Pereira

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A INSPIRAÇÃO A PARTIR DA PALAVRA DE DEUS

Um rápida visita a sites e blogs cristãos e particularmente evangélicos, e a constatação de uma profusão de informações, notícias, mensagens, exortações, novidades, estudos, debates, enfim um leque tão heterogêneo, quanto contraditório e descompromissado com os efeitos causados ao visitante, quem quer que seja. Confesso que a despeito da benção da web e da internet como ferramenta e e meio de comunicação e de contato entre pessoas, que de outro modo estariam tão separadas e impedidas de se comunicarem, se eu tivesse conhecido a Jesus nos dias de hoje, não tenho certeza que todo esse volume de elementos agregados a religião cristã, fariam bem à minha fé.

Criei um blog a alguns anos, pois trabalhando como professor em novas tecnologias para educação, ensinava as pessoas a fazerem seus próprios blogs, no caso professores e agentes de informática que trabalhariam junto a crianças nas escolas, e aí testando ferramentas e criando um blog próprio criei um blog, reativado recentemente, o Contando os Nossos Dias ( clique aqui e acesse-o, mas leia esse texto até o fim primeiro ) , depois dois blogs , um sobre Artes e outro sobre televisão, os quais juntos em menos de três anos tiveram mais de 180.000 visitas. Só me animei a postar falando das coisas de Deus, primeiro como registro de minhas reflexões para mim mesmo, ( parece pleonasmo mas não o é, de fato, blogs são um registro, um diário de tudo o que fazemos ou dizemos sobre nós mesmos ) e depois para os outros, tornando público algo privado, com o cuidado de não ser tropeço, mas bênção para os meus leitores. Isso só se deu, pelo simples fato, de  receber quase que diariamente algum e-mail, com as últimas postagens do meu irmão em Cristo e amigo de muitos e muitos anos, o Jorge Fernandes Isah, no seu blog Kálamos ( Clique aqui e leia um excelente texto sobre a graça de Deus )

Embora ele, o Jorge, calvinista, determinista bíblico e batista, e eu segundo ele e seus amigos, arminiano, batista ( e quem não o é hoje? ), e  pragmáticamente neopentecostal (na verdade estão pesquisando para ver em que classe de cristão eu me enquadro ), tendo nós dois alguma ou outra posição divergente, o seu blog, que faço questão de acompanhar sempre, e que segundo ele, ele o Jorge, dá uma espiada na minhas postagens, mesmo sabendo a minha posição, o blog dele ( o Kálamos ) é uma excessão, um oásis no desastroso, para não usar uma palavra que escape ao vocabulário esperado de um crente, mar de coisas desastrosamente irresponsáveis assinadas e tutoriadas por crentes que querem, aparentemente, trazer alguém para a luz da salvação em Cristo.

Não falo de esconder o sol com  a peneira ou varrer a sujeira para debaixo do tapete. Falo de bom senso, de educação, de responsabilidade com o que se diz, de amor para quem vai ler ou ouvir. Coisas óbvias que um adulto deveria perceber e aprender sem que alguém lhe ensine. Guardadas as relações e proporções, é a mesma  atitude irrecomendável e injustificada, de um homem perguntar  a uma jovem se ela é virgem. Não que a pergunta não possa ser feita, mas a razão de ser feita é inteiramente inapropriada.  Não ajuda nada no que se queira construir de bom, seja numa sadia amizade ou compromisso futuro. Fere, ofende, gera mal estar, cria uma barreira. Da mesma forma o que lemos e vemos em muitos sites e blogs, coisas ditas e repercutidas até por ministros, pastores, é algo de uma  tremenda falta de bom senso e sobretudo falta  absoluta de amor ao próximo, amor a  quem  vai ler e saber do que está sendo dito, na maioria das vezes longe, bem longe de ser  edificante, em nome de quê? Do bél prazer de dizer apenas.

A Bíblia é a Palavra de Deus, e se alguém não a reconhece como tal, perde sem dúvida, o modelo, a forma como Deus pensa, ficando somente com o modelo, a forma humana de pensar, o que na minha opinião, trata-se de uma perda irreparável. Um ateu pode ser culto, ter tido a melhor educação, e sobre a sua erudição conseguida afortunadamente, só consegue,  no máximo, desenvolver uma lógica humana de comparação, de análise, de discurso, de cosmovisão, portanto limitada e contraditória. Nunca irá além do seu próprio modelo mental. Nunca saberá o que de fato tem perdido no seu isolamento e na sua autosuficiência.

