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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SER "CALVINISTA " OU "ARMINIANO" ? ASSUNTO RELEVANTE OU NÃO?


Bem eu não sou um gênio e não são sou poucas as provas a esse respeito e a minha condição humana pessoal, mas algumas vezes tenho me sentido melhor, de fato bem, tranquilo e em paz, quando das minhas posições menos alinhadas com alguma maioria encontram pares em alguma mente iluminada pela sabedoria mais do que eu. 

Isso porque se há algo que eu aprendi a aprender na vida calmamente, foi aprender a aprender. Desse modo vou com calma, observando e provando cada coisa,verificando as suas implicações e cônscio que embora tenha que me posicionar, pois a neutralidade não conduz a nada, como o sábio Gamaliel , da para aguardar e observar mais um pouquinho.

A tecnologia e a disponibilização das informações facilitam em parte pelo acesso a um maior número de testemunhos, opiniões  e provas. Embora deva se ter a maturidade para não se ter a presunção de redescobrir a redondeza d a terra e reiventar a roda, cada um de nós muitas vezes cada descoberta de uma coisa já estabelecida corre o risco realmente de ser atribuida como  uma novidade. Desse modo reproduzo abaixo umtexto que sintetiza o meu pensamento, a minha experiência e portanto não terei por agora de escrever por mim mesmo algo que já consistia a mais tempo a minha posição sobre o assunto.

Por Helvécio S. Pereira


O DEBATE SOBRE O CALVINISMO: QUEM É O INIMIGO?


O Calvinismo é uma teologia desenvolvida por John Calvin nos anos 1500. Ele apresentou essa teologia nas suas Institutes of Christian Religion (Instituições de Religião Cristã), que em seguida chegou a ser a pedra angular das teologias Presbiteriana Reformada. Ela também é chamada de teologia TULIP. Calvino mesmo não usa o termo TULIP para descrever sua teologia, mas tal termo é um reflexo preciso, apesar de simplificado, dos seus pontos de vista; e, ao contrário do que alguns clamam, cada elemento básico da teologia TULIP pode ser encontrada nas Institutes de Calvino.





Um sumário da teologia TULIP


Total Depravity (Depravação Total): O homem é totalmente corrupto e morto, e não pode receber o Evangelho a não ser que Deus o capacite, de maneira soberana.







Unconditional Election (Eleição Incondicional): Deus escolhe incondicionalmente aqueles que serão chamados para salvação. Calvino acreditou que Deus também escolhe aqueles que vão para o inferno.aneira, que alguns homens nasceram destinados desde o útero para uma certa morte, a fim que o Seu nome seja glorificado na destruição destes. ... Deus escolhe como Seus filhos quem Lhe apraz … enquanto Ele rejeita e reprova outros” (Instituições de Religião Cristã, Livro III, cap. 23).








Limited Atonement (Expiação Limitada): A morte de Cristo foi somente para aqueles que Deus chamará para salvação. Calvino denunciou o sacrifício universal do Evangelho. “Quando parece que quando a doutrina da salvação está sendo ofertada  a todos para o seu próprio benefício, isto é uma prostituição corrupta do que foi declarado estar reservado especialmente para os filhos da Igreja” (Instituições, Livro III, cap. 22).








Irresistible Grace (Graça Irresistível): A chamada de Deus para salvação é eficaz e não pode ser resistida.








Perseverance of the Saints (Perseverança dos Santos): Aqueles que são salvos continuarão na fé.

Alguns pensamentos diversos sobre o Calvinismo


1. Estudei o Calvinismo de primeira mão [diretamente da boca dos próprios maiores defensores do Calvinismo]. Para ter um bom entendimento do Calvinismo para mim mesmo, estudei as Institutes of Christian Religion de Calvino, como também os escritos de muitos Calvinistas influentes, tanto aqueles contemporâneos como os do passado. No final de 2000, fui convidado a pregar numa conferência sobre o Calvinismo na Heritage Baptist University em Greenwood, Indiana, que foi organizada em Abril de 2001. A conferência era oposta ao Calvinismo e concordei em falar porque eu simpatizava com um tal modo de pensar. No entanto, antes de fazer a mensagem para a conferência, fiz muitas coisas. Uma delas foi estudar com muita atenção as Instituições de Calvino, por mim mesmo. Também entrei em contato com o Dr. Peter Masters em Londres, Inglaterra, que me ligou a seguir e discutimos a respeito do Calvinismo. Ele distribuiu alguns dos meus livros durante muitos anos. Falei-lhe que o amo e o respeito em Cristo e também amo e respeito o seu predecessor, Charles Spurgeon, apesar de não concordar em todos os pontos com nenhum desses dois homens a respeito do Calvinismo (ou alguns assuntos, enquanto a isso). Estudei durante muito tempo as pregações de Spurgeon e isto me beneficiou. Nos últimos anos, passei muitos dias frutíferos e abençoados estudando na Spurgeon’s Library em Missouri perto de Kansas City. Contei ao Dr. Masters que gostaria que ele me falasse quais livros ele poderia me recomendar para que eu possa corretamente entender o que ele acredita sobre o assunto (sabendo que há muitas variedades do Calvinismo). Eu não queria apresentar o Calvinismo de modo errado. No meio de outras coisas, o Dr. Masters recomendou que eu lesse Spurgeon vs. the Hyper-Calvinists (Spurgeon contra os hiper Calvinistas) de Iain Murray. Comprei o livro e o apreciei grandemente. Foi uma grande ajuda no alvo de entender melhor o Calvinismo. Assim fiz um esforço considerável para entender o Calvinismo corretamente e para não apresentá-lo de modo errado.







