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terça-feira, 31 de maio de 2011

O QUE AS ESCRITURAS TÊM A NOS DIZER


Tenho meditado nessa última semana em alguns temas relacionados à revelação Escriturística que talvez consiga relacioná-los em algumas das próximas postagens. Aparentemente não é tão fácil retomá-las após tê-las feito e ter que relembrá-las sem tê-las anotado. De fato, a validade da meditação bíblica e nas coisas de Deus ( algo recomendado nas próprias Escrituras, na Bíblia Sagrada, em não poucos textos da mesma ) só se consolida após a prática. Ou seja: não basta organizar o que se crê, mas conseguir por em prática ( obedecer ) o que se passa a saber . Daí a recomendação, talvez um pouco mais além a exortação: “para sermos praticantes e não meros ouvintes”.c
Então vamos ao desafio:


Se formos sintetizar algumas das revelações claras das Escrituras, muitas vezes a margem da organização teológica, e por isso mesmo, pela teologia tornado um tema secundario e até esquecido, é justametne o fato de a existência do homem, como indivíduo e como espécie, não ser a margem de qualquer influência, de uma influência alheia a si mesmo. Basta, para se perceber essa verdade, ler as Escrituras de modo linear, do Gênesis ao Apocalipse. Antes tenho comigo que o que nas Escrituras é revelado, o foi como lá se encontra e insento dos “acidentais” erros apontados pelos inimigos da verdade bíblica. De fato, tenho para mim o seguinte: se o que contem as Escrituras é a verdade e se o Deus das Escrituras é verdadeiro como ela, as Escrituras, nos revelam, o mínimo seria que esse Deus plena e seguramente verdadeiro, pudesse cuidar para que nada, nenhum erro de fato, passasse descuidada e despercebidamente. Logo o que eu e você encontramos nas Escrituras é a verdade. Se eu e você ou outros nos desentendemos e nos confundimos nas explicações é outra coisa, fato inteira e decididamente a parte de nossas limitações e erros.


Então temos que, pelas Escrituras, a Bíblia, o homem pende perpetua e dependentemente de algo externo a si mesmo para que viva. O homem, segundo as crenças do homem religioso ou do homem que se diz cético, incrédulo para a divindade judaico-cristã ou outra, o ateu confesso, coincidentemente não se encontra no ápice da existência. Para o materialista esse homem depende de uma melhoria, de uma evolução, de uma purificação, baseada, idealizada em algo que não é  decididamente ele mesmo. Para o crente na divindade absoluta, o Deus criador é decididamente esse ideal, o seu espelho e modelo maior. No Édem após a criação, e antes do Édem em nenhum momento nos é dito que a criação dos “ceús e da terra” tenham sido por causa do homem, mas na criação, no caso um certo tempo depois, na criação da terra, no último dia, no dia sexto, o homem é então criado e colocado em uma micro região da terra, em “um jardim”, como numa estufa em que uma nova espécie deveria ser desenvolvida, a humanidade.


Mas ao contrário dos demais seres e criaturas, o primeiro casal humano, foi assistido por alguém diferente dele, superior a ele, em um relacionamento inteligente e pessoal. O próprio Deus os fizeram, primeiramente o homem e depois a partir do homem a mulher. Outro dado só a esse casal de seres originais, os humanos, sem rivais em toda a criação, foi lhes apresentado um programa de desenvolvimento, com objetivos a serem alcançados e possibilidades. Em contra partida foi lhes dado, não um impedimento ( impedimento houve depois da queda, como por exemplo a impossibilidade de retornarem ao Édem, guardado por querubins com espadas flamejantes ), mas um aviso, um solene advertência de que não deveriam participar, almejar algo que não lhes tinha sido dado: o conhecimento do bem e do mal. Conhecimento que depois, revelado pelas mesmas Escrituras, trata-se de um dos atributos de Deus, e por apreensão, podemos inferir que seja um característica dos demais seres que habitam os céus, anjos, querubins, serafins, etc. Somente o homem, por alguma razão, estaria fora do número dos que poderiam conviver com esse conhecimento ( vale a pena, em um estudo posterior, constatar biblicamente se os anjos não rebelados, serafins, querubins, etc, conhecem ou não o bem e o mal ). Ao homem, ou melhor ao primeiro casal de humanos, não lhes for a permitido isso, de fato lhes for a proibido, mas notemos, não impedido.