Os textos bíblicos, entretanto, podem cair numa inutilidade desastrosa, não por culpa de Deus ou da impotência de Sua Palavra eterna, mas pelo uso errôneo. A grande utilidade da Palavra de Deus na vida do homem não é  a informação enciclopédica, de estar lá todas as respostas e indagações ( muitas estão e outras decididamente foram omitidas pelo próprio Deus ) mas pela sua propriedade de nos mover, nos inspirar, de nos iluminar, de fazer nascer em nós, novas disposições e possibilidades.


Essa experiência é impagável, inigualável, e quem já a experimentou ou vivenciou de fato, sabe o que estou dizendo. O uso e leitura da própria Escritura destituído dessa intencionalidade, é constatado diariamente: eruditos, religiosos profissionais, a cujas pessoas, muitas vezes, não faltam as melhores formações e treinamentos, seja no que se refere a história bíblica e geral, o conhecimento das línguas originais ( fluência em grego, hebraico, latim, etc.), as doutrinas cristãs organizadas durante toda a história do cristianismo, a pratica e os serviço religioso denominacional e ministerial, mas a cujos corações Deus não lhes fala mais, se lçhes falou algum dia de fato, e cuja leitura dos textos conhecidos e gastos, após décadas de dedicação e estudo, a eles parecem não ter o menor sentido frente ao mundo, a vida, e às angústias e dilemas pessoais. Que terrível!

Pregadores eruditos e preparados, cujos sermões se assemelham mais a defesa de teses doutrinárias ou aulas acadêmicas sobre a Bíblia e suas histórias. Que terrível, que desastre! O conhecimento é desejável e deve ser buscado por todo aquele que pode e tem oportunidade, de dele tirar o melhor proveito, isso é algo pleno e inquestionávelmente legítimo. Porém  sozinho é nada, constitui-se apenas num discurso vazio e retórico, uma metáfora sem poder, sem prova  de que seja a verdade, se igualando e sendo plenamente rivalizado, por qualquer discurso religioso-filosófico, a ele se mesclando e sendo por ele trocado e ultrapassado.

Mas como a Palavra de Deus pode operar em nós? Qual a sua real e verdadeira serventia?

Bem se você ler toda a Bíblia atentamente, se debruçar em estudar lições bíblicas em revistas e livros para  Escolas Dominicais, fazer uma série de Estudos Bíblicos frequentando reuniões específicas para tal em alguma igreja, fazer algum curso bíblico por correspondência, devorar livros e mais livros em livrarias evangélicas, ler postagens em um número enorme de blogs, fazer um curso que o gradue em algum seminário, concluir alguma especialização em Cartas Paulinas, Teologia do Antigo Testamento, Línguas Bíblicas, etc, por exemplo . Ou seja, dedicar os próximos anos de sua vida em aprender o máximo relacionado à religiosidade evangélica e às Escrituras judaico-cristãs, mesmo assim não significará garantia alguma do conhecimento da vontade de Deus e a aplicação da mesma em sua vida.  E isso não é um discurso, uma posição e uma opinião apenas. Pode até ir-se mais a frente e se tornar um ministro em tempo integral, um religioso profissional, que case as pessoas, as batize e vá o enterro das mesmas e de seus parentes, ano após ano. Que dê entrevistas, escreva artigos, expresse a sua opinião quando for requisitada, tenha o reconhecimento social de sua sapiência e importância acadêmica e religiosa, e até ensine sobre a Bíblia, a igreja e a fé cristã pregando em algum púlpito em dias designados, a grandes e pequenas pratéias, recomendado e finaciado pelos seus patrões religiosos. Se jamais fora tocado por Deus de modo inescusável, se nunca houve um antes e um depois miraculoso, se nunca sentiu uma intimidade graciosa com Deus e nunca compartilhou os Seus pensamentos, ( quem experimenta isso, seja de qual igreja for  sabe que eu estou falando ), você precisa ter esse marco zero na sua vida hoje mesmo.

