COME TO ME

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A ORIGEM DO MAL


T
entarei refletir com quem lê essa postagem acerca da origem do mal. Por acaso, talvez, visitando blogs e fóruns cristãos e particularmente evangélicos, deparei-me com uma eventual discussão acerca da origem do mal. Fato é que após o destaque e citação do versículo chave, as pessoas do fórum, se posicionaram em um lado  ou outro. Primeiramente na posição mais claramente entendida a partir das próprias palavras encontradas no versículo em nossa própria  língua e semelhantemente nas demais línguas modernas. Depois por razões emotivas, contra o aparentemente declarado no mesmo versículo. Prevaleceu aí a compreensão e o amor que cada um de nós tem ao nosso Deus e o reconhecimento de seu amor e cuidado por nós, denotando a impossibilidade real de Deus ter criado premeditadamente o mal. Outros, poucos é verdade mostraram certa neutralidade e distância. Ressalto que as três posições não são recomendáveis, sem uma melhor compreensão das coisas, pelo menos do ponto de vista , do que é nos revelado em toda a Bíblia:

A primeira: o versículo diz exatamente o que , a priori, podemos entender: Deus criou tanto o Bem como o Mal;  o resultado é de um Deus com uma personalidade aparentemente e razoavelmente estranha ,que sujere não ser inteiramente confiável;

A segunda posição: Deus não criou o Mal, pois Ele, Deus é perfeitamente  bom e portanto Bem perfeito, portanto refuto totalmente essa declaração Bíblica, diz alguém. Mas aí há um pensamento prático resultante: a Bíblia estaria errada, teria uma falha em meio a tadas as suas decalrações, portanto não seria inerrante, como Palavra de Deus;

A terceira: não entro nessa questão, não quero saber, eu me omito a ela inteiramente. Há igualmente uma consequência, que é em última instância a de não poder reconhecer os Seus atributos com total segurança, louvá-Lo legitimamente, pois não sei definí-Lo, ou não quero definí-Lo. Tal abordagem gera em mim dúvidas e não quero tê-las, pois de fato não tenho certezas. Denota falta de fé, e sem fé é " impossível agradar a Deus". Trata-se de uma posição potencialmente perigosa.

O que fazer então?

Se alguém acompanha as minhas postagens ( e espero sinceramente que muitos o façam  ainda! ) deve ter percebido que bato muitas vezes na teologia pela  simples teologia, e no teólogo desprovido de fé prática  e funcional, aquela fé que comprovem as suas decalrações. Igualmente combato grupos de irmãos que conscientes ou  incoscientemente passam ( não por mal ) a privilegiar o conhecimento acima da parusível relação pessoal com Deus, que se fecham em um eventual grupo de uma elite teológica, erro nada original, que sempre tráz ao longo do tempo consequências diversas, daquelas desejadas por Deus em nossas vidas. Não é que eu desconheça o lugar das coisas e sua efetiva importância, ou desvalorize o conhecimento, a teologia e a pessoa e o trabalho do teólogo. Há um lugar para essas abordagens e um modo como, tanto a teologia como o teólogo, tanto o conhencimento advindo dos dois, acrescente a nossa fé e não ao contrário. A origem do mal é um desses casos. Se quero saber a resposta devo ir a Bíblia, primeiramente à Palavra inerrante de Deus, mas há um limite linguístico na nossa língua ocidental e moderna e muitos textos Bíblicos que devem ter a sua compreensão superadas, por um conhecimento aprendido ou transmitido por aqueles que conhecem mais profundamente área das línguas originais da Bíblia. Nas coisas exceêciais, creio que qualquer língua em que a Bíblia possa e deva ser traduzida não interfere, como por exemplo apontar Jesus como o único meio do homem se salvar, ou a possiblidade de um céu e o inferno, vida eterna e perdição eterna se concretizarem. Mas há detalhes que a distância linguística e cuktural interferem grandemente. Aí entram o Teólogo ( com "T" maiúsculo ) e a Teologia autêntica, também com "T" graúdo. Trata-se de uma informação que clareia, explica, em uma área que vai além da nossa língua pátria e moderna, que no nosso caso, em nossa época, não faz distinção adequada entre idéias originalmente  Bíblicas e por consequência bastante específicas.

