COME TO ME

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

TEOLOGIA E EXPERIÊNCIA

Antes de mais nada definirei para uma clara reflexão os significados dessas duas palavras conforme as usarei nessa postagem.

Por teologia significará por ora a síntese do que se crê referente a Bíblia como Palavra de Deus, ao próprio Deus e Jesus Cristo no plano da salvação e proclamação ao pecador dessa mensagem. Alguns podem julgar demasiadamente simplista esse recorte, mas ele se faz necessário para não se perder o foco. 

Por experiência entenda-se todas as comprovações factuais acerca do que se crê conforme a teologia crida, seja essa oficial, oficiosa, leiga, individual, etc.

Assim posto, é necessário colocar que o que me fez tocar nesse assunto, foi um texto publicado na web por parte de alguns irmãos tradicionais, reformados, que legitimamente se colocam frontalmente contra os movimentos neopetecostais. O texto ironico até bem humorado, faz uma analogia simplista perguntando ao leitor se Jesus hipoteticamente fosse neopentecostal faria uma série de coisas ( práticas das igrejas neopentecostais como IURD, IIDGD, IMPD e outras assemelhadas ) como eventos com nomes pomposos, lencinhos, óleos tais, dia disso e daquilo, etc.

A primeira vista o autor dessa criativa postagem nos apresenta, de modo lógico, fatos e evidências que descredenciam os irmãos neopetecostais, levando-nos a concordar com a sua posição. Por outro lado, as coisas não são assim tão simples e uma abordagem desse tipo demonstra ou ignorância da realidade, retaliação, preconceito, julgamento e falta de substituto lógico, ao que se aponta como erro.

Durante toda a história da Igreja cristã, os poucos privilegiados com cultura e informação, capazes de deglutir informações, conceitos e ideias complexas, conviviam com uma massa maior de gente muito pragmática e que para crerem em algo dependiam de fato dos que podiam sintetizar e esmiuçar conforme a necessidade a fé confessada por todos. E isso não se dava ou se dá, só no cristianismo. Trata-se, de fato, de um processo religioso real e que todos nos colocamos de um lado ou de outro.

A igreja ou indivíduos de uma igreja, seja qual for, por processo natural e humano, compartilham o que crêem e fazem prozélitos, discípulos, ganham pessoas que concordem com o que acreditam, crêem, e combatem no campo das ideias e buscam resultados práticos que corroborem para comprovação do que crêem e que demulam toda e qualquer oposição.

Eventualmente as ideias, a teologia, se mostram eficientes ou ineficientes, ora é a prática que se mostra efetivamente correta ou errática. O sucesso das duas, ou mais uma que a outra, fazem crescer naturalmente o rebanho, havendo condições sociais para tal. Evidentemente não é só isso, mas esquematicamente para reflexão, penso estar claro o esquema.

Desse modo uma denominação, uma igreja local, pode no decorrer de décadas ou séculos, percorrer um caminho que mostre o seu esforço em construir um pensamento sintético e analítico, que descreva todas as áreas e reflexões relacionadas ao que se crê, tanto relacionadas às coisas estritamente espirituais como as materiais, também relacionadas à vida e as relações e desafios seculares. 

Desse modo também uma denominação, uma igreja local, pode no decorrer também de décadas ou séculos, demonstrar e empreender um esforço em proporcionar, provocar e cultivar experiências reais, fundamentalmente espirituais, que demonstrem o caráter espiritual da vida cristã. 

O primeiro grupo pode, e de fato, contenta-se com o pensamento construído, a visão de mundo e os sentimentos vivenciados interiormente, a partir da cosmovisão e crenças cristãs. O interior é enriquecido as coisas podem parecer dividas como na concepção tomáz-aquiniana, a do andar de cima e do andar de baixo. Não há porém preocupação ou até crença que o mundo natural possa efetivamente, realmente ser modificado pelo espiritual, ambos são estradas paralelas e não estradas que convirjam de fato uma com a outra, desembocando em uma nova direção. A dicotomia espiritual-material, golpeada pela inicial ética protestante parece prevalecer agora de um modo ainda sutil.

Dessa forma um grupo teologicamente construído e que se dedique quase compulsivamente ( e não há nada de errado nisso ) em refletir sobre as Escrituras, faz dessa prática, o seu foco, a teologia. Diametralmente oposto outro grupo busca experiências sobrenaturais como as presentes nas mesmas  Escrituras cridas e estudadas pelo primeiro grupo. Ambos se acusam de erros e delicadamente de "menos crentes", "menos de Deus", se acusam de hipócritas, de não salvos, de diabólicos, para não falar coisas piores...  E simples desculpas ou aceitação educada, politicamente corretas, não resolverão o problema, enfim esse quase eterno dilema.

Do ponto de vista prático temos os seguinte:

Irmãos reformados, crentes históricos e tradicionais ( tenho que generalizar por força de avaliação ) embora confessem e creiam sinceramente e defenda tudo o que a Bíblia como Palavra de Deus é e declara, negam não poucas vezes a sua eficácia, algo que poderia relacionar aqui para comprovação do que digo, mas não se trata de um julgamento, mas de uma avaliação dolorida, de nós como igreja invisível de Jesus Cristo, espalhada e heterogênea, sinceramente ( eu presumo ) confessando e lutando para proclamar ao mundo a verdade do Evangelho. Os demais por motivos sociais de escolaridade ( nem sempre impresindível para a proclamação do verdadeiro Evangelho ), de estudos estritamente teológicos ( que até geram maior liberdade na prática ), uma ética própria, não titubeiam em tentar objetivos mais audaciosos.

O vital para nossa reflexão, e espero que nisso ela seja útil  ( jamais publico algo ou escrevo algo que não seja para edificação do corpo de Cristo, da igreja invisível, dos crentes - já tem lixo travestido de cristianismo demais na web ) não há essa divisão nas Escrituras, na Bíblia Sagrada. Ou seja o que o crente em Jesus Cristo crê,  deve acontecer, sejam curas, profecias, línguas estranhas, visões, expulsão de demônios, livramentos, etc.

Dessa forma o blá-blá-blá teológico dos "gondins" da vida, dos "caios fábios" da vida, enfim de uma lista enorme de cabeças autoiluminadas do cristianismo protestante, lista enfadonha com seus "pensares" enfandonhos, por si só é uma aberração patética. E o rancor, o ciúme desses contra os "bispos", "apóstolos", "missionários" neopentecostais, por si só, não é bastante para justificar a sua posição e a defesa de pensamentos que curiosamente só remontam a uma data aleatoriamente escolhida que é a de quinhentos anos atrás.

A Reforma com "R" maiúsculo foi um episódio de Deus, não descrito nas profecias bíblicas ( seria por que? se fossem Lutero e Calvino seriam tidos como profetas bíblicos no nível dos profetas do AT ) mas a igreja de Lutero e de Calvino eram a suas respectivas épocas uma pálida vela comparada aos dias de |Pedro e de Paulo, a essa igreja ( ou estado dessa ) é que todos ( reformados, tradicionais, históricos, pentecostais, neopentecostais  ) devemos de fato sermos.

Todos devemos criticamente ( olhando para as nossas próprias vidas e não para as dos outros como confortavelmente fazemos sempre ) e comprovarmos se somos o que a Bíblia aponta como modelo do que devemos ser mesmo que isso custe um franco confronto com a teologia denominacional.

O "erro" não é o Bispo Edir Macedo ter erigido uma grande denominação, ou o seu ex-discípulo o Apóstolo Valdomiro Santiago promover curas em sua denominação, e ambos tornarem públicos através da mídia algo que extrapole a simples celebração religiosa. O erro é igrejas tradicionais protestantes não conseguirem os mesmos feitos, inteiramente neotestamentários, a não ser por uma teologia arbitrária e espúria que busque tão somente justificar uma impotência espiritual de uma igreja que curiosamente constrói um pensamento estruturado teológica e academicamente, mas incapaz de manifestar no mundo algo sobrenatural.

Finalmente, por ora, muitos se arvoram a aparentemente  cômoda situação de "fiscais de Deus", garantidores de uma "qualidade total" na igreja de Jesus. Amigo gostaria de dizer que esse encargo não foi dado a nenhum de nós ( e não estou me referindo a apologética básica e legítima ), e o que nos compete é justamente o papel de fazer a obra de Deus. Ora estamos no estádio, no gramado jogando, ou ora estamos na arquibancada, como sossegados espectadores, julgando os que se arriscam acertando ( e por que não? ) errando, e as vezes acertando e errando muito.

Uma igreja que nunca expulsou um demônio ( para ser prático, pragmático ) não pode justificar-se e pretender pregar e levar avante o Reino de Deus nesse mundo. Uma igreja cujo pastor ou membros nunca ( e de fato há muitas igrejas e pastores assim ) que nunca vivenciou uma oração por cura de alguém e e cura efetiva, milagrosa dessa pessoa ( e não estou falando de cura com cirurgia e tratamento de um bom plano de saúde - não que seja contra procedimentos legítimos e proporcionados abençoadamente à toda uma sociedade, por parte de Deus, ou negue a sua eficácia e necessidade, não é isso! ).

Uma igreja que não se ouça um testemunho miraculoso de libertação seja de álcool, drogas, prostituição, homossexualismo, criminalidade, etc, decididamente é uma igreja apenas teórica e duvido que haja de fato pessoas renascidas nela ( novamente nem sempre a pessoa tem que ser uma excrecência humana para mostrar conversão, há crentes nascidos de novo que nunca fumaram ou beberam, ou mataram alguém, isso é curiosamente plenamente possível e factual ).

O que quero provocar é a ideia de que deve haver obrigatoriamente os dois elementos para que a referida igreja, seja qual ela for, seja completa. Tão completa e impactante e surreal como a Igreja primitiva, nas páginas do Novo Testamento, algo que curiosamente todos os crentes cristãos são concordes em afirmar que não somos mais, que esse brilho de alguma forma um dia se foi, e que deveríamos ser exatamente como ela foi naqueles dias. Quem diz que não deva ser assim é mal intencionado, insincero e não reflete de fato, o ardor por um Evangelho bíblico e impactante. E toda justificativa em contrário é leviana e biblicamente frágil.

Não se trata de  uma preferência denominacional, uma opção por um ou outro movimento, por uma ou outra teologia, nada disso, o que seria na verdade, algo muito menor. É espiritual, trata-se de uma necessidade para que esse mundo, toda a sociedade seja de fato, abalada pela proclamação de um Evangelho completo, que alguém poderá de fato não aceitar, mas nunca demolir e negar. Somos testemunhas de que tudo o que a palavra de Deus revela é a única e a mais completa verdade.

Por Helvécio S. Pereira

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

IGREJA BATISTA AMERICANA CHAMA A ATENÇÃO PARA A FALSA SINCERIDADE EM MUITOS "LOUVORES" ATUAIS

De fato há inúmeras canções que nos abençoam a todos, sejam cantadas nas igrejas, ouvidas em algum lugar, de alguma maneira muitas delas compostas não para ganhar dinheiro e obter fama e reconhecimento. Mas qual a atitude dos crentes nas igrejas quando as cantam? Todos somos sinceros o tempo todo ou não quando cantamos essas canções e esses hinos? É inegável que há muita gente verdadeiramente tocada e edificada, graças a Deus, pela música cristã. Fato real, constante e palpável.