A Palavra de Deus, a Bíblia nos inspira, somente quando um texto seu é gravado em nosso coração sem passar pelo nosso julgamento presunçoso. Não estou afirmando que a Bíblia deva ser lida e rezada,  repetida sem que a entendamos, como o Alcorão  é recitado no Islã, sem a obrigatoriedade e a possibilidade  que o fiel o compreenda. Não. Significa apenas que mesmo aplicando a compreensão quando se lê parte da Sagrada Escritura, há humildade diante dela, e o reconhecimento que a visão e opinião de Deus é superior a minha. Dizem as Escrituras: " No princípio criou Deus os céus e a terra" ( Gênesis 1:1) É evidente que não sei como Ele o fez exatamente, mas aceito que Ele o fez. Assim com as demais declarações bíblicas, creio nelas e as aceito como voz de Deus ao meu coração. 


Além disso, cada passagem, cada história, cada fato, cada dilema humano registrado na Bíblia, a cada dia fala a mim, e lança luz as trevas dos meus desafios contidianos. Por isso as Escrituras não são, na prática, um livro que uma vez conhecido, esgota-se a sua mensagem e a sua plena potência de causar, de efetivar, de realizar algo no mundo real, particularmente na vida de que a lê. Pela iluminação divina, se compreende e torna-se capaz de por em prática a sua mensagem. Dessa forma um texto conhecido e gasto pelo hábito de ser tão recorrente, sempre terá a capacidade e o poder de lançar novas luzes as minhas, as nossas  trevas diárias.

Muitos supõem por extensão que a sorte esteja totalmente lançada, que tudo já esteja determinado, mas o fato é que  a realidade se divide por inumeráveis categorias, muitas vezes escapando a nossa capacidade de reconhecê-las estanquemente. Nascemos homens ou mulheres e como tal, um dia nos damos conta que irresistivelmente devemos encontrar um parceiro do sexo oposto, que inevitavelmente pessoas sadias farão sexo, legitima ou ilegitimamente. Ir contra isso transforma em um desastre gerando toda fonte de pecados sexuais ou a solução desse problema das formas mais desastrosas possíveis. Entretanto escolher a parceira ou parceiro dentro de condições culturais, físicas, e de afinidade pertence a outra categoria, a individual. Esse é apenas um dos muitos exemplos possíveis, que por economia de tempo e de espaço  não os listaremos. Por que disse eu isso? Exatamente por que aí opera o poder da Palavra de Deus para os que ouvem. Ela produzirá algo previsível para Deus, conhecido para Deus, mas algo a partir únicamente do homem como resposta a inspiração causada por Sua Palavra. A Bíblia como Palavra de Deus cria algo em nós a cada vez que a ouvimos e isso não é retórica religiosa, eu afirmo novamente e faço questão de destacar essa particulariedade da Plavra de Deus, da Bíblia, das Sagradas Escrituras.

A Bíblia diz que "Deus é Espírito e que os verdadeiros adoradores o adorarão em espírito e em verdade."
e que "Deus procura esses adoradores". Ora se tudo estivesse determinado bastaria fazer os adoradores que Ele deseja, ou melhor já estariam prontos, não seria necessário procurá-los. Não, de outro modo, a Palavra de Deus é proclamada e espalhada no mundo, e a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus. E muitos respondem produzindo a verdadeira adoração. Então Deus os procura e acha e tem prazer neles. Teólogos que investigam a Bíblia fazendo um trabalho legítimo e útil a obra de Deus, se virem a Bíblia apenas como objeto literário e produto cultural histórico, jamais experimentarão tal coisa. Santo Agostinho talvez seja o melhor exemplo, além de teólogo, estudioso, tradutor das Escrituras se debruçou sobre a Sua mensagem, dedicou-lhe a vida, usando toda a condição que a riqueza herdada no mundo legitimamente lhe possibilitasse perscrutar as grandes verdades de Deus, não em tempos de reforma protestante ou pós mesma reforma. Não em tempo de renovação carismática ou pós ela, não em tempos de neopentecostalismo ou pos neopentecostalismo.