O texto em questão e base para toda essa abordagem é:

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas.
Isaías 45:7


Em português temos mal com "L" e mau com "U". O primeiro  MAL é o contrário de BEM e o segundo, MAU é o conrário de BOM. Deus é BOM e portanto não é MAU. Deus é perfeitamente BOM então não pode ser MAU. No próprio português já resolvemos o problema se quizermos a luz da lógica e da razão. O problema de conceito do versículo de Isaias 45:7, entretanto não fica resolvido, pois a palavra encontrada lá é MAL, com "L" que se opõe a idéia de BEM. Ignorar essa diferença não é dar uma resposta objetiva e nem razoável.

O que significa a palavra no texto original e que idéias ela traz em Isaias 45:7 ?

A palavra original que designa o MAL, com "L"  é " ra' " e aparece , frequentemente em contraste com a palavra tôb, "bem" como pólos opostos no aspecto moral. Muitas vezes " Shalôm", "paz" aparece como oposto de "ra' ", "MAL". "Ra' " é um substantivo masculino e é definido como aquela condição ou ação inaceitável  aos olhos de Deus. O "Mal" então citado no versículo em questão não é o "MAL" entidade, Satanás, que originalmente não era "mau" mas foi achada iniquidade nele, e nem tão pouco o "homem mau",como se a existência dele ( do assassino, do ladrão, do mentiroso, do perverso, etc. ) fosse resultado de predeterminação de Deus. Deus não criou o perdido para perder-se. Criou a humanidade, não para a perdição ou degradação. O primeiro casal se perdeu, todos os demais se tornaram participantes da sua natureza ( conhecedores do bem e do mal ) e se perdem não pela vontade prederterminada de Deus, mas por seus próprios atos. Serão  todos igualmente julgados cada um  segundo as suas obras. A perdição deles será consequência pura e simples da rejeição à redenção providenciada e oferecida graciosamente por Deus em Jesus Cristo. Ninguém será salvo por uma religião, por pertencer ou professar uma fé estritamente religiosa, mas por sua aceitação ou rejeição a pessoa de Cristo. Como as nossas boas obras são como trapos diante dos olhos de Deus, fazemos coisas boas e somos rebeldoes e confusos em outras, é bastante previsível e inteiramente razoáveis a justa condenção de todos que não acreditarem na salvação oferecida em Cristo, já que também, rejeitá-lo consite em mais um pecado passível de condenação, segundo a Bíblia e ressatado nos evangelhos nas Suas próprias palavras. Há claramente na Bíblia, uma salvação e portanto um céu. Um castigo, uma perdição e portanto um inferno. Gostemos ou não disso eisso passa pelo que atribuimos a Deus, o BEM e o MAL. Uma posição neutra a esse tema não é nada razoável. Uma cosmovisão distorcida e portanto incompleta é certamente o resultado último dessa pretensa "neutralidade".

Prosseguindo " ra' ", como o "MAL" encontrado nesse versículo, denota , de fato, sofrimentos físicos, aflição.
A luz da revelação adequada da Palavra de Deus, tal idéia não é conflitante, com a revelação do inferno e do fato de Deus causar aflição e sofrimento a Satanas, aos demais anjos rebelados e finalmente oa homem por toda a eternidade. Adventistas, Testemunhas de Jeová, Kadercistas e também setores leigos  e teológicos do Catolicismo, exaltam o amor de Deus, e nisso não há nada de exatamente errado. O erro ocorre quando o fazemos  em detrimento da sua capacidade de infligir justo castigo e punição. Deus é bom mas incapaz de se posicionar frente a alguém ou algo que lhe desagrade. Temos um Deus aparentemente injusto que não trata com dureza a realidade do mal e do maudoso. Toda a negação da condenação eterna e da criação de mecanismos como "aniquilação total', "purgatório", "reencarnação" e "reconciliação universal" passam por conclusões errôneas e extra-bíblicas da origem do "MAL" e de como Deus pune ou estinguirá esse "MAL".