Por outro lado, não haverá uma atitude mercadológica emprestada da produção musical secular que chega a ser patética? Não haverá um maneirismo que se espalha como regra, tomando o lugar da original fé do centurião romano, elogiada pelo próprio Senhor Jesus? Ou do perfume derramado sobre os pés do Senhor, enxugados a segir com os cabelos da mulher perdoada dos seus muitos pecados a quem Jesus dissera que a razão seria o amor de quem muito lhe é perdoado?


Cantores consagrados se enfureceram com a declaração do bispo Edir Macedo da IURD ao genéricamente dizer que 99% ( uma expressão mais de impacto do que matemática, dita sem maior consideração, mais emocional apenas, algo que qualquer pregador pode fazer sobre qualquer outro assunto ) dos chamados cantores "gospels" são hoje endemoninhados, embora haja a favor dessa inferência não poucas evidências e probabilidades, repito em não tão poucos casos não sendo apenas na música ( O Bispo Macedo nunca escondeu a sua clara preferência pelos velhos hinos tradicionais evangélicos, em oposição aos ritmos mais modernos e atualizados culturalmente, sendo que os cultos na sua denominação nunca foram de fato musicalmente modernos e nem sempre tão bons não favorecendo o estrelismo de músicos e cantores nas suas igrejas ).

Essa, entretanto de há muito, é também uma constatação ( com outras palavras ) e uma desconfiança velada de outros grupos evangélicos ( ou não católicos romanos ) como reformados, tradicionais, pentecostais, paraprotestantes como Adventistas dos Sétimo Dia, esmeradamente musicais, Batistas do Sétimo Dia e outros. Há cantores evangélicos que se tornaram famosos por sua música, e não são poucos, que têm de fato um testemunho de conversão que edifica de fato a todos que os conhecem, portanto não  é a sua música isoladamente que promove o evangelho que pregam e cantam. Há por outro lado, os que carecem de coerência no seu testemunho e cuja musicalidade é uma "casca oca" adaptada ao que espera o meio secular. Essa deve ser uma reflexão importante a ser feita.

De uma forma ou de outra o problema vem a baila, construindo um espaço de críticas, defesas e sobretudo reflexão. A bem da verdade a Igreja Batista de Orlando nem é do rol das igrejas batistas renovadas e também por isso, a sua ação em fazer essa crítica cabe talvez, bem mais a seus próprios membros do que a membros de outras igrejas e ramos evangélicos mais emocionais. Por outro lado, isso não exclui o fato de todos os envolvidos sejam compositores, músicos, interpretes e crentes, examinarem a si mesmos e verem se, de fato, usam o precioso recurso da música para adorarem e louvarem ao Senhor em espírito e em verdade, como afirmara o Senhor Jesus, que justamente a esses o Pai procura.

Bem, esses Batistas norte-americanos, certamente uma igreja batista tradicional, lançaram um clip em que críticas são feitas, não exatamente à música evangélica moderna, mas à atitude insincera no louvor nas celebrações e ajuntamentos públicos, bem como ao tipo de  consumo e propaganda bastante secularizados da chamada música "cristã evangélica" atual.

Veja:

Um vídeo divulgado na web pela First Baptist Church of Orlando (Primeira Igreja Batista de Orlando) ganhou destaque em diversos blogs e sites de conteúdo cristão.

O vídeo critica com bom humor a forma como alguns fieis vão à igreja aos domingos e entoam canções, mas fazem isso de maneira errada, superficial, e propõe uma reflexão sobre a adoração extravagante.

Com uma banda fictícia, chamada de “Não adore desta maneira” e formada pelos músicos do ministério de adoração da igreja, a música começa com a frase “Cantarei teu amor… aos domingos!”. Segundo o site australiano Christian Today (Cristãos Hoje), a ideia surgiu de um sermão pregado na igreja sobre o “Culto Errado” e rapidamente o vídeo se espalhou pelo Facebook.

A descrição do vídeo relata o conteúdo: “Às vezes, quando nós estamos adorando, as palavras não são sinceras. O vídeo ilustra como seria se cantássemos o que realmente estamos pensando”. 


Visto o vídeo reflita e divulgue! Entretanto não basta ver o erro nos outros mas em nós mesmos. Sobretudo é possível compor, cantar e ouvir boas canções, fundamentalmente bíblicas e poderosas para tocar os corações tanto de crentes como de não crentes.

Por Helvécio S. Pereira 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

UMA ÚNICA ESCOLHA É NECESSÁRIA

Diante de nós, todos os seres humanos vivos hoje em toda a terra, e dos que nascem todos os dias em todos os lugares, é colocada a oportunidade única e indisfarçável de conhecer o mundo a sua volta  e de conhecer-se a si mesmo. Trocando em miúdos: significa que você pode nascer e morrer sem imaginar nem de longe quem você é e como é o mundo em que teve a oportunidade, de por pouco ou muito mais anos, viver da forma que lhe foi possível de um modo ou de outro.

Trata-se de fato de uma experiência pessoal e intransferível, palpavelmente única, que pode ter um investimento e ótimo resultado ou nulo ou ainda pior: um desastroso final. Como suporte a essa experiência única, temos na cultura em que nascemos ou vivemos parte importante de nossas vidas, a própria época ou situação histórica, uma religião ou todas as religiões a nossa volta, a ciência e todo o conhecimento acumulado, todas as limitações, sejam étnicas, de gênero, políticas, econômicas e as estritamente pessoais. Junte-se a isso as nossas escolhas feitas dentro das possibilidades restritivas a nossa volta, restritivas pessoais ( biológicas, de saúde, etárias, etc ) e restritivas advindas de nossas crenças mais pessoais.

Segundo o cristianismo mais ortodoxo, melhor ainda segundo o que é revelado claramente nas Escrituras, na Bíblia Sagrada, ao final de uma vida, será cobrada de cada pessoa não só uma vida justa segundo os padrões de Deus ( e muita gente se esuqece disso sumáriamente ) mas primária e principalmente, se o tal não fez de Deus mentiroso rejeitando a oferta e a exortação de crer nEle, como Deus encarnado e que reconcilia o homem consigo mesmo.

Mesmo que seja através de uma  aparentemente estranha história, a de um carpinteiro que durante trinta e três anos viveu entre nós a aproximados dois mil anos atrás. Que mais estranhamente não era um homem santificado, o homem iluminado, um homem ascendido a uma espiritualidade, mas O Deus o próprio encarnado, embora esvaziado de Si mesmo, assemelhado a um homem que se fez formiga para falar com as formigas em um formigueiro ( se isso fosse possível a nós por nós mesmos ). A história da cruz é loucura, Paulo fala dela desse modo. Entretanto é mais sábia que a mais sábia sabedoria humana, mesmo a nosso franco cotragosto.

Esse Deus, encarnado no Jesus Cristo real e não somente histórico, prometeu que ressuscitaria no último dia a todo o que nEle cresse, independente de quem tenham sido esses homens e mulheres, onde e como tenham vivido, e de que pecados sórdidos tenham cometido em suas vidas. A todos entretanto, que desprezasse essa, que deveria ser uma Boas Notícia ( Evangelho em grego ) seria sumariamente condenados no dia do Juízo Final. Essa verdade máxima pode ser conhecida em uma simples declaração de sua própria boca em João 3:16.

Essa adesão, mas não somente uma adesão, mas de fato  mais do que isso, uma crença nessa informação ( algo que de fato é, o Evangelho é uma notícia, essencialmente uma informação ) promove uma conversão, uma ação por parte do homem em direção a Deus, biblicamente semelhante a atitude do filho pródigo ( filho rico ) registrado na Parábola do Filho Pródigo, um dos ensinos maravilhosos saídos da própria boca do Senhor Jesus. O homem cai em si e decide por si mesmo reconciliar-se, pedir e receber o perdão do Pai ( Deus ). O resultado ( e não o propulsor disso como defendem por se enganarem alguns cristãos e crentes ) é o Novo-nascimento e a Regeneração cuja perseverança na fé é certamente a Salvação eterna e definitiva nos céus ao lado de Deus para sempre.

Embora soe fantasiosa aos ouvidos e mentes não religiosas, concorra e seja incompatível com outras teologias fruto da imaginação humana somente, é a única e de fato será a definitiva prova de sua veracidade no Grande  Dia, no Juízo Final. Logo a prova dessa verdade se encontra sumariamente no futuro, do qual não se sabe futuramente o dia nem a hora, algo que as demais religiões não têm alcance e portanto nem prova de sua "verdade". De fato o cristianismo não tem mais provas definitivas ( nem prescinde delas ) que as demais cosmologias, dai o próprio Senhor Jesus ter dito certa vez a Tomé, aquele que ficou famoso pela sua "incredulidade" ( ou raiva? ): "Bem-aventurado os que não viram e creram!"

Quem não crê no Evangelho como é revelado nas Escrituras, na Bíblia Sagrada, embora tenha o direito legítimo de fazê-lo (não crer no Evangelho ) não tem, de fato uma boa carta na manga, ou seja, é temerário "pagar para ver" quando não puder mudar o seu próprio destino na eternidade.


Contudo preocupa-me crescentemente a cada dia, a cada visita na web, a cada constatação do que grande parte dos crentes dizem sobre o cristianismo, de que embora fato e ação legítima, se de fato tiveram uma experiência de ouvir o Evangelho, crer nele, arrependimento genuíno, novo-nascimento e regeneração, como podem transformar a experiência e vida cristã em algo essencialmente religioso, denominacional, teológico ( no mau sentido ), profissional, partidário, secular, estrategista, e tome quantas alcunhas menos espirituais puder-se achar, embora não necessariamente ilegítimas ( repito ) mas desnecessárias espiritualmente. Esse tipo de cristianismo é filosófico e ideologica e organizacionalmente complexo, de relações artificialmente e secularmente complexas, ineficiente espiritualmente, embora muito de trigo se encontre, cresça e sobreviva a esse imenso joio.

O pior é que você pode, legitimamente ( repito ) se ocupar com esse enorme peso religioso. Enviei a um querido irmão ( O Jorge F. Isha, do bog Kálamos ) um link que trazia uma informação real, portanto correta e passível de ser conhecida, por algum tipo de crente, que era a de que "batistas" não são "reformados" após ter lido duas postagens feitas por ele em seu blog, registros de duas ótimas aulas sobre a importante confissão batista de 1689 - a questão de batistas não  serem reformados é de outro articulista.