Entretanto, obedecer ou desobedecer, necessitaria uma motivação, e para as duas ações, aquele recém-criado, recém-existentes homem e mulher, faltava-lhes motivação. Em nenhum lugar nos é dito ou regristrado que o casal humano amasse a Deus. De fato penso que não O amava de fato. Não haviam aprendido isso. De fato nem se amavam um ao outro, fato que fica claro quando Adão peremptoriamente atribui a queda, a desobediência, o comer do fruto, “ à mulher que me deste ” ou seja a Deus. A contragosto de muitos, uma outra personagem, Satanás tem a sua existência revelada e se insere nos acontecimentos como insinuador de outra “verdade”, motivando no seu diálogo com Eva, que o casal de humanos pense em outras possibilidades, no caso, serem iguais a Deus, pondo em dúvida duas coisas: o que Deus havia dito, ou o que os dois humanos haviam entendido e “a verdadeira” motivação da proibição, dando a entender erroneamente que “serem como Deus” representasse um valor e não um dissabor, um problema com todas as indesejáveis e invislumbraveis consequências.


Que lições o texto e relato de Gênesis, podem significar para qualquer um de nós, todos nós, milhares de anos, talvez incontáveis anos depois? O homem não pede incólume e independente de forças e seres superiores a si mesmo. Um ateu, materialista, um que negue toda cosmologia não material, do cosmos físico-químico que percebemos por sua materialidade, não pode subsistir independente de uma manifestação, influência, externa de si mesmo, qmesmo que queira e teime em professar uma crença nisso. O homem, segundo as Escrituras, é objeto de uma criação direta de Deus, criação objetiva e planejada, com fins a serem atingidos. O homem, a raça humana, não consiste em um acidente, um acaso, uma evolução de si mesmo ou de algo, alguém anterior a ele. Por não poder viver sem Deus, uma horrenda e terrível impossibilidade, e por sentir isso, o homem substitui Deus por outras coisas: idéias que arquitetadas lhe supram esse vazio, essa superioridade e ideal em que se possa espelhar, ainda que incoscientemente. O outro personagem, Satanás, sabe disso, e se introduz em toda a história humana, de diversas e variadas formas, e é aceito,muitas vezes, tanto quanto foi aceito no Édem, e a sua recompensa é ter no coração do homem um altar para si mesmo, ainda que não seja revelado como ele mesmo é, mas secretamente usufrui esse prazer, cada vez que o Deus verdadeiro não está, no coração do homem, no lugar que de direito de Deus lhe é devido.


Mas a queda ( do primeiro casal, de Adão e Eva ) foi programada e todo o mal dela consequente? Se o foi, Deus é o autor da primeira dúvida, da desobediência, do medo e da negação do erro, do primeiro assassinato e de tudo o mais. Se por outro lado, se a queda foi um acidente, algo que escapasse ao controle de Deus, como continuar a defesa de um dos atributos do Deus bíblico: a soberania. Esse tem sido um dilema teológico e um palco de confrontos intermináveis, particularmente entre os que crentes que se autodenominam calvinistas e aos demais atribuidos pelos calvinistas como arminianos. A teologia calvinista que deveria satisfazer uma cosmovisão ( compreensão além da compreensão fornecida pela teologia ) de fato, não o consegue, por mais sinceros que sejam de fato os esforços e a profusão de livros, artigos, ensaios, estudos produzidos nesse sentido. Quando confrontados com situações reais, valem-se como todo religioso, do dogma, das confissões, da ortodoxia, da igreja, etc, etc. Se por outro lado, arminianos estejam mais próximos da compreensão Escriturística, como um Deus soberano, possa ter seus planos alterados e a mercê dos acontecimentos, diga-se a bem da verdade, bem anteriores à queda do homem?


Esse é um debate que pode ser avançado em outro momento, por ora o que é necessário ser colocado é o fato e a verdade revelada em toda a Bíblia, que fato após fato, o homem não está só, alheio de qualquer influência e isento de ser exposto a uma escolha. Após o episódio do Édem , embora não sejamos informados acerca das próximas insinuações satânicas, certamente agora essa insólita personagem não deixará de espezinhar o casal de humanos e cada um de seus descendentes. Chame do que quiser, livre-arbítrio ( conceito posterior as Escrituras ), livre-agência, não importa o conceito filosófico ou teológico, que se concorde ou se combata, a Bíblia revela que constantemente somos, a exemplo de Adão e Eva e seus descendentes, expostos a escolhas e por ela colhemos bençãos ou nos afastamos inexoravelmente de Deus e de Sua vontade.


