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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

QUEM É JESUS? PARTE 2

Não são poucos os livros já escritos acerca da pessoa de Jesus Cristo, livros escritos por autores cujas motivações vão desde a paixão irrestrita, passando pela fé e até o ódio. É fato unânime que falando-se bem de Cristo ou mal, há muito para si falar. Entenda-se que não que haja um mal a se falar do Senhor, mas que os inimigos do evangelho, tem ao longo dos séculos e hoje no presente urdido as mais vis mentiras tentando, se possível descaracterizar a divindade de sua pessoa e a importância de sua redenção.

Até mesmo para os que nEle crêem, a certa incógnita relacionada a certos aspectos de Sua pessoa. Os esforços em descrevê-lo se dividem em dizer QUEM JESUS É? e O QUE ELE É? Alguém pode asseverar muito apropriadamente que não há diferença entre uma pergunta e outra e entre as respostas dadas a uma e outra. O DOGMA cristão universalmente aceito, ou maciçamente aceito reza que "Jesus Cristo é Filho de Deus  e Deus".  Para muitos contudo, isso não é de todo suficiente, pois desejam uma explicação que deixe claro a união entre o seu ser divino e o seu ser humano, com o qual viveu entre nós cerca de trinta e quatro anos. Daí formulam-se questões como de onde até onde vão a sua humanidade e quando se manifesta através de sua humanidade a Sua divindade. Questões essas todas de cunho funcional e na minha opinião mais relacionadas com O QUE ELE É e não com QUEM ELE É. 

Quero tentar adiantar que, a meu ver, ambas as perguntas só podem ser respondidas, se o são respondidas, pelo próprio Deus. Pelo próprio conceito de Deus, de Deus Criador, aquele que antecede e precede todas as coisas, só Ele pode informar e traduzir, digamos assim, com a proximidade plausível ao nosso entendimento, QUEM e O QUE  ELE É.

A Bíblia começa com uma declaração taxativa que "os céus e a terra foram criados por Deus": "No princípio criou Deus os céus e a terra." Gênesis 1:1 não foi escrito para nos informar que há céus e terra, pois ambos fazem , em maior ou menor grau, parte de nossa experiência concreta, mas para dizer que antes de tudo Deus estava lá, pré-existente e vivo. Deus não existia e tudo veio a existir, Deus de um  lado, estático, imóvel, e os céus e a terra concomitantemente. Deus criou. Deus desencadeou todo o processo, concebeu na sua inteireza os céus e a terra. Temos aí o primeiro conceito de Deus: Deus Criador de todas as coisas. Quem é Deus portanto? Deus é o criador de todas as coisas, particularmente no caso "dos céus e da terra". Quanto ao que é Deus, não tenho essa resposta ainda nos primeiros versos do Gênesis, pelo menos com maior clareza.

O  Evangelho de João é dentre os quatro evangelhos o mais popular, e  único destinado a um leque maior de leitores, dos mais simples aos mais sofisticados, e o único com um primeiro capítulo extremamente singular. A semelhança do livro de Gênesis começa no seu primeiro capítulo:


João 1

NO PRINCÍPIO era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus.
Todas {as coisas} foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

O objetivo do apóstolo João era demonstrar de modo lógico que aquele Jesus do qual as pessoas ouviram falar, e cuja vida ele passa a relatar em detalhes, até a morte e ressureição, não era apenas um grande homem, um profeta, ainda que considerassem o maior deles, mas que surpreedentemente contra toda a lógica previsível e presumível, aquele homem sem aspecto agradável fisicamente era o mesmo Deus do Gênesis, por ocasião da criação dos céus e da terra.

O evangelho de João ou segundo João foi o último dos quatro evangelhos a ser escrito ( por volta de 90 d.C.) e curiosamente foi escrito depois de João ter escrito o livro de Apocalípse. Daí o fato de João ter descrito Jesus como Deus, não apenas como uma opinião teológica digamos, mas como uma testemunha, pois na sua visão, no Apocalípse, ele João se vê face a face com o Jesus Cristo glorificado. Esse dado é bastante pertinente para se ler com outros olhos o primeiro capítulo do seu evangelho. Sugiro até mesmo que ao ler o primeiro capítulo do evangelho de João leia o primeiro capítulo do seu  livro, o Apocalípse.

Diferentemente do uso de termos, digamos amplamente religiosos já  à época, como Messias, Senhor, o apóstolo João usa um termo filosófico, "logos" do grego, significando "A palavra", "A razão" de uma abrangência e compreensão que ultrapassa a compreensão simplesmente religiosa. Essa "razão" ou "palavra" habitou entre nós e nos é dito, que nada do que foi feito, foi feito sem essa "razão", "palavra" ou "logos".
Ainda é difícil dois mil anos depois, entendermos o significado pleno do que João quis de fato transmitir a todos nós, através da descrição do Logos, mas fica absolutamente claro que seja algo bem mais do que qualquer um possa supor em um primeiro momento. Alguns asseveram que foi apenas uma questão de estilo literário influenciado pela cultura grega da época, mas é óbvio, que além de escrever para atender o nível de espectativa verdadeiramente alto dos gregos, aí está uma revelação escriturística de quem Jesus de fato, era e é.