São coisas legítimas, e irmão Jorge ( do blog Kálamos ) e o outro irmão não estão errados em abordá-los. A reflexão a seguir não é por causa do que disseram em seus respectivos textos, mas na enorme parte dos textos cristãos encontrados frequentemente na web. Li tantas vezes, ainda leio e os encontro sempre,  e li alguns novamente hoje, feriado no Brasil, em vários blogs e sites cristãos, sobre uma série de coisas, algumas correlatas e outras desconexas e controversas, sobre vários assuntos que me fez pensar: que tipo de crente é esse que tem que se especializar em tantos e complexos assuntos? ( normalmente relacionados na sua maioria a posicionamentos, visões particulares, acusações ao ouros grupos, opiniões pessoais, depoimentos pouco claros, dúbios, formas erráticas de expressão, e um monte de informações que não promovem edificação a nenhum novo ou velho convertido ).

Não falo dos dois irmãos supra citados que é um outro caso. Não é o que escreveram sobre, mas sobre as diversas situações factuais reincidentes e colocadas diante do viver cristão atual. Claro, por isso e para alimentar essa postura, é bastante provável que um crente novo, ou ainda com décadas de vida cristã, venha ouvir o "canto da sereia" e perder facilmente o foco. Não se trata de proibir que algo seja abordado, mas de avisar que não se trata da melhor escolha. Se não temos todo o tempo que gostaríamos de ter para aprender e fazer o que é de fato certo diante de Deus, que invistamos espiritual e exclusivamente, naquilo que Deus espera que façamos de melhor.

Eu não gostaria, e as vezes penso, que a época em que me converti foi melhor que a de hoje, no depender desse tipo de informação e desse tipo de formação "espiritual" fartamente oferecida, ofertada, disponibilizada irresponsavelmente. Tive alimento espiritual, digamos mais puro, direcionado para aquilo que é de fato importante. A "zona" atual, para ser delicado e não diminuir o estrago, embora haja ganhos, e mesmo assim muita perda, não me faria tão bem. Essa bagunça atual não me afeta tanto, só é frustrante.

Digo isso verdadeiramente, mas penso nos que chegam a cada dia, nas igrejas. Nos que se vão, nos que empacam nas suas vidas cristãs, nos que se escandalizam, nos que se desviam da verdade, a si e a outros após si mesmos. Pela minha visão, nem é culpa de alguma igreja ou denominação em particular, mas pessoal, individual, de cada um que conhece a verdade e se dispõe a conhcê-la melhor, a vivê-la melhor. Pois parece, e talvez seja de fato, improvável que se alguém tem algum nível de comunhão com o próprio Senhor, não consiga distinguir no dia a dia a sua mão direita da sua mão esquerda.

Eu sei que  a primeira igreja batista no Brasil foi inaugurada em uma loja maçônica, meu pai é maçom, e sei o quanto a maçonaria nada tem de cristã e bíblica, que os cristãos como igrejas independentes e denominações cometeram toda a sorte de erros ( e ainda comentem ) e que não há uma igreja ou denominação completamente isenta de um certo lado obscuro, que quem ainda vê as denominações e procura um igreja perfeita em particular, está labutando em vão e buscando uma miragem, mas que a despeito de tudo, Deus tem salvado pessoas, em todos os dias, em todos os lugares, desses que aparentemente sejam os dias mais próximos de Sua vinda, e que o Evangelho bíblico é a verdade a ser abraçada, crida, e recebida urgentemente por todos e por qualquer um, e que particularmente, uma igreja evangélica, por mais capenga que seja, por várias e reais razões, é o lugar ( o único embora não imprescindível ) que oportuniza a melhor condição para isso.

Não perca tempo, nem energia, com aquilo que muitas vezes até legítimo, não é de fato, de modo nenhum essencial para a sua vida cristã. Você e eu só precisamos da Bíblia e da oração.Tudo o mais pode ajudar ( embora nem sempre ) e se todos os demais suportes deixarem de cumprir o seu papel, lembremos de Daniel, numa terra estranha, num reino que não era um reino segundo a vontade de seu Deus, mas que guardava na sua experiência, algo essencial: a comunhão com o Seu Deus, com o Deus que deve ser e  é, o Nosso Deus hoje. Todos os saberes, todo o conhecimento legítimo repito, trânsito religioso, toda a cultura teológica, não são páreo e nem substituem a intimidade com Deus que tem duas mãos, ou seja uma via de ida e de vinda: eu falo com Deus e Ele me ouve, mas Ele também fala ao meu coração, e tenho de ser guiado, corrigido, ensinado por Ele. Deus não é um objeto, um ligar, uma celebridade, do qual apenas se fala ou se descreve.

O mundo inteiro fala de Deus de algum modo e em algum nível de abordagem, e nisso se incluem os cristãos e especificamente todos crentes evangélicos, mas isso não basta. Ele ( Deus ) tem que falar comigo, tem que haver de fato, concretamente um relacionamento, uma comunhão. E a mim cabe de algum modo manter essa ligação, com as duas pontas, os dois lados, se comunicando o tempo todo. Não é o que eu acho acerca de Deus, que seja o mais importante, mas o que Ele acha de mim, secreta e individualmente. Cristianismo verdadeiro não consiste na experiência religiosa estritamente visual e publicamente reconhecível ( pelo menos culturalmente, socialmente ) mas comunhão real com Deus.

Não há como ser melhor crente baseado em conhecimento, vivência denominacional, cristianismo  partidário ( partidário eclesialmente, sectariamente doutrinário apenas ). Posso ser um bom reformado, um bom batista, um bom  adventista, um bom pentecostal, um bom neopentecostal, e mais um leque enorme de posições e compreensões legítimas relacionadas ao cristianismo bíblico, e posso fazer todas essas escolhas e dizer: sou isso ou aquilo. Mas não é essa experiência, simplesmente essa opção por si mesma, que possibilita alguém nem mesmo ser cristão ou crente, mas unicamente a da conversão genuína. E é justamente essa que não pode ser relativizada e substituída por nenhuma prática, ainda que seja legitimamente cristã e cultural e historicamente evangélica.

Isso é bíblico? Sim, perfeitamente! Releia o episódio da ressurreição de Lázaro e o diálogo do Senhor Jesus com as suas irmãs, Marta e Maria, do até então falecido Lázaro que Jesus ressuscitaria após tal conversa . Há sim uma melhor parte a qual não nos será tirada, a escolhida por Maria enquanto Marta se distraia com muitos afazeres. Em que parte está o leitor investindo espiritualmente a sua vida cristã? Espero que seja sempre na melhor parte.

Nosso Senhor e Deus nos abençoe a todos! 

Por Helvécio S. Pereira

sábado, 8 de outubro de 2011

O PERIGO DA LIBERDADE

De certa forma e por certos motivos, tem se investido numa crença teológica e não realmente bíblica em todas as suas implicações, e por isso mesmo, uma idéia como a do livre arbítrio ( idéia filosófica é verdade ) tem sido sistematica e objetivamente atacada, como uma terrível maldição, como algo espúrio e danoso para o cristianismo ( e não somente ) sem levar em conta o que a Bíblia diz, e sem alinhar as reais consequências dessa negação. Um combate desnecessário tem ocupado muitos cristãos, e minado suas energias em prol de uma maior eficácia na pregação do Evangelho, e da pessoa de Jesus Cristo morto por nossos pecados e ressuscitado para a nossa eterna salvação

É inegável, irrazoável, que cada um de nós objetivamente não tenhamos liberdade de escolha, vai contra toda a realidade objetiva, válido para as coisas mínimas como para as, digamos maiores. Você e eu não escolhemos que sapatos usar, eu cor de camisa sair, e tantas inumeráveis pequenas e grandes escolhas, que na intrincada relação entre os inumeráveis eventos podem redundar em bençãos incomensuráveis ou desastres lamentáveis? Não é porque cai bem a determinada teologia, que negaremos simplesmente de forma irrazoavel as evidências mais palpáveis e inegáveis do dia a dia. Acho até que o determinismo sob todas as suas formas, deva ser de fato considerado e investigado, já que é integrante de vasto número de culturas em toda a história humana. Mas isso não é feito, ele é apenas repetido, repetido e os que a ele se opõem em alguma conta, são atacados, não nas idéias defendidas ou simplesmente colocadas, mas descredenciados muitas vezes zombeteiramente.

Hoje a maioria das pessoas, de certa forma diante dos fatos e acontecimentos mais terríveis, tendem a ter um certo grau de resignação e aceitação, como se algo maior e impessoal determinasse inexoralvemente cada fato, cada acontecimento, cada ação, boa ou definitivamente má. O pretexto por parte de numerosos cristãos ( cerca de 500 milhões no mundo atual ) de dar a Deus um maior reconhecimento, descrevendo e definindo como se dá a Sua Soberania não se mostra razoavelmente suficiente para justificar tal cosmovisão. O Deus bíblico não é um deus ausente, estúpido, incoerente, mas sábio, justo, perfeito, e todopoderoso e todo suficiente. O que lhe imputamos, quase sempre vai aquém ou além do que Ele mesmo revela de Si mesmo nas inerrantes Escrituras, a Bíblia comprovadamente a ( única ) Palavra de Deus.

Claro que a simples menção de que tal posição não seja verdadeira mexe em muito com o brio, o orgulho, de alguns que defendem mais apaixonadamente tal posição endurecendo-a e impedindo uma real reflexão acerca do assunto. Uma das defesas transformada em acusação a seus oposotores, feitas por calvinistas,  é exatamente que os não-calvinistas não conhecem o calvinismo. Dessa forma a resistência dos não-calvinistas ao calvinismo se faz por pura ignorância. Não  é essa a total verdade. Embora fazer um paralelo entre o que crêem e professam os calvinistas e fé, digamos arminiana, seja um tanto trabalhoso, há pontos decisivos no calvinismo que são facilmente refutáveis e sua clara incoerência desnudada.

Entretanto é bastante compreensível a dificuldade de um calvinista deixar de sê-lo. Ademais, abrir mão de tal defesa ou crença significaria aparentemente alinhar-se a uma posição que negue essa compreensão, digamos "particular" da soberania divina, Sua posição exaltada sobre todas as criaturas, pelo chamado decreto, seu pleno poder de fazer o que Lhe apraz ( salvar os eleitos e condenar os não-eleitos ). Ou seja, ser menos do que no determinismo significaria, uma fé menor, mais relativa, num "deus" menos Deus, segundo avaliam e dizem.

Além disso para muitos que congregam em congregações Calvinistas, como deixar de sê-lo ( de ser Calvinista ) e ser ainda aceito para comunhão pelos irmãos e denominação Calvinista? Calvinistas são aceitos e congregam em denominações e igrejas locais "arminianas", e até arminianas e pentecostais, mas o contrário não parece ser uma realidade aceita facilmente por parte de Calvinistas engajados. Calvinistas não suportam arminianos em sua congregação, não lhes dão postos de ensino e direção e muito menos lugar como pregadores, evangelistas, professores e pastores de suas igrejas calvinistas. Arminianos ou são heréticos ou ignorantes bíblicos. É verdade que há retalhações de ambos os lados, em disputas por espaços dentro das igrejas, e mais desgastes em debates na web pelas redes sociais, nas demais mídias  em  que muitas vezes a ofensa e a ironia são práticas constantes, para não falar do desprezo e do julgamento apressado. O que é do próprio ponto de vista cristão, de todo lamentável e profundamente incoerente.