A negação de Deus, Sua existência, pessoalidade, vontade, soberania e perfeição, que geram a devida gratidão e reconhecimento bem como a mais próxima, se não exata, parcela das demais personagens envolvidas no drama humano, geram uma má compreensão da responsabilidade, culpa, e da necessidade de redenção. Há entretanto uma outra consequência: o mau dimensionamento da real situação e das possibilidades humanas: a história toda já está definida ou é conjuntamente escrita a cada dia? A história de todos os seres humanos são escritas sobre as mesmas bases ou há exceções de fato, e se há quais são essas exceções e porque elas existem? A Bíblia responde essas questões ou se omite terminantemente?


Se tudo está determinado há um elemento que se sobrepõe a pessoa de Deus: o tempo. O tempo nesse caso, como base a todas as formas de determinismo ( cristão ou filosófico ) persiste e impede que algo se modifique dentro de sua existência fenomológica. Entretanto, a eternidade descrita na Bíblia pode ser definida como o não tempo, uma realidade que mesmo não passando, os fatos nela aconteçam dinamicamente. Deus está na esfera e na realidade da eternidade, algo inconcebível para nós, mesmo que um dia nos seja contado e explicitado. Uma realidade em que nada tem começo e fim ( como Deus mesmo ) mas num dilema insolúvel, coisas se fazem e são desfeitas igualmente.

Nessa compreensão, que mesmo sendo um dilema, se nem tudo está determinado, coisas são determinadas, outras são deixadas para que se produzam outras coisas por si mesmo, e outras sofrem interferências decisivas, segundo a vontade dAquele que é sobre todas as coisas, tudo se explica, e é exatamente nessa última categoria, que o que já está revelado nas Escrituras, na Bíblia Sagrada, a infalível e perfeita Palavra de Deus, nos é desvendado numa provisão que não se esgota, por cada dia de nossas vidas, em todas as situações, por toda uma vida. Mas esse é apenas um próximo assunto.

Deus nos abençoe a todos.

Por Helvécio S. Pereira



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PREGADOR...CONHECE O MUNDO A QUEM DEVE PREGAR? POIS DEVIA

Uma crítica pertinente feita a alguns pregadores, pastores e missionários, evangelistas, é a de que conhecem pouco as Escrituras e as doutrinas cristãs. Por outro lado temos pregadores, ministros, religiosos, aos quais não faltam exatamente a informações acadêmicas que podem muito apropriada e legitimamente ser um apoio à mensagem que proclamam urgentemente às pessoas, mas lhe faltam a percepção da realidade. Claro não são só esses casos. As informações abaixo são importantes, pois nos informam uma mudança ocorrida no mundo, que é exatamente o crescimento da violência, do desequilíbrio familiar, da prostituição, da pornografia e da exploração feminina entre outras. Mais uma vez o infanticídio e aborto mexem com o equilíbrio que não é humano, mas divino em toda a história para perpetuação e sobrevivência da nossa espécie.

publicado em 20/10/2010 às 01h00: atualizado em: 20/10/2010 às 06h00

Mundo tem 57 milhões de homens a mais 

que mulheres

ONU diz que infanticídio e abortos em países mais populosos 
geram desequilíbrio
Fonte R7.com
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Greg Baker/APGreg Baker/AP







Leia a notícia:


O relatório Mulheres do Mundo 2010, publicado pela ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (20), mostra que há 57 milhões de homens a mais que mulheres em todo o mundo. A informação contradiz o mito de que o sexo feminino é predominante. Mas há grandes diferenças entre regiões: enquanto faltam homens na Europa, eles são maioria na Índia, por exemplo.