De forma que a única possibilidade da Bíblia nos falar e a Sua verdade se tornar a realidade efetiva em nossas vidas individuais, é ouvindo-a como a Voz de Deus, quando a lemos. E não menos que isso, onde estivermos, ligados ou comungando com que grupo de religiosos cristãos estivermos. A única legitimidade da vida cristã é a comunhão com Deus em Jesus, nada mais e nada menos. Se não ouve Deus falando ao seu coração, algo estádefinitivamente errado, muito errado. Se ouve apenas a sua própria voz, a voz do conhecimento de homens, ainda que legítimo e útil, você precisa urgentemente que o véu do templo de rasgue, e você tenha acesso ao Santo dos Santos. Você deve entrar pela porta que é Jesus, sair por ela ( Ele ) e encontrar pastagens verdejantes.

Nenhuma igreja garante essa experiência por si mesma, nenhuma denominação, nenhum pregador, nenhum padre ou pastor. Trata-se de fato, da experiência primeira e primordial, a única que destapa os ouvidos e fazem com que comece a ouvir a direção de Deus. Não negue o lugar da igreja local, da denominação ou ministério. Em várias igrejas  pessoas vivenciam essa maravilhosa experiência pela primeira vez em suas vidas todos os dias. Tentar ser cristão sem a tê-la é um terrível engano, um engodo, e certamente a esses podem ser  as palavras daquele dia: " Nuca vos conheci, apartai-vos de mim". O verdadeiro crente não é um homem ou mulher perfeito, em um religioso na acepção da palavra, mas alguém que pela graça tem intimidade com Deus. Ouve Deus falando consigo ( e isso não retórica ) e sente que Deus o ouve e o vê. Todas as suas coisas estão nuas diante de seu Deus e ele nada as esconde dEle. Sua dependência dEle ( de Deus ) é total, irrestrita, e em muitas vezes uma aparente loucura, vista pela perspectiva do mundo. "E outra vez vereis a diferença entre o que serve a Deus e o que não serve". Tenhamos todos essa maravilhosa experiência, quase indescritível com palavras, de sermos sensíveis à Palavra de Deus. A qual nós que a vivenciamos em algum momento da vida, somos eternamente gratos. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

domingo, 14 de novembro de 2010

DIVULGANDO A PALAVRA DE DEUS

As Escrituras não contém a vida eterna mas elas, as Escrituras ( a Bíblia Sagrada ) testificam do salvador Jesus Cristo, daí a importância de se ler a Bíblia como Palavra de Deus e conhecê-la. Com esse intuito muitos emprestam seu talento criativamente com o objetivo de levar o máximo de pessoas a conhecê-la.

Veja o exemplo abaixo ( fonte web  ):


Para estimular jovens, designer resume cada livro da Bíblia em um poster criativo



Um americano criou uma forma divertida de divulgar a mensagem daBíblia Sagrad
A linguagem das peças é voltadantigas, das décadas de

POR QUE É A BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS?



A essa simples e direta pergunta, muitas podem ser  as respostas, desde as travestidas em religiosidade e fé, a sustentadas por uma autoridade religiosa e especialismo acadêmico judaico-cristão, simples preferência ou repetição do que se ouve. Todas as respostas podem, e de fato o são, legítimas do ponto de vista pessoal, da experiência individual, do círuculo de pares, instituicional (seja denominacional, religioso, educacional, etc ) e a despeito de alguns torcerem os narizes, até científico, fartamente e estranhamente corroborado por historiadores, antropólogos, linguistas e uma gama vasta de gente de cultutra acima da média, sem a qual ela, a Bíblia como livro, não chegaria a té nós soberbos sobreviventes do século XXI.

Quem se atraver a discordar e descrendenciá-la terá muito que tentar contra-argumentar ( de fato  não pouco e não tão fácilmente ) com teólogos católicos romanos, cristão católicos romanos, cristãos reformados, calvinistas, armenianos, tradicionais, pentecostais, neopentecostais, e os paraprotestantes como adventistas, testemunhas de Jeová, mórmons e no que concerne ao Velho Testamento com os judeus e com os judeus cristãos, os judeus messiânicos. Embora essa turma enorme de gente discorde entre si, não sobre poucos pontos, reconhecem, subtraindo-se uns mais malucos, que as Escrituras são  genuinamente a Palavra de Deus.