Mas a questão nem é essa, se ambos, Calvinistas e não Calvinistas, se crentes e nascidos de novo, que amam e vivem para o mesmo Senhor e suficiente Salvador de todos nós. De fato, a contragosto de muitos, o verniz religioso cristão não conta, e pouco ou nada acrescenta ao nosso cristianismo real, à nossa comunhão e vida relacional com o Deus bíblico. Ou seja, todos nós, temos em bom número, idéias não cristãs sobre um monte de coisas, e até idéias não-bíblicas. Os discípulos de Jesus, ainda que judeus e crentes no Deus de Abraão, criam em fantasmas, e justamente com um fantasma ( a alma de uma pessoa qualquer já morta ) confundiram o Senhor Jesus andando sobre as águas. Se sentarmos com um número considerável de irmãos e passarmos em revista uma séria de detalhes e posições acerca de coisas ligadas ao dia a dia, poderemos nos assustar com a constatação de que muitos de nós cremos em tantas bobagens, ou temos posições absurdas sobre tantas coisas, coisas essas não relacionadas nas Escrituras, ou nela ( nas Escrituras ) relacionadas e difusamente entendidas. Alguns pastores quando consultados sobre minúcias do dia a dia destilam pérolas horrorosas que fariam uma pessoa de bom senso desconfiar do cristianismo, e isso não por maldade ou ignorância, mas pelo que somos, dizendo o que sabemos e o que não sabemos e como estruturamos individualmente nossos "saberes".

Afinal, temos ou não temos liberdade, somos ou não somos livres? Calvinistas mais ponderados, realistas ( tidos por seus colegas como quase arminianos ), afirmam que temos sim escolhas, mas que essas "escolhas" são promovidas por Deus, ou seja a nossas escolhas só ocorrem, se concretizam por que Deus as escolhera  antes, previamente.  Não adentrarei às pelêmicas teológicas e carregadas de teologês que lhes parecem dar alguma credencial a mais só por isso. Mas afirmo que isso ( de imputar tudo a Deus indiscriminadamente além de ser anti-bíblico, ou seja não reflete o que toda a Bíblia nos revela ) não resolve o problema, a questão em si, pois se escolhi calçar um sapato marron ao invés do preto ( e tive essa possibilidade de escolha ) só porque Deus escolhera o sapato marron antes de mim ( grande coisa...).

Mas se por outro lado alguém disser, a cor do sapato é algo irrelevante  no que se refere a minha vida e a história do mundo, logo quanto ao Sapato Deus não se importa e não interfere, a partir de que fato importante ou mais relevante Ele então interferiria ou interferirá?  Estabelece-se outro problema além do problema da escolha da cor do sapato que e sim se Deus escolhe tudo, todos os fatos bons e maus, nobres e terríveis, tem todos uma  ação original  no coração e na mente de Deus ( todas as injustiças se originariam em Deus, Ele seria a causa de todos os mais irrazoáveis males que afligem todos os seres vivos e também do homem ). O problema agora é separar o que Deus interfere e o que Ele ( Deus ) não interfere. Deveria haver um critério razoável e justificável, algo claramente delimitador entre uma situação e outra. E não se trata de mistério, pois mistério é o que vai além da realidade que nos relaciona a uma realidade. O que Deus fazia antes de todas as coisas e épocas antes da criação dos céus e da terra ( não únicas moradas na casa do Pai ) embora curiosos, tais coisas não nos dizem respeito, não somos a elas relacionados objetivamente.

Por outro lado se Deus não interfere em nada, em nenhum momento, nunca, é alheio e distante, os novos teólogos com idéias nem tão novas e nem tão originais estariam certos, estariam pateticamente corretos, embora a sua correção e lógica fosse duplamente inútil: a constatação de um Deus impotente, indeciso, presa de algo indeterminado fora de Si mesmo. Problemas teológicos são bons e estimulantes, as respostas puramente teológicas por serem simples produtos do pensar teológico é que são desastrosas e terríveis, confundindo-se com a verdade escriturística, rivalizando com ela ( a revelação escriturística ) em autoridade, legitimidade e abrangência. A revelação escriturística é abrangente, e de tal forma abrangente, que nenhuma teologia, ainda que legitimamente cristã ( e muitos podem ficar assustados e não concordarem com essa minha afirmação ) a contemple. No máximo a teologia, como conhecimento e sistematização humana do que se apreende acerca de Deus, contempla parte da verdade bíblica somente. É presunção achar o contrário!

O que fazer? sair correndo buscando desesperadamente preencher as lacunas com história, filosofia, humanismo, psicologia, com a ciência nas suas várias áreas, etc? Não. O que se é possível apreender-se de Deus só e somente pelas Escrituras, que constituem a única e infalível e completa revelação de Deus feita por Si mesmo, e mais importante naquilo que nos convém saber sobre Ele ( Deus ) e sobre nós mesmos. Portanto "profetas" modernos, sejam paraprotestantes ( Mórmons, Adventistas, Testemunhas de Jeová, Santa Vovó Rosa, Reverendo Moon, etc) não cristãos como Alan Kardec, Dalai Lama, ou quem quer que seja, que vá além ou não beba na fonte das Escrituras Sagradas, mente ou se engana. Deve-se sabia e prudentemente deixar de ser católico-romano, protestante, espírita kadercista, budista, paraprotestante, muçulmano, etc, etc, porque simplesmente todas essa religiosidade é forjada em revelações que vão aquém, além ou passam a margem das Escrituras judaico-cristãs, da Bíblia Sagrada. 


O meu Deus eu o conheço somente pelas Escrituras, pela Bíblia Sagrada. Nenhum homem, nenhuma instituição, nenhuma teologia  pode sobrepor o conhecimento escriturístico, em nenhum momento e em nenhuma circunstância, ainda que aparentemente especial ou particular. Há riscos, mas os riscos legítimos de um livre exame das Escrituras e também ( a contragosto de muitos por conveniência novamente ) e consequentemente da livre interpretação das Escrituras, são infinitamente menores do que a possibilidade  graciosa e gloriosa, de se compreender as Escrituras a partir do próprio Deus, pois há  a promessa aos que crêem de fato no Senhor, que o Seu Espírito os guiaria, e de fato creio, nos guiará em toda a verdade.

Os que defendem a livre leitura e a não livre interpretação das Escrituras certamente defendem uma compreensão religiosa, denominacional, acadêmica,  institucional que se sobreponha a direção pessoal do Espírito Santo de Deus ao crente. Importa mais obedecer a Deus que aos homens ainda que socialmente sejam considerados legitimamente cristãos e crentes. Essa medida humana pode ser facilmente falível circunstancial e temporalmente. Que autoridade tem um conselho denominacional ou eclesial acerca das coisas de Deus? Houve ocasiões ( e não poucas ) em que concílios refletiram a verdade bíblica e em outros dela se distanciaram.

A Bíblia é a verdade, a única verdade, a verdade absoluta, quer a entendamos, quer gostemos do que ela revela e diz, ou não, quer concordemos entre nós, quer a limitemos na sua eficácia ou busquemos aplicá-la em maior medida. A Palavra de Deus expressa nas Escrituras judaico-cristãs, é como um cubo que não pode ser derrubado, embora jogado muitas vezes de um lado para o outro, permanentemente de pé. E mais: Suas declarações são verdadeiras e permanecem como tal, repetidas na boca de quem as repetir, não dependem da nossa aquiesência, não somos quem as autentica, quem as valida, ou quem lhes dá referência e materialidade. Não importam quantos pastores ou membros de igreja promovam escândalos, quantas igrejas e denominações erram em alguma questão, quantos fatos superficialmente pareçam negar-lhe a eficácia, quantas vezes suas declarações sejam de tal forma ensinadas desvirtuadamente. Se aparentemente é desmentida aqui e ali, em inumeráveis situações pela justiça de Deus ela não volta vazia e faz tudo o que a Ele ( Deus ) apraz.

O tema, a idéia dessa postagem é exatamente a que, contrariamente a idéia de que não somos livres, de que não tenhamos escolhas, o que dá sutentação a idéia de que há um determinismo para salvação e perdição ( diferente de onisciência divina, algo como Deus sabe quem será salvo e quem se perderá ) a Bíblia, as Escrituras, não poucas vezes ( não poucas mesmo! ), e as palavras do próprio Senhor Jesus, deixam claro que a possibilidade de salvação e de perdição estão ambas diante de cada ser humano quando oportunizada a proclamação do Evangelho.

O esquema é o seguinte, bastante simples e lógico:

1-O HOMEM SÓ PODE SER SALVO CRENDO NO EVANGELHO! NÃO HÁ OUTRA POSSIBILIDADE, DE FATO NENHUMA POSSIBILIDADE! ESSE É UM PONTO QUE NÃO PODE SER RELATIVIZADO JAMAIS!

2-PARA CRER É NECESSÁRIO OUVIR O EVANGELHO! E SÓ SERES HUMANOS PODEM PREGAR O EVANGELHO A OUTROS SERES HUMANOS, ANJOS NÃO PODEM FAZÊ-LO EMBORA A BÍBLIA NOS DIGA QUE ELES VERDADEIRAMENTE O DESEJARAM! ( nem é necessário dizer que se tal pessoal em tal época e lugar não ouvir o Evangelho, não será salvo, estará perdido, algo claro e pacífico entre cristãos )

3-É POSSÍVEL OUVIR E NÃO CRER NO EVANGELHO - O QUE MUITOS FAZEM TODOS OS DIAS, POR VÁRIAS RAZÕES! ( a contragosto de alguns e um apergunta sincera eimportante feita a quainheotos anos por João Calvino ) 

4-É POSSÍVEL OUVIR O EVANGELHO E CRER NO EVANGELHO! BEM AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM E CRERAM, DISSE O SENHOR JESUS! ( não sabemos porque isso acontece e nem acho que seja relevante, e muitos creem em níveis de fé diferentes, mas o fato é que  crêem! )

5-É POSSÍVEL CRER E DESCRER DO EVANGELHO, RENEGANDO-O, APOSTATANDO-SE DA FÉ! E HOJE NÃO POUCOS PASTORES E TEÓLOGOS O FAZEM MAIS DO QUE O CRENTE COMUM, MAIS QUE O LEIGO, MEMBRO DE ALGUMA IGREJA! ( novamente a contragosto teológico de muitos... conveniência denominacional, etc, se der ouvidos a mentiras, se negar o que foi originalmente ouvido e aprendido, se amar o mundo e não mais a Deus, se ouvir outras vozes além da Sua inerrante Palavra, etc. A Bíblia é prodica em exemplos de crentes que retocederam na fé em não poucas ocasiões )

6-É POSSÍVEL TER NÍVEIS DIFERENTES DE INTIMIDADE E COMUNHÃO COM DEUS! INFELIZMENTE É TÃO POSSÍVEL TER APENAS A APARÊNCIA DE PIEDADE OU UM VERNIZ DE CONHECIMENTO RELIGIOSO! MAS, POR OUTRO LADO, SE PODE TER UM NÍVEL DE INTIMIDADE TÃO BÍBLICO COM DEUS COMO DOS PERSONAGENS REGISTRADOS NAS ESCRITURAS, AFINAL O VÉU DO TEMPLO SE RASGOU DE ALTO ATÉ EMBAIXO! ( definido talvez pelo lugar e nível de intensidade dada a Deus na vida do crente e com o nível de amor direcionado ao Senhor, alguns de nós O amam mais e outros de nós menos, algo revelado pelo próprio Senhor Jesus na ocasião que uma mulher lhe lavava os pés com um caro perfume e os enxugava com so seus cabelos.