O estudo aponta que, na maior parte dos países, existe mais concentração de mulheres do que de homens. É o caso do Brasil, onde há 97 homens para cada 100 pessoas do sexo feminino.
No entanto, nos lugares mais populosos do mundo - como China, Índia e Bangladesh - a proporção de homens é maior, desequilibrando o número global. Entre os chineses, por exemplo, há 108 indivíduos do sexo masculino para cada 100 mulheres. Na Índia, a proporção é de 107 para 100.
Na China comunista, a política do filho único para controlar o crescimento da população completou 30 anos no mês passado. Ela gerou uma onda de abortos maciços e assassinatos de bebês mulheres. A ONU aponta que o número total de meninos chineses com até 20 anos excedia em quase 21 milhões o de meninas no ano 2000.
Mas as mulheres continuam sendo a maioria entre a população idosa em todas as regiões do mundo. Elas são mais de 50% da população total com mais de 60 anos. A pesquisa destaca o caso do Leste Europeu, onde a taxa é de 63%, e do sul da África, que concentra 59% de idosas.

Mulheres morrem mais por doenças cardiovasculares


Outro mito derrubado pelo relatório é em relação à saúde da população. O documento diz que “as mulheres são mais propensas a morrer de doenças cardiovasculares, especialmente na Europa”. Dados de 2004, compilados pelo relatório, mostram que, naquele ano, 32% das mulheres morreram de doenças do coração, contra 27% dos homens.

Sobre o consumo de álcool, um levantamento feito em oito países em desenvolvimento mostra que os argentinos tiveram o maior índice de bebedores frequentes: perto de 90% das mulheres e quase 100% dos homens, entre 18 e 29 anos.
O Brasil aparece em quarto lugar entre os oito países pesquisados, com pouco mais de 40% das mulheres e 60% dos homens dizendo beber usualmente, na mesma faixa de idade. Em último, ficou a Nigéria, país em que metade da população segue o islamismo, que proíbe bebidas alcoólicas.

Ao menos 12% já sofreram violência física


As mulheres continuam sendo as maiores vítimas da violência no mundo. Ao menos 12% delas sofreram abusos físicos ao menos uma vez na vida, mostra o relatório.

Em algumas regiões, como a Zâmbia, o índice chega a 60%. No Brasil, onde agora são protegidas pela lei Maria da Penha, 30% delas já sofreram algum tipo de violência sexual do próprio parceiro.

A mutilação genital feminina, ainda comum em países muçulmanos do norte da África, vem diminuindo. Mesmo assim, em vários países a porcentagem de mulheres ente 15 e 49 anos que foram submetidas à mutilação genital é extremamente alta. Na Guiné e Eritreia, por exemplo, a taxa se aproxima de 100%.

Mulheres estudam e ganham menos


Embora tenha aumentado o número de meninas no ensino primário, de 79% em 1999 para 86% em 2007, a desigualdade entre os sexos ainda continua.

Em alguns países no qual a fé e costumes islâmicos são a base da sociedade, como no Paquistão, quase 70% das meninas estão fora da escola.



Elas também ganham menos que os homens e fazem jornadas de trabalho mais longas. O salário das mulheres representa, em média, de 70% a 90% do que ganham seus colegas do sexo masculino. 


Mesmo com avanços, poder está concentrado em mãos masculinas

Embora a desigualdade tenha diminuído em vários quesitos, como mostra o relatório, a diferença entre os sexos em cargos de poder ainda é grande. Em 2009, apenas 14 mulheres ocupavam a posição de chefe de governo ou de Estado entre todos os países do mundo.

Nas empresas, só 13 das 500 maiores corporações do mundo têm uma mulher no cargo de principal executivo.

O primeiro país a ter conseguido um equilíbrio de gênero no Parlamento nacional é a Ruanda, com as eleições de 1995. Isso pode ser atribuído "em parte ao foco e coordenação dos esforços para resolver a questão de gênero durante a reconstrução após o conflito político [que levou a um massacre], também associado ao fato de a maioria dos sobreviventes do conflito anterior ser de mulheres”.

Fonte: R7.com/ outubro de 2010


domingo, 12 de setembro de 2010

O QUE O HOMEM PODE?



Eu e alguns irmãos, temos pequenas diferenças de opinião sobre algumas pequenas coisas, dentro de nossa fé. São pequenas, por que são nossas, determinadas pela nossa ótica e capacidade de alcance. Tem sido parte do nosso exercício de reflexão sobre o que cremos frente ao que vemos e as mudanças a nossa volta, particularmente no que se refere a igreja protestante, evangélica, não católica-apostólica-romana.