Se duvida, vá a alguma igreja de confissão reformada ( batista, presbiteriana, etc ) e terá os ouvidos cozidos, pois os irmãos não se abster-se-ão de defender a Bíblia como a inerrante e única Palavra de Deus. Agora vá a uma igreja Neopentecostal, aparentemente menos cuidadosa com a teologia sistemática e diga para um pastor da IURD ou da IDGD, que o que está na Bíblia não é a Palavra de Deus, irá ouvir uma dezena de versículos, apontando para coisas que podem acontecer na sua vida como prova da veracidade e realidade da Palavra de Deus e incontáveis testemunhos e histórias de curas e libertações. Fale com uma testemunha de Jeová, ele dirá que as demais traduções estão erradas, que a deles é a única válida, portanto você deve adquiri-la e lê-la o quanto breve, mas que mesmo assim as Escrituras constituem a Palavra de Deus ( no caso Jeová ). Um católico, seja padre ou fiel, dirá o mesmo. Um Mórmon, um adventista, seja do sétimo dia, da promessa, da restauração, da reforma, etc. Um membro da Renascer em Cristo, e de centenas de medias e minúsculas denominações, concordarão nisso, como Deus é amor, Trindade divina, Carruagem de fogo, Três trindades (???), Jesus está voltando, etc, etc.

Quem está conhecendo agora a Bíblia e não sáiba muito o que dizer diante de zombadores, incrédulos empedernidos, presunçosos intelectuais, saiba que você não está sozinho do lado dos que crêem nEla ( na Bíblia como a Palavra de Deus ) em alguma medida, e reconhecem nela a revelação do modo, da maneira, que qualquer pessoa, possa pautar a sua conduta, e desenvolver os melhores esforços para conduzir a sua vida de modo a agradá-Lo ( a Deus ) e a influenciar positivamente esse mundo. Não faltam livros, informações, depoimentos, defesas apaixonadas, testemunhos pessoais, todos em favor das Escrituras, de Sua efetiva mensagem, como prova de ser Ela a genuína, a única, a poderosa Palavra de Deus. Incluídas aí até a nossa altercação sobre não poucos pontos, e a dificuldade de todos vermos exatamente as mesmas coisas de modo inequívoco, sem retoques ou outras possibilidades.

A Bíblia, as Escrituras judaico-cristãs, não encontram rivais em nenhum outro livro religioso ou histórico escritos arbitrariamente por homens, conduzidos pela sua humana maneira de pensar. A Bíblia, em seus relatos e registros, ora revelam simplicidade que nos aturde e que nos faz presunçosamente desdenhá-la mas que um dia nos fará reconhecê-la como verdade absoluta ( para alguns tarde demais ), e outras vezes de uma complexidade tal, que os mais cultos homens, as mais renomadas cabeças intelectualmente falando, não conseguem ter dela ( da Bíblia ) uma compreensão definitiva. Maravilhosamente é o único livro preparado sabiamente para ser entendido pessoalmente pelo mais simples ou pelo mais culto dos seres humanos, para aquele que desfavorecido pela cultura, época e condição social, tanto para o de mais privilegiada educação, formação, cultura e situação econômica, seja  para reis, seja  para escravos.

Poderia discorrer por laudas e laudas e conclamar leitores a fazerem coro comigo acerca das maravilhosas  e inigualáveis características da Bíblia, como Palavra de Deus, mas gostaria de encerrar com o óbvio do qual frequentemente, mesmo imbuídos de uma paixão que a defenda e a reconheça, que a Bíblia só é a Palavra de Deus, pois é o pensar de Deus sobre o homem e todas as demais coisas, não é o nosso pensar e nem reflete ela  o nosso ponto de vista, sobre Deus e nós mesmos. Por isso a nossa dificuldade natural, não em aceitá-la como tal, mas em explicitá-la. Não é um ma, mas que corrobora para a nossa não compreensão e distorção de boa parte de sua revelação. Ansiamos por torná-la racionalmente coerente, seja defendendo uma ou outra posição, forçando que Ela se encaixe num todo adequadamente palatável, pelo menos. Não encontrei eu  o ponto de equilíbrio. mas quero compartilhar um pensamento que me ajuda a evitar tal erro: 

As Escrituras são o ponto de vista de Deus sobre todos os assuntos e não o nosso. Por isso é a Bíblia a Palavra de Deus. 

Pensemos todos nisso. 