7-É POSSÍVEL AVANÇAR NUMA FÉ E PRÁTICA VERDADEIRAMENTE BÍBLICAS! A TRADIÇÃO NEM SEMPRE É GARANTIA DE UMA SINTONIA COM A OBRA DE DEUS HOJE! O DEUS DA BÍBLIA É UM DEUS QUE FAZ NOVAS TODAS AS COISAS! O MEDO DO NOVO FAZ COM QUE CRENTES SINCERAMENTE SE PRENDAM A UM PASSADO CONGELADO NO TEMPO E PREGUEM ALGO QUE DEIXE DE FAZER SENTIDO! ( talvez o maior desafio na vida cristã, teologicamente falando... ) muitas vezes o "guardar a fé" se confunde com o ser fiel a uma posição ou visão no passado mais distante e não ter novas revelações e avanços, oposta a realidade de que "novidades" muitas vezes são extra-bíblicas ou definitiva e claramente não bíblicas. O medo do novo em Deus, do novo apropriado no que a Bíblia já revelara, afasta o crente e a igreja de obras iguais e maiores dos que as feitas e prometidas pelo próprio Senhor Jesus. Entretanto esse "novo" só pode e é válido de fato se for bíblico, não pode se apoiar em modelos de administração e estratégias emprestadas do empreendedorismo secular,  nem tão pouco do culto a celebridades, técnicas de marketing que ocultam a verdade, nem a excentricidade pura e absoluta.

Finalmente, não é algo tão raso e limitado como ser ou não ser predistinado, ou das coisas serem tidas como já determinadas prévia e totalmente. Crentes salvos e renascidos têm, erroneamente, uma atitude passiva e ou pouco operante diante do mundo que se afunda inexorável e velozmente em desgraça de todas as formas, enquento vêem parentes, amigos, conhecidos, colegas, darem com a eternidade perdidos definitivamente, pois nessa visão dependemos da iniciativa de Deus para salvar e mudar as coisas, quando a contragosto, em muitas, muitas ocasiões, passagens, eventos  e textos, o contrário é revelado: somos instados a pedir, a agir, a lutar se for preciso, a resistir, a forçar as situações,  e dessa forma, somente dessa forma, a vontade de Deus passar a se materializar diante dos nossos e dos demais olhares, na terra como é feita nos céus. 

O doente ( das doenças mais graves e estranhas, senão onde estaria o Deus Todo-poderoso de quem tanto falamos? ) pode ser curado! o oprimido e escravo pode  ser liberto! o pobre pode ser enriquecido! o louco pode ser feito sábio! a estéril pode ser mãe de filhos! o perdido, sejam quem e como estiver, pode ser salvo! Aleluia!!! Pela Palavra de Deus proclamada, ouvida e crida, e pelo nome único e plenamente potente de Jesus Cristo! Essa é a loucura do Evangelho e não o conveniente verniz religioso ainda que nominalmente cristão!

Isso sim é que é a  real Soberania de Deus se manifestando sobre todo o mal, sobre toda a desgraça instaurada sob algum forma desde a queda o pecado no Éden, e não um patético, pagão, imaterial determinismo. Há um perigo na liberdade mas há a única e graciosa possibilidade de ser iluminado, transformado e salvo, por uma tão grande salvação, ofertada circunstancialmente a todos os seres humanos mas da qual alguns se apossarão por crerem e outros a perderão irrecuperavelmente para sempre, justamente por não crerem nem na possibilidade de crerem. Há ainda desastrosamente, os que "crêem" que os outros não possam crer, e assim serem salvos, e se gabam por isso: uma patética tragédia!

Vale finalmente, ler toda a passagem. e meditar no contexto das declarações do Senhor Jesus feitas aos que o ouviam em dada ocasião ( declarações totalmente válidas hoje, individual e  humanamente gerais, a cada homem, mulher, jovem, idoso, religioso, não religioso, rico, pobre, culto, inculto, etc ):


LUCAS 13:
 
3 Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

Por Helvécio S. Pereira 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PROFECIAS BÍBLICAS: ELAS SÓ FAZEM SENTIDO A ÉPOCA DE SEU CUMPRIMENTO OU NÃO?

No cristianismo algo que é recorrente é o fato de denominações ou parte das mesmas, terem uma posição acerca de determinadas questões, especificamente as ligadas a escatologia. Por exemplo, mesmo não sendo de modo nenhum essencial à salvação, as posições amilenistas, pré-milenistas e pós-milenistas são ponto de discórdia e dissensão.

Essas três posições é ponto de conflito e de divisão acirrada, acentuada entre grupos de cristãos levando muitos a não se falarem, não trabalharem juntos em prol do testemunho e da proclamação do evangelho as demais pessoas. Já vi na web, onde a distância e o anonimato permitem um acirramento maior dos ânimos, dois irmão afirmarem em relação ao outro que o outro não era um salvo por ter determinada posição diferente da sua própria. Tais irmãos  não compreendem que embora legítimo e necessário por parte da denominação, de pastores e de crentes, uma posição acerca de certos assuntos ligados ás últimas coisas, é bastante provável que a nível de detalhes mais específicos, os erros interpretativos de uma ou outra posição terá sempre algum nível relevante de problemas. 

Aprendi há muitos anos através de uma excelente pregação dominical, que as profecias bíblicas embora inerrantes, são como cadeias de montanhas separadas por vales, dos quais não se percebe a extensão que as separa uma das outras. A falta da  real percepção da perspectiva real faz com que apressada e desnecessariamente, diga-se a verdade, procuremos preencher esse vazio de informação com nossas próprias imagens e ansiedades.

Na Bíblia,  nas Escrituras, o cumprimento de cada profecia é acompanhado pela percepção de algumas pessoas apenas. Qual é o segredo ou melhor: qual a lógica existente nas Escrituras para uma compreensão mais real do que ela revela acerca das coisas futuras?

Primeiramente uma profecia não tem o objetivo de satisfazer a curiosidade humana. Trocando em miúdos significa que Deus não nos deve respostas a nossa curiosidade gratuita. Toda profecia portanto objetiva ser um sinal e uma prova de que a declaração feita é de Deus.

Em segundo lugar, após ser uma prova para crentes e para não crentes, a profecia é um aviso para que os que crêem no Senhor, possa tomar no momento devido a decisão acertada.

Em terceiro lugar, uma profecia só tem sentido prático para aqueles a quem circunstancialmente ela se refere ou afeta. Trocando em miúdos novamente, não é importante para aqueles aos quais circunstancialmente não estão relacionados a ela. De outro modo, se não se relaciona circunstancialmente a você ou a mim, não temos obrigação e não devemos ter nenhuma ansiedade em compreendê-la totalmente. Não devemos tentar saber ou pior mostrar que sabemos o que não nos é afeito a saber no momento, pelo menos.

Voltemos a questão da volta do Senhor Jesus, chamada de Sua Segunda Vinda. Os crentes da igreja primitiva ( e poucos teólogos admitem publicamente isso e também pastores diante de suas congregações ) pensavam que Jesus viria novamente ao mundo em seus dias e morreram crendo que essa era a compreensão exata e o cumprimento das declarações inerrantes do Senhor. Ninguém sabia ou sabe o dia da volta do Senhor a esse mundo somente o Pai. Todos, incluindo todos os apóstolos e o próprio grande apóstolo Paulo não tinham a idéia exata de quanto tempo ( hoje sabemos mais de dois mil anos ) e Cristo ainda não voltara. Se Paulo por uma inegável grande proximidade e comunhão com o Senhor, intimidade com Deus, não sabia não será um teólogo do dias atuais que saberá mais do que ele sabia. Falta portanto, antes de tudo algo simples como humildade. Não sabemos, não saberemos ao menos que isso do ponto de vista de Deus seja relevante no momento histórico da humanidade e da igreja.

Se Jesus demorar mais quinhentos anos nenhum de nós estará vivo mas nossos descendentes distantes, bem distantes, mais de vinte gerações ( !! ) Por que então saber com detalhes ou imaginar esses detalhes se certamente os fatos históricos reais não tiverem mais relação com a nossa vida espiritual? O fato é que Jesus voltará, declaração clara, inequívoca reiterada nas Escrituras não poucas vezes incluídas declarações da própria boca do Senhor. Ao crente então compete crer que Jesus voltará! Foi-se o tempo, e felizmente não se acha e não se ouve tamanha bobagem hoje em dia, mas católicos diziam, não por mal, que se Jesus voltasse algum dia a esse mundo seria crucificado novamente! De fato a pregação evangélica fez com que as pessoas em geral soubesse da declaração bíblica que Jesus voltará, e voltará com glória e não em humilhação, embora desconheçam sobejamente os detalhes.

Há trinta anos tive acesso a um estudo bíblico que, baseado em profecias bíblicas, expunha que a Europa se tornaria algo como uma única nação e que haveria uma só moeda e décadas depois incrivelmente temos essa comprovação real e histórica. Da mesma forma muitos outros eventos podem ou não serem reconhecidos a época de seus acontecimentos. A igreja evangélica se divide hoje em basicamente, no Brasil especialmente ( mas não só ) em tradicionais e pentecostais ( renovados carismáticos ), ente os que historicamente refutam os dons sobrenaturais para os dias de hoje e os que os defendem e os experimentam. 

É aparentemente fácil, com base em um punhado de versos bíblicos ou uma síntese histórica, enfim dados legítimos, negar, combater e lutar obstinadamente contra ou pró a realidade dessa manifestação na igreja hoje ( cerca de cem anos iniciada em uma igreja Batista e materializada na fundação das Assembléias de Deus ) mas tal posição ( contra ou pró ) não muda os fatos ou a realidade: os dons tem sido manifestos na igreja e essa igreja só cresceu devido a um ardor advindo dessa experiência real, que pode ser documentada, registrada, testemunhada. E essa nova prática na vida da igreja evangélica só foi possível devido a uma compreensão particular e atenta de profecias das Escrituras. É possível continuar negando-a teologicamente mas as implicações graves não são poucas, entre elas: não são divinas portanto são diabólicas; se são diabólicas, falsas, Deus se mostra incapaz de fazer com que a verdade, a Sua verdade prevaleça; e finalmente ( entre outras ) como pode algo que não seja biblicamente de Deus concorra para a Sua glória? Não se trata apenas de organizar dados teológicos, escolher uma posição preferencial, etc.