A explicação necessária à razão  que a exige, face  a maldade existente no mundo fica sem resposta. Por que existem guerras e vítimas inocentes de tantos crimes? Por que vidas promissoras são inesplicavelmetne cortadas desse mundo, e na maioria das vezes de forma tão estúpida e injustificada? Seria um Deus de bondade o responsável por todas essas coisas?  São perguntas que muitos sinceramente fazem todos os dias em face aos acontecimentos e das notícias das quais tomamos conhecimento todos os dias. Em face a desastres e enfermidades de todo o tipo. Como pode um Deus de amor e bondade ser o responsável por tudo isso? Tal posição é um erro teológico grave e com consequências igualmente desastrosas a sua própria fé e ao evangelismo. naquilo que se proclama acerca de Deus e da salvação em Cristo. A soberania de Deus levada a consequências não razoáveis, apenas para justificar, uma deficiência da  compreesnão de sua exata medida, atribui a Deus a origem total dos desígnos e vontades de suas criaturas, negando a elas, criaturas, qualquer possibilidade de escolha, atribuindo ao Deus que professam amar, uma mancha, ainda que indireta no seu imaculado e perfeito ser: a mancha do mal, " ra' ".

Deus é BOM, Deus não é portanto MAU. Nós somos "maus", Jesus nos afirmou isso em contraponto a verdade de Deus ser perfeitamente BOM. Portanto DEUS não é a origem do MAL, mas ao contrário, a origem e a razão  de todo o BEM. Deus entretanto conhece o MAL o que é opostamente diferente de ser a origem do MAL.

Espero ter exclarecido essa dúvida que muitos tem, ainda que de forma sucinta e resumida. Procurei ser o mais claro e objetivo dnetro do possível e, dessa forma , ajudar a erradicar uma dúvida banal, mas que pode atinjir certo grau de importância quando se transforma em um dilema desnecessário dentro da revelação extritamente Bíblica, produzindo consequências indesejáveis e danosas no seio de nossa fé pessoal em um Deus que tanto amamos. Um abraço a todos e divulguem o nosso blog.

por Helvecio S. Pereira


COMENTE ESSE "POST'

Respondendo dentro da postagem a segundo comentário do grande irmão Jorge Fernandes, aí vão as minhas colocações a respeito:

A primeira colocação feita no primeiro comentário.

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Caro Jorge, a sua colocação foi bastante pertinente. Vamos por partes conforme o seu raciocínio:

1) O mal de Is 45:7 não é uma entidade, um ser, uma pessoa. Esse é a primeira coisa a deixar claro. E isso não é uma interpretação humanista, está na Bíblia e quem puder recorrer ao original que recorra. Nós que não podemos reinventar a roda dependemos legitimamente  de enormes ( enormes mesmo ) e benéficos dicionários bíblicos. O mal no caso é substantivo mas se fosse mau adjetivo ainda assim não seria uma pessoa.

2)Dessa forma o mal é uma ação, fato como registrado em minha postagem. Essa definição é igualmente importante.

3) Satanás é , biblicamente o autor do mal como ação, segundo palavras de uma testemunha ocular, se podemos dar essa ênfase, o próprio Jesus, o Logos, o pré-existente, Aquele que afirmou "antes de Abraão Eu sou". Segundo Ele, Jesus, satanás é " o pai da mentira", o ladrão, o assassino, "desde o princípio".