Lá também há mudanças e forças diferentes influenciam a sua comunidade pelo mundo. Mas é do nosso arraial e das coisas que afetam o nosso brio, o nosso ardor, que costumamos falar em nossos blogs, em escrever em nossos comentários as vezes diários a distância, uma possibilidade moderna e atual. Naturalmente ficamos os pés em alguma observação, ou numa posição mais claramente defendida, mas os fatos e as grandes questões estão lá, independentes da opinião de uns ou de outros.

Nós concordamos que Deus é Absoluto e Soberano. Nenhum de nós arranha essa declaração. Nenhum de nós dirá: "Deus não sabia...", "Deus falhou..." Deus nada podia fazer..." "Foi sem a permissão de Deus..."  " Deus enfim com alguma limitação. Para nós Ele pode tudo, sabe de tudo e não pode ser aproximado, muito menos igualado. Porém Deus, pelo menos agora, não é único e solitário, há uma criação de pé e plenamente funcional, pelo menos no universo em que conhecemos. Somos informados pela Sua Palavra, que há de a muito outros seres além de nós. Aliás crentes não procuram Ets, não votam  nas câmaras municipais a favor de liberação de verbas para a construção de campos de aterrizagem para Ets, como em mais de uma cidades brasileiras ( faz me lembrar a necessidade de políticos cristãos e crentes na Bíblia Sagrada nesse país - um partido teocrata cristão não votaria e nem defenderia uma parvoíce dessas ). Cristãos sabem que existem Querubins, Serafins, Arcanjos e anjos, para que mais extraterrestres que seres celestiais?

Pois bem sobre Deus não temos dúvidas, a dúvida reside em como essas criaturas tem e exercem seus poderes e a Bíblia fala muito sobre isso. Fala muito mas não como propósito de descambar um culto a anjos como a Nova Era promove e ainda bem caiu em relativo desuso. Deus tem todo o poder, os Querubins e Serafins tem enorme poder e também Arcanjos e anjos. E o homem tem algum poder? 

Em duas ocasiões no Antigo Testamento ou Antiga Aliança ( gosto mais do segundo termo, mas ambos os usos são claramente compreensíveis  ) o homem representa algum "perigo". O uso da palavra perigo não sugere nem de longe e não tem essa intenção de dizer que o homem poderia ou pode frustrar os planos de Deus, o que ficará mais claro ao final dessas reflexões, nessa postagem.

A primeira, segundo declaração do próprio Senhor, após a expulsão do primeiro casal, Adão e Eva do Jardim do Éden, quando o Senhor coloca anjos,e não eram anjos normais, querubins e um objeto semelhante a uma espada flamejante impedindo a entrada do Éden e o texto reza exatamente o seguinte:

" E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida." Gênesis 3:24

Uma das postagens bastante acessadas em meu blog é exatamente a que faz a pergunta: " Gênesis interpretação literal ou não?" É plenamente possível ao cristianismo subserviente à modernidade e a um pressuposto conhecimento cientifista revelador da verdade negar esse versículo integralmente.  O texto diz claramente: o homem poderia em algum tempo, anos, décadas, séculos, invadir o jardim do Éden e comer do fruto da Árvore da Vida e viver indefinidamente, para sempre. Em rebeldia franca contra Deus faria o que? Bem pior do que faz atualmente  em um período de "multiplicação da iniquidade".

Outra ocasião, anda no Gênesis, é em Babel. a região onde há os mais antigos edifícios do mundo com até seis andares fica no sudeste da Ásia, um lugar onde ainda hoje se fala o Aramaico, mais ou menos de onde Abrão ( Abraão ) foi chamado por Deus. Babel para muitos estudiosos reflete a rebeldia do homem contra os plano original de Deus que era de espalhar-se  pela terra e povoá-la. Segundo arquitetos renomados, as cidades constituem  a origem  dos centros de poder e portanto do governo centralizado. É a gênesis da autogerência humana, autogerência franca contra Deus. Um dos filhos de cão, Cuxe teve um filho Ninrode que "começou a ser poderoso na terra", "E  o princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Cainé, na terra de Sinar"  Gênesis 10:10. em um vale da terra de Sinar ( Gênesis 11:2 )

A idéia era construir uma torre em  que, segundo pesquisadores " fossem escritos nela os céus " e não necessariamente que chegassem até os céus e a partir desse centro de poder "não fossem espalhados pela terra." ( Gênesis 11:4)