A teologia se esforça em pintar um quadro completo e ao teólogo bem como ao cientista falta muitas vezes a humildade em confessar a impotência diante daquilo que momentaneamente não se saiba ainda. Os erros que se manifestam pateticamente na marcação de datas para o chamado "fim do mundo", quem seja o "anticristo", que é o próximo "falso profeta", etc podem ser evitados de duas maneiras simples e irretocáveis:

1) primeiramente comunhão com o Senhor. Somente aos que são bem próximos do Senhor, Ele revelará o real momento. Os que andam distantes, ou tem uma vida espiritual mais "religiosa", esses certamente por mais que falem e digam, certamente incorrerão nos mais patéticos erros e declarações, ainda que sejam  tidos pro muitos como referências teológicas e bíblicas.

2) em segundo lugar, pela relevância de sua atuação na obra de Deus ( não confunda tradição denominacional,  posto hierárquico denominacional, cultura, nível acadêmico, referência religiosa ), algo difícil de alguém deliberadamente afirmar acerca de si mesmo.


Na prática, o que se dá é mais ou mesmo um posicionamento mais ou menos simpático por uma outra posição, como se fosse possível a nossa posição acerca do assunto mudar de alguma forma a realidade. Posições pró ou contra uma determinada interpretação, funciona muitas vezes, como bandeiras objetivamente a serem defendidas alavancando movimentos, denominações, livros, carreiras acadêmicas, criando celebridades e especialistas em determinados assuntos.

Eventualmente, uma ou outra posição historicamente prevalece sobre outras em determinado período e, de fato, ser ou não mais predominante em determinado momento não determina o seu grau de validade. Quem estaria mais certo pré-milenistas? pós-milenistas? ou ainda amilenistas? Numa análise equidistante pode-se facilmente perceber que há lacunas em qualquer uma das três defesas, plenamente explicável pela ansiedade de prevalecer sobre os movimentos e sobre os defensores de outra posição.

Aliás mui raramente alguém expõe somente a sua posição, mas muito frequentemente usa-se uma inconcistência da outra posição, geralmente bstante oposta, para afirmar a sua própria posição. O resultado é que o ouvinte ou leitor, tem diante de si, uma colcha de retalhos teológica, que por incapacidade ou acomodação própria, individual, escolhe se aliar simpática e emocionalmente. Outro dado é que normalmente uma posição ( seja milenista, uma das duas, ou amilenista ) não se dá isoladamente mas visa dar sustentabilidade a outra posição doutrinária aparentemente em nada relacionada com a escatologia.

Um fato triste, que após a conversão, mais que um crescimento espiritual sadio, a pressa em manifestar um conhecimento bíblico, esse crente humilhado e vivificado espiritualmente na ocasião da maravilhosa e sobrenatural conversão, passa a sacar explicações de por algum motivo lhe pareça ser conveniente ao longo da vida cristã e atividade denominacional e não poucos tem deixado igrejas que lhes revelaram o Evangelho, mudado de denominações por essa razão ( não que mudar de igreja não seja legítimo muitas vezes e até necessário ) e pior deixado de buscar o que de fato é mais importante na vida cristã: a comunhão pessoal com Deus.

Essa postagem não é um tratado teológico e por economia me furto a citação de muitos eventos e textos bíblicos que me vêm a mente enquanto escrevo, baseando me que o leitor conheça sobejamente a sua  Bíblia, as Sagradas Escrituras. Não se trata, por ora, numa refutação ou defesa de nehuma das três posições escatológicas relativas a segunda vinda do Senhor Jesus e o fim do mundo. Não se trata de omissão pura e simples, mas de uma reflexão em busca da atitude sábia frente a preciosidade da revelação escriturística que, muitas vezes é comprometida na sua divulgação, devida pricipalmente a pressa, a presunção, ao orgulho, ao culto ao conhecimento puro e simples, do que à iluminação divina e à compreensão da ação de Deus no mundo.

As profecias bíblicas são pródigas, ricas, na revelação inequívoca de fatos todos eles relevantes e importantes na obra de Deus direcionada à raça humana, incluindo a chamada de Abraão, a criação do povo de Israel e a criação da Igreja. A obra da redenção, a manifestação da justiça de Deus perante todos os homens e salvação individual dos que crerem como o encerramento da história humana, a erradicação do mal, são elementos aos quais estão atreladas toda a revelação profética encontrada me toda a Escritura, em toda a Palavra de Deus.

Não se trata de revelar para aplacar a nossa curiosidade, mesmo sendo nós os que cremos no Senhor. Outro dado importante é que a primeira vista nenhum de nós é de fato, gratuitamente ( sem motivo ) repositório de algum segredo divino. Deus conhece a nossa maldade e como poderíamos inadivertida e gratuitamente nos sobrepormos aos demais irmãos e os liderarmos para a nossa própria glória. Em momentos decisivos Deus se revelou aos homens, as pessoas comuns, e lhes falou do futuro, futuro esse que em muitos casos na Bíblia já é passado, já é fato acontecido e dos quais somos testemunhas pelo registro dos mesmos. Os exemplos vão desde a Eva, passando por Noé, Abraão, Moisés, Isaías entre tantos outros em todo o Velho Testamento, passando por Maria, José, Isabel, Pedro, Paulo, e tantos mais.

Entretanto, um me emociona particularmente: o exemplo do sacerdote Simeão, que tomou a Jesus nos braços no templo, ao qual Deus na intimidade havia lhe dito que não morreria sem ver com os seus próprios olhos o Salvador. Que privilégio!

Em Lucas capítulo 2, especialmente no  verso 30 lemos a declaração desse homem com comunhão íntima com o Deus de Israel:

LUCAS 2


25 Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
26 E lhe fora revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.
27 Assim pelo Espírito foi ao templo; e quando os pais trouxeram o menino Jesus, para fazerem por ele segundo o costume da lei,
28 Simeão o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:
29 Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
30 pois os meus olhos já viram a tua salvação,
31 a qual tu preparaste ante a face de todos os povos;
32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel.
33 Enquanto isso, seu pai e sua mãe se admiravam das coisas que deles se diziam.
34 E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição,
35 sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
36 Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade;
37 e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38 Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.


Não se deve esquecer dos três reis magos, sem traços definidos de serem religiosos judeus, mas aos quais Deus deu-lhes o privilegio de serem as três primeiras testemunhas públicas do nascimento do Senhor. Deixaria o Senhor os que andam próximos de Si, que intimamente têm uma comunhão com o Senhor sem nenhum sinal ou prova de seu amor? Penso que não, assim como demonstrou carinho e amor pelos que Lhes foram verdadeiramente fiéis no passado e distinguiam-se dos demais claramente apenas religiosos, Ele fará aos que são fiéis perceberem, de algum modo concreto, inequívocamente, a proximidade de Sua vinda, apesar de todos sinais por Ele mesmo enumerados em Sua Palavra.


O Senhor Jesus virá uma segunda vez, e com Ele se cumprirá tudo o que acerca dEle tenha sido revelado nas Escrituras. Os detalhes mais exatos são apenas suposições no momento, mas a chave para os que andam muito próximos do Senhor no exato momento, no momento decisivo, em que tal cumprimento estiver eminente. Os demais ou serão surpreendidos ou nem notarão o que de fato terá acontecido. A exceção será certamente o seu aparecimento nas nuvens quando todo o olho o verá, até mesmo os que traspassaram. Naquele dia nada lhe perguntaremos. Essa é a nossa esperança e mais do que isso: nossa certeza! Somos exortados a perseverarmos, estarmos constantemente atentos, vigilantes pois os fatos mudam constante e rapidamente ante os nossos olhos, a guardarmos a fé pois a recompensa está com Ele para dá-la a todos os que forem fiéis a Ele, conforme Ele nos assegurara.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Por Helvécio S. Pereira


domingo, 2 de outubro de 2011

DEUS NÃO PINTOU A MONA LISA

Não me agrada voltar a uma discussão a qual julgo demasiadamente desnecessária ( algo dito aqui não poucas vezes ) mas um erro repetido e suportado várias vezes vira verdade para os ouvidos de alguns, mesmo configurado como um erro crasso, simples, e portanto de fácil elucidação e correção. É curiosamente um erro não cometido ou assimilado como acerto, não na ocasião da conversão genuína, mas pós conhecimento do Evangelho e da Palavra de Deus. Para muitos soa como um avanço, uma compreensão maior, uma iluminação, um achado que enobrece, enriquece, o que dantes já se conhecera. E ao contrário, é erro, engano e perda. Humilhado por ocasião da conversão o crente se vê, de repente, enganado por quem lhe pregara o Evangelho, e agora de posse de uma explicação nova, nega uma série de verdades reveladas nas Escrituras, prejudicando em muito o seu testemunho e a salvação de amigos e parentes, resignando-se a uma eventual morte deles sem a salvação em Jesus Cristo. E isso é porventura pouca coisa? Acredito não ser de pouca coisa ou importância de modo algum, mas de fato algo a ser seriamente considerado por quem crê no Senhor e na Sua Palavra.

Aparentemente é muito difícil separar uma análise, de uma refutação honesta do que as pessoas possam identificar como ogeriza ou algo contra pessoas e grupos individualmente, o que de fato não é. O título dessa postagem, a chamada como é dito no jargão jornalístico, faz uma afirmação direta de que Deus, o Deus bíblico, o único Deus para todos nós os que cremos na Bíblia como a Palavra de Deus, inerrante, única fonte de fé e reveladora da realidade que ultrapassa os nosso sentidos, compreensão e apreensão, não fez Ele mesmo a obra de Leonardo da Vinci, concebendo-a e pintando-a. Leonardo pintou a Mona Lisa é de fato a conclusão real acerca da obra e desse fato pequeno entre todos os incontáveis fatos e atos dos seres humanos, atos conhecidos, registrados ou desconhecidos e anônimos.

Muitos cristãos ( e não só cristãos ) crêem sinceramente, nisso inclusos aí evangélicos de todas as posições, católicos romanos, ortodoxos gregos, paraprotestantes como os Mórmons, as Testemunhas de Jeová, os Adventistas, etc, que tudo o que fazemos, o fazemos porque Deus quer e assim portanto determinara. Genericamente, na prática, cristãos em geral, crentes evangélicos, mas não só muitos de nós, mas kadercistas, umbandistas, e mesmo adeptos de religiões orientais com traços de cultura religiosa ocidental, fazem essa afirmação. Muitos podem, muito apropriada e enfaticamente afirmar que ao escreverem algo em seus blogs e sites ( falando de sites e blogs religiosos, portanto que dizem algo acerca de Deus )  o fazem porque Deus os levou a fazê-lo, a escrever o que escrevem, sejam quais forem as suas múltiplas e diversas opiniões e posições sobre qualquer assunto espiritual. De fato eu poderia transcrever aqui as várias afirmações de terceiros em que essa crença é confessada e tida como a verdade absoluta sobre os fatos.