Há não poucas controvércias acerca do uso por parte de João do termo "logos", porém gosto de uma delas históricamente plausível. Vejamo-la:

Heráclito era um filósofo que viveu nos anos 540 a 480 a.c. Nasceu em Éfeso, na Ásia Menor. Uma de suas teorias interessantes é que ele chamava a atenção para o fato de que o mundo está impregnado por constantes opostos. Segundo Heráclito, se nunca ficássemos doentes, não saberíamos o que significa saúde. Se nunca tivéssemos fome não experimentaríamos a agradável sensação de sacia-la depois de uma refeição. Se nunca houvesse guerras, não saberíamos o valor da paz, e se nunca houvesse inverno não poderíamos assistir à chegada da primavera.

Tanto o bem quanto o mal são necessários ao todo, dizia Heráclito. Sem a constante interação dos opostos o mundo deixaria de existir.

Muito dessa idéia influencia nossa vida hoje. Por isso, regularmente, ouvimos as pessoas dizerem: “Só se dá valor a alguma coisa, quando a perdemos”; ou quando ainda dizemos que há mais harmonia numa relação entre opostos e, por isso, “os opostos se atraem”.

Essas idéias também influenciaram o mundo naquela época. A filosofia grega alcançou o mundo e disseminou o “pensar grego” por todo lugar. Isto incluía o mundo bíblico do Novo Testamento.

Havia uma discussão filosófica, da época dos filósofos pré-socráticos, que girava em torno da questão “De onde surgiu tudo? Qual o material subjacente que servia de origem pra tudo o mais?”

Para Heráclito, esta “alguma coisa” que era subjacente a tudo chamava-se “Deus” ou “logos”. Ele via que em todas as transformações e opostos da natureza havia uma unidade, um todo. Mas, “Deus” ou “logos”, era a base fundamental de tudo isso. Só que o “Deus” não se referia nem ao Deus dos judeus e nem aos deuses da mitologia grega.
Logos, para ele, era a “razão”. Ou seja, havia, para Heráclito, uma “razão universal” que regia o pensamento humano mesmo quando eles não pensavam de forma igual e que dirigia os fenômenos naturais.

Essa idéia filosófica era comum, divulgada e debatida na época de Jesus e seus discípulos. Por essa razão, talvez, de forma extremamente inteligente e pertinente, o apóstolo João começa seu evangelho afirmando:
“No princípio era o logos - logos - (o verbo). E o logos estava com Deus. E o logos era Deus... Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.1-3)

João, então, conhecendo a teoria de Heráclito, começou a exposição do evangelho a partir dela. Não demonizou a filosofia grega. Não rejeitou por completo. Soube expôr o evangelho a partir da cultura vigente. Ampliou-a, porém. Afirmou que não apenas o logos era subjacente a tudo e mantinha tudo. Foi além disso. Afirmou que nada seria feito, criado, se não fosse pelo logos.

E em todo o capítulo 1 do seu evangelho, apropriando-se da teoria de Heráclito, expõe quem Deus Filho é:
- A vida estava no logos;
- O logos estava no mundo;
- O mundo foi feito por intermédio do logos;
- Mas o mundo não conheceu o logos;
- O logos veio para o que era seu, mas os seus não o receberam;
- Mas a todos quantos receberam o logos, ele, o logos, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus;
- O logos se fez carne, habitou entre os homens e foi visto a Sua glória e era uma glória como a do Pai.
Com essa introdução, João identificava-se com a cultura popular de sua época. E, com isto, conseguia ser entendido. A partir daí apresentava a Jesus como o logos que os gregos procuravam. Heráclito afirmou que “deveria” existir uma “razão universal” subjacente a tudo. João respondeu quem seria essa razão, Jesus Cristo, que se fez homem, habitou entre nós, deu-nos o poder de sermos filhos de Deus, fez o mundo e trouxe vida sendo Ele próprio a vida.


Assim como os demais evangelistas ( Mateus, Marcos e Lucas ) redigiram seus textos com o objetivo de anunciar Jesus Cristo às pessoas convencendo-as a partir de suas expectativas, do mesmo modo o apóstolo João, tomando por base uma expectativa bastante alta, a da "Razão" que se sobrepõe a toda existência e concepção, mostrando que essa "razão", era o próprio Jesus, que nasceu, viveu, morreu assassinado mas que ressucitou e que escreverá o resto da história humana até o fim dos tempos e ainda dará origem a novos céus e nova terra.

Não podemos dizer, como é exatamente esse Jesus, mas quem é esse Jesus, embora também seja apenas uma parte de quem Ele realmente seja.

JESUS É ETERNO, É DEUS, É TODO PODEROSO E COM TODOS OS DEMAIS ATRIBUTOS DA DIVINDADE ORIGEM E SUSTENTAÇÃO DE TODAS AS COISAS.

Por Helvécio S. Pereira



 

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