4) Satanás não rivaliza com Deus em pé de igualdade mesmo porque o seu pecado foi o de se imaginar "igual a Deus". mas Satanás permitidamente, pela soberania de Deus, se opõe a Deus e a tudo que é de Deus. A palavra "satanás" significa em última instância: "aquele que se opõe" ou "opositor". Diabo "aquele que causa confusão", "demônio", inteligente ( sem nenhum elogio! )

5) Esse fato não torna Deus menor, pois a vida que o diabo e os demônios ou qualquer ser tenha vem unicamente de Deus. Satanás está vivo porque Deus é soberano e permite que ele não só exista e viva, e aja, dentro de limites, que Ele Deus impõe constantemente.

6) A Bíblia diz claramente como Deus o conteve no passado,contém hoje e irá contê-lo no futuro e por fim extirpá-lo completamente. Deus portanto não é impotente em relação ao mal apenas tem, como diz uma canção evangélica americana "Tem todo o tempo do mundo". Tudo isso está claro na Bíblia e bastante claro.

7) Como o mal não é pessoa, entidade, mas ação e fato e tanto Satanás, como anjos caídos, nós e quem mais houver, somos apenas criaturas, não há realmente nenhum Deus além dEle mesmo. 

8) Deus poderia fazer com que o mal não ocorresse e não o fez. Isso não é prova de impotência mas ao contrário de onipotência, pois sabendo dessa possibilidade, permiti-o e a partir da sua existência como fato, refutá-lo e extingui-lo definitivamente ( outra verdade revelada na Bíblia )

9) Finalmente Deus é todo poderoso mas não é um ventríloquo rodeado por um punhado de bonecos sem vida e que de fato não existem de forma pessoal. Deus não precisa de suas criaturas, mas criou várias delas, que das quais temos uma pálida ideia além de nós, e se relaciona com elas bem como conosco. Daí o fato de Jesus nos ter ensinado que uma das Pessoas de Deus, ser exatamente O Pai e, Pai esse, que tem filhos. Nossos filhos compartilham a nossa natureza mas não são nós mesmos em absoluto. "Eis que o homem é como um de nós"..."façamos a nossa imagem e semelhança"...mas produzimos ideias, temos ações, prioridades, diversas das de Deus e isso se dava mesmo antes do pecado.

 A segunda colocação feita a partir do segundo comentário:
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Caro Jorge,

Quando alguém lê apenas a Bílbia, as questões afloram em sua mente e são respondidas na medida de sua necessidade. Não necessitamos, obrigatoriamente de sabermos tudo, apenas o necessário. A origem do mal, exatamente como ela se deu é uma delas. Somos informados da sua existência, dos seus efeitos, de como ele se processa e de que Deus nada tem a ver com ele. Deus não tem prazer no mal, Deus não planejou a desgraça e o sofrimento causado pelo mal, algo inegável, abominável para nós pecadores, imagine para um Deus perfeito, bom e justo?

Mas vamos por partes:

O mal não é uma pessoa e nem uma entidade. O mal é uma ação, um fato. A sugestão da Serpente à Eva no Édem, a queda do homem, a oferta ciumenta de Caim, o primeiro assassinato, etc.
O orgulho de Lúcifer, a sua rebelião, a traição de Judas, e todos os infinitos exemplos. Assim como o bem. O bem não é uma entidade,uma pessoa, mas uma ação, um fato feito a alguém. A morte de Jesus por nós é um ato , um bem feito a todos nós.

Deus é bom, é perfeitamente bom e capaz de fazer o bem e de fazer o mal, embora não o faça, pois a sua natureza perfeita faz com que Ele só faça o bem. Mas Deus conhece o mal. Deus criou o pior lugar para um ser vivo permanecer vivo e atormentado, o inferno. Daí o fato dEle Deus, como declarado no texto de Isaias 45:7. No céu não há o mal. Nunca houve. O "mal" foi achado em Satanás e ele lançado do céus como relâmpago. Ao que sabemos o mal está circunscrito à terra, ao nosso planeta.