Para muitos a conclusão óbvia é que não temos escolhas. Não as temos em nenhuma circunstância e de nenhum modo. Se tomarmos os fatos históricos, as histórias individuais, a experiências localizadas e mais individualizadas essa posição fica não só insustentável como incoerente. Não só com realação aos fatos mas com a própria teologia cristã e autênticamente bíblica. Conscientes dessa falha alguns admitem que ( fugirei do jargão teológico a despeito de críticas de alguns que os consideram-nos inteiramente válidos e úteis ) as escolhas são nossas mas os desígnios são de Deus. Isso não resolve o problema, pois se alguém é assaltado, o ladrão exige o celular, a vítima reluta em dá-lo, e o assaltante atira na vítima e essa morre no local do crime, se separamos as múltiplas escolhas e afirmarmos que são nossas ( do ladrão e da vítima ) e que o desenho ( designo, desing ) dos acontecimentos são de Deus, Deus não só é culpado do acontecimento com contradiz a Si mesmo, no que se refere a Sua  Sabedoria, Justiça e Amor. Tudo o que a Bíblia  como Palavra de Deus nos revela acerca de um grande e único Deus ( totalmente diverso dos deuses imaginados pelos homens e suas diversas religiões ).

A desculpa, a justificativa é sempre a mesma, se Deus não está por trás de todas as coisas não é soberano e se não é Soberano ( com "S" maiúsculo ) não é Deus. Só que Soberania é um atributo decorrente, consequente. Ninguém é soberano só porque alguém o tenha declarado ainda mais acerca do único ser preexistente e eternamente existente. Como reza no livro de Jó, Deus falando de si mesmo: "quem lhe dera primeiro para que o tivesse?" Deus é Soberano só e somente por que é Todo-poderoso. Não é porque está por trás de todos os atos e ações, mas por que criou, sustenta e faz tudo o que lhe aprove fazer.  O Deus bíblico não é temperamental e imprevisível  como o Deus  do Islã ( leia postagem relativa que estabelece as diferenças entre o Jeová e Alá, segundo a Bíblia  o Corão ). Deus é plenamente potente e livre para hoje, agora fazer algo que não esteve determinado num passado distante. Parece ser paradoxal mas não é: Ele pode tanto cumprir o que já decidira como intervir contra toda a nossa lógica. A razoabilidade disso é que em todos os modos e doe todas as maneiras Ele é inerrante e perfeitamente justo. 

Mas você pode dizer: "não é a mesma coisa? ser soberano porque é todo poderoso e todo poderoso porque é soberano? Não. Para os Calvinistas* Deus determinara tudo na eternidade. Portanto tudo já está decidido, dos grandes aos pequenos fatos e todas as suas consequências. Essa eternidade é sempre passada, antes da fundação do mundo ( um tempo que a Bíblia se refere em várias ocasiões por motivos que discorreremos em post próprio ). Mas não é só para os Calvinistas, para os animistas, hindus, budistas, espíritas, mesmo religiões em que não haja clara ou declaradamente um Deus criador pessoal. Sempre uma força impessoal, algo não determinado decidira previamente e definitivamente os destinos dos homens e a sua história. Ainda que reconhecidas instâncias e poderes menores e a própria decisão dos homens, cada indivíduo está selado no seu destino e não há como escapar dele. Nessa perspectiva, tanto "bons" como "maus" resignam-se nos seus respectivos papéis e os demais como testemunhas e expectadores acreditam cada desfecho, muitas vezes trágico, diante de seus olhos, seja algo sem escape, sem nenhuma outra possibilidade. Nessa perspectiva perdido será perdido porque Deus o quis e não por escolha do próprio perdido ou pelas circunstâncias.

Sob esse aspecto a salvação e a perdição são fatos consumados individualmente e que não podem ser mudados, apenas "aceitos". Doenças e acidentes idem. Qualquer fato isolado ou compartilhado idem. Um avião que cai por falha de manutenção, fadiga de material de uma peça projetada e fabricada bem antes da montagem do avião, como o transloucado ato de um  terrorista fanático são ambos atos de Deus.Só que não há como afirmar as duas coisas e dizer que são a mesma coisa. Ou Deus derrubara o avião com centenas de vítimas inocentes ou Ele definitivamente não o fez.  Muitas, se não todas em muitos casos, tiveram o seu destino individual selado de uma vez por todas, morrendo sem salvação, por ficarem encerradas ali a sua chance de crerem no evangelho, indo para o inferno e lá sofrerem por toda a eternidade, por decisão do próprio Deus, ou não foi esse o caso. Você tem que responder a isso, sem ficar em cima do muro.

Erros são cometidos em cima de erros muito simples, que poderiam ser facilmente dirrimidos, corrigidos. A afirmação mais importante do Calvinismo* é a eleição dos crentes. O resto é o enfeite do bolo. Para um Calvinista*, alguns são eleitos para a salvação e portanto previamente escolhidos para serem previamente ( repito ) salvos. Outros são também previamente "eleitos" para serem perdidos. É a dupla predestinação. Soa bonito e agradável desde que, claro você esteja do lado dos que se consideram e se acham salvos. Seria pateticamente desastroso se fosse possível uma mãe dizer: "Graças a Deus meu filho foi predestinado a salvação em Cristo Jesus, embora eu não tenha sido, mesmo compreendendo que Jesus morreu e ressuscitou para salvar o perdido ". Para eles a compreensão da salvação em Jesus denota ser esse ou essa um predestinado, os demais que não compreendem  denotam, comprovam não serem salvos e portanto não eleitos ( ou eleitos para a perdição ).

Tudo aparentemente muito bom e bonito quando repetida a exaustão a mesma balela para ser minimamente educado, mas que soa pateticamente quando confrontado com os fatos reais do dia a dia, com os dramas individuais e com toda a Escritura e não somente com versos e textos previamente escolhidos e outros relativizados ( algo como que as Testemunhas de Jeová fazem habilmente não dando ao oponente surpreendido em um debate chance de desmistificação ). O mais curioso é que quando lhes é exigido uma explicação mais voltada aos fatos reais, ou dissimulam levantando outra questão, fazendo uma repetição elaborada ou partem para a ofensa e o desprezo pessoal ( igualzinho aos TJ!! ).

João Calvino, a quem devemos várias nações ao norte da Europa livres do romanismo católico, entre elas nações com o melhor padrão de vida do mundo ocidental, e que por consequência ( e essa é a maravilha da leitura não Calvinista da história ) deu-nos uma igreja reformada na Holanda ( essencialmente Calvinista ) que dela saiu um ex-futuro padre, o mais impresso escritor português, de todos os tempos, o João Ferreira de Almeida ( segundo um obra acadêmica feita em um seminário católico romano brasileiro ), ele Calvino, cometeu um erro simples, ao formular uma pergunta e respondê-la apressadamente: "Por que os homens não crêem no evangelho e numa tão grande salvação?"

Essa pergunta muitos de nós, ou todos nós, como crentes que amamos e conhecemos ao Senhor e a maravilhosa salvação provida para nós, já a fizemos ou a fazemos todos os dias, quando pensamos  em um parente próximo ou distante, em um amigo, em uma celebridade unânime e merecidamente querida, etc. Trata-se de uma pergunta honesta, pertinente, e que demanda, exige, uma resposta racional, razoável e por que não, mais importante de tudo: bíblica. Afinal, todos nós, sejamos Calvinistas ou não, sabermos que sem Cristo não há salvação. A salvação não será  efetuada pelas obras de alguém, sem a mediação de Jesus Cristo somente, sem encontrá-Lo, sem o consequente novo-nascimento, etc. A despeito da impossibilidade muitas vezes intelectual, que muitas vezes é recorrente, não é esse o principal fator que impede e cerceia a  real compreensão do que a Bíblia diz, e portanto aceitação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador. Quase sempre, senão sempre para dizer a verdade, a compreensão religiosa mais simpática é cultivada em detrimento do que é declarado na inerrante Palavra de Deus. Trocando em miúdos: as pessoas preferem permanecer católicas romanas com suas preferências por diversos "santos" , com a licenciosidade de seus vícios por álcool, permisividade sexual, ao crença na auto-justificação pelas obras. 

Portanto João Calvino teve a mesma angústia que temos mas formulou erraticamente uma resposta fácil. Não seria uma acusação leviana e preconceituosa apenas? Não é difícil constatar as consequências advindas do esforço recorrente em manter um  erro passível de ser cometido por qualquer um de nós em função de uma pergunta pertinente. Em minhas leituras de declarações de Calvinistas mais emocionais, tenho constatado reiteradas vezes, a negação das Escrituras que aparentemente exaltam como inerrante ( que de fato é ). O esforço para adequar a compreensão da Bíblia à eleição é obstinada, e muitas vezes patética, afrontado aos próprios textos das Escrituras, indo além ou aquém do que lemos na própria Escritura. Isso é tão desastroso que a conquista da Reforma referente a livre exame/interpretação das Escrituras parece cair por terra, pois é sempre necessária a visão amparadora de um Calvinistas para dar luz ao texto bíblico. 

Daria para escrever um livro sobre o assunto, algo só possível com qualidade por parte do já falecido teólogo e escritor Abdêneo Lisboa, cuja análise sobre as heresias das Testemunhas de Jeová com exaustiva análise e citação de versículos bíblicos no original em hebraico e grego, a quem tive o prazer e oportunidade de conhecê-lo em vida. Começando do Gênesis e percorrendo toda a Bíblia a distorção das Escrituras é de corar quem conheça minimamente a Bíblia e só não é tão palpável por ser sempre difusa perdida em enormes textos bem elaborados e livros imensos. A constatação direta e clara é de que ou Deus não disse o que disse, ou a despeito da defesa de sua Soberania ( segundo a ótica Calvinista ) Ele ( Deus ) derrapou na sua soberania e permitiu que houvesse, por parte dos escritores das mesmas Escrituras um "erro", ou seja o Deus soberano permitiu a falha desses dificultando e impedindo a nós, que compreendêssemos exatamente o que Deus de fato quis nos dizer. 

É claro que para Calvinistas e não Calvinistas, como crentes essa hipótese é inadmissível sobre todos os aspectos. A Bíblia é inerrante, perfeita em todas as suas afirmações, se a entendemos ou não, se gostamos do que ela diz ou não é outra coisa e algo a ser resolvido entre nos os crentes. A Bíblia, as Escrituras, para nós Calvinistas ou não é a inerrante e terna Palavra de Deus, revelação plena dEle e de Seus atributos eternos e perfeitos. As nossas brigas e diferenças de posição e compreensão nada têm a ver com a verdade escriturística única. Nisso, decididamente, estamos todos do mesmo lado. Somos fundamentalistas e gostamos disso. Caretas, antigos, radicais, e gostamos disso.