"Então desceu o Senhor para ver  a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;" ( Gênesis 11:5)

"E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora,não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer."  (Gênesis 11:6)

"Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entendam a língua do outro" ( Gênesis 11:7)

Não houve nada mais drástico para o atraso do desenvolvimento  humano que a a diferença exagerada no número de línguas faladas pela humanidade. Quase não se fala nisso pois a ciência, na sua maior parte, negadora  do que as escrituras registram como acontecimentos históricos, prefere espalhar aos quatro ventos  que todos descendemos de macacos espalhados pelo mundo e que cada pré-humano, ou grupo de , criou a sua própria língua do nada. Linguistas sérios entretanto estabelecem ligações reais entre grupos e famílias de línguas, indicando uma mesma origem, legitimada por palavras iguais em povos geograficamente e separados e insuperadamente distantes.

Porém nesses dois "perigos", já explicado o seu sentido usado nessa reflexão, Deus, o Senhor não ficou impassível e nem foi pego de surpresa, e nem se mostrou de modo algum fraco.

"Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade." (Gênesis 11:8 )

Vimos que o homem como ser social e inteligente pode,em tese fazer relativo estrago. Mas afinal o que a Bíblia diz tacitamente sobre o poder do homem?  O homem  pode alguma coisa ou não? Pode resistir e confrontar a Deus? Suas ações diminuem a soberania de Deus ou ao contrário, a tornam mais patente?

Talvez, ou melhor, certamente, não dará para avançar tanto no tema, e explorá-lo mais convenientemente, mas é o começo para que as coisas sejam colocadas bíblicamente nos seus devidos lugares.

Três livros no antigo Testamento falam muito do homem: Salmos, Provérbios e Jó ( não nessa ordem ) tratam do homem, a relação desse homem com Deus e de Deus como o homem  pintando diante de nós um quadro fiel e materializando um cenário completo diante de nossos olhos. 

Deixe-me dizer, o que me levou a considerar esse tema e a meditar novamente nesses textos. O irmão Jorge Fernandes Isah, tem um segundo blog intitulado "Guerra pela Verdade" onde publica postagens que ele julga pertinentes e uma delas, tenho de relê-la, tratava exatamente da soberania de Deus e considerava muito apropriadamente que nós como crentes e cristãos nos apropriamos de terminologias e as passamos a usar, mesmo sendo legítimas sem considerarmos a sua extensão e implicabilidade. Excelente texto,depois colocarei o título da postagem e o nome do seu autor, mas nada impede que você vá lá e ache o texto entre tantos outros excelentes. Deus pode tudo, mas que tudo é esse? E o homem, com o seu pecado que dano pode realmente causar, ao ponto de ter que ser mandado para o inferno por toda  uma eternidade? É ele, nós, realmente uma praga capaz de contaminar e produzir dano em qualquer cantinho da criação de Deus ou não?
Somos os únicos que emporcalham a terra, nem os dinossauros com seu alto poder  de defecação fizeram tanto.  

Bem em Salmos encontramos:

Como ser social, como humanidade, como nação:
1) O  homem pode escarnecer ( zombar ) Salmo 1:1
2) O homem pode se amotinar ( rebelar ) e imaginar coisas vãs ( Salmo 2:1)
3) Multiplicar-se como adversários ( salmo 3:1 )  referindo-se ao Messias
4) Converter a glória de Deus em infâmia e amar a vaidade e buscar a mentira ( Salmo 4:1)
5) Renuncia ao Senhor (Salmo 10:3)
6) Blasfema (Salmo 10:13 )
7) Nega a existência de Deus ( Salmo 14:1)
8) Despreza a sabedoria e a instrução ( Provérbios 1:7b)
9) É perverso, maquina o mal e semeia contendas ( Provérbios 6:14 )

O que ele,o homem é de fato?