2. Os batistas precisam encarar o assunto do Calvinismo. É um assunto que divide, mas precisa ser encarado porque toca um dos pontos mais importantes da verdade bíblica e afeta a maneira como os crentes percebem o evangelho e a própria pessoa de Deus. É interessante observar que sempre houve muitas divisões entre os Batistas quanto ao Calvinismo.  Os Batistas da primeira hora na Inglaterra eram divididos entre General Baptists (Batistas Gerais) e os Particular Baptists (Batistas Particulares), referindo-se ao modo como consideraram a expiação de Cristo, seja ela para todos os homens (geral) ou somente para os eleitos (particular). O livro de Adam Taylor History of the General Baptists of England (1818) (História dos Batistas Gerais da Inglaterra) trata da história dos Batistas não calvinistas na Grã-Bretanha, e eles eram muitos. Que eu saiba, [Taylor] é o único historiador batista britânico do século 19 que não era calvinista. Está por certo que a grande maioria das histórias batistas foram escritas por calvinistas e eles tipicamente negligenciam e às vezes pervertam a história e as crenças dos batistas não calvinistas. Seja como for, o fato permanece que os Batistas sempre foram divididos neste assunto e não seria sábio evitar tocar no assunto, mesmo provocando divisões.








3. Estou convicto de que John Calvin causou grandes e desnecessárias divisões entre o povo de Deus por causa dos seus erros, e poucas coisas impediram o evangelismo bíblico mais do que o Calvinismo. Como veremos mais tarde, isto quase matou as igrejas batistas da Inglaterra nos anos 1700 e no princípio dos anos 1800. Sei que muitos não estarão de acordo comigo, mas estou convicto do que, entre os Calvinistas, evangelismo está sendo feito APESAR do Calvinismo, e não por causa dele.








4. É importante entender que o Calvinismo é uma teologia não assentada. Calvinistas estão seriamente divididos entre si e sempre o foram. Há muitas variações da teologia TULIP, e há alguns Calvinistas que totalmente rejeitam alguns pontos de TULIP. Sempre que alguém tenta apresentar a teologia TULIP e depois a recusa, há calvinistas que vão discutir com você falando que você está apresentando o calvinismo de modo errado. Não é tanto que você esteja apresentando o Calvinismo de modo errado, na verdade. Você poderia estar citando diretamente vários calvinistas ou até Calvino mesmo. O problema é que você está apresentando de modo errado o Calvinismo deles! Há Calvinistas de Calvino e Calvinistas de Thomas Fuller e Calvinistas de Arthur W. Pink e Calvinistas Presbiterianos e Calvinistas Batistas e muitos outros tipos de Calvinistas. E eles disconcordam entre si sobre muitas coisas. Muitos Calvinistas nunca leram as Institutes of Christian Religion de Calvino. Eles simplesmente estão seguindo alguém que segue alguém que pretende seguir a Calvino.  Calvinistas acreditam que têm o direito de rejeitar ou modificar algumas partes ou conclusões de Calvino. Concordo com eles a 100%, e, além disso, digo que também temos o direito de rejeitar a coisa inteira se estivermos convencidos do que ela não está sendo confirmada pelas Escrituras!








5. Deus não manda Seu povo escolher entre Calvinismo ou Arminianismo! A Bíblia diz “Examinai tudo. Retende o bem” (1Tes. 5:21). A Bíblia mesma é o teste da verdade, não a teologia sistemática de alguém. Tenho o direito e a responsabilidade de testar cada teologia pela Bíblia e tenho a liberdade diante do Senhor de rejeitar qualquer parte ou até tudo dessa teologia. Não preciso escolher entre teologias humanas. Eu posso ficar firme exclusivamente com a Bíblia mesma. Ela é a única autoridade para a fé e a prática. Muitos Calvinistas não autorizarão fazer isto. James White, autor de “The Truth about the King James Bible Controversy” ("A Verdade sobre a controvérsia da Bíblia do Rei Tiago") e vários outros livros, me escreveu um ano atrás e me desafiou a entrar num debate público. Ele me impeliu para “defender o Arminianismo.” Achei uma coisa estranha pois não sigo o Arminianismo e não dou a mínima pelo Arminianismo. Estudei um pouco a teologia de James Arminius e encontrei erros nela como também encontrei erros na teologia de John Calvin. White tem essa idéia tipicamente calvinista que um Cristão precisa seguir o Calvinismo ou precisa seguir o Arminianismo. Se não for Calvinista, com certeza é um Arminiano. Nada disso! Mas essa idéia teve início com Calvino mesmo. Ele tratava aqueles que não estavam de acordo com a sua posição sobre a eleição como inimigos de Deus e do evangelho, e não admitia que pessoas rejeitassem o Calvinismo e podiam ainda acreditar na Palavra de Deus! Desde a época que fui salvo pela Graça maravilhosa e gratuita de Deus, há 28 anos atrás, até hoje, quis entender a vontade de Jesus Cristo e quis ser um fiel servo dEle através da Palavra preservada de Deus, as Escrituras. Fiz disso a minha única teologia, da melhor maneira que podia. Eu gosto de teologia sistemática; no momento estou ensinando um curso de doutrina bíblica numa nova escola bíblica que começamos no sul da Ásia e estou preparando a publicação dum livro sobre Doutrina Bíblica , mas estou comprovando as várias teologias com as Escrituras só, e nunca concordei inteiramente com alguma teologia humana. Louvo a Deus de não estar debaixo de alguma obrigação divina de seguir o Calvinismo ou o Arminianismo.