Por Helvécio S. Pereira

domingo, 3 de outubro de 2010

O MAL É REAL E A SUA AÇÃO OBJETIVA PARA OPRIMIR E DESTRUIR OS QUE SÃO DE DEUS E O CONHECEM VERDADEIRAMENTE

A Bíblia é repleta de lições espirituais, através de relatos e testemunhos distantes no tempo e na cultura, cujas lições não são de modo nenhum menos atuais, menos aplicáveis tanto no que concerne a vida pessoal, aos desafios individuais mas ao de povos e nações, e de todos os cristãos e crentes. Muitas vezes se foge dos relatos históricos como se fosse de menor importância e nada mais que simples registros fossem, sem maior contribuição ou iluminação pudessem ocasionar as nossas vidas. O desconhecimento real de como as coisas aconteceram deixam os relatos quase míticos, sem o pavor, o sofrimento, a luta e a importância do livramento divino. Assista o vídeo e leia na sua Bíblia o texto referente aos fatos nele narrados.

O LENÇO DOBRADO

Fora da cultura ou ainda pela ótica de outra pessoa de outra cultura, de outro comportamento, certos detalhes passam desapercebidos ou se ainda observados não fazem o menor sentido. De fato não são os detalhes que têm importância em si, mas o que eles podem comunicar. A Bíblia foi escrita e seus registros abrangem um largo período de tempo, um leque de variados espaços geográficos, línguas e culturas diferentes além, claro da própria cultura construída pela próprio povo judeu ao longo de sua longa história.

Gosto de detalhes que nos remetam ao passado de forma que coisas para nós hoje absolutamente irrelevantes ganham novo sentido a luz dos costumes e significância daquela época. Achei na web esse excelente exemplo:



Por que Jesus deixou o lenço dobrado no sepulcro depois de sua ressurreição?


João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.

Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara, e disse: ´´Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram.´´

Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá primeiro chegou. Ele parou e observou os lençóis lá, mas ele não entrou. Então Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis deixados lá, enquanto o lenço que cobrira a cabeça de Jesus estava dobrado e colocado em um lado.
Isto é importante? Definitivamente.

Isto é significante? Sim.

Para poder entender a significância do lenço dobrado, você tem que entender um pouco a respeito da tradição hebraica daquela época. O lenço dobrado tem a ver com o amo e o servo, e todo menino judeu conhecia a tradição.

Quando o servo colocava a mesa de jantar para o seu amo, ele buscava ter certeza de fazê-lo exatamente da maneira que seu amo queria. A mesa era posta perfeitamente e o servo esperaria fora da visão do amo até que o mesmo terminasse a refeição. O servo não se atreveria nunca a tocar a mesa antes que o amo tivesse terminado a refeição.

Se o amo tivesse terminado a refeição, ele se levantaria, limparia seus dedos, sua boca e limparia sua barba e embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo, o lenço embolado queria dizer: “Eu terminei.” Se o amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o servo não ousaria tocar a mesa porque o lenço dobrado queria dizer: "Não terminei, eu voltarei!"

Fonte: Blog do Bispo Edir Macedo /IURD



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Judas era o mais culto, de origem e status social diverso dos demais, de outra cidade, e foi substituído não pelo apóstolo dentre os discípulos eleito pelos demais, por própria escolha de Jesus, após a morte de Estevão, Saulo, discípulo de Gamaliel, provavelmente o mais preparado ...Melquesedeque, Maria , José, e tantos outros. Deus se dá a conhecer plenamente a cada um que o ama. O ue Ele fará na história as vezes não noscompete saber, as vezes sim. Essa é a diferença. ...
19 Mar 2010
Tal qual os fariseus, põem não poucos impencilhos que vão desde reparações a pregação simples e com pouca ligação com a hermeneutica e pregação convencionais, a música, letra das canções, a ordem do culto, forma dos apelos e ... Essa pessoa , esse novo crente, como filho ou filha de Deus de fato, tem agora uma nova vida, como Madalena, Zaqueu, o Gadareno, o Centurião, Nicodemos,o ladrão da cruz, Marta e Maria, Lázaro ( não necessariamente nessa ordem ), e tantos outros. ...
04 Mar 2011
Nesse aspecto seria legítimo um católico cultuar Maria como N.Senhora, um muçulmano a Maomé como seu legítimo profeta, um budista como objeto de culto, e assim por diante. Todoslçegitimamente amparados por sentimentos sinceros e ...
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