Logo Satanás não criou "o mal" e esse passou a existir. Ele desencadeou ações más, atos maus, o que é bem diferente. Quanto a "Árvore do conhecimento do Bem e do Mal" foi intencionalmente plantada por Deus no Jardim, dentro de Sua soberania,não para tentar ao homem, pois "Deus a ninguém tenta", mas como uma possibilidade. A posse, o conhecimento do bem do mal, acarretaria consequências, previamente avisadas e aventadas por Deus ao homem. Caberia somente ao homem crer no que Deus declarara e nunca...nunca... cobiçá-la e lançar mão de seu fruto, ainda mais sob o pretexto de ser "igual a Deus".

Interessante notar que um ato mal, transforma o seu autor em "mau". Satanás é mau. Homens e mulheres ao fazer o mal se tornam maus,por ter prazer em coisas más ( de mal, com "L "). O modelo que, sob pretexto de atribuir a Deus, não uma reconhecida soberania, mas de colocá-lo como um ser solitário que fala consigo mesmo o tempo todo, que faz suas criaturas bonecos de ventríloquos, já que Ele, Deus age por elas, fala por elas, escolhe por elas e ainda assim as condena ao inferno, torna-O  o ser perfeitamente injusto. Tal modelo foi erigido a partir de uma pergunta tola e descabida. Para respondê-la constrói-se uma resposta que se tornou a espinha dorsal de uma teologia espúria, ainda que não em pontos fundamentais. Se não fôssemos livres, todos seríamos "inspirados por Deus". Dá para imaginar Paulo coelho e José Saramago inspirados por Deus? Jamais erraríamos, nos enganaríamos ou seríamos enganados. Estaríamos cumprindo um papel como bons atores ( e como seríamos bons ) e toda a injustiça e maldade existentes seriam de inteira responsabilidade do autor máximo do roteiro, de um péssimo roteiro , diga-se de passagem.

6 comentários:

  1. Helvécio,

    boa tentativa. Infelizmente, a pergunta continua sem resposta. Qual a origem do mal?

    Na verdade, o que você fez foi uma defesa de que Deus não é o criador do mal, a partir de pressupostos não-bíblicos. E permanece a pergunta: se não foi Ele quem criou o mal, quem é seu criador?

    Por acaso o mal é autocriado, uma força autosuficiente e independente de Deus? Por acaso, satanás é o autor do mal? Seria ele capaz de rivalizar com Deus em pé de igualdade?

    Você crê realmente que alguma coisa no universo pode surgir alheio à vontade divina? De que se é possível "passar a perna em Deus"? Ludibriá-lo?

    E, em que o fato de Deus ser o criador do mal o torna mau?

    A sua visão está condicionada a uma visão humanista, uma tentativa tola de querer humanizar Deus segundo a mente caída e ímpia do homem.

    Por que aqueles que desejam excluir o mal da criação divina, não seguem o seu conselho de buscar nas Escrituras as respostas para o que querem responder? Ao invés de se apegar à falsa idéia de que se Deus é amor então não pode ser o criador do mal?

    Aí, as implicações são muito mais sérias.

    1- Se Deus não criou o mal, existe uma força autônoma, autosuficiente e pré-existente, ou seja, outro deus; podendo o próprio mal ser esse deus.

    2- Se Deus não criou o mal, teremos de nos render ao fato de que Deus não é soberano, e de que, como os teístas relacionais defendem, Ele não pode conter, nem mesmo eliminar o mal. O que faz de Deus um deus pequenino, fraco, quase senil, muito próximo de ser igual as suas criaturas.

    3- Se Deus não criou o mal, como poderá contê-lo? Como poderá destruí-lo? Se o mal é uma força, uma entidade extra-criação divina, é possível que Ele tenha controle sobre ela? Partindo-se do fato de que o mal surgiu à revelia de Deus?