Algumas coisas boas sobre o Calvinismo

Apesar de eu não concordar com a teologia calvinista, preciso admitir que há muitas coisas boas a respeito do Calvinismo, especialmente quando contrastado com a teologia e o evangelismo raso, focalizada no homem, que está tão popular hoje em dia. Quatro coisas logo vêm a mente:









1. O Calvinismo exalta Deus como o único Autor de salvação e dá glória somente para Ele. Neste assunto, o Calvinismo está correto e perfeitamente bíblico e acerta bem no alvo. Não tem salvação à não ser em Deus. Não há nada de bom no homem e não há nada que ele possa fazer para obter a sua salvação. Precisa ser inteiramente de Deus. Se não fosse pela misericórdia e a graça de Deus que providenciou salvação em Cristo e atraiu homens para essa salvação, convencendo-os e iluminando-os e concedendo-lhes fé e arrependimento (que são ambas dádivas de Deus), ninguém seria salvo. Toda Glória a Deus.








2. O Calvinismo faz o homem humilde e não lhe dá parte nenhuma na salvação e nada para se glorificar. Isso é a outra parte do ponto prévio, e nisso o Calvinismo está seguindo perfeitamente as Escrituras. A Bíblia não dá razão nenhuma para o homem se gloriar. Salvação é uma coisa inteira de Deus e nada do homem. Romanos 4:2 diz que se a salvação de Abraão não fosse inteira de Deus, ele teria alguma coisa para se gloriar, mas isso claramente não é possível já que nenhum homem pode em momento algum se gloriar de coisa alguma diante de um Deus três vezes santo. Até a justiça do homem, as melhores ações dele, não passam de imundícia diante de Deus (Isaías 64:6).








3. O Calvinismo dá uma segurança eterna àquele que crê. O Calvinismo promete uma segurança eterna ao crente, porque sabe que (1) salvação é inteira de Deus e assim não depende de algum modo das obras do homem, sejam elas boas ou más , (2) Deus elegeu e ordenou a pessoa salva para uma herança gloriosa e eterna, e (3) os salvos perseveram na fé através da obra efetiva e a moradia do Espírito Santo. Nisso [o Calvinismo] acerta bem no alvo.








4. O Calvinismo ensina que os eleitos darão provas da sua chamada. O Calvinista sabe que a salvação produz uma mudança total na vida de uma pessoa, e nisso [o Calvinismo] acerta bem no alvo. Uma “salvação” que não dá início a uma mudança de vida e direção e pensamento e propósito não é uma salvação bíblica.



Todos os Calvinistas não são iguais

É importante entender que existe uma grande variedade de doutrinas e práticas no meio dos Calvinistas, e não considero, de forma alguma, um homem como inimigo da verdade somente porque aceita parte da teologia calvinista. O livro de Iain Murray "Spurgeon vs. Hyper Calvinists: The Battle for Gospel Preaching" (Spurgeon Contra Hiper Calvinistas: a Batalha da Pregação da Palavra) (Edinburgh, Banner of Truth Trust, 1995) descreve de modo excelente as diferenças entre os Calvinistas. Existem Calvinistas ganhadores de almas, Calvinistas com muito zelo evangelístico e missionário; e existem Calvinistas que condenam estas coisas. Alguns interpretam o Calvinismo de tal maneira que não acreditam em oferecer salvação ou pregar a Palavra para todos os pecadores; até mesmo não acreditam que Deus ama a todos os homens.







Charles Spurgeon encarou isto um dia. Ele acreditou no Calvinismo em parte, apesar de recusar permitir que qualquer teologia possa revirar o ensino da Bíblia. Nos seus comentários sobre 1 Timóteo 2:3-6, por exemplo, Spurgeon escreveu:

“E então? Tentaremos colocar um outro sentido no texto do que já tem? Penso que não. Precisa-se, para a maioria de vocês, conhecer o método comum com qual os nossos amigos Calvinistas mais velhos lidaram com esse texto. ‘Todos os homens,’ dizem eles, -- ‘quer dizer, alguns homens’: como se o Espírito Santo não poderia ter falado ‘alguns homens’ se quisesse falar alguns homens. ‘Todos os homens,’ dizem eles; ‘quer dizer, alguns de todos os tipos de homens’: como se o Senhor não poderia ter falado ‘Todo tipo de homem’ se quisesse falar isto. O Espírito Santo através do apóstolo escreveu ‘todos os homens,’ e sem dúvida quer dizer todos os homens. Estava lendo agora mesmo uma exposição de um doutor muito apto o qual explica o texto de tal forma que muda o sentido; ele aplica dinamite gramatical no texto, e explode o texto expondo-o … O meu amor pela consistência com as minhas próprias doutrinas não é de tal tamanho para me autorizar a alterar conscientemente um só texto da Escritura. Respeito grandemente a ortodoxia, mas a minha reverência para a inspiração é bem maior. Prefiro aparecer cem vezes ser inconsistente comigo mesmo do que ser inconsistente com a palavra de Deus” (C.H. Spurgeon, Metropolitan Tabernacle Pulpit, 1 Timothy 2:3,4, vol. 26, pp. 49-52).

