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terça-feira, 20 de julho de 2010

O FARISEU E JOÃO O BATISTA

Calma ocasional leitor! O título dessa postagem é apenas uma desculpa ( no bom sentido ) , uma chamada propriamente dita, uma "cabeça" em jargão jornalístico, sem ter a pretensão de construir um ponto teológico, um modelo, um tipo, servindo entretanto a comparação que pretendo utilizar em um esquema mais ou menos simples e prático.

Quando ouvimos falar nos fariseus do tempo de Jesus, vem a nós , cristãos e crentes evangélicos sobretudo, a imagem de religiosos zelosos e hipócritas, e geralmente na sua maioria o eram pois os próprio Jesus o disse várias vezes ( desse modo o eram mesmo e não há possibilidade da menor defesa do seu comportamento ). Entretanto havia honrosas excessões no grupo daqueles religiosos, embora sejam essas excessões, a que não nos interesse no momento. 

Quanto a João o Batista, segundo testemunho de Jesus, dentre os nascidos de mulher, não houve maior do que João, embora saibamos tão pouco sobre ele, apenas umas poucas pinceladas e alguns acontecimentos relacionadas a sua pregação, batismo de Jesus, e sua morte.

Mesmo com tão poucos elementos essas duas figuras ou tipos ( sem impô-los como modelos teológicos ) servem a nossa análise e reflexão momentânea:


João foi predestinado, como poucos nas Escrituras, ou seja João foi concebido e nascido para fazer exatamente o que fez. dentro de um plano de Deus. O seu conhecimento de Deus, a sua inserção na história real, foram providenciadas por Deus com a finalidade de preparar o caminho aos Salvador. Muito difícil avaliar o porquê e como isso foi feito, sem sermos testemunhas históricas oculares, simplesmente o aceitamos e não poderia ser de outro modo.

Os fariseus haviam herdado uma religiosidade legítima e transmitida familiarmente com a legitimidade de sua posição na sociedade israelita. Mais ou menos como católicos romanos, ortodoxos gregos, anglicanos, presbiterianos, metodistas, luteranos e paraprotestantes como mórmons, testemunhas de jeová, adventistas, etc. Se excluí ou incluí algum grupo aparentemente indevidamente, os citados foram apenas exemplos de como uma tradição e herança religiosa são de fato transmitidas, sem crítica ao fato.

Evidentemente, ambos, João e os fariseus amavam a Deus ( os fariseus não todos, sinceramente, pelo menos João sim ) afirmando e confessando por ordem, a existência em um Deus único e criador de todas as coisas, na revelação Escriturística anterior ao seu tempo ( excluindo-se aí todo o Novo Testamento, que ainda não havia sido escrito. Elementos e coisas absolutamente legítimas.

João entretanto, não tinha aquilo que era valorizado na vida e prática religiosas por parte dos fariseus: uma confortável coerência teológica e visível, uma prioridade e uma ênfase constante em suas vidas e prática religiosas.

Trocando em miúdos, a vida religiosa dos fariseus atendiam as espectativas humanas, aquilo que inconscientemente atrairia e satisfaria religiosamente um ser humano, e válido para qualquer modelo religioso, algo válido também hoje. Já a vida "religiosa" de João Batista se baseava únicamente no que Deus planejara para si mesmo. Embora eficaz na sua pregação, levando pessoas ao arrependimento, atraindo a ira dos governantes e indo contra a interesses pessoais de poderosos. O ministério de João não tinha nenhum atrativo insconscientemente esperado por um religioso e portanto nenhuma ênfase no que poderia ser esteticamente atrativo.

O espaço é curto e a reflexão carece até de maior profundidade. Trata-se apenas de uma observação rápida e nem por isso menos verdadeira do ponto de vista bíblico. Uma coisa podemos afirmar, o dilema é o mesmo, uma religiosidade aparentemente coerente e socialmente previsível, não constitui a verdadeira  obra de Deus, quaisquer que sejam os elementos históricamente aceitos e solidificados na prática religiosa. Isso explica em parte o fato de grandes denominações protestantes, que abençoaram o mundo e levaram através de seus regadores, milhões ao conhecimento da verdadeira salvação escriturística, estarem hoje estagnadas, embora humana e socialmente, estejam muito bem, sejam respeitáveis e produtivas.

Para quem conhece minimamente o universo cristão religioso, sabe que a sua materialidade é complexa, envolvendo não poucos elementos e recursos. Sabe também que um crente humildemente arrependido e que amem ao Senhor verdadeiramente, pode em pouco tempo adaptar-se e tomar gosto pela estrutura eclesiástica, e por coisas indiscutivelmente legítimas e nunca ser usado ou estar inteiramente dentro dos planos de Deus como João Batista, Paulo e tantos outros. Mesmos por que se o fizer, a primeira coisa a ser enfrentada é a aversão, o ódio e o  consequente desprezo dos demais confortavelmente adaptados a sua religiosidade  peculiar. 

Não se trata somente da teologia mais correta, da denominação mais respeitada, da liturgia e das reuniões mais biblicamente coerentes, seja agtravés das pregações, estudos, cânticos e orações. Há uma posição mais sutil, mas corretamente difícil de ser tomada, mais desconfortável, que poucos podem assumir diante de Deus.

Não serão essas apenas divagações sem pouca ou nenhuma base bíblica? Penso que não. Qualquer um de nós pode examinar-se a si  mesmo e avaliar o quanto no centro da vontade de Deus para a sua própria vida estamos. Se estamos fazendo tudo o que poderíamos fazer realmente ou confortavelmente descansamos em uma prática religiosa confortável embora legítima.

Conversões e milagres que ultrapassem a simples retórica é que qualquer cristão gostaria que acontecesse por intermédio de si mesmo ou de sua igreja, independentemente da denominação, se reformada, de confissão calvinista, armeniana, pentecostal, neopentecostal, etc. Olhamos sempre o defeito no outro, desqualificando o que o outro faz ou produz, algo bastante compreensível e humano. Justificamos as nossas opiniões coo defesa aquilo que não gostamos, concordamos ou aceitamos, as vezes a nossa posição é legítima, e as vezes não. 

O desastroso é que mesmo que a nossa posição aparentemente seja legítima mostrando o erro do outro, muitos de nós não apresentamos nada a mais, não somos usados por Deus, como as Escrituras afirmam reiteradamente que seríamos e não vemos nada de errado nisso. Afinal muitos ministros tem nas suas denominações e púlpitos, um bom emprego, um bom status social, e uma segurança social oriunda de um trabalho religioso socialmente legítimo.

Aparentemente a melhor fase da vida cristã seja a que rodeia os dias da conversão, seja em termos de humildade e amor, deteriorando-se através dos anos em uma  religiosidade legítima mas aparente ou em um profissionalismo religioso improdutivo pelo menos do ponto de vista de Deus. Daí o fato de ter tomado os Fariseus e João Batista como arquétipos. Com qual dos dois nos identificamos na prática? Creio que todos responderiam que ser um fariseu, é algo que definitivamente nenhum de nós gostaríamos de ser. Contudo ser um João Batista nos planos de Deus é algo que definitivamente não sabemos por onde começar e mais tememos, embora saibamos ser a única e a correta opção. 

Bem é apenas um início de conversa, nada mais que isso, por ora. Que o Senhor tenha misericórdia de cada um de nós e nos toque especificamente para que tenhamos a atitude certa em nossas vidas.
Por Helvécio S. Pereira

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