    São questões que envolvem diretamente a credibilidade escriturística, no sentido de que, se Deus não criou o mal, o próprio Deus mente ao afirmar que não existe outro além dEle.

    E se Deus não pode controlar o mal (já que não controlou a sua existência), como teremos certeza de que ele será eliminado e destruído, como a Bíblia promete que será?

    Caímos então na não-inerrância e infalibilidade bíblica, e na constatação de que Deus não é o Todo-Poderoso como afirma ser.

    Tenho de sair, mas amanhã voltarei para ler suas respostas, meu irmão e amigo, e para fazer mais algumas considerações que não foram possíveis agora.

    Forte abraço!

    Cristo o abençoe!

    ResponderExcluir
  2. Caro Jorge, a sua colocação foi bastante pertinente. Vamos por partes conforme o seu raciocínio:

    1) O mal de Is 45:7 não é uma entidade, um ser, uma pessoa. Esse é a primeira coisa a deixar claro. E isso não é uma interpretação humanista, está na Bíblia e quem puder recorrer ao original que recorra. Nós que não podemos reiventar a roda dependemos legítimamente de enormes ( enormes mesmo ) e benéficos dicionários bíblicos. O mal no caso é substantivo mas se fosse mau adjetivo ainda assim não seria uma pessoa.

    2)Dessa forma o mal é uma ação, fato como registrado em minha postagem. Essa definição é igualmente importante.

    3) Satanás é , biblicamente o autor do mal como ação, segundo palavras de uma testemunha ocular, se podemos dar essa ênfase, o próprio Jesus, o Logos, o pré-existente, Aquele que afirmou "antes de Abraão Eu sou". Segundo Ele, Jesus, satanás é " o pai da mentira", o ladrão, o assassino, "desde o princípio".

    4) Satanás não rivaliza com Deus em pé de igualdade mesmo porque o seu pecado foi o de se imaginar "igual a Deus". mas Satanás permitidamente, pela soberania de Deus, se opõe a Deus e a tudo que é de Deus. A palavra "satanás" significa em última isntância: "aquele que se opõe" ou "opositor". Diabo "aquele que causa confusão", "demônio", inteligente ( sem nenhum elogio! )

    5) Esse fato não torna Deus menor, pois a vida que o diabo e os demônios ou qualquer ser tenha vem unicamente de Deus. Satanás está vivo porque Deus é soberano e permite que ele não só exista e viva, e aja, detnro de limites, que Ele Deus impõe constantemente.

    6) A Bíblia diz claramente como Deus o conteve no passado,contém hoje e irá contê-lo no futuro e por fim extirpá-lo completamente. Deus portanto não é impotente em relação ao mal apenas tem, como diz uma canção evangélica americana "Tem todo o tempo do mundo". Tudo isso está claro na Bíblia e bastante claro.

    7) Como o mal não é pessoa, entidade, mas ação e fato e tanto Satanás, como anjos caidos, nós e quemmais houver, somos apenas criaturas, não há realmente nehum Deus além dEle mesmo.

    8) Deus poderia fazer com que o mal não ocorresse e não o fez. Isso não é prova de impotência mas ao contrário de onipotência, pois sabendo dessa possibilidade, permiti-o e a partir da sua existência como fato, refutá-lo e extinguí-lo definitivamente ( outra verdade revelada na Bíblia )

    9) Finalmente Deus é todo poderoso mas não é um ventríloquo rodeado por um punhado de bonecos sem vida e que de fato não existem de forma pessoal. Deus não precisa de suas criaturas ams criou várias delas que das quais temos uma pálida idéia além de nós e se relaciona com elas. Daí o fato de Jesus nos ter ensinado que uma das Pessoas de Deus é exatamente Pai e que tem filhos. Nossos filhos compartilham a nossa natureza mas não são nós memos em absoluto. "Eis que o homem é como um de nós"..."façamos a nossa imagem e semelhança"...ms produzimos idéias, temos ações, prioridades, diversas das de Deus e isso se dava mesmo antes do pecado.