Amém e amém. Este é que é um Calvinista sábio!

Spurgeon recusou-se a tentar reconciliar toda contradição aparente na Bíblia, e era sábio o suficiente para saber que não podia entender cada mistério de Deus. Ele disse:

“Que Deus predestina, e que o homem é responsável, são duas coisas que poucos enxergam. Acredita-se que são inconsistentes e contraditórias; mas elas não são. É simplesmente a culpa do nosso julgamento fraco. Duas verdades não podem ser contraditórias. Se, então, acho ensinado em um lugar que tudo foi pré-ordenado, é verdade; e se achar em outro lugar que está sendo ensinado que o homem é responsável para todas as suas ações, é verdade; e é a minha grande tolice que me leva a imaginar que duas verdades podem se contradizer. Não acredito que essas duas verdades jamais poderão ser amalgamadas numa só sobre qualquer bigorna humana, mas elas serão uma só, na eternidade: são como duas linhas que são tão paralelas, que a mente que persegui-las o mais longe possível, nunca descobrirá que elas convergem; mas elas convergem sim, e se encontrarão em algum lugar na eternidade, perto do trono de Deus, de onde nasce toda verdade ” (C.H. Spurgeon, New Park Street Pulpit, Vol. 4 (1858), p. 337).

Spurgeon advertiu para não se criar teologias que tentam reconciliar cada dificuldade bíblica:



“Homens com uma ansiedade mórbida de ter uma crença coerente, uma crença que se ajunte para formar um quadrado como um quebra-cabeça chinês,--são muito aptos a estreitar as suas almas. Aqueles que somente acreditam naquilo que eles podem reconciliar necessariamente duvidarão muito quanto à revelação divina. Aqueles que recebem pela fé tudo o que eles encontram na Bíblia receberão duas coisas, vinte coisas, ou vinte mil coisas, apesar de não conseguirem construir uma teoria que possa harmonizá-las todas” (C.H. Spurgeon, “Faith,” Sword and Trowel, 1872).

Nesses assuntos, Charles Spurgeon era um Calvinista, mas ele era muito mais do que um Calvinista; ele era um Biblicista. Fala-se a respeito de Spurgeon, que se você desse uma furada nele, até o sangue dele era “bibliano.” Ele amava teologia e estudou teologia com diligência, mas a coisa mais importante é que ele tinha uma fé de criança em tudo o que a Bíblia fala e não admitiu que alguma teologia humana revirasse um ensinamento claro das Escrituras.

E mesmo se Spurgeon pode ser considerado como Calvinista, ao mesmo tempo ele era um grande evangelista e acreditou que podia-se oferecer a salvação a todos os homens. Spurgeon pensava que mais pecadores poderiam ser salvos se o evangelho fosse pregado para [mais de] eles, e ele não tentou reconciliar um tal ponto de vista com a eleição de Deus. Ele pensava que a sua responsabilidade era de pregar o evangelho para o maior número de pecadores possível. Ele acreditava que instrumentos como a oração poderiam resultar em uma maior ceifa de almas. Ele tinha reuniões de oração antes dos cultos, e toda segunda-feira a noite, e também em outras ocasiões. Às vezes, quando o auditório do Metropolitan Tabernacle estava cheio, um grupo ficaria na sala de oração de baixo para orar durante a pregação (informação recebida por e-mail da Sra. Hannah Wyncoll, Assistente Administrativa, Metropolitan Tabernacle, June 2, 2000). Spurgeon gostava de ganhar almas e ensinou as suas ovelhas a serem ganhadoras de almas. O seu famoso livro The Soul Winner ("O Ganhador de Almas") continua sendo impresso. Havia alguns na igreja de Spurgeon que “fizeram sua a tarefa especial de ‘olhar para almas’ na nossa grande congregação, e de tentar levar a uma decisão imediata aqueles que aparentemente foram impressionados pela pregação da Palavra. [Nota do Irmão Cloud: Observa-se a palavra “decisão” na descrição que Spurgeon dá destes ganhadores de almas!] Um irmão ganhou para si o título de meu [de Spurgeon] cão de caça, porque sempre está pronto a pegar as aves feridas. Uma segunda-feira à noite, numa reunião de oração, ele estava sentado ao meu lado no palco; de repente senti a sua falta, e agora o ví do outro lado do prédio. Depois da reunião, perguntei-lhe porque ele saiu tão rápido, e ele falou que o gás iluminava o rosto de uma mulher na congregação, e ela tinha um olhar tão triste que ele deu volta, foi sentar do lado dela, pronto para falar sobre o Salvador depois do culto” (C.H. Spurgeon, The Full Harvest, p. 76). Assim, vemos que Charles Spurgeon era um homem muito zeloso para ganhar almas, e o seu Calvinismo e suas convicções sobre a soberania de Deus não impediram isso de modo nenhum.