1) É mortal ( Salmo 8:4)
2) É pouco menor do que os anjos ( Salmo 8:5 )
3) Tem domínio sobre as obras das mãos de Deus ( tuas mãos ) ( Salmo 8:6)
4) Tudo puseste debaixo de seus pés ( do homem ) ( Salmo 8:6 ler 8:7 e 8:8 )
5) É sem conhecimento ( Jó 38:1 e 2 )
6) Não tem  ( toda ) a inteligência, que se compare a de Deus ( Jó 38:4)
7) Seu conhecimento é limitado e não há como ser diferente (Jó 38:33)
8) Não é sábio ( Jó 40: 2)
9) Não é igual a Deus ( Jó 40:9)
10) Não pode julgar a Deus ( Jó 40:8)
11) Não pode salvar-se a si mesmo ( Jó 40:14 )
12 Não possui nada de si mesmo  ( Jó 41:11)

Obviamente nem uma parte considerável dos textos relacionados ao tema foram relacionados mas um deve ter o referido  destaque, nas palavras do Senhor Jesus:

"E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado ( cerca de 33cm ) à sua estatura?" 
( Lucas 12:25 )   


Concluindo: 

A Bíblia nunca declarou que o homem fosse um ser passivo e inativo. Ao contrário, instigado, incitado inicialmente por Satanás, fez inicialmente, repito, um grande estrago a si mesmo, mas a toda a terra e se chegasse a algum planeta levaria o estrago feito aqui para lá. Aliás um elemento pouco percebido pelos que assistem filmes de ficção científica e viagens planetárias, é a insistente mensagem que os cineastas fazem questão de repetir e repetir, que a é a possibilidade do homem repetir em qualquer lugar as suas imperfeições e ambições e pecados pelo universo afora, algo factual, como na série "Guerra nas Estrelas" e outras. 


Omitir a realidade das terríveis possibilidades pecaminosas humanas não implica em deixar claro a maior ou menor  Soberania de Deus. Deus é soberano, plenamente soberano, absoluto e plenamente absoluto e não é uma relação de igualdade onde um dos lados é zero que faz com que o outro seja cem. Se uma simples lógica determinasse isso teríamos um enorme problema sobre a origem de Deus. Pela lógica humana como haver alguma coisa antes do nada ou  eterno não  ter início e nem causa exigisse a sua existência.

A Bíblia dá a nos, seres humanos, o retrato do que somos, do que poderíamos ter sido e o que seremos sendo resgatados, salvos e com a vida eterna finalmente. A perdição eterna e o inominável grau de infelicidade dos perdidos também é nos revelado, bem como a total responsabilidade da rejeição a tão grande salvação concreta na pessoa e no nome de Jesus Cristo somente. Amém.

Por Helvécio S. Pereira

sábado, 20 de fevereiro de 2010

POR QUE DEUS CRIOU O HOMEM

Postagem para os blogs “ O Pregador” e " Contando os nossos Dias"

Por que Deus criou o homem?


Essa é uma das questões que muitas pessoas fazem e para a qual gostariam de ter um resposta, por conhecimento teológico ou simples curiosidade.

Talvez uma consideração inicial seja o eu realmente somos segundo a Bíblia nos revela. Esse tipo de informação encontramos exatamente no livro que relata a criação, o livro de Gênesis. Vejamos o que aconteceu por ocasião da criação do homem:


    CRIAÇÃO DO HOMEM

Gn 1.26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra.

Gn 1.27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

A expressão encontrada e ímpar, se comparada a o que outras religiões trazem como explicação, é aque o homem foi feito,criado a“ imagem e semelhança de Deus”. Muito se tem discutido e não são poucas as possibilidades aventadas como a verdadeira explicação dessa expressão.Há de se comparar, por exemplo, em que o homem era semelhante a Deus quando da sua criação, no momento que Deus o criou e em que o homem se tornou depois de ter o conhecimento do bem e do mal, que segundo  a Bíblia, a Escritura Sagrada, eis que o homem  é como um de nós “conhecedor do bem e do mal”.

Gn 3.22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.
.  
Note-se então que o homem era semelhante a Deus  ( a sua semelhança) e posteriormente tornou-se conhecedor como Deus no que se referiria ao conhecimento do bem e do mal.

Bem consideremos que se Deus criou o homem com essa , diríamos “nova característica”, a mesma não era encontrável em outros seres por Ele criados. Consideremos hipoteticamente que essa característica seja algo que  Deus, por causa dela, continuou a procurar seus efeitos posteriormente na sua relação com a humanidade, que era algo desejável por Ele, Deus, antes da queda, por causa do pecado , acontecer. Vejamos então, como por ocasião do dilúvio, o que desagradava a Deus e levando-O a escolher Noé e sua família para um  novo começo para espécie humana? Vejamos o texto Bíblico em questão:


Gn 6.11 A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência.