    Espero ter respondido a cada uma das suas colocações e na mesma ordem. Espero que medite nelas profundamente mais uma vez. Um grande abraço, ao Jeferson e a todos. Um beijo.

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  3. Caríssimo Helvécio,

    a pergunta ainda persiste: quem criou o mal?

    O mal não é uma pessoa, uma entidade, sei disso, mas da forma que você coloca parece que ele surgiu do nada ou sempre existiu. Ou então satanás foi poderoso o suficiente para criar algo à revelia de Deus, contra a Sua vontade.

    Portanto, se não foi Deus o criador do mal (e há uma diferença entre autor/criador para quem o pratica), quem foi? Ele se autocriou ou satanás foi tão poderoso que o criou alheio à vontade de Deus?

    Deixo-lhe outra pergunta: quem plantou no Éden a árvore do conhecimento do bem e do mal? A qual levou o homem à queda?

    Se foi Deus a plantá-la (e foi), isso o torna mau? Não! Porque Deus é bom, perfeito, santo e sábio (e não sou apenas que digo, mas é a definição que Ele mesmo dá de Si). E criou a árvore com um propósito definido. De que o homem caísse. Se a tivesse criado apenas por capricho, seria leviano e tolo, mas como é imutável e não há sombra de variação nEle, Deus não faria nada sem conhecer suas consequências, e assim, garantir os meiso para que a Sua vontade se cumprisse.

    O seu medo é o de ser uma marionete, de não ter liberdade para decidir, de ter a sua vontade presa a uma vontade superior. O seu penúltimo parágrafo deixa isso muito claro.

    Não sou livre de Deus, não sou autônomo e não posso fazer o que quero à revelia da vontade divina. Na verdade, sou livre para cumprir exatamente a Sua vontade. O que não quer dizer que não tenha vontade. Só que ela esteve, está e estará sempre subordinada à vontade dEle. No que, glorifico-o por sua sabedoria e santidade.
    Repitindo Jó: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido" (Jó 42.2).

    Portanto, não creio no Deus deista, que criou o universo e deixou-o à própria sorte. Creio no Deus que intervém na menor partícula do universo a fim de que nada escape-lhe do controle e tudo aconteça segundo o Seu plano eterno.

    Mas, voltando ao título da sua postagem, qual a origem do mal?

    Forte abraço!

    Fique na eterna e gloriosa paz de Cristo!

    ResponderExcluir
  4. Helvécio,

    acho que somente a eternidade para entrarmos em acordo (rsrs). Pois, naquele dia, nada perguntaremos. Porém, o que importa em tudo isto é o amor de Cristo, o qual nos une, e nos conservará como membros do Seu corpo.

    Quer você queira ou não, quer eu queira ou não, a obra realizada em nossas vidas não é nossa, mas de Cristo, o qual a aperfeiçoará até o Seu glorioso dia.

    E isso significa que a vontade do Pai é que fóssemos predestinados a ser como o Seu Filho Amado. Logo, seremos.

    Esta é para a mim a maior esperança entre todas as esperanças que a Escritura nos revela: de que não haverá pecado, não pecarei nem ofenderei o meu Senhor, não porque eu seja santo em mim mesmo, mas Ele se encarregará de extirpar o mal e o pecado, para que os Seus filhos sejam como o Seu unigênito é.

    Portanto, em toda esta história o que importa é que o mal foi criado, não triunfará, e será arrancado do meio do povo de Deus.

    No mais, que Ele nos ilumine, dando-nos sabedoria e discernimento para compreender a Sua vontade, para louvá-lo e glorificá-lo com nossas vidas, capacitando-nos a realizar a Sua santa obra na Terra.