De outro lado, muitos Calvinistas da época se opuseram de modo veemente a Spurgeon, tanto nos seus púlpitos como nas suas revistas, e denunciaram sua prática de estender convites a pecadores para virem a Cristo. (Na verdade ele não convidava as pessoas para virem à frente durante o culto, como se faz hoje em dia, mas os convidava a vir para Cristo assim mesmo; e ele acreditava que no final um pecador era salvo em cada assento no enorme auditório do Metropolitan Tabernacle daquele dia.) Por exemplo, um jornal calvinista muito popular na época de Spurgeon era o Earthen Vessel. Numa das suas edições em 1857, simplesmente declarou que “é um absurdo pregar que é dever do homem crer em Cristo para salvação.” Era exatamente o que Spurgeon pregava. Portanto, para muitos Calvinistas da sua época, Spurgeon era um cara absurdo!

Isso nos lembra que há vários tipos de Calvinistas e não seria sábio considerá-los todos da mesma forma.

Tive o privilégio de conhecer, ou pelo menos de comunicar-me à distância, com muitos Calvinistas homens de Deus e ganhadores de almas. Muitas vezes correspondei-me com Dr. David Otis Fuller, o pastor formado em Princeton da Wealthy Street Baptist Church em Grand Rapids, Michigan, e também editor de muitos livros importantes defendendo a English Authorized Version ("Versão Autorizada Inglesa [também conhecida como King James Bible, a Bíblia do Rei Tiago]"). Dr. Fuller acreditava no Calvinismo, pelo menos em parte, mas faleceu enquanto estava levando uma menina a Cristo na escola dominical.







Dr. Ian Paisley, pastor da Martyrs Memorial Presbyterian Church em Belfast, Irlanda do Norte, é outro exemplo. Tenho muita consideração por ele, apesar de ele ser um inabalável Calvinista. Lembro com alegria o nosso encontro em um restaurante no centro de Belfast, alguns anos atrás. Eu estava pregando em algumas igrejas batistas na Irlanda, e ele me chamou para a sua casa e me convidou para almoçarmos juntos. Foi uma bênção encontrar este homem de Deus, e isto foi a parte mais destacada desta viagem interessante e proveitosa. Ele me deu dois livros da sua biblioteca para ajudar na minha pesquisa sobre a história da defesa da King James Bible. Ele me mostrou a sua cópia do meu livro “For Love of the Bible: The History of the Defense of the Authorized Version and the Received Text from 1800 to Present.” ("Por amor da Bíblia: A História da Defesa da Versão Autorizada e do Texto Recebido, de 1800 até hoje.") Ele tinha escrito [sobre o livro] as palavras, “Cloud is not beclouded.” ("Cloud não está sendo nublado.") [Observação do tradutor: aA palavra "cloud" quer dizer "nuvem", então se trata aqui de um jogo de palavras com o nome do autor deste artigo. Na verdade é quase impossível oferecer uma tradução que reflita corretamente o verdadeira sentido desta frase.] Isso foi um encorajamento, porque eu estimava muito o Dr. Paisley pelo seu zelo, pela fé, e a pela sua exposição do mistério da injustiça.








Dr. Timothy Tow, pastor da Life Bible Presbyterian Church, Dr. S.H. Tow (M.D.), pastor da Calvary Bible Presbyterian Church, e Dr. Jeffrey Khoo, Academic Dean do Far Eastern Bible College, são outros exemplos. Esses homens são inabaláveis Calvinistas mas também são Calvinistas ganhadores de almas e de grande zelo missionário. Eles e outros dos seus companheiros foram responsáveis pela pregação da palavra em muitos cantos escuros da Ásia, e me regozijo por isso. Eles distribuem os meus livros nas suas livrarias e comunicaram-se comigo em várias ocasiões, e considero-os como amigos na fé; apesar de não concordar com o Calvinismo deles nem com a posição deles sobre o batismo. E eu não posso, por essa última razão em particular, falar nas suas igrejas. Mas amo-os e não os considero como inimigos. (Se alguém dos meus leitores batistas pensa de modo diferente e pensa que homens como estes deveriam ser inimigos, é o seu privilégio, mas gostaria que não me escrevesse e me chateasse sobre este assunto.)