Gn 6.12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.



DEUS ANUNCIA O DILÚVIO A NOÉ

Gn 6.13 Então disse Deus a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a terra.

A palavra que aparece duas vezes e registra a desaprovação de Deus é “violência”. Imaginemos que a face mais simples da violência é a física, envolvendo tortura, abuso sexual e assassinato. Essas formas extremas se opõem frontalmente ao carinho, amor sob as suas três formas, mas genuíno e puro e preservação da vida sob todas as formas ( socorro, salvamento, proteção e ajuda ).

Nós seres humanos somos seres sociais, e ainda que sob a herança do pecado, somos capazes de atos de nobreza, ou seja sob certos aspectos mesmo frente ao erro para qual nos inclinamos, sabemos o que é certo. Daí o fato de quando não o fazemos sermos responsáveis e culpados e pecadores. Essa nobreza, esses atos de justiça  são o que Deus sempre procura na humanidade. Quando Deus se aproxima de alguém, se agrada de uma pessoa  o faz pelos atos justos que esse homem ou mulher tem na sua vida.

Podemos, desse modo supor, que Deus tenha criado o homem para manifestar os Seu caráter, em criativos atos de justiça e de bondade, de um indivíduo para o outro.  Tal fenômeno acontece hoje mesmo em um mundo pecaminoso, há “o trigo convivendo com o joio”. Vale lembrar que os atos justos e retos de um ser humano não são suficientes para salvar ou redimir esse homem mas são inegavelmente aquilo que Deus procura que cada um de nós, que nações façam, que a sua igreja faça. Esses atos justos e retos diante de Deus são em última instância o perfume suave que Deus procura encontrar em nossas vidas.

Diferentemente dos anjos que podem ter um comportamento servil e um hierarquia militar, poderíamos imaginar, e não são criativos, nós fomos predestinados para sê-lo. Daí o debate em torno do livre-arbítrio ser tão inapropriado. Fomos criados para criativamente fazermos o bem a semelhança do nosso Deus que é sim, perfeitamente bom e capaz de fazer “novas todas as coisas.”

A capacidade do homem ser criativo nos atos de bondade não se extinguiu com o pecado mas ficou contaminado pela capacidade de fazer o mal. Eis que agora é como  um de nós, conhecedor do bem e do mal. O propósito original de Deus não pôde e nem poderá ser frustrado, pois céu será para os salvos, exatamente o cumprimento disso e lá, no céu, sem a influência do mal, os homens e mulheres salvos poderão conviver eternamente em amor e se relacionando dessa forma eternamente. O céu não será um Spá, um lugar de desocupados olhando a paisagem, mas de uma relação pacífica e de amor entre as pessoas, algo inconcretizável do mundo em que vivemos, aqui na terra.

Entretanto uma leve  e maravilhosa experiência se concretiza hoje, quando Deus reúne em nome de Jesus, pessoas estranhas e de diferentes classes sociais, origens, etinias, idades, culturas, e elas se amam profundamente, se reconhecem como irmãos e igualmente filhos de Deus e amam o mesmo e único Deus.

Deus nos criou para manifestar a Sua justiça, o Seu amor, e juntos como seres humanos reconhecermos como grupo, como raça humana, os Seus eternos atributos, isso é adorá-Lo, isto é dar-lhe verdadeira  Adoração ( com "A" maíúsculo mesmo!). Parece simplista demais essa exposição de motivos e até piegas, mas não o é. Os anjos, ao que sabemos,e até onde saibamos, adoram e reconhecem a grandeza de Deus, mas criados para obedecer, não manifestam a caridade criativa como só nós podemos fazer.

Esse foi, certamente, o propósito original de Deus, odiado por Satanás que a ele,propósito se opos e quis por a prova, que quis colocar em dúvida, provar a sua inviabilidade com a queda do homem, mas que não será finalmente frustrado. Dessa forma a obra redentora de Jesus pode ser melhor compreendida, como homem ele, Jesus,  manifestou o amor e a justiça que agradam a Deus, cumprindo, dessa forma o propósito origina. Na sua frase “Está consumado” está incluído tudo o que Deus sempre desejou que fôssemos e fizéssemos. Dessa forma todo o propósito de deus se cumpre na pessoa e na obra de Jesus como homem. Amém, aleluia.

por Helvecio S. Pereira

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