    Forte abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

    ResponderExcluir
  5. Caro Jorge, acho apenas uma diferença de detalhes, de como organizamos esses temas e conceitos. Calvino estava certo no que concerne a um tipo de salvo. Todos os salvos, em qualquer dos séculos após a obra de Cristo, preencheram e preenchem os mesmos requisitos para a sua salvação individual.Deus predeterminou isso: que os salvos demonstrariam, todos um único tipo de fé, no Seu Filho unigênito. Todos os salvos foram eleitos como Suas testemunhas, os únicos capazes de pregar aos demais seres humanos ( coisa que anjos desejariam muito fazê-lo, nos informa as escrituras ). A opção pela crença na eleição só tem algum efeito na pregação aos que não conhecem o evangelho ( no caso dos hipercalvinistas ).Afinal quem vai um dia para o céu precisa se preocupar com o inferno? De jeito nenhum não é mesmo? Só tem que se apegar ao Senhor e amá-lo mais e mais não é?

    Espero tê-lo como leitor do meu blog, mesmo discordando de um ou outro ponto, que afinal são detalhes apenas não é mesmo? Um abraço.

    ResponderExcluir
  6. Convite para debater o tema:

    A Origem do Mal:
    www.internautascristaos.com.br/forum/2-teologia/1050-a-origem-do-mal

    ResponderExcluir

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-A razão das atuais, ou pelo menos de predominância histórica, das condições existenciais e morais do homem têm no Gênesis a sua satisfatória resposta. A existência de condições nem sempre e totalmente favoráveis a nosso conforto ...
11 Jan 2011
Como parte do pentateuco, o Gênesis, depreciado modernamente graças a nossa submissão e endeusamento da ciência, que com a sua contribuição à saúde, tecnologia e construção material da sociedade, pouco ou quase nada tem a dizer sobre ...
21 Nov 2010
A religiosidade cristã moderna ou atual, de há muito tem se contentado e desprezado as narrativas de Gênesis, precioado por parte majoritária de setores quase que totais do mundo científico e da falsa sensação de que tudo pode ser ...

O GÊNESIS, COM NARRAÇÃO DE CID MOREIRA E IMAGENS

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29 Mai 2010
UM LIVRO OBRIGATÓRIO PARA CATÓLICOS E EVANGÉLICOS ACERCA DA ERRÔNEA CULTURA DO CULTO A MARIA. Recebi por indicação do irmão Jorge Fernandes Isha, um e-book gratuito, de leitura obrigatória para os evangélicos e para ...
16 Fev 2010
Judas era o mais culto, de origem e status social diverso dos demais, de outra cidade, e foi substituído não pelo apóstolo dentre os discípulos eleito pelos demais, por própria escolha de Jesus, após a morte de Estevão, Saulo, discípulo de Gamaliel, provavelmente o mais preparado ...Melquesedeque, Maria , José, e tantos outros. Deus se dá a conhecer plenamente a cada um que o ama. O ue Ele fará na história as vezes não noscompete saber, as vezes sim. Essa é a diferença. ...
19 Mar 2010
Tal qual os fariseus, põem não poucos impencilhos que vão desde reparações a pregação simples e com pouca ligação com a hermeneutica e pregação convencionais, a música, letra das canções, a ordem do culto, forma dos apelos e ... Essa pessoa , esse novo crente, como filho ou filha de Deus de fato, tem agora uma nova vida, como Madalena, Zaqueu, o Gadareno, o Centurião, Nicodemos,o ladrão da cruz, Marta e Maria, Lázaro ( não necessariamente nessa ordem ), e tantos outros. ...
04 Mar 2011
Nesse aspecto seria legítimo um católico cultuar Maria como N.Senhora, um muçulmano a Maomé como seu legítimo profeta, um budista como objeto de culto, e assim por diante. Todoslçegitimamente amparados por sentimentos sinceros e ...
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