Dr. Peter Masters, pastor do Metropolitan Tabernacle em London, Inglaterra, é um outro exemplo. Correspondi-me com ele e falei com ele pelo telefone. Essa igreja continua seguindo os passos do seu estimado pastor de antigamente, Charles Spurgeon, neste sentido que a sua teologia é Calvinista mas também é zelosa quanto à evangelização e missões estrangeiras. O Tabernacle organiza a sua grande evangelização da Escola Dominical durante a tarde. A Escola Dominical e as Young People’s Bible Classes (Aulas Bíblicas para Jovens) começam às 3 da tarde. Tem mais de 100 funcionários, e uma frota considerável de carros ajunta-se aos 15 microônibus e ônibus maiores da igreja para buscar as crianças. Além das aulas que se dão no prédio principal da igreja, há outras filiais em outras partes da cidade. O número total de pessoas freqüentando a Escola Dominical era de cerca de 750 quando me informei alguns anos atrás. O Tabernacle também hospeda todo mês um encontro da Student Focus no sábado à noite durante os meses de aula. Esses encontros têm um caráter evangelista e recebem um bom número de participantes. Algumas reuniões com grande publicidade reuniram mais de 400 estudantes. A igreja também organiza um “chá para estudante” (uma refeição leve) cada domingo à tarde, “em parte porque senão os estudantes hospedados em albergues da juventude perderiam uma refeição vindo para igreja.” Ela mantém um camelô gospel semanal na área de shopping Elephant & Castle que está ao redor da igreja. Há uma entrada principal do metrô de Londres logo do outro lado da rua do Tabernacle. O camelô oferece Bíblias e literatura tanto para os não salvos como para os crentes, e destaca cartazes com frases como “Answers to Questions Everyone Asks about Religion” (Respostas às Perguntas que Todos Fazem à Respeito de Religião). É mantido por voluntários. O Tabernacle também usa cartazes evangelistas colocados em estações chave do metrô de Londres. O desenho muda de vez em quando. Os cartazes atuais mostram várias coisas que impedem as pessoas de ir para igreja para ouvir a Palavra. O título em cima pergunta, “O QUE IMPEDE VOCÊ DE OUVIR A PALAVRA?” Por baixo há seis desculpas comuns que as pessoas dão para não atender a igreja ou se interessar pela Bíblia. Entre essas encontra-se “Não vim a Londres para me tornar religioso”, “O Cristianismo não é nada além de mitos hebraicos, gente velha e hipócritas”, e “O que meus amigos falariam se soubessem onde fui?” Os cartazes apresentam repostas breves a essas idéias e convidam o leitor a “vir, ouvir, e decidir por si mesmo”, e a “ENCARAR OS FATOS NO TABERNACLE, PRÓXIMO DOMINGO ÀS 6:30 DA TARDE.” A Sword & Trowel fez a observação: “Estes [cartazes] são vistos por milhões de pessoas, e ao decorrer dos anos muitas pessoas que entraram pela primeira vez depois de ter visto um cartaz, foram salvas.” Assim o Calvinist Metropolitan Tabernacle (que tem 350 anos de idade) envergonha um grande número de igrejas não-Calvinistas no seu zelo para evangelizar.


Na minha opinião, Calvinistas como estes não são inimigos da verdade. Apesar de eu fortemente não concordar com eles quanto à sua teologia Calvinista, e apesar do fato que eu não gostaria de me tornar membro das suas igrejas por causa do modo diferente como consideramos este assunto, também não os considero inimigos. O Calvinista que é inimigo da verdade é o Calvinista que autoriza a teologia Calvinista a impedir ou até matar o zelo evangelista e a paixão ganhadora de almas e a visão missionária.

Poderíamos dar muitos exemplos de como o Calvinismo fez exatamente isso. A teologia Calvinista quase matou as igrejas batistas da Inglaterra nos anos 1700 e no início dos anos 1800, e a visão missionário tinha totalmente desaparecida. Consideramos a citação seguinte do livro History of the Baptists ("História dos Batistas") (1890) de Thomas Armitage:


 “O livro de William Carey ‘Inquiry into the Obligations of Christians to Use Means for the Conversion of the Heathen’ (Pesquisa sobre as Obrigações de Cristãos para Usar Meios para a Conversão de Pagãos) foi publicado em 1792, mas encontrou poucos leitores e produziu pouco resultado. Para a maioria dos Batistas, os pontos de vista de Carey eram visionários e até extravagantes, em conflito aberto com a soberania de Deus. Numa reunião de pastores, onde Ryland senior era presidente, Carey propôs que no próximo encontro eles discutiriam a tarefa de tentar espalhar a Palavra para os pagãos. ... Ryland, escandalizado, se colocou de pé e ordenou o Carey se sentar, dizendo: ‘Quando agradar a Deus converter pagãos, Ele o fará sem a sua nem a minha ajuda!’


 Onde foi que este líder batista encontrou uma tal idéia? Com certeza não foi na Bíblia, mas na sua teologia desviada.











Um exame da teologia TULIP

Que tal a doutrina da Depravação Total do Homem?


A Bíblia ensina que o homem é moralmente corrupto (Jer. 17:9; Rom. 3:10-18) e morto em ofensas e pecados (Ef. 2:1) e espiritualmente cego (1 Cor. 2:14), mas ela não ensina que o homem não pode responder ao Evangelho. Muito pelo contrário, a Bíblia ensina que Cristo dá luz para todo homem (Jo. 1:9), que Ele atrai todos os homens a Si (Jo. 12:32), e que Ele convence os homens através do Espírito Santo (Jo. 16:8). Deus chama os homens para salvação através do Evangelho (2 Tess. 2:14), e Ele deu ordens para que o Evangelho fosse pregado a toda criatura (Mc. 16:15).

Que tal a doutrina da Eleição Incondicional?


A Bíblia é muito clara quanto ao fato de que os homens não são eleitos para destruição. Homens não vão para o inferno por causa de eleição, mas porque rejeitaram ou negligenciaram o Evangelho (Mt. 23:37; Atos 13:46; 2 Tess. 2:10-11).


Que tal a doutrina da Graça Irresistível?

A Bíblia afirma claramente que Deus estendeu Sua graça para os homens e ela foi rejeitada por eles.