A análise, como já disse é longa e objeto de não só um livro somente, mas de vários talvez. Saltando os primeiros registros do livro de  Gênesis e indo o relato da criação do homem e da mulher, vemos que Adão deu um nome a mulher. Não há como fugir da questão: o u Adão deu o nome a sua mulher ou não deu, e Deus deu nome a ela. Sobre o próprio Adão é inadmissível que haja outra possibilidade ( a de Adão ter dado nome a si mesmo e não Deus dado o nome a Adão ). Uma outra possibilidade seria a dos que transmitiram oralmente os primeiros fatos da historia humana terem forjado em função dos fatos nomes para ambos. Embora tidos como simplórios essa narrativa nos revela que há antes do pecado, uma leque de escolhas para o ser humano. Deus não faz tudo por nós e não faz em nosso lugar e tal verdade permanece reveladora em toda a Escritura.

Portanto, por ocasião da ordem do que poderiam e não poderiam fazer no Éden, haveria naturalmente mesma possibilidade  de escolha. Não só é inegável isso como qualquer sustentação contrária é decididamente imprópria. Considerar a questão da onisciência divina, da presciência divina, para gerar uma outra discussão não só indus a outros erros ( se Deus sabia por que não evitou os fatos e se os mesmos assim se sucederam é porque Ele , Deus decidiu que acontecessem ) como nega o que é revelado nesses primeiros e tenros eventos ( quando o restante  das Escrituras nem existiam ).

Aparentemente ( não sabemos por quanto tempo ) o casal ia muito bem, até que uma terceira possibilidade se instaura, a de Satanás, pessoa que acerca da qual nada ou muito pouco nos é revelado na ocasião. Temos até aí a vontade de Deus e a possibilidade de decisão humana ( definida por Deus ) como possibilidade criativa de levar avante o que Deus determinara, sim previamente. Satanás desvirtua o que o casal de humanos retém, em sua memória do que Deus havia lhes dito. A sua obediência ( de Adão e Eva ) e a realização do que Deus lhes revelara, dependia da lembrança e da compreensão clara e determinada do que haviam ouvido. Satanás não nega o que Deus lhes dissera ( a Adão e a Eva ) mas lhes sugere uma compreensão maior, dando detalhes distorcidos, além do que ouviram ( particularmente a Eva ) e o resto sabemos como tudo aconteceu.

Para Calvinistas a queda era inevitável por ter sido determinada por Deus, seja qual for a explicação acerca da presença de Satanás na terra, e portanto, no Éden. Não há como escapar dessa inferência grave. Curiosamente Mórmons crêem sinceramente que a queda foi uma benção para a humanidade, ou seja Deus fez a queda para que a humanidade se saísse no final de toda a sua história muito melhor! Não é o que vemos nas Escrituras. Segundo tido o que a Bíblia revela, o pecado e consequentemente a morte foi um grande e terrível  desastre. Sobre Judas Iscariotes, cuja pessoa e fatos envolvidos, revelados sete séculos antes com detalhes, o Senhor Jesus Cristo afirmara que melhor ( para Judas ) fora não ter nascido. O pecado e todas as suas múltiplas consequências constituem  um desastre de enormes e indesejáveis consequências. Portanto Deus não poderia jamais ser a causa de tão grande mal.

A Bíblia em nenhum momento diz que Deus é a causa do pecado ( sem entrar na questão da materialidade do mal e portanto do pecado, se é conceito ou fenômeno ) .Em Deus não há corrupção e alguma imperfeição. O Deus revelado nas Escrituras é perfeito, imutável, santo ( separado  de tudo que não coerente, condizente com seus atributos ). A Bíblia diz sim, que Deus é conhecedor do bem e do mal. O homem após a queda se tornou como um de nós, disse o Senhor acerca de nós. Criados a Sua imagem e semelhança, antes do pecado, diferíamos no conhecimento do bem e do mal, atributo compartilhado por Deus e pelos anjos ( anjos conhecem o bem e o mal, assunto de uma postagem também específica ). Sobre Satanás em outra parte das Escrituras é afirmado que foi achada iniquidade nele ( em Satanás ). Portanto todas as consequências do mal e do pecado são todas indesejáveis, embora conhecidas previamente, permitidas, segundo veremos em um próxima postagem.

A reflexão nessa postagem exige uma tomada definitiva de posição: ou Deus está por trás de cada evento ruim ou esses eventos não tem origem na vontade de Deus. Todos os eventos, incluindo a pintura da obra Mona Lisa por Leonardo da Vincci, ou outro não exatamente ruim, teriam origem e motivação nas escolhas humanas. E a soberania de Deus? Deus permanece soberano nessa apreensão da realidade ou não? Não se discute ou coloca-se em dúvida tanto a onisciência como a presciência de Deus, além claro da sua onipotência ( potência plena, todo o poder ) não sendo a Deus restrita a mais improvável possibilidade. Deus portanto não é refém de nada e de ninguém, nem mesmo de Si mesmo. O homem, o ser humano quando culpado de algo o é de fato, pois pode em tese, escolher sempre outra posição: pode crer, pode se arrepender, pode fazer justiça, fazer o que é certo, pode se render a Deus e seguí-Lo.

Ao Jovem Rico foi exigido que vendesse toda a sua fortuna, todos os seus bens e desse aos pobres e que seguisse a Jesus. Ele não o fez mas poderia tê-lo feito. O convite de Jesus ao jovem rico nada tem a ver com uma crítica às riquezas mas para provar que a afirmação do jovem rico de que tinha guardado os mandamentos desde a sua infância, não era de fato uma verdade. O Senhor Jesus de fato o desmascarara : ele ( o jovem rico ) não amava a Deus sobre todas as coisas e nem ao próximo como a si mesmo. Por isso não vendeu os seus bens e por isso também não seguiu a Jesus Cristo, mas repito, segundo a minha compreensão das Escrituras, poderia e deveria tê-lo feito.

Por Helvécio S. Pereira




LEIA AS ESCRITURAS ( A BÍBLIA SAGRADA ) POIS SÓ ELA REVELA, NA INTEIREZA A PESSOA DE DEUS E A REAL SITUAÇÃO DO HOMEM, ESPIRITUAL E MATERIALMENTE NESSE MUNDO.

SÓ ATRAVÉS DAS ESCRITURAS, DA BÍBLIA, SABERÁ INEQUÍVOCAMENTE QUEM VOCÊ É, DE ONDE VEIO E QUAL O SEU DESTINO APÓS A  SUA MORTE. O QUE PASSA DO QUE AS ESCRITURAS DE FATO REVELAM  É LENDA E MITO, E DEIXAM SEM NENHUMA SEGURANÇA AO QUE SE FIAM EM TAIS DECLARAÇÕES E EXPLICAÇÕES, ALÉM DAS FEITAS PELA ESCRITURAS, PELA BÍBLIA. POR OUTRO LADO, A ESCRITURAS TESTIFICAM DE UMA PESSOA: JESUS CRISTO. 


ELE É INIGUALÁVEL, INCOMPARÁVEL E SEM RIVAL, NO QUE CONCERNE A UMA SUPOSIÇÃO DO QUE SEJA A DIVINDADE, JAMAIS ENCONTRADA EM NENHUMA RELIGIÃO HUMANA, NEM MESMO NO JUDAÍSMO. DE FATO O JUDAÍSMO APONTAVA PARA ELE, MAS OS SEUS NÃO O RECEBERAM, POR DECIDIDAMENTE NÃO CREREM NELE. VOCÊ PODE SER SALVO SEJA QUEM FOR E ONDE VIVER, CONFORME DECLARAM AS  ESCRITURAS EM JOÃO 3:16 

"Por que Deus amou o mundo para que todo aquele que nEle  ( em Jesus Cristo ) crer não pereça ( não ser perca eternamente no inferno ) mas tenha a vida eterna".

QUALQUER UM QUE TEÇA CONSIDERAÇÕES DIFERENTES ACERCA DO QUE DECLARAM CLARAMENTE AS ESCRITURAS, NÃO PREGA AOS OUTROS O VERDADEIRO EVANGELHO. 


(*) A abordagem acerca do Calvinismo é feita em cima dos efeitos e inferências no evangelismo e testemunho exclusivamente. O caminho da fé nunca foi outro que não fosse o caminho das pedras. Nunca foi fácil ser cristão, ser crente, em nenhuma época ou lugar. Todos sempre tiveram muitas opiniões sobre um número grande de coisas, até mesmo relacionadas às Escrituras. O leque de tipos de práticas cristãs sempre foi tão grande que se todos fossem colocados no céu com seus pontos de vistas discordes, haveria uma grande briga. 

Muitas vezes somos duros em demasia, uns com os outros, e mais inimigos uns dos outros, do que os de fora da fé, e não deveria ser assim. Certamente o Senhor permite nossa divergência, pois guardada as proporções, há coisas mais importantes para colocarmos em prática, se de fato foram aprendidas um dia, e se não, que para as quais deveríamos atentar em aprender e cultivar. O que se deve guardar é o nosso amor a Ele e uma fé simples de quem Ele de fato  seja. Contudo o amor aos irmãos na fé e até aos inimigos não deveriam ser esquecidos.

sábado, 1 de outubro de 2011

ALGUNS CRENTES, E MUITOS INCRÉDULOS, ODEIAM JIMMY SWAGGART ATÉ HOJE... MAS OS NOVOS PASTORES CELEBRIDADES, SÃO COVARDES E PATÉTICOS: FOGEM DE POLÊMICAS. QUEREM SER MODERNOS E POLITICAMENTE CORRETOS! BUSCAM SER ACEITOS E QUERIDOS PELO MUNDO!

Trinta e poucos anos  separam essa pregação. Jimmy Swaggart tinha tantos inimigos, dentro e fora da igreja, na igreja evangélica e no catolicismo romano,no governo, na indústria pornográfica, na indústria  de cosméticos, em setores médicos, que plantar uma bela prostituta seria lago tão fácil e eficiente contra qualquer homem sadio, e o faria calá-lo. E de certa maneira o fez.

No lugar temos hoje pregadores fisiológicos quando pentecostais, até pateticamente caricatos, ou teóricos e contraditórios como tradicionais e reformados, alguns amantes mais do saber do que da eficiência da atualidade da Palavra de Deus: esquecem ou negam peremptoriamente que Deus faz hoje como sempre fez em toda a Bíblia, e que a contragosto deles, o homem é livre sim para escolher se aproximar de Deus e ser salvo, ou afastar-se dEle e permanecer perdido! 

De fato é conveniente para muitos rir dele ( de Jimmy Swaggart ) e de seu pecado e queda e vergonha. O dele foi público, o nosso é oculto, e não ouvi-lo naquilo que pregou como autêntica Palavra de Deus, nos deixa livres e a com a nossa consciência aparentemente aplacada de nossa prática incoerência.

Reveja a segunda parte de uma de suas pregações acerca do arrebatamento da igreja e os acontecimentos de trinta anos atrás que parecem acontecidos hoje, tal a sua atualidade, trinta e três anos depois! Diga que ele estava errado, que a Palavra de Deus está errada e que pregá-la daquele jeito é algo fora de moda e incompatível com os dias de hoje...diga se puder! 

Que haja novos pregadores como Ele e no mesmo espírito para os dias de hoje, no Brasil e no mundo. Amém!

Por Helvécio S. Pereira

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