Caim (Gen. 4:6,7)
O mundo antes do dilúvio (Gen. 6:3)
O velho Israel (Rom. 10:21)
Israel na época de Cristo (Mt. 23:37; Jo. 5:40)
Os Judeus na época de Paulo (Atos 13:46)

Que tal a doutrina da Expiação Limitada?


Deus ama a todos os homens (Jo. 3:16)
Deus deseja que todos os homens sejam salvos (2 Pe. 3:9)
Deus deu ordens que o Evangelho seja pregado para toda & cada pessoa (Mc. 16:15)
Jesus é o preço de redenção para todos os homens (1 Tim. 2:6)
Jesus provou a morte por todos os homens (Heb. 2:9)
Jesus providenciou propiciação para todos os homens (1 João 2:2)
Deus providenciou reconciliação para todos os homens (2 Cor. 5:19)
Jesus comprou até falsos mestres não salvos (2 Pe. 2:1)
A iniqüidade de todos os homens foi colocada sobre Jesus (Is. 53:6). Se a primeira parte de Isaias 53:6 é universal, e sabemos que ela é, fica bizarramente inconsistente interpretar a segunda parte como limitada.




Alguns Versículos Usados por Calvinistas


João 6:37 “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” Este versículo é usado por Calvinistas para ensinar que Deus escolhe quem será salvo, e quando Ele escolhe que uma pessoa será salva, esta pessoa sem dúvida virá a Cristo. Então, este versículo é usado para suportar as doutrinas Calvinistas da Eleição Incondicional e da Graça Irresistível. Como sabemos que a interpretação Calvinista está errada? Este versículo deve ser interpretado à luz do seu contexto. Se o versículo fosse deixado isolado do resto da Bíblia, poderia ser interpretado de maneira Calvinista, mas ele deve ser interpretado à luz do resto do ensino de Cristo em João. O versículo 40 explica o versículo 37. É a vontade de Deus que cada um que crê em Jesus seja salvo. Os que Deus Pai deu ao Filho são aqueles que crêem nEle. Este é o ensino consistente do Evangelho de João. Vejam João 1:11-12; 3:15-18, 36; 5:24; 6:29; 11:25-26; 20:31.

João 6:44 " Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressucitarei no último dia."



Este versículo é usado por Calvinistas para suportar sua doutrina da Eleição Incondicional, que somente aqueles que foram escolhidos por Deus de modo soberano é que podem ser salvos. O problema aqui é duplo: (1) Cristo falou que Ele atrairia todos os homens a Si ( Jo. 12:32; 1:9 ). (2) A Bíblia fala que Deus deseja que todos os homens sejam salvos ( 1 Tim. 2:3-4; 2 Pe. 3:9 ). Então, enquanto seja verdade que ninguém pode vir a Cristo a não ser que ele seja atraído por Deus, também é verdade que todos os homens são atraídos e que aqueles que são rejeitados são aqueles que rejeitam a verdade e não crêem ( 2 Tess. 2:10,12 ).








Atos 13:48 “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.”  


O Calvinista interpreta este versículo à luz da própria teologia e fala que a eleição de Deus não tem nada a ver com a reposta do homem para o Evangelho, embora isso ignore o contexto imediato do versículo. Logo antes disto, no versículo 46, Paul declarou porque os Judeus não crêem. Não foi porque eles não foram escolhidos por Deus para crer. Foi porque eles mesmos O colocaram longe deles. Eles mesmos rejeitaram a verdade. Não era da vontade de Deus que agissem assim. Não foi porque eles foram preordenados para a danação eterna. Eles receberam a luz de Cristo (Jo. 1:9) e eles foram atraídos por Cristo (Jo. 12:32) e eles foram convencidos pelo Espírito Santo (Jo. 16:8), mas eles rejeitaram tudo isso, e por esta razão foram rejeitados por Deus.








Romanos 9:13-16 “Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú. Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.”  


Estes versículos são usados por Calvinistas em geral para suportar sua doutrina da Eleição Soberana, que Deus escolhe de modo soberano quem será salvo e quem será perdido. Como sabemos que está interpretação está errada? (1) O contexto não trata de salvação pessoal, mas da eleição por Deus da nação Judaica e do programa geral de Deus pelos tempos. Deus escolhendo Jacó e rejeitando Esaú não se refere à salvação pessoal deles, mas ao lugar deles no plano de Deus para Israel. Quando a Bíblia fala que Deus odiou a Esaú, isso não quer dizer que Ele não amou Esaú. Isso quer dizer que Ele rejeitou Esaú como aquele que era para fazer parte da descendência de Israel. A mesma palavra é usada em Lucas 14:26, onde Cristo falou que um discípulo deve odiar seu pai e mãe e esposa e filhos e irmãos. Será que isso quer dizer que é da vontade de Deus que um crente não sinta amor pela sua família? Alguns cultos falsos interpretaram isto assim, mas não faz sentido. O resto da Bíblia demonstra claramente que é da vontade de Deus que o crente ame seus pais e esposa e filhos. A palavra “odiar,” como está sendo usada nestes versículos, não quer dizer falta de amor; quer dizer que alguma coisa é rejeitada como tendo o primeiro lugar na vida ou no propósito de alguém. Jacó foi escolhido para ter a posição exaltada, enquanto Esaú foi rejeitado para essa posição. Da mesma forma, o discípulo de Cristo deve colocar seu Mestre na posição exaltada [suprema] na vida dele e rejeitar todos os outros desta posição. Em comparação com o amor do discípulo a Cristo, o amor dele às demais coisas deveria ser como ódio. (2) Além disso, o contexto também ensina que a salvação é disponível para todos os homens e que os homens se condenam rejeitando o Evangelho (Rom. 10:1-4,9-13). (3) O trecho em Romanos conclui falando que Deus encerrou a todos na falta de fé a fim de poder ter misericórdia de todos (Rom. 11:32). Assim a Bíblia ensina de modo consistente que a salvação está disponível para todos.



Cuidado com outro perigo: Quick Prayerism


Um perigo pelo menos tão danoso para o evangelismo quanto o Calvinismo, é o chamado “Easy Believism” (“Crença fácil”) ou “Quick Prayerism” (“Oramento rápido”) que prevalece tanto no meio de [alguns] Batistas fundamentalistas como em muitos outros grupos. Prefiro chamá-lo de Quick Prayerism ao invés de Easy Believism, porque o fato é que a salvação vem pela fé (Jo. 3:16) e a esta [fé salvadora] não é difícil. Aqueles que praticam o Quick Prayerism podem ser caracterizados como abaixo explicado:


(1) Eles são ávidos & rapidíssimos para levarem pessoas a pronunciarem uma oração [pré-fabricada, curtinha, mecânica] até mesmo quando não têm prova de convicção ou de regeneração, ao oposto do Apóstolo Paulo o qual, como João Batista, exigia prova de arrependimento.  
“Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento.” (Atos 26:20).







(2) Eles são ávidos & rapidíssimos para ignorarem [o assunto] arrependimento, ou para redefinirem arrependimento de modo a não ter nada a ver com afastamento do pecado ou mudança de vida. Eles tipicamente rejeitam as definições básicas [e bíblicas] do arrependimento como sendo “uma mudança da mente que resulta numa mudança de vida”, e redefinem o arrependimento, em lugar disso, como uma simples “mudança do estado de falta de crer para o estado de crer.” Eles não têm medo de contabilizar grandes números de confissões falsas, porque não acreditam que o arrependimento sempre traz uma mudança de vida.

(3) Eles são ávidos & rapidíssimos para dar uma segurança para as pessoas mesmo quando não houver prova de salvação. A segurança bíblica vale somente para aqueles que realmente nasceram de novo, e os tais darão provas claras disso (2 Cor. 5:17). Dar uma segurança para alguém somente porque essa pessoa orou uma [pré-fabricada, curta, mecânica] oração de pecador, ou foi à frente através de um corredor entre os bancos da igreja, e confessou Cristo para um oficial daquela igreja, é muito perigoso, porque dá uma falsa esperança para grandes números de pessoas não regeneradas.

(4) Eles são ávidos & rapidíssimos para contar números, não importa quão enganadores eles sejam. Aqueles que praticam o Quick Prayerism tipicamente relatam que têm grandes números de “salvações”, apesar de uma porcentagem significante das suas confissões não dão prova de salvação. Na minha experiência, não é caso raro que 90% das confissões produzidas em tais ministérios ficam sem fruto. É desonesto dar tais relatórios [dessa maneira]. Falar que “20 homens oraram para receber a Cristo na prisão ontem à noite” ou “500 pessoas oraram a oração do pecador através do ministério da nossa igreja o ano passado” é uma coisa. Mas é uma coisa totalmente diferente falar que “20 homens foram salvos na prisão ontem à noite” ou “500 pessoas foram salvas através do ministério da nossa igreja o ano passado.” Isso é mais verdadeiro ainda quando aquele que traz a notícia sabe por experiência que a maioria dos seus “convertidos” não ficam na bateia do garimpeiro [isto é, não são verdadeiros, não depositam no fundo como ouro, mas saem pelas bordas, como areia amarela] e que a grande parte das confissões produzidas no seu ministério são tão vazias quanto a geladeira de um homem sem um lar.

  

Conclusão


Concluindo, não estou dizendo que há formas de Calvinismo que são escriturais e que somente alguns tipos de Calvinismo mais extremo são não escriturais. Spurgeon falou que precisamos voltar ao Calvinismo de John Calvin. Apesar de eu ter um grande respeito para Charles Haddon Spurgeon (sabendo, também, que era somente um homem), preciso discordar deste grande velho guerreiro neste assunto particular. Digo que precisamos ir bem além disso. Calvino mesmo voltou até Augustino, mas isso, também, não é longe o suficiente. Na verdade, apoiar-se sobre o muito inconfiável Augustino foi um dos erros maiores de Calvino. Não precisamos voltar até Calvino. Precisamos voltar o caminho todo até a fé dispensada aos santos como foi perfeitamente e suficientemente registrada nas Escrituras! Este é o ponto onde a nossa teologia sistemática deve começar e terminar.




David Cloud
Copyright 2001, Fundamental Baptist Information Service, P.O. Box 610368, Port Huron, MI 48061-0368, 866-295-4143, fbns@wayoflife.org.



Traduzido por Philippe van Mechelen, 2004.


Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org )








 Fonte: http://solascriptura-tt.org/ SoteriologiaESantificacao/ 
&   http:// 
solascriptura-tt.org/ )

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